quinta-feira, 19 de setembro de 2019

PAPOFÁCIL #391 SAP Now Zipp o primeiro supermercado 100% virtual usando tecnologia SAP Business One

Adrian Tsallis, CGO e Fundador, conta a origem da empresa, primeiro supermercado 100% virtual, com processos planejados para essa forma de operação, atendendo hoje, três anos depois da criação quase 3000 itens e cuja infraestrutura de informação é o SAP Business One rodando na nuvem, garantindo o uso das boas práticas para o segmento e escalabilidade infinita refletindo em ótima experiência para o cliente.

Gravado dia 11/09/2019 no SAP Now  

PAPOFÁCIL #391 SAP Now Zipp o primeiro supermercado 100% virtual usando tecnologia SAP Business One



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

PAPOFÁCIL #389 Shure lança linha Twinplex™ microfones omnidirecionais

Fernando Fortes, Gerente Associado de Desenvolvimento de Mercado, mostra as características singulares de uma linha de microfones de altíssima qualidade na captação sonora, muito resistentes, discretos, com diversas aplicações nas áreas de entretenimento, shows, TV, cinema, reality shows, etc. tendo sido já usados em eventos de grande magnitude como Grammy, Oscar e peças da Broadway,  Esta linha já está disponível no Brasil.

Gravado dia 29/08/2019  

PAPOFÁCIL #389 Shure lança linha Twinplex™ microfones omnidirecionais




Shure lança linha Twinplex™ 
Microfones omnidirecionais de lapela e headset subminiatura oferecem qualidade de áudio e máxima durabilidade para desempenho em teatros, TVs e cinema



A Shure lança a TwinPlex™, sua nova linha de microfones omnidirecionais de lapela e headset subminiatura (5 mm), em evento a ser realizado no Hotel Maksoud Plaza, dia 27/08, em São Paulo (SP). O TwinPlex foi projetado para suportar as condições mais difíceis e proporciona áudio natural nas frequências graves e agudas, garantindo um desempenho vocal profissional impecável. A nova tecnologia de cápsula oferece som de máxima qualidade em um formato fácil de esconder, ideal para trocas rápidas de figurino ou um posicionamento discreto sob a roupa sem afetar em nada a qualidade do áudio.

O TwinPlex foi desenvolvido com a contribuição de importantes profissionais de áudio e atende às mais diversas necessidades em aplicações de teatro, broadcast, cinema, televisão e apresentações corporativas que exigem áudio de alta qualidade e máxima durabilidade.

A linha TwinPlex conta com quatro microfones de lapela (TL45, TL46, TL47 e TL48) e um microfone headset extremamente leve e totalmente ajustável (TH53), todos eles oferecidos em diversas cores e com vários acessórios e opções. O design de duplo diafragma omnidirecional garante extraordinária qualidade de áudio e o mais baixo nível de ruído para proporcionar um desempenho vocal claro, natural e envolvente.

"Testamos esses microfones com diversas pessoas, e o áudio foi excelente em todas as situações. O ruído de fundo é muito baixo, e impressiona inexistência de ruído de manuseio, do contato da roupa com o cabo", comenta Peter Schneider, proprietário da Gotham Sound, empresa Americana líder de locação de equipamentos de áudio.

Para simular anos de uso intenso, o cabo ultrafino do TwinPlex foi dobrado, esticado e puxado ao limite absoluto durante testes internos. Disponíveis em opções de 1,1 mm e 1,6 mm, os cabos podem ser pintados e são imunes a torções, nós e efeitos memória, resultando em uma flexibilidade totalmente inédita graças a uma inovadora construção em espiral com blindagem redundante.

"Os microfones ficam sempre bem posicionados e permanecem assim durante todo o período de uso. Não ocorreu nenhuma torção mesmo quando foram colocados em uma peruca ou outra parte discreta do figurino. Eles funcionaram exatamente como queríamos, e isso foi fantástico", afirma Zoe Milton, engenheiro de som de teatros.

Ideal para ambientes imprevisíveis, o TwinPlex passou pelos mais exigentes testes durante seu desenvolvimento e provas de campo para assegurar um áudio impecável, sejam quais forem as condições de uso. O revestimento e as tampas de frequência intercambiáveis e resistentes a suor evitam que a transpiração e a umidade prejudiquem o áudio, e a tecnologia do cabo se flexiona para adequar-se ao figurino e ao uso intenso, tão comum nas aplicações para as quais foi projetado.

"Saber que posso contar com um produto que simplesmente não vai falhar em uma apresentação ao vivo me dá muita confiança quando estou trabalhando. Esse microfone é uma verdadeira revolução", destaca Michael Abbott, especialista em mixagem de broadcast do programa The Voice (US).

"No desenvolvimento do TwinPlex, nós coletamos valiosas contribuições dos mais importantes profissionais do mercado durante cada etapa do processo e testamos os protótipos intensamente para garantir o melhor produto", declara John Born, gerente sênior de produtos globais da Shure. "Esse trabalho resultou em um amplo portfólio de mais de 60 versões com diversas cores, conectores, cabos, respostas de frequência e sensibilidades para atender a qualquer aplicação que necessite de um som com qualidade excepcional e durabilidade sem precedentes."

O TwinPlex já foi testado em diversos espetáculos e apresentações ao vivo nos Estados Unidos, como no programa The Voice, a premiação do OSCAR 2019, os Grammy Awards e a grande final da NBA.

Para saber mais acesse www.shure.com.

Sobre a Shure
A Shure (www.shure.com) oferece excelência em qualidade de som há quase um século. Fundada em 1925, a empresa é uma importante fabricante de equipamentos de áudio, conhecidos por sua qualidade, desempenho e durabilidade. Produzimos microfones, sistemas de microfone sem fio, monitores e fones in-ear, fones de ouvido, sistemas de conferência e diversas outras soluções. Você pode sempre contar com a Shure para ter uma excelente experiência de audição ou garantir que tudo funcione perfeitamente em momentos críticos sobre o palco, no estúdio e em salas de reunião. A Shure Incorporated está sediada em Niles, llinois (EUA), e possui mais de 30 fábricas e escritórios regionais de vendas em diversos países das Américas, Europa, Oriente Médio, África e Ásia.








segunda-feira, 29 de julho de 2019

Asus Zenbook 14, leve, ágil e rápido, ele serve para você?

O Zenbook 14 chegou ao mercado de uma forma um pouco diferente, teve grande cobertura por parte dos muitos veículos de tecnologia. Pode-se dizer que este barulho não é sem motivo, pois foi anunciada uma robusta família de produtos entre os quais figura o Zenbook 14. Embora seja o membro mais “simples”, ainda assim ele tem configuração muito robusta, alto desempenho e mobilidade. Imaginem então os outros membros da família!

Seu grande destaque é aliar ao mesmo tempo tamanho bastante pequeno, muito leve, apenas 1,2kg, com especificações que conferem forte desempenho, visando produtividade para o usuário. Conta com processador Intel Core i7 de 8ª geração, 8 GB de memória e sistema de armazenamento baseado em SSD M.2, memória flash e não disco magnético, cerca de 15 vezes mais rápido que os discos rígidos convencionais (e 3 vezes mais rápido que SSD do tipo SATA). A experiência de uso é muito favorecida, pois tanto a carga do próprio Windows 10 como execução dos programas acontecem de forma muito, mas muito rápida. Além disso o processador é muito esperto, acelera sua velocidade (mais que o dobro) para entregar mais desempenho quando precisa ou desacelera (pela metade) para economizar energia (quando ocioso). Não tem conexão Ethernet, mas seu sistema de WiFi de última geração (“ac”) tem desempenho diferenciado, robusto e veloz. Importante destacar que ele é extremamente silencioso!!

 
figura 01 – Asus Zenbook 14

Tem bordas muito finas denominadas NanoEdge, que confere um aproveitamento muito grande da tampa do notebook como tela de trabalho (veja imagem acima). De fato, ele tem o tamanho de um notebook convencional com tela de 13 polegadas, mas contém uma tela de 14 polegadas. Foi construído para ser resistente. Tem até  certificação para uso em ambiente militar (MIL-STD810G), que confere robustez adicional ao notebook. Sua tela não é sensível ao toque, um recurso que seria desejável.

Seu teclado (retro iluminado, adoro isso) traz várias boas surpresas e outras não tão boas. Utiliza o padrão ABNT (não o ABNT2), que contém as teclas de acentuação que precisamos para o português, mas neste padrão algumas teclas exigem uma combinação não usual para serem obtidas (como “/” e “?”). Também estranhei o posicionamento das teclas PGDN, PGDN e DELETE, mas reconheço que isso é apenas uma questão de adaptação. Eu mesmo depois de uma semana de uso, já estava imune a essas diferenças (testei por um mês). Por outro lado, existe o inovador NumberPad, um teclado numérico virtual que pode ser aceso dentro do touchpad. Ele é construído em várias camadas de vidro, responde com muita precisão e traz o conforto de um teclado numérico que pode ser utilizado simultaneamente com as funções do touchpad.


É muito prático usar a interface de reconhecimento facial ao invés de digitar uma senha. Seu sistema de câmeras e sensores 3D trabalham muito bem em busca das feições de seu dono, liberando uso com agilidade, mesmo em ambientes com pouca luz. Seu sistema de som é da renomada marca Harman Kardon. A propósito, como os alto-falantes ficam na parte de baixo, o sistema ErgoLift inclina a base do notebook quando a tela é aberta, favorecendo tanto a difusão do som como a refrigeração do Zenbook 14.

A Asus fala que a autonomia da bateria é de 13 horas. Em meus testes no uso natural obtive entre 8 e 10 horas de uso, dependendo da forma de gerenciamento de energia escolhido. Muitos detalhes sobre isso estão na avaliação completa abaixo, inclusive estudo da bateria em situações comuns como Netflix, Youtube, Standby, etc. Vale destacar que em situação de intensa demanda o Zenbook 14 esquentou bastante durante um dos meus testes. Foi em um momento muito rigoroso, edição e renderização de vídeo, que não é tarefa para a qual foi projetado este notebook, mas ele deu conta.

Seu preço é cerca de R$ 5800 (preços podem variar de acordo com o varejista), vendido em diversas lojas e também no site da Asus. Está disponível nas cores prata metálico e azul escuro. É um computador com uma configuração muito bem elaborada, um desempenho diferenciado, extremamente leve, até seu carregador é bastante diminuto (que exige quase 3 horas para completar a carga de sua bateria). É um notebook que alia leveza, desempenho, características inovadoras como o NumberPad por um preço que se não é pequeno, é muito competitivo em relação a notebooks que têm sofisticação semelhante.







Avaliação mais detalhada

A primeira parte deste texto (acima) traz uma análise mais resumida. A partir daqui vou apresentar mais informações e mais detalhes. Na verdade, são os fatos que apurei ao longo do teste e que justificam minha opinião e conclusões. Se você quer mergulhar mais a fundo no meu estudo, total ou parcialmente, pode escolher um dos tópicos da avaliação detalhada (ou ler tudo).  Compartilho abaixo as minúcias e características do Asus Zenbook 14, entro em alguns detalhes mais técnicos, porém procurando contar tudo de forma simples. Vamos em frente!!

Características principais
 


 
De imediato chamou muito minha atenção sua extrema leveza. Ele pesa apenas 1,2kg. Com aproximadamente 32 centímetros de largura e 20 centímetros de altura ele é pouca coisa maior que uma folha de papel A4. Mas foi ao abrir sua tela que a segunda boa surpresa se revela. Neste corpinho esguio de um notebook de 13 polegadas existe uma tela de 14 polegadas, com bordas muito finas denominadas pela Asus de NanoEdge, com 92% de aproveitamento da área total. Isso confere um visual extremamente elegante, bonito e sofisticado. Apenas a borda superior é ligeiramente maior pois ela comporta a webcam e os sensores infravermelho para o reconhecimento facial, aliás um ótimo recurso deste notebook. Ele também é bastante fino cerca de 16 milímetros. Não é o notebook mais fino que existe, mas suas dimensões facilitam muito a pegada e a portabilidade.  

 figura 02 – Zenbook 14, detalhe da borda superior contendo a webcam e sensores infravermelho

Existe também sofisticação no aspecto visual. Ele é todo construído em alumínio. Na tampa traseira além do logotipo da ASUS, encontramos os tradicionalíssimos círculos concêntricos, aliás, presentes, que eu me lembre, nos notebooks desde 2012, bem antes deles serem também utilizados nos smartphones da marca.

figura 03 – Zenbook 14 e sua tampa contendo os tradicionais círculos concêntricos

A tela tem resolução Full HD (1920 x 1080), com ótimo brilho e grande precisão na reprodução das cores RGB. Tem aspecto bem brilhante, que a torna sujeita a reflexos na sua superfície dependendo do ângulo em que é observada, mas exatamente isso também faz com que tenha as cores vivas e brilhantes. A tela abre até um ângulo de 145°, possibilitando ajuste bastante flexível para a visualização. A tela não é sensível ao toque, que seria esperado em um notebook dessa categoria. Entendo que foi uma opção da Asus para garantir compromisso de custo benefício, pois excetuando os computadores 2 em 1 (notebook/tablet), tocar a tela do computador não é algo que todos usam neste modelo de uso.

Ao abrir a tela, por suas características de construção, faz-se elevar a base do notebook de tal forma que esta fique com uma pequena inclinação de 3°, sistema este denominado ErgoLift. Essa elevação favorece a ventilação do dispositivo, bem como a passagem do som, pois os alto-falantes de ótima tecnologia Harmann Kardon ficam posicionados na parte de baixo.


figura 04 – Zenbook 14 e o sistema Ergo Lift em ação

O Zenbook 14 conta com uma característica sui generis. Trata-se  da certificação militar com o padrão MIL-STD810G, que significa ter sido homologado em situações de queda, variação de temperatura, poeira, umidade, etc. Esta certificação é exigida em dispositivos para uso militar como notebooks, tablets, rádios, etc. Mas atenção!! Isso não quer dizer o que o notebook seja à prova d'água, ou que possa ser jogado para cima. Significa que ele tem nível de resistência elevado segundo a demanda para uso militar.

Conexões

Falemos agora de suas conexões externas. Existe uma porta USB padrão 3.1, uma porta USB padrão 2.0 (para uso com dispositivos legados que não funcionam na 3.0 ou 3.1) e uma porta USB-C, que não é Thunderbolt e não serve para fazer a carga da bateria do notebook. Conta ainda com uma saída HDMI para vídeo externo ou projetor, um conector padrão P2 (na verdade P3) para uso com fones de ouvido ou headset com microfone. Por fim, ainda dispõe de um leitor de cartão de memória padrão micro-SD, esses existentes nos smartphones e em muitas câmeras digitais (para ler cartões do tipo SD um adaptador USB será necessário).


figura 05 – Zenbook 14, conectores P2, USB 2.0 e leitor de cartões micro-SD


figura 06 – Zenbook 14, conectores de força, HDMI, USB 3.1 e USB-C

Perceba que eu não citei conexão Ethernet, ou seja, não é possível conectar o cabo de rede neste notebook. Sua conectividade é proporcionada pelo Wi-Fi padrão “802.11ac Gigabit-class”, ou seja, com capacidade de transferir em situações ideais até 1 Gigabit/s (cerca de 100 MB/s), que seria a taxa de transferência de uma conexão cabeada Ethernet comum. Claro que eu fui conferir e experimentei em minha própria rede já que o meu roteador Wi-Fi é padrão "ac". Veja abaixo, obtive mais de 70 MB/s, valor próximo de uma rede Ethernet e MUITO mais rápido que WiFi padrão G ou N.
     

figura 07 – exemplo de Transferência de dados via Wi-Fi – respeitáveis 70 MB/s, quase a velocidade Ethermet

Quero também destacar algo que é extremamente importante para a mobilidade de um notebook, seu carregador de bateria. Vejam na foto abaixo como é pequeno e leve este acessório. Não me lembro de ter visto carregador de notebook tão pequeno e leve quanto esse, no máximo igual. Pode parecer um detalhe, mas faz grande diferença ao carregar na mochila no dia a dia.
   

figura 08 – diminuto e leve carregador da bateria do Zenbook 14, metade de um lápis


Velocidade e poder de processamento


Mas com toda essa carinha bonita, será que o interior do Zenbook 14, está no mesmo nível? Ele conta com um processador Intel Core i7 de 8ª geração, a saber o 8565U, que é muito esperto para lidar com situações de mobilidade. Ele trabalha em uma frequência nominal de 1.8 Ghz, mas quando é solicitado maior poder de processamento ele eleva sua frequência até 4.6 Ghz, um incremento de 156% !! Da mesma forma, em regime de baixa demanda ele reduz sua velocidade para 0.8 Ghz, menos da metade da sua velocidade original. Qual é a consequência disso tudo? Ele trabalha em uma boa velocidade no dia a dia e naqueles breves momentos em que processamento pesado é necessário, por exemplo, o recálculo de uma planilha Excel bastante complexa, o tratamento de uma foto, a edição de um vídeo, ele pisa no acelerador e completa tarefa muito rapidamente. Se está “à toa” sem fazer nada, reduz sua velocidade para economizar a bateria. Definitivamente é o melhor dos 2 mundos, uma solução muito inteligente e eficaz.
  

figura 09 – diferentes frequências de funcionamento do processador

Curiosamente vale destacar que, o desempenho deste processador de 8ª geração supera por pequena margem o processador usado em notebook gamer da geração passada. Excelente trabalho da Intel ao aprimorar seus chips geração a geração. Também destaco que este processador não conta com os recursos Intel vPro, que são importantes em notebooks corporativos para gerenciamento remoto, que não é o caso do Zenbook 14, direcionado para o consumidor final.

Sua placa gráfica é integrada ao processador, a Intel UHD Graphics 620. Modelos mais sofisticados podem dispor de uma GPU à parte (a Asus tem modelos assim), que acelera tanto no uso de jogos como aplicativos gráficos complexos. Uma GPU à parte faz falta no Zenbook 14? Não faz. Existem notebooks específicos para jogos, bem como existem notebooks específicos para criadores de conteúdo, pessoas que editam vídeos, trabalham com imagens pesadas, que não é o perfil deste notebook. Mas a despeito disso jogos também rodam bem por aqui, claro que em resolução um pouco mais baixa ou jogos um pouco mais simples. Da mesma forma também consegui fazer edição e renderização de vídeo no Zenbook 14, encarando inclusive alguns arquivos em 4k de resolução, mas claro que não tão rapidamente como se fosse em um dispositivo específico para essa finalidade.

Mas não apenas um bom processador compõe uma boa solução. Ele conta com 8 GB de memória RAM e como dispositivo de armazenamento um SSD, ou seja, armazena os arquivos em memória não volátil e não discos magnéticos, de 256 GB do tipo M.2. Este SSD é 3 vezes mais rápido que um SSD do tipo SATA, que por sua vez é 5 vezes mais rápido que um HD convencional. Sabe esse seu notebook que você está usando agora? O Zenbook 14 consegue transferir as informações cerca de 15 vezes mais rápido que ele!!! A diferença é impressionante, entre ligar o computador e você já obter a tela do Windows com seus ícones, é algo que demora cerca de 10 a 12 segundos!

Vi vários testes na internet reportando que obtiveram em seus testes com o Zenbook 14, taxas de transferência na leitura no SSD da ordem de 3400 MB/s. Todos com certeza testaram corretamente usando o bom software CrystalMarK, porém como a leitura pode ser guardada em cache (5 x 1 GB), isso pode distorcer os resultados. Testando com o máximo tamanho possível de arquivo (1 x 32 GB), neste mesmo software, obtive taxas de transferência com podem ver da ordem de 1450 MB/s, que por sua vez representam 3 vezes mais rápido que um SSD SATA (como a Asus divulga). Isso não diminui a qualidade deste notebook, muito pelo contrário, pois ainda assim ele transfere os arquivos cerca de 15 vezes mais rápido que o notebook com HD convencional.
    
 
figura 10 – telas do programa Crystalmark, qual a correta??

Sobre a capacidade de expansão do Zenbook 14, há alguma limitação. Neste modelo vendido no brasil os 8 GB de memória são soldados na placa e não existe slot para ampliação. O SSD padrão M.2 pode ser substituído por meio da retirada de um simples parafuso e trocado por outro de maior capacidade. Não poder aumentar a memória é algo que pode aborrecer, mas como este notebook tem características tão bem projetadas, o usuário deste tipo de máquina estará possivelmente atendido sem necessidade de upgrade. No exterior existe modelo deste notebook com 16 GB, mas eu insisto em dizer que com 8 GB atenderá a imensa maioria dos usuários.


Usabilidade
     

Depois de uma rápida inicialização, usamos o recurso de desbloqueio facial, muito facilmente configurado, para ter acesso ao nosso ambiente de trabalho. A propósito, o desbloqueio funciona tão bem que basta abrir a tampa do notebook. Mesmo se estivermos um pouco de lado, ou até mesmo em local com iluminação baixa, o Zenbook 14 é desbloquedo para utilização. Este modelo não conta com sensor de impressão digital, que também é um recurso interessante, mas seja por meio da digitação da senha ou do muito prático desbloqueio facial, a segurança no acesso está garantida!

figura 11– Zenbook 14

O teclado é muito bom, ergonômico, preciso, tem as teclas com as dimensões esperadas, o espaçamento entre elas é correto. Existe um recurso que eu adoro o que é a retro iluminação das teclas. Isso é muito útil quando usamos o computador em um ambiente com pouca iluminação. Podemos escolher até 3 níveis de intensidade para retro iluminar as teclas. Não me lembro ter visto isso antes (3 níveis diferentes). Mas nem tudo são flores no teclado. Ele utiliza o padrão ABNT, aquele no qual existem as teclas de cedilha e os principais acentos em posições fáceis de digitar. Mas não é o padrão ABNT2, aquele mais usado no Brasil. As diferenças são pequenas, mas me incomoda ter que utilizar uma combinação de teclas para obter “/” e “?” (ALT + Q ou ALT+W). Depois de um tempo utilizando é possível se acostumar a trabalhar assim. Eu me acostumei em 7 ou 10 dias. Mas fica incômodo para quem, por exemplo como eu, utiliza mais de um computador, com padrões de teclados diferentes.
    

figura 12– teclado do Zenbook 14, ABNT1 e não ABNT2, algumas teclas em posições não usuais

Ainda sobre o teclado, na extremidade superior direita está o botão de POWER ON/OFF, onde normalmente em outros notebooks fica a tecla DELETE. Muitas vezes tentei apagar letras e não funcionava, pois estava apertando a tecla errada. E para mim as teclas PG UP e PG DN estão invertidas (sempre precisava pensar para usá-las). Para mim seria mais natural o PG DN estar à esquerda e a tecla PG UP estar à direita. Eu sou chato, eu sei, mas às vezes pequenos detalhes são importantes na produtividade.
    

figura 13– teclado do Zenbook 14, teclas PG UP, PG DN, Delete e Power em posições que não gostei

Mas a Asus teve uma grande ideia em relação ao teclado. Sabe aquelas teclas de função que ficam na parte superior do teclado, que servem para aumentar ou diminuir o volume, aumentar ou diminuir o brilho, iniciar à utilização de um projetor externo etc.? Na imensa maioria dos notebooks você precisa acionar essas funções com uma combinação de ALT mais uma tecla de função (F1, F2, F3, F4...). No Zenbook 14 você pode escolher qual é a funcionalidade dessa linha de teclas, se é comandar os ajustes do computador ou utilizar F1, F2, F3, F4, etc. de forma imediata. Uma ideia bastante simples, mas que ajuda bastante.

Sua webcam funciona perfeitamente bem em conjunto com os sensores infravermelho para o desbloqueio facial preciso e rápido, mas a qualidade da imagem em si não chega a entusiasmar. A resolução é HD (1280x720), com certeza é suficiente para aplicações de vídeo chamada, videoconferência, Skype etc., mas quem sabe em uma próxima versão do Zenbook 14 poderiam subir um degrau na qualidade dessa câmera.

Deixei para o final a melhor novidade da interface do Zenbook 14. Estou falando do NumberPad! Trata-se da junção de um touchpad com um teclado numérico. Para começar sua superfície é de vidro e não algum plástico rugoso e pouco agradável ao toque que já usei em diversos notebooks. Na extremidade superior existe um pequeno botão o que faz acender a interface do teclado numérico. A propósito, este pequeno botão merece algum aprimoramento, pois algumas vezes precisava insistir até que eu ligasse ou  desligasse o teclado numérico. Uma vez ativado torna-se uma interface muito prática para digitação de números, infelizmente boletos bancários (!) e até mesmo realizar operações em uma calculadora. Mas sabe o que é mais legal? Mesmo com o teclado numérico ativado o touchpad também está em operação, ou seja, dá para usar as duas funções ao mesmo tempo. A ideia é bastante simples, o resultado é muito interessante, mas vimos que existe um considerável esforço de engenharia para construir este dispositivo auxiliar no teclado, com várias camadas de vidro.
     

figura 14– o ótimo NumberPad do Zenbook 14

Em regime de alta solicitação como, por exemplo, edição de vídeo ele esquenta bastante, mas isso é explicado pelo recurso Turbo Boost do processador que eleva a sua frequência nominal de 1.8 Ghz para 4.6 Ghz gerando mais calor. Bom destacar que com certeza este não é o tipo de uso para qual esse notebook foi projetado. Por outro lado, é um notebook extremamente silencioso, o barulho de seu sistema de ventilação é nulo ou muito pequeno, praticamente imperceptível. Isso é muito bom, conheço notebooks que aceleram a ventoinha ao nível tal de fazer barulho muito alto causando grande incômodo.

Eu senti falta do tradicional led de indicação de atividade do disco/SSD. Isso era mais importante com os HDs magnéticos convencionais, mas eu sempre gostei de saber quanto de trabalho de leitura e gravação o notebook está fazendo. Na verdade, muitos notebooks mais modernos dispensaram esse led, mas para mim ainda é importante.

A velocidade do notebook não é exatamente uma característica de usabilidade, mas o fato do Zenbook 14 ter componentes que o aceleram, permitem que o uso no dia a dia seja muito mais fluido, sem contar o incremento de produtividade. Produtividade é uma palavra que resume bastante bem a minha experiência com os Zenbook 14.


Avaliando a autonomia da Bateria – uma interessante história
    

Como o perfil de uso difere de pessoa para pessoa, testes deste tipo raramente chegam aos mesmos resultado entre várias pessoas. Para dar uma boa visão para os leitores eu avalio em cenários distintos que definem o máximo e o mínimo possíveis e assim cada um pode tirar sua própria conclusão.

Este teste marca uma diferença na minha metodologia, pois comecei a me preocupar em explorar duas das diferentes opções de gerenciamento de energia da bateria. O Windows oferece 4 níveis diferentes de compromisso desempenho/autonomia quando usado em modo de bateria. Explorei as opções de economia máxima e o nível imediatamente superior (que seria nível 2 dentre 4 opções). Em apenas um teste eu usei “força total “, por um motivo bem específico que explicarei a seguir.

Obtive os dados abaixo, mas que descobri estarem errados!!


figura 15 – dados da autonomia de bateria obtidos inicialmente (com problema) com o Zenbook 14 – TESTE ERRADO!!

Apesar de ter compilado todas essas informações precisei refazer os testes de autonomia de bateria por um motivo sui generis. Inicialmente obtive tempos de duração de bateria que estavam consideravelmente distantes de outros testes que eu observei, feitos por amigos Youtubers e jornalistas. Se a diferença não fosse tão grande eu não me preocuparia nem um pouco, pois confio totalmente na minha metodologia usada há muitos e muitos anos. Mas as 5 horas de autonomia em uso natural, ou seja, utilizando de forma corriqueira o Zenbook 14, estava longe das 8 ou 9 horas que outras pessoas obtiveram. Vou direto para o final da história. Descobri que por estar utilizando um mal projetado mouse sem fio e seu respectivo dongle USB, distorceu sobremaneira os valores. Com toda a certeza este mouse comprado certa vez em um quiosque de aeroporto, é extremamente perdulário do uso da energia. Por isso precisei refazer todos os testes novamente, sem este mouse, que estão expostos a seguir.

A saber, eu uso no dia a dia um mouse Bluetooth da Microsoft, que além de ser muito preciso, gasta muito pouco sua própria bateria e não impacta autonomia dessa forma. Sem contar que usando o mouse Bluetooth eu não ocupo uma porta USB com o famigerado dongle do mouse sem fio.


figura 16 – mouse “vilão” que causou as distorções nos testes de autonomia com o Zenbook 14

Cheguei a trocar uma breve ideia com o Marcel Campos sobre este incidente, questionando-o se valia a pena relatar este fato (para não estender demais o texto). Sua resposta foi breve porém bastante objetiva “acho uma boa mostrar isso no review, tem muito lixo por aí que as pessoas compram sem entender os efeitos colaterais“. Entendido o problema, parti para refazer novamente os testes.

Vale aqui o alerta, acessórios devem ser adquiridos com certo cuidado pois muitas vezes o barato sai caro como neste caso. A propósito, eu errei desde o começo, pois o certo teria sido testar apenas usando o notebook com seu bom NumberPad e não com outro dispositivo. Vamos seguir para os testes corretos agora!!
    
Detalho cada um dos cenários na figura e no texto abaixo.


Figura 17 – resultados FINAIS dos testes com a bateria do Zenbook 14

Stress máximo:
foi obtido usando o programa para edição e renderização de vídeo. É um tipo de processamento fora do escopo deste tipo de notebook, porém é um caso extremo de demanda, que eu uso como mera referência. Este é o único teste em que eu uso a opção de máximo desempenho na configuração de energia do Windows. Nesta situação não usual, extrema e de altíssima demanda o Zenbook 14 sobreviveu por apenas 01h48m!! Eu o fiz sofrer com isso!


Figura 18 – Os 4 diferentes modos de administração de energia do Windows

Explico abaixo cada um dos testes presentes na tabela acima e comento os respectivos resultados.

Uso natural: foi obtido em uso misto, Excel, Word, Google Chrome, pausa para café (tela desliga após 1 minuto), alguns vídeos, leitura e resposta de email, pausas de tempos em tempos, suspensão por breves minutos... ou seja, é essencialmente como as pessoas usam seus computadores. Nesta situação obtive 8h18m no modo padrão do Windows (2º nível) e 9h48m em modo de economia máxima. Considero um desempenho excelente para este tipo de notebook, embora distante das 13 horas de autonomia propaladas pelo marketing da Asus, ainda muito bom, frente ao seu forte desempenho.

Standby tela ligada: o Zenbook 14 foi deixado com tela ligada 100% do tempo, brilho da tela em 60%, sem entrar em modo de suspensão nem hibernar, WiFi ligado recebendo emails, mas sem uso “humano” algum. Nesta situação obtive entre 12h06m (no modo padrão do Windows - 2º nível) e 14h15m em regime de máxima economia.
   
Filme Netflix resolução Full HD: iniciei a visualização de uma série no Netflix de forma ininterrupta, obtendo o conteúdo pelo WiFi. Se os episódios já tivessem sido baixados a bateria teria durado mais (menor uso da rede). Nesta situação consegui reproduzir diversos episódios da série House of Cards (sempre uso a mesma série) por 07h30m e 09h24m (máxima economia de energia).

Vídeo no Youtube resolução Full HD:
iniciei a visualização de uma playlist no Youtube, de forma ininterrupta, obtendo o conteúdo pelo WiFi. Nesta situação consegui reproduzir os diversos vídeos por 08h12m e 09h54m (máxima economia de energia).

Com as informações acima cada um pode ter uma boa ideia, em função de sua forma de uso, como o Zenbook 14 se comportaria consigo mesmo. Usarei a medida de “uso natural” como a mais geral e assim a duração da bateria é entre 8h18m e 09h48m (em modo de máxima economia), mais que suficiente para um dia de trabalho!

IMPORTANTE. A Asus apresenta a autonomia como sendo de até 13 horas. Da mesma forma que as fábricas de automóveis divulgam consumo de combustível baseado em um teste padrão, a Asus segue a sua metodologia para aferir autonomia da bateria. Com certeza ela obteve 13 horas em alguma condição de teste que não é igual a minha condição, por isso ambos os números estão certos, mas reforço que na minha própria condição obtive entre 8h18m e 09h48m.

Tempo de carga da bateria: Tão importante como a autonomia é a capacidade do notebook receber uma nova carga rapidamente. Seu carregador diminuto no tamanho e peso, de 45 watts, que favorece extremamente a mobilidade, precisa de quase 3 horas para efetuar a carga completa da bateria. Isso não parece bom, poderia ser melhor. Mas como qualquer dispositivo que usa baterias, uma boa parte da carga é feita mais rapidamente e o final é processo mais demorado. O Asus Zenbook 14 consegue carregar 50% de sua carga em apenas 52 minutos, isso é bastante apropriado. O gráfico abaixo mostra bem este processo.


Figura 19 – tempo de carga da bateria

O teste de carga bem como todos os outros que fiz relacionado à autonomia, utilizaram o bom software BatteryMon, que gera em arquivo um registro tão minucioso quanto se deseje sobre o processo de carga e utilização da bateria. As análises gráficas foram feitas utilizando o velho e bom Excel.
    

Figura 20 – Software BatteryMon usando no teste

Outras informações

Já realizei no passado testes de notebooks que como o Zenbook 14, também tinham leitor de cartão micro-SD. Em alguns casos havia orientação para utilizar o cartão como um dispositivo secundário de armazenamento, para ampliar a capacidade do notebook. Essa não é uma boa ideia para o Zenbook 14, pois como ele tem um poderosíssimo e rápido SSD a diferença de velocidade é muito grande, 1450 MB/s contra 35 MB/s, o micro-SD é 42 vezes mais lento. Pode ser feito, mas recomendo o uso do leitor de cartão apenas para trazer informações de dispositivos externos como câmeras ou smartphones para dentro do seu Zenbook 14.
 

Figura 21 –Utilizando o cartão de memória micro-SD no Zenbook 14

O Zenbook 14 vem com o Microsoft Windows 10 versão Home pré-instalado. É a versão certa para o tipo de usuário idealizado como consumidor deste equipamento. Se por algum motivo este computador precisar ser utilizado dentro de um ambiente corporativo, a própria Microsoft dispõe de um caminho chamado Windows Anytime Upgrade. Por meio de uma URL o usuário segue um passo a passo indicado pela Microsoft na “loja do Windows“, adquirindo a licença da versão Pro e por meio do pagamento e de um download realiza o upgrade de sua versão. Isso seria necessário apenas para uso corporativo, logar em domínio  (Active Directory), GPOs (políticas de uso) e outras funções de uso empresarial.


Figura 22 – Windows 10 Home presente no Zenbook 14

Uma palavra final sobre o desempenho

Quando um computador, seja ele um notebook ou um desktop, é rápido isso é imediatamente percebido. Porém minucioso que sou faço diversos testes individuais de desempenho (benchmarks) apenas para ter uma confirmação da minha percepção. Não cabe aqui nesse texto reproduzir esses muitos testes individuais, mas um deles quero compartilhar com vocês. Um clássico dentre os benchmarks de performance é o SUPERPI, programa que calcula o número irracional PI com até 32 milhões de dígitos de precisão. É cálculo matemático “de gente grande”!

Eu disponho de um esperto computador desktop com um processador Intel Core i5 de 8ª geração que tem sido bastante adequado para meus trabalhos de edição de vídeo entre outras tarefas do dia a dia. Comparando o resultado do SUPERPI entre os 2 computadores, ou seja, o Zenbook 14 e o meu desktop, o desktop é mais rápido, mas por uma margem até que bastante pequena, em torno de 20% ou menos em alguns casos. Isso reforça um desempenho extraordinário para o Zenbook 14 porque seu processador embora seja um i7 é do tipo “U” (ultra low voltage), que visa explicitamente economia de energia. Isso me surpreendeu, um notebook tão leve e pequeno estar em uma classe de desempenho muito próxima de um desktop de geração atual.


Figura 23 – teste SUPERPI realizado no meu desktop e no Zenbook 14

Não é à toa portanto, que ele se deu bem também como recurso para a edição de vídeo, mesmo não sendo o computador desenhado para esta função. A tela abaixo mostra o processo de renderização de um vídeo relativamente simples, com 9 minutos de duração, em resolução FULL HD, utilizando o meu programa de edição. A tarefa foi concluída em cerca de 17 minutos (gerando um arquivo MP4 de 30000 kbps de qualidade). Vale destacar, percebe-se um aquecimento de forma intensa, com certeza por trabalhar no máximo de sua velocidade por um tempo mais longo.
     

Figura 24 –Editando o vídeo no  Zenbook 14





Conclusão

Você que leu o texto todo, repito a introdução, versão resumida do teste que é ao mesmo tempo a conclusão sobre a análise do Zenbook 14 avaliado.

O Zenbook 14 chegou ao mercado de uma forma um pouco diferente, teve grande cobertura por parte dos muitos veículos de tecnologia. Pode-se dizer que este barulho não é sem motivo, pois foi anunciada uma robusta família de produtos entre os quais figura o Zenbook 14. Embora seja o membro mais “simples”, ainda assim ele tem configuração muito robusta, alto desempenho e mobilidade. Imaginem então os outros membros da família!

Seu grande destaque é aliar ao mesmo tempo tamanho bastante pequeno, muito leve, apenas 1,2kg, com especificações que conferem forte desempenho, visando produtividade para o usuário. Conta com processador Intel Core i7 de 8ª geração, 8 GB de memória e sistema de armazenamento baseado em SSD M.2, memória flash e não disco magnético, cerca de 15 vezes mais rápido que os discos rígidos convencionais (e 3 vezes mais rápido que SSD do tipo SATA). A experiência de uso é muito favorecida, pois tanto a carga do próprio Windows 10 como execução dos programas acontecem de forma muito, mas muito rápida. Além disso o processador é muito esperto, acelera sua velocidade (mais que o dobro) para entregar mais desempenho quando precisa ou desacelera (pela metade) para economizar energia (quando ocioso). Não tem conexão Ethernet, mas seu sistema de WiFi de última geração (“ac”) tem desempenho diferenciado, robusto e veloz. Importante destacar que ele é extremamente silencioso!!

figura 01 – Asus Zenbook 14

Tem bordas muito finas denominadas NanoEdge, que confere um aproveitamento muito grande da tampa do notebook como tela de trabalho (veja imagem acima). De fato, ele tem o tamanho de um notebook convencional com tela de 13 polegadas, mas contém uma tela de 14 polegadas. Foi construído para ser resistente. Tem até  certificação para uso em ambiente militar (MIL-STD810G), que confere robustez adicional ao notebook. Sua tela não é sensível ao toque, um recurso que seria desejável.

Seu teclado (retro iluminado, adoro isso) traz várias boas surpresas e outras não tão boas. Utiliza o padrão ABNT (não o ABNT2), que contém as teclas de acentuação que precisamos para o português, mas neste padrão algumas teclas exigem uma combinação não usual para serem obtidas (“/” e “?”). Também estranhei o posicionamento das teclas PGDN, PGDN e DELETE, mas reconheço que isso é apenas uma questão de adaptação. Eu mesmo depois de uma semana de uso, já estava imune a essas diferenças (testei por um mês). Por outro lado, existe o inovador NumberPad, um teclado numérico virtual que pode ser aceso dentro do touchpad. Ele é construído em várias camadas de vidro, responde com muita precisão e traz o conforto de um teclado numérico que pode ser utilizado simultaneamente com as funções do touchpad.



É muito prático usar a interface de reconhecimento facial, ao invés de digitar uma senha. Seu sistema de câmeras e sensores 3D trabalham muito bem em busca das feições de seu dono, liberando uso com agilidade, mesmo em ambientes com pouca luz. Seu sistema de som é da renomada marca Harman Kardon. A propósito, como os alto-falantes ficam na parte de baixo, o sistema ErgoLift inclina a base do notebook quando a tela é aberta, favorecendo tanto a difusão do som como a refrigeração do Zenbook 14.

A Asus fala que a autonomia da bateria é de 13 horas. Em meus testes no uso natural obtive entre 8 e 10 horas de uso, dependendo da forma de gerenciamento de energia escolhido. Muitos detalhes sobre isso estão na avaliação completa acima, inclusive estudo da bateria em situações comuns como Netflix, Youtube, Standby, etc. Vale destacar que em situação de intensa demanda o Zenbook 14 esquentou bastante durante um dos meus testes. Foi em um momento muito rigoroso, edição e renderização de vídeo que não é tarefa para a qual foi projetado este notebook, mas ele deu conta.

Seu preço de mercado é cerca de R$ 5800 (preços podem variar de acordo com o varejista), vendido também no site da Asus. Está disponível nas cores prata metálico e azul escuro. É um computador com uma configuração muito bem elaborada, um desempenho diferenciado, extremamente leve, até seu carregador é bastante diminuto (que exige quase 3 horas para completar a carga de sua bateria). É um notebook que alia leveza, desempenho, características inovadoras como o NumberPad por um preço que se não é pequeno, é muito competitivo em relação a notebooks que têm sofisticação semelhante. Para meu padrão de uso, é a ferramenta ideal!!
  

figura 025 – Asus Zenbook 14

segunda-feira, 22 de julho de 2019

review LG K12 Plus – um pequeno notável!

O segmento de smartphones de entrada e intermediários sempre despertaram muita atenção do consumidor brasileiro. É onde se concentra a maior parcela do consumo por conta da faixa de preço. Exatamente por isso é um mercado extremamente competitivo. A grande empresa coreana LG vem incrementando os lançamentos em nosso mercado e trouxe há 3 meses e meio o modelo K12 plus. Trata-se de um dispositivo que se firmou em termos de preço no segmento de entrada, mas tem recursos de smartphones intermediários, aliás recursos muito interessantes.

Na época de seu lançamento chegou por um preço de R$1299, que já seria um preço interessante pelas suas virtudes, embora ainda um pouco elevado. Hoje em julho de 2019 encontra-se o mesmo modelo no mercado por preços variando entre R$ 800 e R$ 900 (preço à vista). por este motivo usei no título desse texto a denomina são de pequeno notável, pois por essa faixa de preço entrega muitos recursos interessantes. Claro que há pontos para a melhoria que com certeza são endereçados em modelos mais avançados da marca, mas destaco um ótimo custo benefício neste dispositivo.


figura 01 – LG K12 Plus

Características e especificações

Chama a atenção sua leveza, são apenas 150g em um corpo de  153 x 71.9 x 8.3 mm. Sua tela HD Plus (720 x 1440 pixel) TFT LCD tem 5.7 polegadas (proporção 18:9), apresenta cores fiéis e um bom nível de brilho. Como se vê na foto acima ele mantém uma pequena borda em baixo e em cima não sendo, portanto, como os smartphones premium que praticamente não tem borda alguma. Mas felizmente a LG não se dobrou à tendência de 2018, ainda continuada por alguns fabricantes em 2019, do entalhe na tela (também conhecido como notch).

Dessa forma sua pegada é muito agradável principalmente pela já destacada leveza do aparelho é dimensões que ser adaptam às nossas mãos. Sua estrutura parece ser metálica,  mas é feita de plástico de boa qualidade, resistente e que se assemelha  alumínio.

Tem uma bateria de 3000 mAh, que soa como pequena para os padrões atuais, mas como veremos, seu projeto favorece a economia de energia, que proporciona possibilidade de uso pelo dia inteiro. Usa o processador Mediatek Helio P22(octa core 2.0 Ghz) com 3GB de memória RAM. Bom para multitarefa, mas não para quem quer usar jogos complexos e pesados.

Segue abaixo um quadro com suas principais especificações. Comentarei a seguir.


figura 02 – especificações

Características importantes

É diferencial deste modelo contar com uma certificação de resistência padrão militar (MIL-STD 801G) que significa ter sido homologado em situações de queda, variação de temperatura, poeira, umidade, etc. Esta certificação exigida em dispositivos militares como tablets, rádios e celulares. Isto não significa que este smartphone é inquebrável ou à prova d'água, mas que teve sua resistência testada e aprovada para uso em condições rigorosas pelo exército. Nada mal para um aparelho dessa faixa de preço ainda mais lembrando que quedas são o maior motivo de quebra destes dispositivos.

Sua capacidade de armazenamento é de 32 GB, que será adequado a grande parte das pessoas. No meu caso tive problemas, pois além de usar quase 200 aplicativos só minha base de dados de mensagens do WhatsApp tem quase 6 GB. Precisei fazer uma pequena faxina em aplicativos que eu não usava há muito tempo para conseguir usar o K12 plus no meu dia a dia, mas no final deu tudo certo. Ele conta com slot para cartão de memória micro SD com capacidade teórica de até 2 TB. No meu teste não usei cartão de memória externo, consegui me acomodar nos 32 GB.


figura 03 – LG K12 Plus

Ao contrário de muitos aparelhos até mais caros e sofisticados, ele tem espaço para 2 chips de operadora além do cartão de memória. Veio com a versão 8.1 do Android (Oreo), mas com garantia de atualização para o Android 9 Pie. Sua interface é bastante limpa e clara chamada LG UX, que é muito parecida com o Android puro, tem apenas algumas pequenas diferenças nos ícones.

Para o alimentar sua bateria conta com um carregador de apenas 8 watts (não tem carregamento rápido) com conector micro USB, que já é um padrão defasado na indústria, mas ainda usado em aparelhos por questão de economia. Mantém o conector P2 para fones de ouvido (com fio), que é muito bom, pois muitas pessoas assim como eu, têm seus fones de estimação que ainda usam fios. Claro que também aceita os modernos fones bluetooth.

O processador Mediatek Helio P22,  conta com 8 núcleos Cortex A53 que podem operar até 2.0 Ghz e tecnologia para alocação inteligente de tarefas entre os diversos núcleos, que podem inclusive rodar mais lentamente para a economia de energia. Com 3 GB de memória este processador permite um uso fluente de multitarefa, embora quando muitos aplicativos estão carregados simultaneamente, uma pequena demora pode acontecer ao alternar entre programas. Este comportamento é desejável e compatível com a categoria desse smartphone. Quem tentar usar jogos pesados ou complexos conseguirá executá-los apenas em modo de média ou baixa resolução. Jogos casuais rodarão plenamente sem limitação alguma.


figura 04 – SoC Mediatek Helio P22
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O LG K12 Plus tem o leitor de impressão digital no centro da parte traseira e tem boa responsividade, realizando a autenticação de segurança por biometria de forma muito rápida. Vou fazer um destaque que nunca fiz em teste de smartphones. Gostei demais do som de notificação do LG K12 Plus. Quisera eu que todos os smartphones tivessem como opção essa forma de notificação elegante e agradável, e não como alguns smartphone que têm alertas que mais parecem uma martelada em uma bigorna do que a lembrança de mensagem chegando para o usuário! Finalizo essa descrição destacando na sua lateral a existência de um botão específico para chamar o Google Assistente, maneira bastante prática para acionar comandos de voz no dispositivo.


figura 05 – LG K12 Plus – identificação biométrica na parte traseira junto às câmeras

Falando das câmeras, foto e vídeo

Sendo um dispositivo intermediário de entrada, por isso ele conta apenas com uma câmera frontal e uma câmera traseira. Porém ele conta com flash de led dualtone para as 2 câmeras. A câmera traseira tem 16 MP abertura f/2.0, a câmera tem 8 MP e abertura também f/2.0.


figura 06 – as câmeras do LG K12 Plus
É lugar comum dizer que atualmente todos os smartphones tiram fotos boas em ambientes com muita iluminação, isso é fato. Mas K12 plus obtém qualidade e nitidez nessas condições ideais que são comparáveis a smartphones de categoria superior.

Muitos smartphones sofisticados contam com mais câmeras, incluindo os sensores de profundidade para aplicar nas fotos o efeito bokeh, ou seja, o desfoque de fundo. O K12 Plus faz isso com apenas uma câmera, tanto na traseira quanto na frontal com resultados bastante satisfatórios. É capaz de filmar em resolução Full HD (1920x1080) a 30 quadros por segundo em ambas as câmeras.

Conta também com o modo de inteligência artificial nas suas câmeras, de tal forma que quando cenas predefinidas são identificadas, a captura da foto recebe um tratamento específico para aprimorar a qualidade naquela situação. Comida, animais, paisagens, pôr do sol etc. são algumas das cenas percebidas pelo sistema de inteligência artificial, que faz um bom trabalho.  Gostei do resultado em pratos de comida e em animais domésticos, mas em algumas situações a saturação fica um pouco exagerada. É um recurso que pode ser ativado ou desativado a qualquer momento na tela do aplicativo da câmera em função do gosto do usuário.
Fotos em ambiente externo, são sempre as mais fáceis para se obter bons resultados, pois há boa iluminação. Mas não é só isso. Para um resultado diferenciado precisa ter um ótimo balanço de branco, nitidez, alcance dinâmico, riqueza de cores... Para melhor entender isso vou mostrar algumas fotos abaixo e comentar sobre os resultados.


figura 07 – ambiente externo – sem HDR e com HDR
 
As fotos acima foram tiradas sucessivamente sendo que a primeira está sem o recurso HDR e a segunda foto com o recurso ativado. Para quem acha o que HDR é só para fotos contra a luz, esta sequência prova exatamente o contrário, pois na SEGUNDA foto percebemos grau de iluminação bem maior nas folhas das árvores e ao mesmo tempo o céu com uma tonalidade de azul mais bonita. Resultado muito bom do K12 Plus.

A próxima foto tem uma característica especial. Ela foi tirada meio contra luz e em uma pequena distância. Disso resultou o desfoque natural desta fotografia, ou seja, não é a aplicação de efeito artificial e sim um efeito óptico. Além disso existe uma nitidez muito boa nos detalhes da flor que está em primeiro plano.


figura 08 – ambiente externo – foto próxima – desfoque óptico

Falando em nível de detalhes as próximas duas fotos mostram a imagem normal e uma aproximação digital, ou seja, um corte da foto para mostrar os detalhes capturados.


figura 09 – ambiente externo 
 
figura 10 – ambiente externo – detalhe

Na foto abaixo, em um pôr do sol, outro exemplo de alcance dinâmico (HDR) interessante. Veja que em total contra luz ainda se vê os detalhes dos prédios. Gostei do resultado, mas essa mesma foto já fiz com outros smartphones que recuperaram mais luzes da área de sombra e mais cores no céu, ou seja, um HDR mais competente. Justiça seja feita, estou comparando com os smartphones que custam 4 ou 5 vezes o preço do K12 Plus Portanto esta foto está em um nível muito bom e compatível com o dispositivo.


figura 11 – por do sol contra luz

As mesmas virtudes da foto anterior são encontradas na foto tirada com a lente telefoto, zoom de 2x.

A próxima fotos foi tirada em ambiente interno, bem mais escuros. Ainda assim há um bom nível de capturas das cores e não se percebe granulação (ruído).


figura 12 – fotos tiradas em ambiente com baixa iluminação (foto de Pedro Thomaz)

A próxima foto é um caso extremo. Tirada em uma sala bastante escura. No lado esquerdo da foto há o registro feito pelo K12 Plus um aparelho intermediário de entrada. Percebemos que há perda de detalhes, definição, registro impreciso de cores, granulação e ruído. Mas tem algo positivo, a cena que meus olhos viam naquele momento era parecida em termos de nível de luz com o que foi. No lado direito da foto é a que tirei com um Samsung S10 Plus!! Há cores bem definidas, baixíssima granulação, detalhes muito bem capturados. Eu sei que é uma comparação extremamente cruel pois estou confrontando a foto em ambiente escuro do K12 Plus com um dos 2 melhores aparelhos Android do momento para a fotografia.


figura 13 – fotos tiradas em ambiente com baixa iluminação

O objetivo aqui é chamar atenção para que cada usuário do smartfone seja realista e use seu dispositivo dentro das especificações, ou seja, não adianta esperar uma foto no escuro seja tão boa quanto uma foto com bastante luz ou comparável com a de um aparelho que custa 5 vezes o seu preço.

E a câmera frontal?  Como falei, na verdade uma câmera só e um flash dual tone, como se vê na foto abaixo.

figura 14 – câmeras frontais

Mostro agora abaixo duas selfies capturadas. Na primeira foto vemos uma imagem até que bem equilibrada, mas percebe-se é uma atenuação dos detalhes no rosto. Muitos smartphones aplicam nas câmeras frontais este efeito visando embelezamento, mas que no final elimina parte da nitidez da imagem. É um resultado bom e compatível com o que se espera das câmeras de smartphones quando usadas para selfie. A próxima foto é quase idêntica, mas foi ativado o modo retrato para o desfoque de fundo. Perceba que foi bastante convincente o tratamento artificial do desfoque, pois, até mesmo a grade de proteção que havia no local está corretamente recortada e bem como o desfoque aplicado no fundo. Também ocorre a suavização da pele, mas em grau um pouco menor.



figura 15 – duas selfies, ambiente muito bem iluminado, ótimas cores e contraste

Concluo que as câmeras do LG K12 Plus são boas, superou minha expectativa em função de sua categoria, ou seja, intermediário de entrada. Em condição de boa luz sua definição e nitidez são grandes destaques. Em situação de baixa luz, faz o que é possível para a sua categoria de câmera, mas não sendo um ambiente extremo, sendo apenas um lugar menos iluminado, também produz boas fotos.

Analisando a fundo a autonomia e tempo de Carga da Bateria

Vai ser uma discussão longa. Você me acompanha?? Aperfeiçoei uma metodologia para estes testes que por ser consistentemente reprodutível tem se mostrado eficaz, usando sempre os mesmos princípios. Isso me permite comparar com precisão diferentes dispositivos. Há também alguns testes de situações isoladas para dar uma visão de cenários específicos.

Contrariando todos os preceitos jornalísticos vou direto ao ponto! Vou de imediato mostrar todos os resultados individuais de vários testes com o LG K12 Plus e sua autonomia de bateria!! A tabela abaixo resume tudo, ou quase tudo. Autonomia de 15 horas e 54 minutos (mais detalhes adiante). Isso é bom o bastante para você!?

Resumo dos dados aferidos com a bateria e carregamento

Figura 16 - Resumo dos dados aferidos com a bateria

Se você tem curiosidade de entender cada um destes números da tabela acima eu o convido para uma longa jornada nos parágrafos abaixo nos quais cada um deles é discutido e explicado. Há pontos muito interessantes!!

Detalhando (bastante) o teste com a bateria (explicando a tabela acima)

Fundamento meu teste em algumas situações distintas. Eu as utilizo também para referência e comparação com outros smartphones.

Standby com tela apagada: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o LG K12 Plus permaneceu 70 horas até esgotar sua bateria, quase 3 dias!! É um bom resultado, mas poderia ser melhor. Já testei smartphone que ficou 11 dias nessa situação.

Standby com tela sempre ligada: aparelho ligado, tela SEMPRE ligada com 60-65% de brilho (que julgo ser o nível mais comum), sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação permaneceu 33 horas até esgotar sua bateria, uma marca incrível! Detalhando um pouco mais o teste de standby. Veja a figura abaixo:


figura 17 – tabela com dados de descarga de bateria em standby e tela ligada
Podemos ver na tabela de dados e no gráfico foram 16h07 min de autonomia nessa situação, e com comportamento uniforme, que é importante.

Youtube/Netflix: o terceiro cenário é de uso contínuo de Youtube. Um mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em de 60-65%. Nesta função o LG K12 Plus permaneceu ativo por 13 horas e 6 minutos até esgotar sua bateria. Também a testei função análoga no NETFLIX. Nesta condição o LG K12 Plus permaneceu 9 horas e 24 minutos em operação (maratona de série). Diferenças estas associadas ao consumo de cada aplicativo neste dispositivo.

Gravação de vídeo: O quarto cenário é da função de filmagem em diversas resoluções desde HD (1280x720) 30 fps até FullHD (1920x1080) a 30 fps, tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser este o PIOR desempenho do LG K12 Plus, pois ele segura a gravação de vídeo em média por apenas 4 horas e 20 minutos. É importante o usuário saber que se gravar com o LG K12 Plus um vídeo de 1 hora, isso levará consigo em média cerca de 23% de sua bateria

Waze: O quinto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone, só superado pela gravação de vídeo. O LG K12 Plus consegue manter o Waze funcionando de forma ininterrupta em média por 6 horas e 42 minutos consumindo cada 1% da carga em 3m40seg. “Em média” porque o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone etc. Capturei os dados de 11 viagens que mostro no gráfico abaixo. É um bom desempenho nestas condições!


figura 18 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria:  o LG K12 Plus Não possui carga rápida para a sua bateria. Usando o seu próprio carregador USB de 8 Watts ele adquire 100% em aproximadamente 2 horas e 39 minutos, em média ganhando 1% de carga a cada 1m42seg (com o aparelho ligado). É realmente lento ainda mais se lembrarmos que a bateria tem 3000 mAh de capacidade. A situação pode ser atenuada realizando a carga com ele totalmente desligado. Melhora, mas ainda assim demora 2 horas e 26 minutos para carga total.


figura 19  –
carregamento da bateria

Uso no dia a dia: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por 21 dias aferi o consumo adotando o aparelho como meu único dispositivo, todos meus aplicativos, redes sociais, quatro contas de Email, WhatsApp, Instagram, fotos, vídeos, Waze, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nestes dias testados, obtive por várias vezes mais de 17  horas de uso contínuo e no pior caso 13 horas, média de 15.9 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações.


figura 20 – Autonomia da bateria dia a dia
A tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.


figura 21 – diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)
É importante destacar que estas 15.9 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso, é importante mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Dias com maior consumo foram os que tiveram maior percentual de uso de TELA, Waze, fotos, chamadas de voz, etc.

Explicando a forma de coleta de dados que utilizo, a cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. O próprio Android mostra o tempo de uso dos aplicativos mais usados. Também venho usando um aplicativo chamado ActionDash para me ajudar com isso.

Apresento agora um gráfico comparativo da autonomia da bateria correlacionando com o tempo de uso de tela (em percentagem) e com o tempo de uso de Waze (também em percentagem). Claro que há outros fatores importantes. Vimos que gravar vídeo consome muita bateria, mas usar a tela acesa (Email, WhatsApp, Facebook, navegação web, etc.) e Waze (GPS) são muito frequentes no dia a dia. Fica evidente a relação dos números. O dia de pior autonomia foi o 6º dia no qual eu usei o Waze 3% do tempo (25 minutos) e a tela ligada por 29% do tempo (4h3min). Isso pode ser visto no gráfico abaixo.


figura 22 – análise comparativa autonomia x waze x tela (clique para ampliar)

Uma métrica muito importante é a apuração do “tempo de tela, ou seja, quanto tempo se consegue de fato estar usando o aparelho, com tela ligada, realmente fazendo alguma coisa (qualquer atividade). Ao longo dos 21 dias testados obtive em média 4.7 horas de uso de tela, sendo que em um dos dias (#11) se usasse até acabar a bateria teria obtido consegui quase 7 horas de tela. Isso é um padrão adequado para um uso moderado do smartphone.


figura 23 – análise do tempo de tela máximo a cada dia

Algumas comparações interessantes da autonomia entre alguns smartphones

Como eu faço testes de smartphones há um bom tempo tenho dados compilados de outras avaliações que já fiz. Assim consigo colocar lado a lado alguns dos testes que fiz recentemente de dispositivos pertencentes a várias categorias. Isso está na tabela/gráfico abaixo. Como meu padrão de uso não mudou muito, posso comparar cada um deles.


figura 24 – comparação da autonomia entre alguns smartphones já testados

O LG K12 Plus está na média dessa lista. Costumo separar os aparelhos como aqueles que fazem parte do grupo top 18 e os abaixo disso, ou seja, que tem em média mais de 18 horas de autonomia por dia e que na minha visão torna-se excelente neste critério. Esta qualidade permite que alguém saia de casa às 06:00 e chegue à meia noite com a bateria acabando. Você pode dizer que ninguém precisa de tanta autonomia assim, mas tendo essa folga (18 horas) dá para administrar as variações do dia a dia com folga. O LG K12 Plus ainda não está no clube “top 18”, mas não está longe.

Conclusão

É muito difícil encontrar um smartphone na faixa de preço de até mil reais que reúna as principais qualidades esperadas em um dispositivo intermediário. O LG K12 Plus foi lançado pelo preço de quase R$ 1300, mas atingiu seu preço de equilíbrio perto de R$ 800, pouco mais caro se for comprado a prazo, perto dos R$ 1000.

Ele consegue essa proeza ,pois tem um tamanho interessante de tela, bastante leve, uma bateria que dura o dia inteiro, resistente a ponto de ter uma certificação militar, boa configuração, compatível com o preço ou seja 3 GB de memória e 32 GB de armazenamento. Usuários mais intensos e que usem mais aplicativos podem não ser satisfazer com os 32 GB de memória neste caso recomendo o uso de cartão expansão para armazenamento principalmente de músicas e fotos.
Seu processador Midiatek Helio P22 entrega um desempenho fluído no multitarefa, mas não completamente satisfatório para quem utilizar jogos complexos e pesados. Apenas em situação de grande número de aplicativos abertos alternar entre eles pode demorar um pouco mais.

Seu acabamento é simples, construído em plástico, mas de boa qualidade aparência e toque.  As câmeras entregam ótima qualidade em situação de boa luz com destacada nitidez e nível de detalhes compatíveis com dispositivos de categoria até mais elevada. Em ambiente de pouca luz dá conta do recado com pequena perda de qualidade porém em situação extrema de falta de iluminação perde muito detalhe, cor e aparecem muitos ruídos na imagem, algo totalmente natural para uma situação como essa e nessa categoria de smartphones. O recurso de inteligência artificial (AI CAM) ajuda a aprimorar a imagem em algumas situações das fotos e tem um bom nível de HDR (alcance dinâmico).

Considero um dispositivo muito equilibrado em relação ao custo benefício, permitindo que com um pequeno investimento, menor do que R$ 1000, o usuário tenha satisfeitas suas principais necessidades, senão todas.  Caso contrário deverá buscar um dispositivo intermediário de nível superior o que custará perto do dobro do preço.


figura 25 – cores disponíveis para o LG K12 Plus



figura 26 – LG K12 Plus


figura 27 – LG K12 Plus