quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Resolvendo o pesadelo dos cabos USB com a mudança para USB-C

Conversando com meu amigo Richard Max do grande portal de tecnologia www.rmax.com.br , trocamos uma ideia sobre como ficam as pessoas, como eu, ele e tantas outras, que têm o hábito de deixar cabo para carga de celular no carro, para aquela carga rápida providencial de vez em quando ou para cortar o “efeito Waze”, que mastiga valiosos percentuais da nossa bateria agora que há aparelhos “diferentes”.

O “problema” acontece porque os smartphones mais novos têm vindo com o novo conector USB-C que é inegavelmente melhor! Não fossem tantas outras vantagens como por exemplo, carga mais rápida e maior velocidade de transferência de dados, tem a principal e MAIS PRÁTICA de todas. O cabo não tem lado certo, pode ser encaixado de qualquer jeito, que é absolutamente melhor!! Quem não ficou alguma vez brigando com o cabo, tentando encaixar de um jeito e depois do outro??



Tradicional cabo micro USB presente na maioria dos smartphones Android

Uma solução óbvia, mas desconfortável é comprara cabos em duplicidade e mantê-los no em casa e no carro para cada tipo de uso. Mas tive uma ideia. Nada brilhante, não “descobri a pólvora” nem “coloquei ovo em pé”, mas é uma ideia que me parece legal. Existem adaptadores para que um cabo micro USB se torne um cabo USB-C. Pequeno e prático. Veja a foto abaixo.
  

Cabo micro USB  com o adaptador USB-C ao lado

No meu caso optei por ter  um cabo só apenas, o tradicional micro USB. Usando o adaptador igual a este da foto acima, tenho as duas opções no meu carro ou mesmo em casa. Deixo o adaptador guardado no cinzeiro, uso o micro USB com os dispositivos mais antigos e quando preciso, monto o adaptador no cabo (como na foto abaixo) e posso utilizá-lo nestes aparelhos.

Meu amigo Richard que fuma, possivelmente não vai guardar no cinzeiro, talvez no console do carro. Mas o que importa é termos a possibilidade de usando um cabo só, atender às duas necessidades!!
  

Cabo USB convencional já “transformado” para USB-C

O adaptador que comprei, este da marca ANKER, foi comprado fora do Brasil por US$ 4 (perto de R$ 15). É fácil achar aqui no Brasil também, desde “rabichos” com adaptador como iguais a estes que mostrei custando perto de R$ 30 (aqui e aqui).



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Test drive do Ford Fusion Hybrid - economia, silêncio e muita tecnologia

Fiz o test drive do novo Fusion Hybrid já faz várias semanas, em outubro para ser exato. Agora vou compartilhar com vocês minha experiência de várias formas. Há alguns anos eu experimentei a versão híbrida do Fusion que relatei no texto “As incríveis tecnologias contidas nos automóveis atuais”. Na ocasião fora minha primeira experiência com um carro movido por dois motores (gasolina e elétrico). Classifiquei como “pura diversão”, pois adorei ficar administrando o nível de carga da bateria, “ouvir o silêncio” do carro se movimentando apenas com eletricidade, experimentando as acelerações...
  







A propósito o mercado de carros híbridos tem apresentado crescimento bastante pronunciado. Entre 2013 e 2016 cresceu 190%, sendo que o Fusion híbrido tem 52% das vendas entre 2010 e 2016 neste segmento.
  

Pela experiência anterior, imaginei que dessa vez meu grau de surpresa seria menor, mas quis a Ford preparar uma série de evoluções no Fusion Hybrid que de novo me mantiveram entusiasmado durante todo o teste. Ao contrário de todos os outros veículos da Ford vendidos no Brasil (incluindo as diferentes versões de Fusion) o Hybrid conta com o câmbio do tipo CVT, que é na minha opinião muito apropriada a este tipo de carro. E sendo movido também por motor elétrico, contempla duas das tecnologias que mais me encantam, híbrido e CVT.

O câmbio do tipo CVT não é novo, vem sendo usado há alguns anos, mas por sua evolução tem caído no gosto dos consumidores. Sua principal característica é ser um câmbio automático com “infinitas marchas”. Não existem engrenagens para serem trocadas e encaixadas. Um engenhoso sistema correias faz variar o diâmetro do elemento motriz continuamente. O efeito prático disso é que não há percepção de troca de marchas por ser um ajuste contínuo a cada segundo. Não poderia haver escolha melhor para o Fusion Hybrid (explicarei porque).

Se quiser saber mais sobre tipos de câmbio, neste vídeo no qual exploro o assunto com meu amigo Guido Orlando do site Vida Moderna – “Vídeo- Câmbio automático, automatizado ou CVT? Tire suas dúvidas”.

Sobre a tecnologia de carros elétricos e híbridos também tivemos uma conversa extremamente interessante e bem ilustrada, registrada em vídeo que pode ser vista aqui, “Existirá um carro elétrico ou híbrido em seu caminho?”, na qual cito minha primeira experiência com o Fusion híbrido.

Quando se usa o termo “híbrido” o que se destaca é a junção de tecnologias, motor a combustão e motor elétrico, mas há outras variáveis nesta equação. Inclui a direção elétrica, mais macia sem consumir potência do motor a combustão, compressor do ar condicionado também elétrico, os freios que recuperam energia nas desacelerações e acumulam nas baterias...
  

A experiência diferente começa quando ligamos o carro. Não há barulho e apenas as luzes indicativas do painel nos mostram que ele está ligado. Ao acelerar se inicia o deslocamento, ainda sem barulho algum!! É o motor elétrico mostrando uma das suas características mais aprazíveis, o silêncio. Mas não é só isso. O Fusion Hybrid tem um tratamento acústico especial. Sistemas antirruído estão instalados no carro de tal forma que pequenos microfones captam o som que vem de fora e pequenos altofalantes geram onda sonora contrária para “matar” o ruído externo. É a mesma lógica dos conhecidos fones de ouvido com eliminação de ruídos.

Enquanto o nível de carga da bateria permitir ou se o motorista não demandar maior velocidade (até 100 Km/h), pode funcionar somente o motor elétrico. Não faz sentido perguntar a autonomia do sistema elétrico porque este Fusion foi projetado para funcionar em regime misto durante todo o tempo. Ora entregando potência elétrica, ora recarregando a bateria quando o carro está se deslocando apenas por inércia ou sendo freado (situações nas quais é gerada energia).


A propósito, a bateria tem garantia de 8 anos, que sugere ao seu proprietário um grande sossego em relação ao bom funcionamento do sistema. Devo ressaltar, para quem ainda não está totalmente ambientado com o conceito do carro híbrido que ele não requer tomada para carga de sua bateria, pois apenas os sistemas regenerativos (frenagem e inércia) que dão conta desta função.

O motor a gasolina entrega 143 CV enquanto o motor elétrico entrega 47 CV, potência combinada de 190 CV. É importante explicar que a despeito do sistema elétrico ter a potência do motor de um fusca 1.3 litro dos anos 70,  tem grande desenvoltura no trânsito do Fusion Hybrid quando operando apenas na eletricidade, ótima agilidade. Isso se deve ao fato dos motores elétricos terem sua capacidade de fazer força (torque) no nível máximo desde a primeira revolução do motor enquanto motores a combustão terão torque máximo apenas a 2000, 3000 ou 4000 rpm. Por isso o Fusion Hybrid operando eletricamente é muito ágil ao sair da imobilidade, mesmo com menor potência.

Outro grande destaque da aplicação da tecnologia híbrida no Fusion é seu nível baixo de consumo de combustível. É bastante econômico, ainda mais se considerarmos os carros de seu tamanho e peso. Na estrada rende 15.1 Km/l e na cidade 16.8 Km/l . Observando bem estes números, o consumo na cidade é melhor do que na estrada. Isso porque na cidade o sistema de regeneração de energia, seja pela inércia ou pelas freadas, atua com mais frequência propiciando maior uso do motor elétrico. Por isso mesmo ele ganha nota “A” (máxima) do Inmetro no programa de classificação de eficiência energética.

Eletronicamente pode ser selecionado o modo ECOSELECT que prioriza ainda mais a redução do consumo de combustível, com acelerações mais suaves e com menor emissão de poluentes, além de otimizar a recarga das baterias pelos freios regenerativos.
   
Mas não é só isso. O modo EV+ prioriza o modo elétrico e depois de 2 a 4 semanas de uso no percurso habitual do dia a dia algo interessantíssimo acontece. Usando as informações do GPS embutido (sistema SYNC), memoriza as necessidades de uso da potência, subidas e descidas que consomem ou recarregam as baterias e assim busca otimizar o comportamento dinâmico do carro visando utilização predominantemente no modo elétrico.


  
Os momentos  principais do test drive foram registrados e pode ser visto no vídeo abaixo no qual, aliás, descrevo e mostro detalhes que também comento neste texto.

Vídeo – Test drive do novo Fusion Hybrid 2017



Ao  longo do teste eu me diverti um bocado avaliando o piloto automático adaptativo. Já existia no Fusion que testei 4 anos atrás, mas agora, a experiência está bem aprimorada. Em sistemas de “cruize control” convencionais (que com certa licença poética chamamos de piloto automático), uma vez fixada certa velocidade o veículo a mantém, mas se um carro mais lento surgir na frente, isso obriga o motorista a encostar o pé no freio para diminuir a progressão (e não bater no carro da frente) e isso desarma o sistema. Na versão adaptativa do Fusion Hybrid, se algum veículo mais lento surgir, a velocidade é automaticamente reduzida. Quando o fator limitante se for, a velocidade originalmente programada volta a ser desenvolvida.

Mas tem mais! Na versão 2017 este recurso pode ser também usado na cidade (não apenas em estradas). Imagine uma dessas vias ditas “expressas”, com velocidade limitada a 50 Km/h, com carros passando pelas faixas a todo momento. Ou mesmo no caso do tráfego parar adiante, o Fusion Hybrid para o carro!! A experiência é muito prática e confortável. Se o tráfego fluir novamente o Fusion retoma sozinho sua marcha e se o tempo parado foi maior que alguns segundos, o sistema é desativado. Isso aconteceu em certo momento do vídeo, o sistema desarmou, não retomou a velocidade e gerou boas risadas.

Sistemas de alerta de proximidade de obstáculos, detecção de pedestres com parada do carro para evitar atropelamento, manutenção do veículo dentro da faixa das vias, pré carga do sistema de frenagem ao ser detectada situação de emergência (para melhorar a eficiência), sistema Stop&Go (desliga o motor nas paradas), tudo isso, somado ao piloto automático que diminui e aumenta a velocidade sozinho (e também freia sozinho o carro), são tecnologias denominadas “semiautônomas”. Estão evoluindo na direção da meta da Ford que é oferecer para o mercado carros totalmente autônomos até 2021 (menos de 5 anos no futuro).

Devo ressaltar que o ótimo porta-malas do Fusion (514 litros) tem redução na versão Hybrid por conta do espaço usado pelas baterias. Assim nesta versão seu porta-malas tem capacidade de 392 litros. Ainda um bom espaço, mas não tão generoso quanto o da versão movida apenas com motor a combustão.

Há um sem número de artefatos tecnológicos presentes que não comentarei em detalhes. Mas cito o sistema multimídia SYNC3 (emparelhamento de smartphone), comandos de voz, inclusive para o sistema de navegação GPS presente na ótima tela de LCD no console central, quadro de instrumentos composto de 2 telas LCD de 4.2 polegadas com visualização configurável (podem ser escolhidas as informações exibidas em cada tela), park assist (estaciona o carro sozinho), direção elétrica (mais eficiente e confortável que a tradicional hidráulica), Stopt&Go (para o motor a combustão quando o veículo interrompe sua movimentação), teto solar panorâmico, assistente de descida, 8 airbags, cintos traseiros laterais infláveis, assistência de frenagem com detecção de pedestres (imobiliza o carro sozinho ao perceber um pedestre no caminho), etc...
  


Conclusão

A experiência vivenciada no Hybrid é bastante diferenciada. A começar pela autonomia na cidade, cerca de 890 quilômetros (tanque com 52.7 litros). O incrível silêncio proporcionado pelo motor elétrico e sistemas de supressão de ruídos faz do Fusion Hybrid o carro mais silencioso que dirigi nos últimos tempos.

Não se trata de um carro barato. Consultado o site da Ford, em dezembro de 2016 o Fusion Hybrid tem preço de tabela sugerido de R$ 163.000, mas certamente pode ser negociada alguma redução nas concessionárias. Custa cerca de 20% mais caro que a versão Titanium com motor Ecoboost 2.0 de 234 CV.

Não posso esquecer de citar o câmbio automático do tipo CVT que agrega mais um fator objetivo e, porque não, também psicológico no ato de andar neste Fusion. O silêncio proporcionado pelo sistema antirruído, somado à experiência de não ser percebida troca alguma de marcha, faz mais ainda parecer que se está dirigindo um carro totalmente elétrico em todas as condições (mesmo com o motor a combustão em operação).

Essa combinação é muito feliz na percepção do motorista. Quem não está habituado a câmbio CVT pode achar as respostas à aceleração não tão vigorosas, mas não é bem assim. Como todo câmbio automático o simples ato de pisar um pouco mais fundo no acelerador faz com que seu sistema de marchas “infinitas” efetue a necessária redução de marchas e assim amplificar a força de seu motor combinado, elétrico e a combustão. Aliás, motor apenas a gasolina (não é flex).

Pelo grande conjunto de tecnologias embarcadas, a sensação diferenciada ao dirigir o Fusion Hybrid, aliado ao consumo de combustível bastante comedido, posso recomendar às pessoas que visam esta categoria de carros a experimentá-lo. Eu tinha gostado anos atrás e agora só ampliou minha percepção de evolução, conforto e eficiência, com emissão muito baixa de poluentes.
  



Vídeo - Existirá um carro elétrico ou híbrido em seu caminho?

 


Vídeo - Vídeo - Câmbio automático, automatizado ou CVT? Tire suas dúvidas

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Corning, um século e meio de evolução com o milenar vidro!!

Conhecer a história na grande maioria das vezes faz a maior diferença! Já conhecia a empresa Corning e superficialmente sua linha de produtos. Vidro! Essencialmente vidro, algo que o ser humano aprendeu a dominar há muito tempo, seja pelas mãos dos fenícios ou dos egípcios, há cerca de quatro mil anos, ou seja, há milênios.

A Corning inaugurou em São Paulo neste dia 14 de dezembro seu showroom que mostra boa parte desta trajetória e, muito importante, seu portfólio atual de produtos e soluções. Voltando à história, você sabia que o produto/marca Pyrex é desenvolvimento da empresa? É um desenvolvimento antigo, quase 100 anos. Trata-se de um tipo de vidro que não sofre transformações ou dilatação e contração em uma larga faixa de temperaturas. Isso o habilita a ser usado em fornos, sejam domésticos (aplicação que possivelmente você conhece) ou industriais. Mas foi para uso em lampiões que ele foi inicialmente desenvolvido há 100 anos.

 


Avançando rapidamente o filme, quem já trabalhara tantas décadas com vidro, o natural aconteceu. A Corning foi pioneira entre as empresas (poucas) que desenvolveram e dominaram o processo de fabricação da fibra ótica. Isso reverteu em muitas aplicações. A grande maioria das operadoras de telefonia (e Internet) usam seus sistemas concentradores de conexões de fibra, milhares de quilômetros dos cabos óticos. Toda antena de celular precisa se comunicar com a central em altíssima velocidade e sem falhas. Por isso toda a tecnologia de fibra ótica está presente nas operadoras, nos Data Centers de grandes empresas para conectar seus inúmeros servidores, na distribuição de sinal de Internet pelas grandes cidades. Nas menores também. Com o passar do tempo, conforme a demanda de conexão nestes locais (ou áreas afastadas das grandes cidades) sobe, para os provedores conseguirem atender, com a renovação da infraestrutura, do cabo cobre para a fibra, conseguirão dar vazão a esta demanda.

 




Outra história muito interessante e de imensa relevância, mais próxima do consumidor final, está em outro tipo de vidro. Muito presente no dia a dia. É fato histórico, conhecido, está no   livro com sua biografia. Steve Jobs procurou a Corning quando estava desenvolvendo seu primeiro iPhone porque o material que estavam usando para a tela (um tipo de policarbonato) estava se mostrando frágil, sujeito a quebras e riscos. A Corning desenvolvera um vidro fino e muito resistente ainda no final dos anos 40, visando aplicação em para-brisas de automóveis, mas que não fora aproveitado pela indústria (não no volume esperado). Foi a solução perfeita para as telas do primeiro iPhone e da maioria dos smartphones existentes. Sim, estou falando do famoso “Gorila Glass”, um dos importantes produtos de seu portfólio.

Hoje em dia há montadoras usando o Gorila Glass em seus carros, visando resistência, redução de peso (é bem mais fino e leve) e também menor consumo de energia (no caso é um carro elétrico ou híbrido). Depois de 50 anos, o uso originalmente proposto assume seu lugar!


Agora que conheço melhor a história, tenho uma visão inicial da vasta linha de soluções e produtos, estou pronto para melhor acompanhar as realizações da Corning, aplicações inovadoras, seja perto do consumidor, seja nos bastidores das grandes empresas de tecnologia e assim poder compartilhar com os leitores.

Sobre isso tudo conversei rapidamente com Ricardo Claro, executivo da Corning e registrei no vídeo que replico abaixo. Lamentavelmente uma pequena falha técnica subtraiu os últimos 30 segundos da conversa. Mas o mais importante, o resgate da história nas palavras do Ricardo, isto está presente e pode ser conferido!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DENÚNCIA - ARMADILHA da VIVO no uso fora do Brasi!! Um GIGANTE desrespeito!

O que vou contar é para mim um golpe que a VIVO está aplicando nas pessoas que viajam para o exterior!! Sim é golpe, não tem como ver de outra forma!
  
Sempre que viajo para o exterior desativo o serviço de dados do meu smartphone já no aeroporto no Brasil e só reativo dias depois, quando retorno. Faço isso porque normalmente as tarifas para uso costumam ser extorsivas. No passado havia operadoras que cobravam R$ 35 por MB trafegado, um total desplante. Há algum tempo a VIVO tem um serviço razoável, cobra R$ 29,99 por dia que for usado o serviço e isso inclui SMSs, 50 minutos de ligações de voz, local ou para o Brasil e 50 Mb de uso dados, que se não é muito, serve bem para um uso comedido, recados, e-mails, ler notícias e até mandar ou receber 2 ou 3 fotos. É o tal VIVO TRAVEL - veja o site do serviço aqui.

Como funcionava? Ao chegar no país destino, a parceira da VIVO no local é ativada (rede de telefonia) e você recebia um SMS convidando-o a usar o VIVO TRAVEL com a seguinte instrução “responda estes SMS com xxxx para ativar este serviço e cada dia que for usado será cobrado R$ 29,99”. Parece correto, justo, mas agora tem maldade escondida por trás.
   


A VIVO cobrava R$ 0,80 por SMS enviado no exterior. Um valor “alto”, mas bastante acessível para quem precisa dar uma informação para alguém, um recado profissional, etc. estando fora do país. Em minha última viagem, com o serviço de dados do smartphone desligado, precisei transmitir um recado antes de chegar ao meu destino final (onde tive WiFi 100% do tempo para uso de dados). Da mesma forma, no dia de ir embora, também enviei para a família, do aeroporto um SMS para confirmar meu embarque (não tinha WiFi neste aeroporto).

Qual não foi minha surpresa quando percebi ter sido cobrado R$ 129,96, 4 diárias do VIVO TRAVEL, em uma viagem na qual o serviço de dados fora desligado ainda no aeroporto aqui no Brasil e mais ainda por eu não ter concordado ou contratado formalmente o serviço.

Reclamei com a VIVO e me informaram que desde o dia 29 de setembro de 2016 o serviço VIVO TRAVEL tem contratação automática, quer você use 1 único byte de dados ou envie em SMS para sua doce mãezinha no Brasil. Isso não está explicado em lugar algum do site!! Com a ajuda do atendente, depois de minutos se esgueirando pelo site vi que na verdade está lá!  Nas letras miúdas do site tem um link para “regulamento”, que por sua vez abre um PDF de 3 páginas, também com letras pequenas (não tanto como a primeira) e no parágrafo 2.1.4 está escrito “Todos os Clientes que utilizarem o roaming internacional de dados, voz e/ou SMS no seu celular serão cobrados no valor da diária conforme o país visitado.”
  
  

Ou seja, viajar para o exterior, NÃO QUERER usar o serviço de dados e mandar UM SMS apenas, não custa mais R$ 0,80 e sim R$ 29,99 pelo serviço total do dia. Não teve como eu argumentar com o atendente de Roaming Internacional da VIVO em relação aos dias de SMS, o primeiro e o último dia da viagem. Mas ele me disse “eu posso lhe fazer um favor, cancelando os dias no meio da viagem que não teve SMS”. Fazer um favor?? Fazer uma gentileza? Eu fui cobrado por algo cuja contratação é no mínimo velada, escondida e contra os direitos e necessidades do consumidor. O meu SMS custou R$ 29,99 em cada um dos dias (quase R$ 60 por dois SMSs). Assim tive a metade da despesa, R$ 59,98 retirados da minha conta, como um “favor”. Isso porque eu vociferei e esbravejei dizendo que eu desligara o recurso de dados móveis de meu celular e seria impossível eu ter usado Internet via 3G ou 4G naquela ocasião.

Sendo assim TENHAM CUIDADO!!  A VIVO ativa o serviço que antes exigia um SMS formal para  contratação, com o “EU QUERO” e no lugar, se você mandar um SMS que pensava custar R$ 0,80 ou se esquecer de desligar os dados de seu smartphone, o primeiro byte trafegado já credita à VIVO a tarifa do serviço que você não escolheu nem concordou usar. E pelo jeito ela vai cobrando a cada dia que perceber que está fora do país.

Advogados de plantão, vincular o SMS a um plano que tem voz, dados e SMS, que era tarifado individualmente antes (os tais R$ 0,80), não se trata de operação de venda casada?? Pode isso? Cobrar um serviço que você nem sequer optou por sua utilização? Na verdade trata-se de um sistema “pega trouxa”, ao menor deslize, entram goela abaixo com o serviço não solicitado.


Eu me considerei espoliado, enganado, desrespeitado e manipulado pela VIVO. Será que é assim que ela acha que seus clientes devem se sentir? Para arrancar na “mão grande” meros R$ 29,99 por dia?? VIVO espero que reflita e trate clientes como pessoas e não como uma boiada que você toca para cá e para lá segundo a SUA vontade. Na prestação de serviços é o CLIENTE que tem que ser considerado.
    
 




ATUALIZAÇÃO DO DIA 16/12/2016 - VIVO ME LIGOU

A VIVO entrou em contato comigo na noite dia 16 e se retratou. Falou que fui mal atendido, que pedia desculpas pelo atendimento prestado. Perguntou se havia algo a mais que eles poderiam fazer. Disse que não concordava com a cobrança de um serviço não solicitado e que dos 4 dias que me foram cobrados, apenas 2 haviam sido desconsiderados. Assim foi reemitido um boleto de cobrança com o estorno dos 4 dias que reclamei.

Algumas lições importantes deste episódio. Não podemos ficar calados e aceitar tratamento "boiada". Se algo está errado, se algo nos foi feito que fere a lógica e o bom senso, temos que nos manifestar e reclamar. Foi o que eu fiz com esta publicação.

Mas nem tudo são flores. A VIVO ao me procurar se desculpou por um mal atendimento e não porque me impingiu um serviço que não fora solicitado. Não ficou nada claro para mim se eles vão se mexer em relação a este caso, se vão retornar a contratação do serviço VIVO TRAVEL à forma anterior, pela qual o usuário precisaria responder formalmente a um SMS que o convidava a aderir ao serviço e não ativar automaticamente tão logo o incauto consumidor saia do avião e se o serviço de dados não estiver desligado (o consumidor achando que como não contratou nada não terá o acesso), faça a ativação automaticamente.

Para finalizar vou fazer uma analogia. Você entra em uma pizzaria. Senta-se à mesa. Não fala com o garçom e não pede nada. De repente trazem para a sua mesa 6 pízzas, 10 cervejas e 4 caipirinhas. Reclama que não pediu nada daquilo, mas o garçom retruca, essa é a nossa regra, se entrou aqui já tem que pagar pelo consumo que eu decidi por você. Entendeu VIVO?!! Sem precisar desenhar, certo? Eu e todos os honestos consumidores agradecemos.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

FXREVIEW – A (fantástica) evolução dos processadores Intel em 45 anos!

Não acompanhei esta história desde o começo, mas a Intel ao resgatar a história dos 45 anos de seus processadores, de 1971 a 2016 me trouxe grandes lembranças e também me causou grande espanto!! Eu comecei a me aproximar de tecnologia e computadores por meio de um computador estranhíssimo (precisava ligar em uma TV e um gravador cassete), que usava um processador “primo” de um processador das primeiras gerações da Intel. Usava o Zilog Z80, que se minha lembrança não me trai, foi criado por uma equipe que saíra da Intel que criara o 8080, o terceiro processador da família (depois do 4004 e do 8008).

Depois disso já embarquei na era dos PCs, o clássico e importantíssimo 8088, fruto de uma simplificação do 8086, uma história curiosa. O 8080 era um processador de 8 bits e o 8086 foi criado para operar com instruções de 16 bits. Mas como a nascente indústria de periféricos era baseada no Z80 e 8080 (8 bits) a Intel percebeu que se simplificasse o 8086, mantendo o processamento em 16 bits, mas a comunicação com periféricos em 8 bits, poderia aproveitar esta incipiente indústria de periféricos. Assim nasceu o 8088.

Na minha opinião, essa singela decisão deu impulso gigantesco, a ponto da IBM ter escolhido o 8088 para o lendário IBM-PC, a origem de toda a escalada que observamos a seguir. Existia o Apple II na época que usava o processador Motorola 6502, mas ainda era de uso mais restrito. O IBM-PC que “invadiu” as empresas fomentando e criando o mercado bilionário de computadores pessoais, software, etc. como conhecemos hoje.

Daí para frente é mais e mais história! 80286, mais rápido e 16 bits 100% (processamento e periféricos), 80386, o primeiro processador capaz de virtualizar a si próprio, que deu origem a ambientes multitarefa como DeskView, OS/2 e ... adivinhe quem Windows (versão multitarefa). 80486, sensível evolução na velocidade em relação ao 80386. Para dar uma ideia o 8088 rodava a 4 Mhz, o 286 a 16 Mhz, o 386 a 33 Mhz, 486 a 66 Mhz... Hoje em dia, os processadores trabalham entre 2 e 4 Ghz, mil vezes mais rápido.

Mas não é só isso. Não vou contar passo a passo porque a Intel compartilhou um infográfico fantástico com essa história toda, que replico abaixo. Mas não posso deixar de citar mais alguns marcos, o Pentium e seu sucessor, baseado na arquitetura Core. O Pentium, lançado em 2000 já trabalhava perto de 4 Ghz, mas a arquitetura Core desenvolveu fortemente o conceito de processadores com múltiplos núcleos e múltiplas filas de tarefas (threads). Hoje em dia a frequência de trabalho mal chega a 4 Ghz, mas os processadores podem ser de 4, 6, 8, 10, 12 ou até mais !! O inacreditável, XEON E7-8890 , da sétima geração Core, tem VINTE E QUATRO NÚCLEOS que operam entre 2.2 e 3.4 Ghz!!!!! Quem quiser saber mais, pode explorar o ótimo site http://ark.intel.com , uma enciclopédia com todos seus processadores.

Mas para encerrar esta parte do texto, vou contar para vocês algo impressionante que vivi certa vez que visitei um museu da Intel, lá em Santa Clara, Califórnia. O ano era 2002 e a tecnologia do momento era uma versão evoluída do Pentium, construída em processo de 90 nanômetros. Havia uma “tora cilíndrica” (mais largo que uma árvore) que eu não conseguia abraçar, era mais larga que meus braços. Ao lado desta “tora” havia um vidro com um fio de cabelo. E por fim uma placa que explicava. A tal “tora” representava um fio de cabelo e o fio de cabelo, comparativamente representava o tamanho 90 nanômetros!!!!! Aí pude entender como é pequeno cada elemento de um microprocessador e principalmente justificar o MICRO!! E hoje em dia trabalha-se com elementos quase 10 vezes menores, 14 nanômetros! E já estão em desenvolvimento em seus laboratórios 10 nm, 7 nm e até 5 nm!!!!!

Certa vez ouvi de um executivo da Intel em sua ótima conferência anual IDF (Intel Developers Forum), que “a melhor maneira de acertar e antever do futuro é construí-lo de acordo com a suas previsões”. É isso que a Intel tem feito nos últimos 45 anos perseguindo furiosamente a “Lei de Moore” (dobrar o número de transistores do processador a cada 24 meses) e impulsionando toda a indústria!

Segue abaixo o fantástico infográfico compartilhado pela Intel um texto muito mais leve que o meu, que descreve as aplicações inovadoras e desruptivas proporcionadas por sua tecnologia!!








Intel comemora 45 anos do lançamento do primeiro processador

10 de novembro de 2016 - Projetado para realizar operações matemáticas simples em uma calculadora, a Intel celebra 45 anos da criação do seu primeiro processador. Desde então, os microprocessadores se tornaram o cérebro de todos os computadores, seja os que usamos em casa ou de quaisquer dispositivos computacionais que estão presentes no nosso dia a dia.
 
O mercado de tecnologia está se reinventando constantemente e a Intel tem trabalhado para desenvolver microprocessadores cada vez mais rápidos e poderosos, ao mesmo tempo, que se tornam menores e mais potentes. Atualmente, os processadores mais modernos têm apenas 14 nm (nanômetros) e podem realizar operações muito sofisticadas. 
 
Essa compactação dos processadores acontece graças à elaboração da Lei de Moore, que completou 50 anos em 2015, e consiste em reduzir as dimensões do transistor (componente principal do processador) em aproximadamente 50% a um custo fixo. Dessa maneira, produz duas vezes mais transistores pelo mesmo custo.
 
Este conceito impulsionou a revolução tecnológica que vivemos hoje. A liderança da Intel na Lei de Moore permitiu que os produtos tivessem potência computacional massiva e com preços menores. À medida que a tecnologia avança os processadores diminuem.

A Intel já planeja aparelhos de 10 nanômetros, de 7 nanômetros e 5 nanômetros e, assim, sucessivamente. Isso demonstra que a Lei de Moore está viva e a Intel continuará explorando seu valor com confiança. Na lista dos benefícios podemos mencionar que os objetos são cada vez mais inteligentes e indispensáveis.

Cinco indústrias que estão mudando por conta da evolução dos processadores


Esportes – A revolução dos esportes é ainda mais incrível com a Replay Technologies, que fornece experiências de visualização completamente novas para os fãs de esporte, em meios de comunicação, no estádio e em casa.

O carro inteligente – A associação das empresas BMW Group, Intel e Mobileye resultará no desenvolvimento de sistemas inovadores e das soluções necessárias para a condução totalmente automatizada e incorporarão estas tecnologias na produção em série antes de 2021.

Moda – A Intel e a IMG se associaram com alguns designers para transmitir ao vivo a passarela em realidade virtual estereoscópica completa, na semana de moda de NY este ano. Fornecendo uma experiência Intel e usando os recursos da VOKE, a tecnologia cria um ambiente natural, transportando os espectadores de seus sofás para a passarela. Os fãs podem acessar a experiência baixando um aplicativo da VOKE para uso com o headset Samsung Gear VR ou visitar NYFW.com e os sites dos designers para acessar uma envolvente solução 2D. A Intel está permitindo novas formas de interagir e experimentar conteúdos digitais no dia a dia. Esta nova experiência é possível com o uso dos processadores Intel® Xeon® que equipam plataformas computacionais de alto desempenho.

A inteligência artificial – Quando aplicamos análises avançadas para empoderar máquinas com inteligência similar à humana, podemos ter uma mudança real. A inteligência artificial está ao nosso redor, no cotidiano (conversa fala/texto, fotos marcadas e detecção de fraudes) e na vanguarda (medicina de precisão, previsão de lesões e carros autônomos). Abrangendo métodos computacionais como análises avançadas de dados, visão computacional, processamento de linguagem natural e aprendizagem automática (machine learning), a inteligência artificial está transformando o modo como as empresas operam e como as pessoas interagem com o mundo.


Drones mais inteligentes – A Intel está desenvolvendo novas tecnologias inovadoras e liderando o segmento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês). A Intel anunciou o primeiro drone para consumidores, o Yuneec Thyphoon H com a tecnologia Intel® RealSense™, para navegação inteligente entre obstáculos, e a Intel Aero Platform para os desenvolvedores que desejam construir seus próprios drones do zero. A Intel está estabelecendo um novo padrão para drones comerciais, incorporando redundância completa do sistema eletrônico e soluções automatizadas para detecção aérea com os melhores sensores a bordo no seu segmento. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Kaspersky Labs atualiza soluções de segurança trazendo recursos inovadores

A necessidade por medidas de proteção só faz crescer. Ameaças de todo tipo estão aparecendo todos os dias. A Kaspersky Labs amplia o foco de sua suite de proteção agregando elementos que auxiliam no universo em torno do usuário. Manter o computador atualizado, livre de vulnerabilidade conhecidas, proteger a comunicação, principalmente em Wi-Fi, remoção de softwares não usados e que são ou podem se tornar ameaças são alguns destes exemplos.

Recebi da Kaspersky uma licença da nova versão 2017 com todas estas novidades e em algum tempo trarei uma análise mais detalhada sobre esta importante solução.  Afinal, não bastasse a epidemia de Ransomware que ataca o mundo todo, ataques persistentes, roubo de dados, malwares que cada dia se escondem mais quase que se tornando invisíveis, tudo isso mais que justifica medidas defensivas mais elaboradas.



Kaspersky Lab apresenta no Brasil as novas versões do Kaspersky Internet Security e Kaspersky Total Security, que proporcionam aos usuários mais oportunidades de gerenciar sua proteção na Internet e garantir a segurança de seus dados. O Kaspersky Internet Security e o Kaspersky Total Security são soluções de segurança desenvolvidas para toda a família. Eles protegem os usuários do Windows, Mac e Android contra malware, sites perigosos, rastreamento on-line, fraude e roubo de valores.

Este ano, várias novas funções foram integradas aos produtos da Kaspersky Lab para Windows. Agora, os usuários podem evitar que seus dados sejam interceptados em conexões com a Internet desprotegidas, usando a Conexão Segura. Além disso, também podem corrigir possíveis "falhas" na segurança de seus dispositivos com as funções Software Updater (Atualizador de Software) e o Software Cleaner (Limpador de Software).

"Na Kaspersky Lab, acreditamos que a segurança de TI não trata apenas da eficiência de uma solução de segurança. Também consideramos o conhecimento cibernético do próprio usuário. As pessoas que conhecem melhor o mundo virtual agem com cuidado e atenção quando estão on-line, e também estão preparadas para usar os avanços tecnológicos mais recentes para proteger o que é mais importante para elas, incluindo informações pessoais, arquivos, a privacidade, os dispositivos ou a tranquilidade de toda a família. Estamos nos empenhando para que nossos usuários tenham essas possibilidades em cada nova versão de nossas soluções", destaca Claudio Martinelli, diretor-executivo da Kaspersky Lab na América Latina.
Conexão Segura

A Conexão Segura permite que os usuários se conectem à internet com segurança, criptografando todos os dados enviados e recebidos pela rede[1]. Esta é especialmente importante ao realizar operações financeiras, autorizações em sites ou transferências de informações confidenciais, pois nessas situações a interceptação do tráfego por um estranho poderia causar prejuízos graves para os usuários (por exemplo, vazamento de dados ou perda de dinheiro).

A função também é imprescindível durante viagens, já que cada vez mais pessoas se conectam a redes Wi-Fi inseguras. De acordo com um estudo da Kaspersky Lab, um quinto (18%) dos usuários já foi vítima de criminosos virtuais quando em viagem. Isso não surpreende, já que, coincidentemente, também 18% dos viajantes não utiliza nenhum recurso para se proteger, por isso a proteção é importante ao se conectar a uma rede Wi-Fi pública.

O componente de proteção da Kaspersky Lab, Conexão Segura, pode ser executado na janela principal do Kaspersky Internet Security ou do Kaspersky Total Security. Também é possível ativá-lo automaticamente sempre que o dispositivo for conectado a um Wi-Fi público ou quando o usuário insere informações confidenciais on-line, por exemplo, em sites de bancos, lojas virtuais, sistemas de pagamento, e-mails, redes sociais, etc. Junto com a licença do produto de segurança, os usuários recebem 200 MB de tráfego criptografado disponíveis diariamente e, por mais uma taxa mensal ou anual, podem obter um volume ilimitado de tráfego.

Software Updater (Atualizador de Software)
Um dos métodos comuns que o malware usa para invadir computadores é por meio de erros (chamados de vulnerabilidades) dos programas instalados. Os desenvolvedores atualizam seus produtos regularmente, mas nem todos os usuários costuma atualizá-los em seus dispositivos. O Atualizador de Software pode encontrar automaticamente os aplicativos que precisam ser atualizados e, se o usuário concordar, instalar no computador as versões mais recentes encontradas nos sites dos fornecedores. O usuário também pode solicitar a atualização de um aplicativo manualmente ou adicionar qualquer aplicativo à lista de aplicativos que não devem ser atualizados, caso precise usar uma versão mais antiga.

Software Cleaner (Limpador de Software)
Segundo o estudo da Kaspersky Lab, 37% dos usuários armazenam em seus dispositivos programas que não usam. Além disso sobrecarregar a memória do dispositivo, também proporciona mais oportunidades para os criminosos virtuais invadirem o sistema. O Limpador de Software verifica todos os aplicativos instalados no computador e marca os que representam um risco potencial. Às vezes, o usuário nem sabe que esses aplicativos estão instalados no dispositivo ou não conhecem seus efeitos negativos.
O Limpador de Software informa aos usuários sobre programas instalados, mesmo que não soubessem ou concordassem estritamente (por exemplo, um software adicional incluído na instalação de outro aplicativo), programas que tornam o dispositivo mais lento, que fornecem informações incompletas/incorretas sobre suas funções, que funcionam em segundo plano, mostram banners e mensagens sem permissão (como publicidade) ou que raramente são usados. Ao receber um relatório do Limpador de Software, o usuário pode remover ou manter o aplicativo indicado.
Além das novas funções, o Kaspersky Internet Security e o Kaspersky Total Security foram aprimorados com tecnologias mais avançadas, como a proteção em vários níveis de transações financeiras (com o Safe Money), a prevenção de instalação de aplicativos indesejados (com o Gerenciador de Aplicativos, que faz parte do antigo recurso Controle de Alterações) e o bloqueio de banners publicitários no navegador (com o Antibanner).

[1] Ela é implementada por meio da tecnologia de rede virtual privada (VPN, Virtual Private Network).


Sobre a Kaspersky Lab


 A Kaspersky Lab é a maior empresa de capital fechado e uma das empresas no segmento de segurança de computadores que mais cresce no mundo. A empresa está classificada entre os quatro principais fornecedores de soluções de segurança para usuários de endpoints do mundo (IDC, 2014). Desde 1997, a Kaspersky Lab inova na área de segurança cibernética e oferece soluções de segurança digital e informações estratégicas eficientes para grandes corporações, empresas de pequeno e médio porte e para o consumidor final. A Kaspersky Lab é uma empresa internacional que opera em quase 200 países e territórios no mundo inteiro, fornecendo proteção para mais de 400 milhões de usuários. Saiba mais em http://brazil.kaspersky.com




[1] Ela é implementada por meio da tecnologia de rede virtual privada (VPN, Virtual Private Network).

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Falsos sites de vagas de emprego são usados para disseminar códigos maliciosos

Emails de phishing são meu hobby, algo meio estranho, eu reconheço, mas não é sem motivo. Já avaliei diversos produtos de segurança, um teste comparativo, e ter “munição” para testes era essencial. Já faz alguns anos (2011), mas foi um projeto ÉPICO (pela dificuldade de fazer o teste), que pode ser visto aqui: “Qual o melhor antivírus para você?”.   Desde esta época coleciono estes emails maliciosos que normalmente são muito parecidos entre si.

Sites falsos também não são novidade. Sites de bancos existem “em toda esquina”!! Mas a KASPERSKY LABS alerta para uma variação deste tipo de golpe (site falso), relacionado com serviços que ofertam vagas de emprego!! É a engenharia social no seu mais alto grau, de maldade inclusive, por explorar a fragilidade e até o desespero de quem está precisando se recolocar para arcar com suas contas.

Replico abaixo o comunicado de imprensa enviado pela Kaspersky que detalha melhor esta ameaça!!
Descoberta pela Kaspersky Lab, a campanha de cibercriminosos se aproveita do cenário de desemprego para aplicar golpes.


31 de outubro de 2016
– A taxa de desemprego no Brasil, no 3° trimestre, chegou a 11,8%, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad). Durante períodos de instabilidade econômica, aumenta o volume de pessoas interessadas em vagas de emprego, submetendo currículos, ou até mesmo buscando informações sobre posições abertas. Essas pessoas tornam-se alvo de ataques de cibercriminosos brasileiros, que criaram sites com supostas vagas de emprego cujo objetivo é disseminar malware bancário para roubar dados e dinheiro das vítimas, fraude descoberta por analistas de segurança da Kaspersky Lab.

Para realizar esses ataques os criminosos têm usado nomes de grandes empresas e varejistas, que costumam contratar muitos funcionários nos períodos próximos ao fim de ano. Os sites fraudulentos divulgam vagas que não existem, disseminando um trojan disfarçado de formulário de cadastro, que deve ser baixado e aberto pelos interessados.

Entre os diversos sites falsos encontrados por nossos analistas nessa campanha maliciosa, foi encontrado o da imagem abaixo, em que o botão de cadastro oferecia para download um arquivo .ZIP malicioso:



Esse outro usa o nome de uma grande rede varejista:


Caso o visitante abra o arquivo oferecido pelo site, terá sua máquina infectada com um trojan bancário, colocando em risco seus dados financeiros, cartão de crédito e credenciais de acesso ao internet banking.

Pessoas interessadas em encontrar vagas de emprego on-line devem ficar muito atentas para não cair nessas armadilhas”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky. “Os sites criados pelos cibercriminosos são quase idênticos aos verdadeiros, mas foram registrados por criminosos para infectar visitantes e muita gente desempregada pode cair no golpe”, alerta o analista.

Para disseminar o golpe e atrair visitas, os criminosos têm divulgado os sites falsos de emprego em redes sociais e também por campanhas via e-mail. Para que os internautas façam uma busca de emprego de forma segura, a Kaspersky Lab preparou dicas que podem ajudar a proteger seu computador contra esses golpes:

  1. Busque vagas de emprego em sites conhecidos: dê preferência para agências de emprego conhecidas ou busque uma vaga visitando diretamente o site da empresa de interesse. Não confie em vagas divulgadas em redes sociais ou recebidas por e-mail, sem que você as tenha solicitado
  2. Em caso de dúvida, consulte o Registro.br: se você encontrar um site desconhecido, ou suspeito, use o serviço de “who is” (Quem é) do Registro.br, que informa quem é o dono do site. O site de uma grande empresa varejista ou de uma agência de empregos estará registrado sob o nome da empresa, e não de uma pessoa física, que registrou o domínio recentemente, usando uma conta de e-mail gratuita. Para acessar o serviço acesse: https://registro.br/cgi-bin/whois/ 
  3. Não confie em resultados patrocinados que aparecem em sites de busca: cibercriminosos brasileiros têm constantemente comprado anúncios patrocinados para que seus sites falsos apareçam entre os primeiros resultados no momento da busca. Digite o endereço do site que quer visitar diretamente no navegador, evitando clicar nos links patrocinados.
  4. Não confie em arquivos executáveis baixados de sites: para enganar as vítimas, os criminosos brasileiros têm usado arquivos de script, com as extensões JS, JSE, VB e VBE, entre outras, e anexos em mensagens de e-mail ou em arquivos compactados. Arquivos com essas extensões são potencialmente maliciosos e podem infectar seu computador se forem abertos.
  5. Verifique se seu computador está limpo: o Kaspersky Security Scan é gratuito, pode ser baixado e usado por qualquer usuário, além de verificar se seu computador foi infectado

Sobre a Kaspersky Lab

A Kaspersky Lab é a maior empresa de capital fechado e uma das empresas no segmento de segurança de computadores que mais cresce no mundo. A empresa está classificada entre os quatro principais fornecedores de soluções de segurança para usuários de endpoints do mundo (IDC, 2014). Desde 1997, a Kaspersky Lab inova na área de segurança cibernética e oferece soluções de segurança digital e informações estratégicas eficientes para grandes corporações, empresas de pequeno e médio porte e para o consumidor final. A Kaspersky Lab é uma empresa internacional que opera em quase 200 países e territórios no mundo inteiro, fornecendo proteção para mais de 400 milhões de usuários. Saiba mais em http://brazil.kaspersky.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os Mitos do Dinheiro, Gabriel Torres, tornando-se Milionário – Resenha de livro

Resenha de livro é algo que faço pouco. Acho que indicar livros é algo ao mesmo tempo sério e complicado. Mas ainda bem que vez por outra tenho a oportunidade de me encantar com um ótimo conteúdo. Foi o que aconteceu ao ler o livro “Os Mitos do Dinheiro” escrito pelo meu amigo de longa data, Gabriel Torres.

Não quero antecipar muito do livro, mas a história do Gabriel é muito legal, seu percurso e sua trajetória. É o criador do site “Clube do Hardware”, que se a memória não me trai, vem desde meados dos anos 90. Aliás, um dos sites mais respeitados e longevos sobre o assunto, uma referência entre os usuários de PC e quem gosta de construir seus computadores (mas há sessões sobre outros assuntos como mobilidade, redes, etc.).


Gabriel teve a oportunidade de viver alguns anos nos EUA, onde montou um portal semelhante ao seu site no Brasil e posteriormente foi morar na Austrália, local onde vive atualmente. Todo este percurso, diferentes momentos de vida o permitiu vivenciar ricas experiências relacionadas à vida financeira. Como todos nós levou seus tombos, aprendeu com eles e aproveitou as lições para organizar as ideias que ele apresenta em seu livro “Os Mitos do Dinheiro”.

Gabriel é ousado em sua proposta ao discutir o tema, mas ele o faz com propriedade uma vez que após longo aprendizado ele se libertou de vários “mitos” e pode organizar sua vida financeira de forma a compor um patrimônio real de mais de um milhão de dólares e por isso mesmo, justamente denominando-se milionário.

O livro é escrito em uma linguagem muito agradável, acessível, cheio de ricos exemplos do dia a dia. Devorei o livro em muito pouco tempo e vou seguir o conselho do Gabriel. Ele sugere reler seu conteúdo de tempos em tempos para absorver algum conceito que possa ter passado despercebido ou para confrontar nossas ações com aquelas propostas no livro. Por sua simplicidade e riqueza de conteúdo, sugiro fortemente a leitura!! A propósito, cada capítulo tem um vídeo associado àquele conteúdo, que reforça as ideias e torna a experiência de ler o livro ainda mais interessante!!

Ninguém pode garantir que se tornará um milionário por meio da leitura deste livro. Afinal ter êxito financeiro depende totalmente de ações e não apenas de leitura. Mas este rico conteúdo pode ser muuuuuito útil para ajudar as pessoas a pensar sobre o assunto e derrubar vários mitos. E de quebra ajuda a romper certos paradigmas que nos atrapalham no dia a dia.

Gabriel tem um grande acervo de livros publicados sobre informática em sua maioria (hardware, redes etc.), os quais fui presenteado por ele no passado e não tive a possibilidade de fazer resenha porque acabaram vidando material de consulta para mim, não os li “de cabo a cabo”. São mais de 25 livros publicados, feito que somente foi superado pelo meu amigo José Antônio Ramalho que também tem muitas  dezenas  de livros publicados (informática, fotografia e viagens).

Gabriel tem seu blog direcionado a finanças pessoais no endereço www.terremoto.com.br o qual também hospeda seus vídeos associados ao livro.  O livro em papel pode ser comprado neste link ou na Amazon em formato de eBook. Os vídeos estão acessíveis para qualquer um, a despeito de ter comprado o livro ou não.


Gabriel em sua nova morada, a Austrália

Como faço habitualmente, segue o link para minha última resenha, uma delícia de livro, a biografia do Mestre Claudio Carsughi – Meus 50 anos de Brasil.
  
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Entendendo a associação entre Dell e EMC, rumo à transformação digital!

Foi anunciado de forma oficial no dia 7 de setembro passado. Mas o processo já estava em curso há muitos meses, seja pelas próprias empresas como pelo órgão competente do governo americano. Por mais que eu tenha lido a respeito, ainda havia muitas dúvidas. Mas em meados de outubro tive a grata oportunidade de participar do evento DellEMC World 2016, uma rica ocasião na qual pude reciclar meus conhecimentos sobre as soluções da Dell e EMC e também soluções que estão nascendo sob o DNA da nova empresa reunindo estes gigantes da tecnologia.

Mas pude ir além. Se eu ainda tinha dúvidas sobre a união das empresas, quem melhor poderia sanar estas dúvidas senão Luis Gonçalves, presidente da Dell e Carlos Cunha, presidente da EMC no Brasil!! Um pequeno grupo de jornalistas conversou com eles e transcrevo aqui esta conversa, na qual se falou muito sobre a fusão e muitos outros aspectos das empresas!
   

Carlos Cunha e Luis Gonçalves

Flavio Xandó
: este é o primeiro evento DellEMC, primeiro já com as duas empresas juntas, não é?

Carlos Cunha: não! DellEMC World é o primeiro, mas o primeiro mesmo foi o DellEMC Fórum, que aconteceu no Brasil no dia 21 de setembro, pouco tempo depois do anúncio oficial. O primeiro evento DellEMC foi o que aconteceu em São Paulo.

Flavio Xandó: não há como escapar do assunto relativo a união e integração das empresas. Da minha perspectiva, de quem está olhando de fora, parece estar ocorrendo de uma forma muito fácil e natural e sem maiores dificuldades. Será que é isso mesmo?

Carlos Cunha: é isso mesmo. O que não quer dizer que não estamos tomando o cuidado necessário para que seja natural e também de forma efetiva e eficiente. Este é o grande foco que temos hoje, garantir que os nossos clientes mantenham o mesmo atendimento que eles esperam. Se nós vamos a um cliente da Dell ele nos fala “mantenham o atendimento que sempre tiveram, não mudem”, se vamos a um cliente que era da EMC ele fala a mesma coisa. Isso é natural porque o desejo e as necessidades são diferentes. Por isso que a empresa está criando 3 unidades de negócios em termos de “go to Market”. Aliás, o Brasil terá estas 3 unidades (não são todos os países que isso acontecerá). São, unidade Enterprise, unidade Comercial e unidade de Pequenas e Médias empresas. A integração está “lisa” mesmo, no Brasil, mais ainda. E eu vou te explicar uma coisa, o porquê disso. As pessoas que estão liderando todo este processo são as mesmas que trabalharam juntas quando a Dell era OEM da EMC. O Luis e eu estamos nas empresas há 17 anos, o Raymundo Peixoto (vice-presidente de soluções Enterprise para a América Latina) está há também 17 anos. Nós nos conhecemos muito bem e há um respeito muito grande entre nós.
 


Flavio Xandó: eu me lembro bem disso. Em 2005 se não me engano, eu estava trabalhando em um projeto de infraestrutura (para suportar um sistema) e na ocasião os storages Dell eram de tecnologia EMC.

Carlos Cunha: a lembrança dessa época é importante pois mostra o poder que esta união tem. Quando houve essa união no passado, isso rapidamente atingiu mais de um bilhão de dólares em negócios por ano em termos mundiais. No Brasil a Dell chegou a ser 10% da receita da EMC no país. Isso tangibiliza o otimismo que nós temos quando falamos dessa sinergia.

Luis Gonçalves: não podemos esquecer que tivemos um ano de preparação. Durante este ano, enquanto as agências regulamentadoras estavam em vias de aprovar este processo, o preparo foi sendo feito independentemente da aprovação. Era uma aposta que ambas a empresas faziam de que iria acontecer e se acontecesse, estaríamos melhor preparados do que começar as ações somente após a aprovação. Foi uma aposta que se provou benéfica, porque quando começamos de verdade já tinha muita coisa mapeada, identificada, já prescrita, como deveria ser, o que pode acontecer, como deveríamos fazer, etc. Isso nos ajudou bastante. Nós não sentamos para conversar apenas no dia 7 de setembro para começar a pensar e decidir como seriam as ações. Já tínhamos um framework mostrando as possibilidades. As alternativas para abordar os clientes, essas são as questões relacionadas aos produtos, estas serão as formas de atender os clientes para dar um melhor “go to Market”. Como o Carlos falou, uma melhor experiência, essa vai ser a forma que nós vamos nos organizar no backoffice para dar retaguarda para as operações... Este ano foi muito benéfico pois vem garantindo que mesmo onde as pessoas que não tinham esta relação pregressa e positiva como nós (Luis e Carlos), nós tivéssemos sucesso.

Jornalistas: olhando para o mercado, é uma direção diferente, é uma conformação diferente da EMC e Dell. Vai até no lado oposto de outros players do mercado, como a HP, a IBM. Como vocês veem este novo posicionamento que a DellEMC passa a ter perante os seus competidores, que estão fazendo ou fizeram desmembramento de áreas de consumo ou empresariais?

Carlos Cunha: hoje em dia nós lideramos 20 quadrantes do Gartner. Somos líderes em Storage, servidores, virtualização, arquitetura convergente... Se você ouvir o cliente, o que ele mais deseja hoje é ter apenas um responsável pela infraestrutura dele. Dificilmente você vai chegar em um cliente e ele vai dizer “quero um fornecedor para servidor, outro para Storage, outro para virtualização”. Ele não quer ter 20 fornecedores. Então hoje a DellEMC se coloca no mercado como uma empresa que vai atender esta demanda do cliente, de ter um responsável pela sua infraestrutura, mas mais do que isso, liderando todos os pedaços da infraestrutura. Estamos assim respondendo a uma demanda de nossos clientes.

Luis Gonçalves: a infraestrutura não é estratégica. Ela é suporte para que uma estratégia tenha êxito. Então no momento que você facilita a vida do cliente, que você tenha uma infraestrutura que funciona bem, tenha um único ponto de contato para se responsabilizar sobre o funcionamento desta infraestrutura, tenha visão de transformação e modernização de acordo com as demandas e imperativos dessas indústrias por conta da digitalização que está acontecendo nos negócios. Nós nos colocamos em uma posição muito fortalecida, assim que o Michael Dell viu. A união Dell e EMC traz as fortalezas complementares, para nós darmos um atendimento concentrado, um portfólio moderno, voltado para a transformação digital. Agora, infraestrutura não é estratégico. Se você é o UBER sua estratégia roda nessa infraestrutura. Nós não vamos “inventar o UBER” para os nossos clientes. Vamos ajuda-los a tirar as barreiras tecnológicas para que eles possam implementar as suas estratégias de modernização e de transformação digital. Nós podemos até avançar neste portfólio quando nós temos plataformas como Pivotal em Big Data, em Devops, quando nós falamos em solução convergente, em “go to market” mais rápido ou nós falamos “time to value”. Do momento que eu tenho a ideia até o momento quando se concretiza e se monetiza, é um tempo precioso hoje no mundo da transformação digital!

Carlos Cunha: não pode demorar seis meses para a empresa comprar, instalar, implementar, integrar, testar, verificar todos os aspectos de interoperabilidade...

Flavio Xandó: aconteceu uma feliz coincidência neste meio do caminho que foi a popularização pela praticidade das soluções hiperconvergentes. Tanto a Dell como a EMC estavam trabalhando nisso. Durante o evento foi anunciado o VXrail, que vinha pelo lado da EMC, é isso? (*** observação *** vou estudar mais detalhadamente e farei um artigo falando mais desta incrível solução que é o VXrail).
  


Carlos Cunha: a EMC vinha trabalhando no VXrail e a Dell tinha uma parceria com a Nutanix, ou seja, ambos já trabalhavam com arquitetura convergente e com esta junção somos capazes de atender toda a demanda do mercado, tanto com appliance, como com rack como com bloco. Atendemos todo tamanho de empresa. Isso reforça o ponto, o cliente quer um fornecedor só. Veja o exemplo da Cloud, que está crescendo a taxas de 2 dígitos nos últimos anos e deve continuar assim. A infraestrutura convergente está crescendo ainda mais que Cloud? Porque? O cliente não quer mais comprar o servidor, integrar com o Storage, montar e administrar a rede... exatamente o que é a solução convergente. A DellEMC está atendendo esta necessidade e desejo do mercado. Não é exatamente a visão de outros fornecedores que estão preferindo se dividir. Estamos seguros de nossa oferta.
    

Jornalistas: nós temos observado que a demanda tem caído. Mais notadamente entre os computadores pessoais, mas pelo que temos viso no DellEMC World isso não tem sido assim no segmento empresarial. Isso muda o foco da Dell, considerando a união com EMC, aumentando o foco em “B2B” e diminuindo o foco em “B2C”?

Luis Gonçalves: não, não é assim. Vamos falar um pouco sobre o mercado de PCs que tem também uma conexão com a pergunta que o Xandó fez sobre a mudança da Dell para hiperconvergência e soluções integradas. Vamos lembrar que a Dell tem a proposta de ser o provedor de solução “end to end” e isso passa pela ponta, por aquele extremo o qual nós produzimos, interagimos com essa tecnologia toda. O mercado de PCs ainda é um mercado de 280 milhões de unidades no mundo e é muita unidade sob qualquer perspectiva que se veja. O que está acontecendo é uma consolidação dessa indústria. A Dell pretende permanecer líder neste segmento perante aqueles que se manterão e que é uma indústria extremamente competitiva na qual o consumidor final passa a ter um papel muito mais relevante. No longo prazo, se tivéssemos que vislumbrar uma possibilidade, as empresas não vão mais ter o computador do funcionário. O funcionário que virá com o seu computador. A pessoa já vai sair da escola, vai ter desenvolvido alguma prática profissional, com seu próprio dispositivo. Ele já vai chegar com seu computador e vai falar, quero me conectar, como faço? Quais são os sistemas que eu posso usar na nuvem? Minha empresa está pronta para essa transformação de cultura digital?
   

Flavio Xandó: mas tem aspectos de compliance, certo?

Luis Gonçalves: tem compliance e tem outras coisas importantes também, a interoperabilidade. Hoje para você atrair o novo talento, não adianta você dar para ele uma máquina antiga que é pior do que aquela que ele tem em casa porque a experiência do usuário doméstico hoje é muito rica!

Jornalistas
: mas tem também o dispositivo móvel, que é o que ele usa mais.

Luis Gonçalves: sem dúvida o smartphone e o tablet ocuparam um espaço importante, mas do ponto de vista de produção de conteúdo, fazer alguma coisa, este “form fator” (computadores pessoais) ainda vai subsistir por um longo tempo. Há 3 ou 4 anos todos apostavam que os tablets iriam acabar com o negócio dos PCs. Hoje em dia a indústria que mais cai é a do tablet porque ele se mostrou limitado para muitas das coisas do dia a dia.
   

Flavio Xandó: para consumir informação o tablet é muito bom, mas para produzir...

Luis Gonçalves: exato! O tablet é um produto complementar, você também pode ter um para isso. Mas conforme os smartphones foram crescendo em tamanho, eles foram ocupando um pedaço do tablet e não dos PCs. Sem dúvida alguma, novos formatos de PC estão para surgir, mas a ideia atual, da máquina um pouco mais potente, com mais recursos e que eu possa trabalhar, ela se mantém e o mercado doméstico é extremamente importante. Isso porque nós vislumbramos que este papel, este profissional vai se conectar com as empresas a partir de seu próprio dispositivo, localmente e também via acesso remoto.

Jornalistas: mas a preparação por parte das empresas, para este “admirável mundo novo” é algo muito maior.

Luis Gonçalves: seguramente, sem dúvida!

Carlos Cunha
: são três grandes transformações que percebemos. A transformação de TI da empresa, da transformação da força de trabalho e quando o Xandó levantou a questão de compliance, estamos falando da segurança em todos os níveis, também nas pontas. Pensando nos tablets, a empresa deverá ter aplicativos rodando em nuvem para poderem ser usados pela força de trabalho para aqueles dispositivos. Então é tudo, é desktop, é nuvem, é aplicativo e na transformação de segurança. Quando nós falamos da transformação digital, na visão da Dell Technologies, vamos trabalhar 3 grandes transformações dentro das empresas, mas levando em conta seu TI, seu profissional e a sua segurança.

Luis Gonçalves: você viu o que nós apresentamos aqui no evento, DDPE (Dell Data Protection Encription) uma solução de segurança no dispositivo, MOZY uma solução que permite fazer backup na nuvem para o dispositivo, também uma solução contra ameaças cibernéticas com RSA, solução para validação de acesso e identidade, para garantir que o Luis é o Luis mesmo, importante na hora que eu estou usando o computador pessoal para acessar os sistemas da empresa e por fim temos as soluções de gerenciamento de segurança. Se você não tem esta suíte inteira, você não permite a conexão. Mas quantos de nós não acessamos com smartphone pessoal sistemas empresariais ou mesmo e-mail corporativo? Essa é só a ponta do Iceberg! Daqui a pouco você vai querer acessar todos os sistemas. Hoje do meu celular, que não é Windows, eu acesso sistemas da Dell, como colaborador da Dell, porque existe todo um arcabouço de soluções, que permite que eu use meu celular, seja pessoal ou cedido pela empresa, o acesso a estes sistemas e a empresa precisa estar preparada para isso. Migrar os aplicativos para a nuvem, ter os sistemas de segurança, regras de compliance... Eu diria que o desafio maior ainda é a proteção dos dados. Isso tudo é uma onda que vai acontecer, as empresas precisam estar preparadas




Jornalistas: ainda sobre a integração, haverá redução de quadro ou não haverá? Estão contratando?

Luis Gonçalves: não vai ter redução de quadro. Isso é seguro. Quando você olha o business case, como ele foi construído, do ponto de vista do investidor, do consórcio que financiou o Michael Dell para ele fazer esta aquisição, o negócio se sustenta na sinergia da geração de receitas, não é na redução de pessoas ou na sinergia de custos. Teremos e podemos faturar MAIS, porque temos agora soluções complementares que podemos levar para clientes que antes não poderíamos levar. Temos agora outros tipos de competidores e outros tipos de solução.

Carlos Cunha: muita gente fala da Dell e EMC, essa integração ser um risco de redução de quadro, nós temos um risco de Brasil que é da economia do país. O que andamos avaliando constantemente é para onde a economia do país vai, quando ela se recupera... A integração aumenta oportunidades que vai nos dar suporte para passar por este momento.

Luis Gonçalves: dada a situação econômica do Brasil, se estivéssemos isolados talvez tivéssemos que nos ajustar para um nível de demanda menor porque o Brasil não está consumindo o que poderia consumir. Mas trabalhando agora de forma integrada, temos um portfólio que podemos oferecer soluções que antes não poderíamos.
   

Flavio Xandó: essa complementaridade é importante, podemos falar mais disso?

Carlos Cunha: se existe alguma dúvida de quanto nós podemos crescer, eu já citei que no passado, tivemos mais de um bilhão de dólares de receitas quando as duas empresas estavam juntas. Quando falamos que há muita complementariedade isso é real. Às vezes entramos em uma corporação na qual a EMC é muito forte e a Dell não tem tanta penetração. Quando pensamos em uma empresa do segmento comercial, de porte um pouco menor, a Dell é muito forte enquanto a EMC tem presença bem menor! Nós temos muito daquilo que o americano chama de “cross sell”, para executar tanto na Enterprise quanto no Comercial com estes dois tipos de produto. Então o potencial de incrementar a receita, fazer com a soma um mais um dê três e não dois, é muito forte.

Luis Gonçalves: e na prática isso já está acontecendo associado àquele primeiro item que o Carlos comentou. O cliente vai ficar bem impressionado ao perceber que “agora eu tenho apenas um cara com quem falar, então eu também quero PC, notebook, servidor”, isso no segmento Enterprise. E no outro lado também, “então você também tem Storage EMC, tem soluções de backup, tem soluções de segurança, big data..., que bom porque eu estou feliz com o seu PC, notebook, servidor”. O problema que vejo é para os nossos concorrentes!
   

Flavio Xandó: falando em concorrente, eu não preciso gastar mais que 5 segundos para falar do valor que têm as marcas, Dell e EMC. Mas um forte e competente concorrente, a HP, fez boas aquisições no passado como por exemplo, COMPAQ e 3COM e preferiu absorver as respectivas tecnologias e matar as marcas, que eram fortíssimas no mercado (eram referências). Hoje existe uma marca que é DellEMC (junto), mas existe o risco de uma dessas marcas (separadas) desaparecerem? Qual a visão de vocês sobre isso?

Carlos Cunha: nós temos uma vantagem muito grande. Não tem como matarmos as marcas porque somos complementares! Não temos produto que tenha sobreposição muito grande. Mesmo que pudéssemos, não cometeríamos este erro.
   

Flavio Xandó: mas a HP não tinha network, comprou a 3COM e matou a marca, repito, que era referência de mercado.

Carlos Cunha: isso não é algo que iremos fazer. Até o formato do “go to Market” responde isso. Quando você cria um “go to Market” para um segmento Enterprise, um Comercial e Consumer e pequenas e médias empresas você já está respondendo que aquela marca que é forte naquele mercado, ela vai continuar. Não só a marca, mas também o modelo de atendimento.

Luis Gonçalves: as marcas falam muito por si, cada uma elas. Falam do modelo de atendimento, dos esforços de pesquisa e desenvolvimento voltados para os esforços de modernização. Por isso a manutenção das marcas é a espinha dorsal da estratégia.

Jornalistas: o caso de Dell e EMC eu até concordo, mas as outras como Virtustream, RSA, eu não vejo este mesmo futuro...

Luis Gonçalves: essas são marcas que têm sua importância, mas são emergentes. Como a Pivotal na qual temos sócios fortes como GE e Ford neste negócio. É uma aposta ainda, mas é uma marca nova.
   

Jornalistas: mas a nova empresa é Dell Technologies...

Carlos Cunha: isso, Dell Tecnologies é a empresa mãe, a holding. O único funcionário é o Michael Dell, que aliás, deve ter um grande salário. Abaixo desta empresa existe a Dell que cuida de “clientes”, PCs, tablets, periféricos, existe também a DellEMC que vai cuidar da parte de enterprise, também DellEMC Services que atende todo este portfólio, RSA e Virtuostrem estão dentro da DellEMC e você tem as empresas alinhadas estrategicamente como SecureWork e Pivotal.
   

Flavio Xandó: e VMware.

Carlos Cunha: isso, também a VMware! Porque alinhadas estrategicamente e não estão abaixo como todas as outras? Porque são empresas de capital aberto, têm capital na bolsa de valores ou têm outros sócios. A Pivotal não tem ações na bolsa, mas tem sócios como GE, Ford e Microsoft. A VMware e a SecureWorks têm ações na bolsa. Essa então é a estrutura e as marcas que ficam e onde eles ficam.

Luis Gonçalves: quando você fala em pesquisa e desenvolvimento, o que é Dell, os PCs, notebooks, periféricos e produtos para usuário final, você vai ter o seu R&D voltado para aquele universo.  Quando você fala em DellEMC, aí você pensa em convergência, soluções de cloud, pensa em plataformas, “as a service”, todo aquele conjunto de soluções para grandes Enterprises. Eles se conectam do ponto de vista de solução “end to end”, mas eles têm suas marcas associadas até mesmo pelos seus comprometimentos em investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Carlos Cunha: até a estrutura de empresa exatamente responde uma pergunta que muitas pessoas nos fazem e tem a ver com a liberdade de escolha. A forma de montar a nova empresa responde ao mercado, você tem liberdade. A VMware por exemplo, pode fazer um projeto de virtualização e cloud tendo outras plataformas para o cliente, legado ou não. Ao mesmo tempo nós respondemos, se você quiser uma solução fim a fim nós garantimos que é uma solução muito mais adequada a que podemos estar te oferecendo.  A vantagem de uma integração que já foi pré testada e que as engenharias já estão se falando. Até o formato da empresa responde a isso também, permitir a liberdade de escolha para os clientes.

Jornalistas: como fica a empresa em termos de tamanho no Brasil, valores de investimentos...

Luis Gonçalves
: nós não podemos falar em números regionais, mas em termos mundiais é uma companhia de cerca de 74 bilhões de dólares de faturamento, mais de 140 mil colaboradores em todo o mundo, presença em mais de 180 países. Realmente uma organização que tem um footprint enorme, em todos os mercados expressivos, incluindo Brasil que é um dos TOP 5!! Isso nós podemos falar. O mercado brasileiro é sim de extrema relevância para a DellEMC e para a Dell Technologies porque o mercado de PCs também é bastante grande. Estes são os resultados que podemos compartilhar

Jornalistas: e quanto aos segmentos de mercado e tecnologias como Cloud, IoT, como podemos ver a nova empresa nisso tudo, oportunidades?

Carlos Cunha: eu vejo alguns segmentos mais rápidos que outros. Quando falamos em transformação digital a área financeira e de telecomunicações são bem mais ágeis na busca por esta transformação. O governo, até por suas características, um pouco mais conservador, mas também tentando buscar. Não há segmento no Brasil que eu diga que esteja totalmente parado. Existem níveis de maturidade diferentes, entre os quais, finanças e telco estão em um nível de maturidade maior quando se compara com os outros segmentos.

Jornalistas: há novos projetos? Também IoT?

Carlos Cunha: sim, vários, de Big Data, IoT...

Luis Gonçalves: interessante você ter mencionado IoT porque isso acorda para nós uma indústria que era distante e dormente que é automação industrial, toda digitalização do footprint do chão de fábrica. Essa indústria estava mais distante porque ela tinha o seu próprio ecossistema de soluções totalmente fechadas, que não conversavam com TI das empresas. Era uma digitalização da parte operacional do chão de fábrica, mas sem se integrar com TI. IoT vem proporcionar esta integração e abre novas oportunidades para indústrias como a Dell se posicionarem como um fornecedor forte.


Essa conversa aconteceu no último dia do DellEMC World e foi para mim extremamente esclarecedora. Poder ter questionado ambos os presidentes das respectivas operações da Dell e EMC no Brasil, agora Dell Technolgies cuja uma das divisões é DellEMC trouxe muita luz ao assunto e foi um privilégio! Agora entendo muito melhor como vai funcionar esta mega corporação e sua presença no Brasil e no mundo!!