terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Moto Z Play, campeão em autonomia de bateria e versatilidade - Teste Completo

Recentemente testei o modelo de topo da geração Moto Z e contei isso no texto “Moto Z Snaps smartphone premium – a concretização de uma boa ideia!”. O Moto Z Play tem exatamente o mesmo DNA  de seu irmão um pouco mais luxuoso. Seu design é muito parecido, embora um pouco mais grosso por causa da bateria maior. Tem o mesmo conceito de “snaps”, os acessórios que são encaixados magneticamente no smartphone. Dessa vez eu recebi para testes o snap com a câmera Hasselblad, um show de recursos da qual falarei mais para a frente neste texto. Outros snaps eu avaliei no teste anterior do Moto Z já citado (bateria, caixa de som e o incrível projetor).


figura 01 - Moto Z Play

Apesar de haver outras diferenças entre o Play e seu irmão maior, como o processador Smartdragon 625 (Play) contra o Smartdagon 820, 3 GB de memória do Play contra 4 GB, uma câmera com um pouquinho menos de sensibilidade à luz (f/2.0 do Play contra f/1.8), no final do teste percebi ambos como igualmente capazes para as tarefas e atividades do dia a dia.  Seria algo como ter que escolher se para o seu passeio de domingo você quer ir com um carro de 150 HP ou com um de 220 HP. Ambos servem muito bem, salvo seu passeio seja em um autódromo, uma situação especial de uso.

Por isso, pelas semelhanças “genéticas” e adequação ao tipo de uso que se espera de um smartphone, vou concentrar este texto nas duas grandes diferenças entre eles que é a bateria e a câmera. Então são três diferenças porque com o snap da Hasselblad temos duas câmeras para falar a respeito. Embora com a ressalva que o Moto Z tem “motor de 220 HP” enquanto o Z Play tem “motor de 150 HP”, ambos têm usabilidade muito semelhante, para não dizer igual. O que é muito bom, pois quem tem um orçamento um pouco mais contido vai ter uma experiência de uso muito parecida nos dois casos. Salvo o peso e espessura que são um pouco maiores no Moto Z Play em relação ao seu irmão maior. Vamos então mostrar as caraterísticas gerais do Z Play.
   

figura 02 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze


 figura 03 – Moto Z Play como snap de capa (vermelha)





Autonomia da bateria a melhor dentre todos smartphones que testei!



Estraguei a surpresa com este título, mas era necessário!! Pronto, falei! Já faz um tempo que dedico pelo menos 3 semanas do meu teste de smartphone apenas a avaliação da bateria. Desenvolvi uma metodologia própria que venho usando há tempos e assim posso seguramente comparar os resultados.

O Moto Z Play foi até agora, entre os smartphones que testei o que apresentou a melhor autonomia de bateria nestas condições de uso!! Superou o recém testado Asus Zenfone 3 que até então ocupava para mim este posto. O Moto Z Play entrega em média 21 horas e 50 minutos de duração!!!!

Impossível não ser atendido nessas condições, fantástico!! Aliás, no teste com o Moto Z usando o snap de bateria auxiliar obtive autonomia parecida, mas não considerei, pois o snap não faz parte da configuração padrão (e também pode ser usado no Z Play). O ótimo SoC da Qualcomm, o Smartdragon 625, que é bem eficiente e o conjunto de medidas de economia de energia presentes permitiram este ótimo desempenho da bateria.

Eu eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia! Mas imagine que seu perfil de uso seja muito mais intenso que o meu, que você possa exaurir a carga na metade do tempo, o sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter algumas horas a mais com pouco tempo de tomada. Com os números que obtive no teste, são mais 4h10m com apenas 15 minutos de recarga!

Fundamento meu teste de autonomia em algumas situações distintas. Algumas são apenas para referência e comparação com outros smartphones.

Standby: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, emails, conectado à rede 3/4G ou WiFI. Nesta situação o Moto Z Play permaneceu 225 horas até esgotar sua bateria, mais de 9 dias!!

Youtube: o segundo cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente (via WiFi), tela sempre ligada, nível de brilho perto de 60%. Nesta função o Moto Z Play permaneceu ativo por mais de 13 horas.

Gravação de vídeo: O terceiro cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Moto Z Play, na qual ele em teoria seguraria a gravação de vídeo por 7 horas. Disse em teoria porque durante o teste, após 32 minutos a gravação se encerra automaticamente. Precisei ficar atento e retomando a gravação para concluir este teste. Talvez algo que seja alterado/corrigido em alguma atualização a ser feita pela Lenovo/Moto.

Waze: trata-se do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação das rotas mais eficientes. O Moto Z Play consegue manter o Waze funcionando em média por 10 horas e 6 minutos.  Falo “em média” porque há tempos já sei que o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 16 viagens que mostro no gráfico abaixo. Raros são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!! Seu irmão Moto Z entrega 5 horas e 25 minutos neste teste. Há smartphones que mal chegam a 3 horas. O Moto Z Play de novo triturou este recorde dentre os meus testes, um comportamento magnífico sob Waze!


figura 04 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga da bateria, caso tenha sido esquecido de carrega-lo de um dia para o outro, o Moto Z Play ganha aproximadamente 1.3% de energia a cada minuto. Levou 1h e 18 minutos (78 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usar). Vendo de outra forma, uma carga de 40 minutos confere autonomia extra de mais de 11 horas (!!!!) no regime “misto” que eu o submeti (quase 22 horas de autonomia total). Ou mais de 5 horas e meia com apenas 20 minutos de carga. O que você acha? É fantástico!!


figura 05 – autonomia da bateria em diferentes atividades

Uso real
: o cenário que julgo mais importante é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 3 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de email, whatsapp, fotos, vídeos, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos dias testados, obtive uma vez mais de 24 horas de uso contínuo e no pior caso 18 horas e meia, média de 21 horas e 54 minutos. Avalio smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado. Por isso é para mim referencial para comparações e por isso atesto que até agoranenhum smartphone foi tão bem neste teste.


figura 06 – autonomia da bateria em regime “natural”

Ainda estou tentando correlacionar algumas informações como percentual de tempo de uso de tela, GPS, principais aplicativos, uso de fotos, voz, etc. Ainda não consegui um modelo matemático adequado, mas para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.
   
figura 07– parte do “diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

Mas o que julgo mais importante é destacar que estas quase 22 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso em relação a quem está lendo este texto. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de tela, 31% do tempo acesa (307 minutos). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, chamadas de voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizei foi muito simples, um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. Abaixo mostro algumas telas que exemplificam isso.

Neste particular dia comecei a usar o Moto Z Play um pouco antes das 7:00 e encerrei o uso às 22:33 tendo consumido 63% da carga (sobrando 37%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia, seguida pelo.


figura 08 – registro do consumo de energia de um dia típico

Interessante destacar que foram mais de 5 horas de uso de tela, ou seja, tempo que manipulei o smartphone e quase de 1 horas e 40 minutos de Waze!! Um dia bastante típico para o meu padrão de uso. E mesmo assim, fazendo as contas, neste dia a autonomia prevista seria perto de 24 horas!!! Isso em 15 horas e 33 minutos de uso e pela previsão do próprio Moto Z Play (que bateu com os meus cálculos), mais 9 horas de autonomia se o mesmo padrão de uso se repetisse.



figura 09 – registro do uso de tela e do Waze neste dia típico



Alguns avaliadores usam benchmarks para aferir o consumo da bateria. Acho que é uma forma bastante válida para fazer uma medida e poder comparar aparelhos. Mas penso que não existe nada mais “real” do que usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc. E o tempo obtido é um número fruto de uso real e não apenas uma situação de stress simulada. Prefiro assim.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor com estas informações todas possa, de uma certa forma, inferir como o Moto Z Play seria adequado ou não para sua utilização. Não sei se existe smartphone cuja autonomia seja melhor. Se existe, ainda não passou pelas minhas mãos. Tenho grande curiosidade para testar o Zenfone 3 Max e outros smartphones com grandes baterias (4000 mAh) ou mais, que prometem duração de bateria ainda maior. Será que baterão o Moto Z Play??!!


A câmera fotográfica do Moto Z Play e câmera do snap Hasselblad True Zoom


Existem diferenças entre a câmera do Moto Z e do Moto Z Play em termos de especificações. Usam sensores diferentes. O Z Play tem resolução da sua câmera traseira de 16 MP enquanto o Moto Z captura fotos a 13 MP. Mas por outro lado a sensibilidade à luz do Z Play é um pouquinho menor (menos sensível), confirmado por suas especificações de abertura f/1.8 e f/2.0.

Mas querem saber de uma coisa? No uso comum dessas câmeras, o que mais se faz no dia a dia, as diferenças são mínimas, se é que existem. Apenas em locais mal iluminados que o Moto Z é um pouco melhor que o Z Play. Ao menos subjetivamente é isso que percebi, atento que sou às capacidades das câmeras e qualidade das fotos. Vou exemplificar isso com algumas fotos que tirei com o Moto Z Play em algumas condições diferentes. Vocês verão que no geral ele e seu irmão mais nobre desempenham muito bem a função.

A foto abaixo é em teoria a mais fácil para qualquer smartphone, pois há luz em abundância. Mas não raro algum sensor ótico pode interpretar as cores de forma pouco natural. Não o Moto Z Play. Cores vivas e naturais, fiéis ao que eu observei neste dia.


figura 10 – ambiente bem iluminado (clique para ampliar)

A próxima foto me chamou a atenção porque foi feita a bordo de um avião (obviamente em movimento), através do vidro e mesmo assim consegui capturar a variação e riqueza de cores da água do mar. Também uma foto feita em situação de iluminação ideal, bastante luz.
    

 figura 11 – foto tirada de avião, também muita luz. Riqueza de cores (clique para ampliar)

A foto seguinte, ainda em condições ótimas de iluminação, apenas mostro aqui porque ficou muito interessante. A ponte estaiada na zona sul de São Paulo registrada de um ângulo diferente, ao longo da própria via (marginal Pinheiros), durante uma corrida de rua que participei levando comigo o Moto Z Play.


figura 12 – bela tomada,  também muita luz (clique para ampliar)

Na foto a seguir, um raro instantâneo, capturei um grilo bem de perto, aliás, adoro este tipo de foto. Chamou minha atenção o fato de ter sido feita sem flash e olhando nas características do arquivo, sensibilidade ISO 800 e tempo de exposição de 1/15 segundos. Méritos do Moto Z Play nessa foto, um ISO alto (800), não apresentou granulação e o tempo de exposição relativamente alto (1/15) não deixou a foto tremida.
    

figura 13 – foto próxima sem flash, riqueza de detalhes (clique para ampliar)

Fotos com fundo muito iluminado são sempre problemáticas, já que a tendência é que o primeiro plano fique totamente escuro. O que dizer então de uma foto contra a luz, mesmo que ao crepúsculo. O recurso HDR presente em várias câmeras lida com esta situação. É o que bem ilustra a foto abaixo. Não só se vê tudo no primeiro plano da foto como o arbusto com flores amarelas está bem representado. HDR do Moto Z Play aprovado.
  

figura 14 – foto contra a luz, bom trabalho do recurso HDR (clique para ampliar)

Em maior ou menor quantidade, selfies estão presentes no nosso dia a dia. A foto abaixo mostra um momento capturado logo após eu encerrar uma corrida de rua em São Paulo, na resolução de 5 MP. A camiseta que eu usava era mesmo “amarela ligada na tomada” como parece. Fidelidade de cores aprovada! Vale destacar que o Moto Z Play permite disparar um selfie com o gesto de “V” na frente da câmera, muito útil e prático.
  

figura 15 – selfie com o Moto Z Play (clique para ampliar)

Começamos agora a com algumas fotos difíceis, ou seja, situação na qual todos os smartphones têm dificuldades. Falo das fotos noturnas e com pouca luz. A foto abaixo capturada com sensibilidade ISO 2000 (uma foto “normal” usa ISO 100 ou 64 se for ambiente ensolarado). Câmeras ou smartphones que não tenham uma lente com abertura apropriada, tendem a não registar com perfeição as cores nesta situação. Achei até satisfatório o resultado, embora na parte esquerda da foto, por causa das luzes, se perdeu um pouco o registro da cor dessas luzes. Ao ampliar bastante a foto pode ser percebido o efeito de granulação, algo esperado pela circunstância da foto. Mas vale o registro, apenas se percebe a granulação com uma grande ampliação. O Moto Z por ter uma lente mais “clara” (abertura f/1.8 contra f/2.0 do Z Play) possivelmente sofreria um pouco menos nesta situação. Mas ainda assim fiquei satisfeito com a foto.


figura 16 – foto noturna – prova de fogo para qualquer smartphone (clique para ampliar)
    

figura 16b – foto noturna – ampliação mostrando certo nível de granulação (normal)

A próxima foto também foi tirada em situação de baixa iluminação, mas como a cena está mais próxima o Moto Z Play usou sensibilidade ISO 800. Ampliando quase não se percebe granulação. Achei que as cores capturadas ficaram ótimas a despeito da baixa iluminação.
  

figura 17 – foto noturna , pouca luz (clique para ampliar)

Voltando às fotos bem iluminadas, a próxima achei muito bonita. Foi tirada em um dia bastante nublado, logo após uma grande chuva. Mais uma foto com grande proximidade, tirada a poucos centímetros. Reparem a clareza das cores, a sutileza das gotas de água sobre as pétalas!! Na sequência mostro uma ampliação de uma parte da foto, que só reforça a percepção de captura muito rica da imagem
    

figura 18 – foto tirada bem perto, riqueza de detalhes (clique para ampliar)
  

figura 18b – aproximação da foto anterior, riqueza de detalhes (clique para ampliar)

Abaixo mostro mais uma foto que ilustra a captura da diversidade de cores e diferentes planos. Pela abundância de luz seu tempo de exposição foi de 1/900 segundo e ISO 64, o que torna a foto totalmente em foco, mesmo em planos diferentes.


figura 19 - diferentes planos e iluminações – (clique para ampliar)

A partir de agora vou exemplificar o resultado usando o fantástico snap de câmera Hasselblad. Caso você não conheça, a marca Hasselblad é referência em câmeras profissionais e há muito tempo. Foram câmeras Hasselblad que capturaram as imagens das missões Apollo ainda na década de 60 e 70 do século passado.  Foi uma Hasselblad que capturou umas das imagens mais bonitas de todos os tempos, o “nascer da terra” durante a missão Apollo 8 que apenas entrou em órbita da lua. Atenção, a foto abaixo NÃO foi feita com o Moto Z Play :-) !
    

figura 20 – nascer da Terra na lua capturada por uma Hasselblad – (clique para ampliar)

Isso deixa bem claro que o nome Hasselblad é extremamente sério e competente. A Lenovo/Moto desenvolveram em parceria com a empresa o snap de câmera avançadas que foi chamado de True Zoom. Tem como características principais, zoom ótico de 10 vezes, gravação de imagem em formato RAW (para edição profissional – formato sem compressão), flash de Xenon e controles avançados para ajustes manuais. Importante destacar que as fotos obtidas com este snap são fantásticas, mas não deve ser usado para ambientes pouco iluminados sem flash (seu flash é ótimo). Isso porque não existe mágica, mais lentes no processo (para compor o zoom), maior a perda de luz. Por isso a abertura dessa câmera é de f/3.6 .


figura 21 – snap Hasselblad True Zoom (10x) montado no Moto Z Play

A próxima sequência de fotos fala por si. Tirei a mesma foto, do mesmo local com a câmera nativa do Moto Z Play e com o snap Hasselblad True Zoom. Ambas ficaram praticamente iguais. Depois tirei a mesma foto com a Hasselblad com zoom máximo (10x) apontando para o local que está marcado em vermelho da foto abaixo.
    

figura 22 – foto com a área de testes da Hasselblad True Zoom(clique para ampliar)

As próximas duas fotos são relativas à área delimitada em vermelho da foto anterior. A primeira delas uma ampliação digital parcial. Já é possível notar a diferença no nível de detalhes. Não tem como ser diferente, zoom ótico e zoom digital não se comparam.
   

figura 23 – Zoom digital da foto feita no Moto Z Play(clique para ampliar)
 

figura 23b – mesma foto feita pela Hasselblad (clique para ampliar)

Mas eu quis ir mais longe. Ampliei no limite da capacidade e agora se vê com grande intensidade a diferença. Na segunda foto é possível ver uma pessoa em um corredor externo daquela casa, que não se vê na ampliação digital. Lembrando que ambas as fotos foram feitas a partir do mesmo ponto de origem que é a primeira foto com os prédios e aquela construção com as árvores ao fundo.
    

figura 24 – aproximação máxima do zoom digital (clique para ampliar)
 

figura 24b - aproximação máxima do zoom ótico da Hasselblad (clique para ampliar)

Como se diz, uma imagem vale por mil palavras! Não há dúvida alguma de que zoom com grande aproximação e qualidade tem que ser ótico. Mas não pense você que apenas em situações extremas assim, planos muito distantes que o zoom verdadeiro é útil. Usei o Moto Z Play com o snap Hasselblad True Zoom em uma grande sala de apresentações para capturar os slides sendo mostrados, algo que pelo tamanho da sala e minha distância da tela, ficaria ilegível usando apenas zoom ótico.

Em resumo, a câmera do Moto Z Play é muito boa. Apenas em cenas com menor iluminação ela perde definição em relação à câmera do Moto Z. E se fizer parte do dia a dia do usuário precisar de grandes aproximações, poder contar com o snap Hasselblad é fantástico. Este snap custa vendido à parte R$ 1499, mas se comprado com o Moto Z ou Moto Z Play pode custar apenas R$ 999. 




Conclusão


A despeito das diferenças de hardware existentes entre o Moto Z e o Moto Z Play, a diferença na usabilidade é pequena, se é que existe. Diferença mesmo é o peso do Moto Z Play que é maior, mas mesmo assim de uso bastante agradável. O peso extra é fundamentalmente devido à bateria que é maior, muito maior. E isso faz uma grande diferença.

A Lenovo/Moto em seu material de divulgação fala em duração de bateria de 45 horas. Isso não se confirmou em meu teste. Mas a autonomia da bateria do Moto Z Play é a maior dentre todos os smartphones que eu testei, um verdadeiro recorde a espera de que outro smartphone venha quebrar. Até meu teste anterior era do Asus Zenfone 3 este recorde. Em meu regime de uso comum obtive quase 22 horas de duração da bateria, uma verdadeira tranquilidade, afastando o usuário das tomadas definitivamente ao longo do dia todo. Ainda assim sua bateria é carregada completamente em pouco mais que uma hora e 15 minutos. E uma carga de 20 minutos traz para o Moto Z Play autonomia adicional de quase 6 horas segundo o minha avaliação.

Sua câmera fotográfica é muito boa, tanto na sensibilidade como no registro das cores, fidelidade e precisão. É capaz de boas fotos com baixa iluminação, mas o Moto Z é um pouco melhor por sua lente com abertura f/1.8. O snap Hasselblad True Zoom é ótimo, indicado principalmente para quem no dia a dia necessita mesmo de aproximações intensas sem perda de qualidade e que precisem editar as fotos no formato nativo (RAW) das imagens (sem perdas por compressão).

O Moto Z Play, mercadologicamente rivaliza com o Asus Zenfone 3 diretamente, casualmente o último review que publiquei. Ambos têm ótimas qualidade. O snap é um diferencial. Quem prefere uma interface mais simples (Android puro), também tem no Moto Z Play sua escolha. Mas definitivamente a duração da bateria é para mim sua melhor qualidade. Quem quiser um pouco mais de estilo, leveza e câmera melhor, opte pelo Moto Z. Mas quem quiser uma opção mais em conta o Moto Z Play é uma opção muito boa também. O Moto Z Play tem preço sugerido de R$ 2.199, mas pode ser encontrado no varejo por R$ 1.799 à vista ou R$ R$ 1.999 parcelado.



figura 25 – Moto Z Play (clique para ampliar)


figura 26 – Moto Z Play (clique para ampliar)


Moto Z Play – o campeão em autonomia de bateria e versatilidade
Moto Z Play – a melhor autonomia de bateria dentre todos smartphones
Moto Z Play - análise da câmera fotográfica e snap Hasselblad True Zoom

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