sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PAPOFÁCIL#035 - Kasperky Segurança Industrial Claudio Martinelli

Claudio Martinelli, Diretor Geral América Latina contou quais são os tipos de ameaças que existem no contexto industrial, ATMs, casos reais de ataques que causaram os mais diversos tipos de danos e qual é a abordagem da Kaspersky para lidar com estas ameaças por meio do Kaspersky Industrial Cybersecurity.

Gravado dia 18/08/2016

PAPOFÁCIL#035 - Kasperky Segurança Industrial Claudio Martineili

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PAPOFÁCIL #033 Intel apresenta Memória Optane - Fabiano Sabatini

Fabiano Sabatini, Engenheiro de Aplicações da Intel conta sobre um novo modelo de memória, na verdade um novo conceito que visa acelerar bastante as aplicações nos PCs por meio desta memória diferenciada. Acompanhe a conversa no vídeo abaixo e em seguida as informações contidas no comunicado oficial de imprensa da Intel.

Gravado em 15/08/2017


PAPOFÁCIL #033 Intel apresenta Memória Optane - Fabiano Sabatini


Intel Optane: uma experiência melhor e  mais rápida de computação pessoal



Nova tecnologia de memória da Intel acelera o acesso aos dados nos computadores e traz mais uma transformação para a computação pessoal

A Intel continua trazendo inovações e experiências diferenciadas para o mundo da computação pessoal. A empresa disponibilizou recentemente no Brasil uma nova classe de memórias que prometem acelerar o acesso aos dados e melhoras significativas no tempo de loading do sistema operacional e dos aplicativos e jogos mais utilizados pelo usuário. Essa nova classe de memória, a Intel® Optane™ atende tanto a entusiastas que exigem o melhor desempenho disponível no mercado, como também usuários de desktops e notebooks equipados com a 7ª Geração da família Intel® Core™ e que gostariam de acelerar aplicativos de criação e games.

A tecnologia Optane é uma classe completamente nova de memórias não-voláteis baseadas na tecnologia 3D XPoint, desenvolvida pela Intel e a Micron.  A tecnologia Optane habilita novos níveis de tempo de resposta do PC para tudo, desde o uso regular de aplicativos pesados até jogos de primeira linha, passando por criação de conteúdo digital, navegação na internet e programas de uso diário no escritório. Estudos mostram que a maioria das pessoas usa cerca de 11 programas/aplicativos por dia e os abre até sete vezes.


Com o uso de uma memória Optane para a aceleração de dispositivos de armazenamento tradicional, é possível conseguir ganhos consideráveis de velocidade na execução de aplicativos e do sistema operacional. Dependendo da configuração do sistema, é possível cortar pela metade o tempo que leva para o boot do computador, e obter uma melhora na velocidade de acesso aos dados de softwares armazenados na Optane de até 28%. É possível acelerar aplicativos como o Microsoft Outlook* em cerca de 6 vezes, o navegador Chrome* em até 5 vezes, e cortar o tempo de loading de games em mais de 60%.

Confira abaixo o comparativo da tecnologia Optane na aceleração do acesso aos dados em diferentes configurações de armazenamento:  





Esta inovação em memória está pavimentando o caminho para o futuro da computação. Esses avanços mudam a maneira com a qual interagimos com nossos dispositivos e o mundo a nossa volta, de jogos à realidade virtual e produtividade diária. Nunca houve um período mais empolgante para a indústria de PCs. 

PAPOFÁCIL #032 Magic Software Rodney Repullo - integração de sistemas

Em conversa com o CEO da Magic Software, Rodney Repullo, descobri que a empresa, que tem muitos anos no Brasil traz uma solução para desenvolvimento em ambiente visual que é muito apropriado para integração de dados entre diferentes sistemas, ERPs, etc.

Existem conectores prontos para mais de uma centena de aplicações, incluindo as do mercado brasileiro. Isso facilita sobremaneira desenvolvimento de aplicações baseadas nestes sistemas e principalmente integração com grandes sistema como SAP, SalesForce, Dynamics, etc.

Gravado dia 08/08/2017


PAPOFÁCIL #032 Magic Software Rodney Repullo - integração de sistemas


A Magic Software Brasil é parceiro da Magic Software Enterprises desde 1998 e entrega projetos inteligentes de integração de processos de negócios e sistemas e atua por meio de uma ampla rede parceiros em diversas áreas de negócios.

A empresa oferece plataformas de desenvolvimento e de integração a prova de futuro a partir de um ambiente produtivo para o desenvolvimento e execução, eficaz integração de aplicações de negócios, suportando canais de execução escaláveis, incluindo: on premise, Web (HTML5), Internet Rica, mobile e SaaS. Utiliza uma abordagem orientada por metadados livre de códigos para garantir a entrega de sistemas e ambientes de integração com o mínimo esforço.

Possui mais de 30 anos de experiência, com milhões de instalações ao redor do mundo, alianças estratégicas com líderes globais e locais de TI, incluindo: CIGAM, IBM, Microsoft, Oracle, Salesforce.com, SAP, Benner, Senior, Totvs entre outros

Com presença em mais de 50 países, incluindo 14 escritórios regionais, nós colaboramos de perto com nossos clientes e milhares de parceiros de negócios para acelerar sua performance nos negócios.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

PAPOFÁCIL #031 - Forcepoint, comportamento do usuário em foco, com William Rodrigues

Em conversa com William Rodrigues, Engenheiro de Segurança, durante o Congresso de Segurança e Gestão de Risco do Gartner, falamos sobre um dos pilares da solução de segurança da empresa, que é a tecnologia de análise de comportamento de usuário que é usada para proteger de forma mais pró ativa e efetiva, seja na nuvem ou dentro do ambiente da  empresa.

Gravado em 07/08/2017 na Conferência do Gartner de Segurança


PAPOFÁCIL #031 - Forcepoint, comportamento do usuário em foco, com William Rodrigues

Zenfone 3 Zoom - parte 4 - Conclusão

Conclusão
   
Próximo tópico : 
Tópico Anterior : As Câmeras fotográficas

São muitos detalhes que compõem o Zenfone 3 Zoom. Para o meu modo de uso o imenso destaque é para o efeito libertador de poder usar durante o dia inteiro e ainda se precisar, ceder energia para os smartphones limitados dos amigos. Não precisar ficar se policiando para não tocar ou usar o aparelho e assim gastar mais bateria. Não foi à toa que usei o termo “libertador” no título deste texto (o texto introdutório).

Em segundo lugar destaco o sistema de câmeras com suas 3 lentes (1 frontal e 2 traseiras), sendo que na traseira as lentes podem ser combinadas para compor um zoom de até 12x com qualidade muito melhor que os smartphones que apenas têm zoom digital. A qualidade das fotos e vídeos é irrepreensível e não trará expectativa não realizada. Falta o flash para a câmera frontal (selfies), algo que não coube no projeto original, mas quem sabe o que está por vir.

Tamanho, peso, agilidade na manipulação. O processador (SoC) Snapdragon 625 é bastante suficiente para o todas as operações que precisei ao longo do extenso texto que realizei. Não é o processador de “topo” da Qualcomm, mas foi muito bem escolhido. Sem travamentos, “soluços” ou lentidão de qualquer forma. Seja com 3 GB ou 4 GB de memória o comportamento é virtualmente o mesmo, ágil!
figura 22 – Zenfone 3 Zoom em todas as suas variações

A interface ZenUI, que chega a ser polêmica por ser criticada pelos concorrentes, no meu caso, por já ter experiência com smartphones da Asus há tempos, estou completamente à vontade e às vezes procuro por recursos dela quando avalio aparelhos da concorrência. É uma questão de gosto. A Samsung, por exemplo, também tem a sua camada de interface e acho que por isso também não merece críticas. É uma questão de gosto e adaptação, afinal, tudo é Android no fundo com melhorias e aprimoramentos visuais.

Se eu pudesse pedir algumas melhorias e evoluções no Zenfone 3 Zoom seriam, o flash para a câmera frontal, WiFi padrão AC (padrão B G e N são suportados), pois permite acesso ainda mais rápido. O software da câmera é ótimo, isso se vê pelos resultados, mas a função de filmar não reconhece microfone externo, algo que para quem grava vídeos amiúde como tenho feito, para melhor qualidade da captação do áudio, usar microfone direcional (redução de ruído de fundo), é essencial para mim. Descobri um aplicativo de câmera que aceita o microfone externo, mas não usa o zoom 2.3x.

Eu me adaptei bem ao sensor de impressão digital na parte traseira, mas ouvi boatos que dizem fabricantes estariam desenvolvendo um leitor pela tela do smartphone... Será? Ter o leitor atrás (bom para quando se está com o aparelho na palma da mão), mas é bom tê-lo na frente quando tem o aparelho apoiado na mesa. Ter ambos seria fantástico. Ou quem sabe reconhecimento facial que funcionasse rápido. Já que me permiti especular, são estes os meus desejos.

Porém, saibam que o Zenfone 4 está a alguns meses de seu lançamento (último trimestre é meu palpite). De forma totalmente especulativa (apenas meu palpite – algo oficioso), vi uma foto do que seria o novo Zenfone 4 e me lembrou muito o Zenfone 3 Zoom, duas câmeras, bateria grande... Quem sabe o Z3Z já não fosse um ensaio para a próxima geração? De toda forma quem precisar de um smartphone avançado, com todos os méritos que descobri neste teste e que não precise vender um rim para comprar, certamente o Zenfone 3 Zoom é uma alternativa e tanto e está disponível hoje com toda essa tecnologia. Prova disso é que vem sendo o meu aparelho do dia a dia há meses.

Pode ser encontrado na http://loja.asus.com.br e muitos pontos de venda físicos e virtuais, versões com 3 Gb ou 4 GB de armazenamento de 32 GB, 64 GB e 128 GB por preços que vão de R$ 1899 a R$ 2499 (preço sugerido Asus – descontos podem ser encontrados no varejo). No caso da loja virtual da Asus, em até 12 vezes.




figura 22 – Zenfone 3 Zoom em todas as suas variações


Próximo tópico : 

Zenfone 3 Zoom - parte 3 - as câmeras fotográficas

As Câmeras fotográficas (na verdade 3 ou 2+1)

Próximo tópico : Conclusão
Tópico Anterior : Bateria "infinita" libertadora

O Zenfone 3 Zoom é uma evolução do Zenfone Zoom lançando em 2016, simplificado em alguns aspectos e melhorado em outros. A versão anterior tinha uma estrutura de zoom telescópico até 3x. A Asus descobriu com os consumidores que a preferência seria por uma aproximação de 2.3x sem a necessidade do complicado (e caro) jogo de lentes móveis e criou o Z3Z dessa forma, dois conjuntos de lentes sendo uma delas com a aproximação de 2.3x e a lente “regular” (sem zoom).

Destaco que em modo automático o software de câmera do Z3Z escolhe a lente a ser usada em função do nível de aproximação selecionada (até 12x). Trata-se de um algoritmo bastante esperto que pode inclusive usar as duas lentes ao mesmo e tempo e combinar imagens para concretizar um melhor resultado. Em sua máxima aproximação (12x) a qualidade da imagem é sensivelmente melhor que câmeras de outros smartphones pois a combinação das lentes realmente funciona muito bem. Exemplos assim estão apresentados abaixo para que você confira.


figura 09 – sistema de lentes da câmera traseira do Zenfone 3 Zoom

A lente “1.0x” tem abertura f/1.7, que significa que é capaz de registrar fotos em condições de luminosidade bem restrita. A saber é a mesma abertura do Samsung Galaxy S7 e S8, aparelhos tidos como referência em termos de qualidade de fotos em smartphone. A câmera frontal tem abertura f/2.0, muito boa para este tipo de uso. Já a lente “2.3x” tem abertura f/2.6, um pouco menos sensível à luz, algo compreensível já que o jogo de lentes, por melhor que seja, acaba não deixando passar toda a luz (mais “vidro” no caminho). Mas ainda assim é capaz de bons resultados (melhor em ambientes mais iluminados).

Em modo manual a câmera do Z3Z permite um alto grau de gerenciamento, desde a escolha específica da lente (1x ou 2.3x) , abertura, sensibilidade (ISO), tempo de disparo e tantos outros parâmetros usados por fotógrafos mais exigentes, incluindo o “nível” para fazer o alinhamento da câmera na horizontal. Além disso a imagem pode ser capturada em formato RAW, ou seja, formato sem compressão que pode ser usado em softwares apropriados para manipulação com alto grau de sofisticação e qualidade.
 
figura 10 – alguns dos ajustes manuais do Zenfone 3 Zoom

Mas você, fotógrafo amador como eu, que eventualmente gosta de manobrar vez por outra algum parâmetro, o modo automático é bastante eficiente e vai permitir que as fotos do tipo “apontar e disparar” fiquem com uma qualidade diferenciada.

Lembro que a câmera traseira (que tem as duas lentes) captura as imagens em até 12 MP e a câmera frontal (selfies) faz fotos em até 13 MP com recursos de embelezamento e retoques em tempo real (mas não tem flash).

Descobri uma função muito importante para a lente 2.3x. Claro, para aproximar, mas em situação “profissional”. Costumo em apresentações tirar fotos das telas para registrar as informações. Invariavelmente as telas ficavam com baixa qualidade por causa da aproximação com zoom digital e em ambientes quase sempre com pouca luz. Usar a aproximação 2.3x nestas ocasiões é um diferencial, tanto que pude usar estas fotos das telas em muito dos meus textos já publicados.

Não tenho mais o que falar da câmera do Zenfone 3 Zoom. Tem qualidade irrepreensível. Entendo que há certa dose de subjetividade na avaliação de qualidade de fotos. Por isso não vou falar mais muita coisa e sim mostrar várias fotos que capturei em diversas situações e condições. Clique na foto para visualizar a versão maior da imagem.

Ambiente externo, ótima luz


figura 11 - mesma cena, sem zoom e com zoom (ótico 2.3x), clique para ampliar


 
figura 12 - mesma cena, sem zoom, zoom ótico 2.3x e 10x (combinado), clique para ampliar

Importante relembrar, não custa nada, o zoom 2.3x é ótico, ou seja, uma aproximação REAL obtida por meio da combinação de lentes (por isso ótico) e não pode meio de ampliação dos pontos e corte da imagem que é como funciona o zoom digital. A última das 3 fotos acima foi feita com zoom 10x, na qual o Zenfone 3 Zoom combinou as lentes e zoom digital (já que o limite da lente é 2.3x) e o resultado ficou muito melhor do que o simples zoom digital de 10x. A saber, o Z3Z tem zoom digital até 12x. Exemplo parecido é mostrado abaixo, sem zoom e com zoom combinado (ótico e digital) de 8x.


figura 13 - mesma cena, sem zoom e com zoom 8x (ótico e digital)

 
figura 14 – excelente captura de cores e matizes

 

figura 15 – sombras precisas e cores bem definidas


Ambiente externo à noite ou ambiente interno

Vamos agora dificultar um pouco as coisas. A minoria dos smartphones têm real capacidade de capturar boas fotos, boas de verdade, em condições de pouca luz. As fotos abaixo foram todas obtidas em ambiente escuro, seja interno ou externo. Precisei aprender a obter o melhor do Zenfone 3 Zoom, às vezes clicando na tela para mostrar para ele qual era o elemento que ele deveria usar como base para a sensibilidade de luz da captura. É simples assim. Tocar e escolher o ponto que dá o melhor resultado e isso pode ser conferido no visor. Seguem alguns destes exemplos.


figura 16 – pouca luz (bem pouca) em ambiente interno


 
figura 17 – pouca luz em ambiente externo


 


figura 18 – pouca luz em ambiente interno e com alguma luz contra



Um importante recurso existente nas câmeras modernas de smartphones é o HDR, ou seja, a capacidade de capturar os detalhes em cenas que têm níveis de iluminação diferentes. A imagem abaixo é de um pôr do sol, com luz contrária, e mesmo assim os objetos contra a luz apresentam ótima visibilidade. Sem HDR ou com um HDR de pouca qualidade esta foto seria o sol ao fundo e quase todo o primeiro plano escuro.


figura 19 – iluminação uniforme graças ao bom HDR 


E os selfies?? Vão muito bem! Não é o tipo de foto que mais me cativa, mas andei me arriscando vez ou outra. A foto abaixo me chamou a atenção porque foi tirada em 13 MP em um ambiente aberto, mas no meio de uma trilha, com muita sombras e luz ao fundo e mesmo assim o resultado foi muito bom. Também agradeço aos recursos de embelezamento do Z3Z que estavam ativados (por padrão) e por isso saí até que bem na foto.


figura 20 – selfie no meio da trilha, sombras e luz contra


Por fim quero destacar uma das mais recentes fotos que tirei, sua versão “completa” e um recorte que mostra o nível de detalhes da captura feita pelo Z3Z. Sem tanta luz, dia nublado. Achei fantástico o resultado.


figura 21 – a flor e seus detalhes (recorte – não é zoom), clique para ampliar


Não posso me esquecer de falar sobre a capacidade de filmar em resolução 4K e destacar algo já mostrado na penúltima foto, capacidade de captura de profundidade de campo, como as avançadas câmeras DSLR.

A câmera do Zenfone 3 Zoom, ou melhor, as câmeras, têm grande possibilidade de atender às necessidades dos mais exigentes usuários. O zoom ótimo de 2.3x e a possibilidade de combiná-lo com o zoom digital melhorando muito o resultado é um diferencial. O modo manual é muito completo e até mesmo captura da foto em modo RAW, para tratamento em softwares profissionais (que fazem ainda mais maravilhas pela fotos). Algumas pessoas podem sentir falta do flash para a câmera frontal. São decisões de projeto que priorizam alguns detalhes em detrimento de outros. As imagens acima falam por si e mostram o que a(s) câmera(as) do Zenfone 3 Zoom é capaz de fazer.

Próximo tópico : Conclusão
Tópico Anterior : Bateria "infinita" libertadora


Zenfone 3 Zoom - parte 2 - Bateria "infinita" libertadora

Autonomia da bateria do Zenfone 3 Zoom – Libertador!
 

Próximo tópico : As câmeras fotográficas
Tópico Anterior : Introdução e Usabilidade


Desde que testei o Asus Zenfone 3 e depois o Moto Z Play, meu padrão para avaliar duração de bateria de smartphone mudou completamente! Expectativa de duração da bateria de 8 a 10 horas é para mim inaceitável. Ninguém merece ficar escravo de cargas ao longo do dia ou no carro. Meus testes com smartphones são longos exatamente para que possa levar ao limite o estudo da autonomia da bateria. No mínimo 3 semanas de uso contínuo e em regime de uso normal, com todos meus aplicativos do dia a dia instalados. No caso do Z3Z foram meses.

O Zenfone 3 Zoom é o aparelho cuja duração de bateria foi de longe o que apresentou a melhor autonomia de bateria nestas condições de uso!! Em média 27 horas de duração!!!! Mais que um dia inteiro! Quem não será atendido assim? Por isso usei o termo “libertador” no título deste texto, era a isso que me referia! Alguns aparelhos que já avaliei, incluindo os mais badalados dentre os que  têm sistema Android, em alguns deles eu precisava ativar modo de economia de energia para conseguir acabar o dia. Mas ainda mais irritante era eu tendo que me abster de usar para economizar em alguns momentos: “não vou acionar a tela agora para não gastar bateria, vejo essa mensagem junto com outras depois”. Alguém merece usar um smartphone assim? Mesmo que esteja entre os mais aclamados do mercado? Absolutamente não. O Zenfone 3 Zoom com sua generosa bateria de 5000 mAh, o SoC Qualcomm 625 e gerenciamento de energia bem elaborado LIBERTA o usuário disso tudo!!

Durante todo o período de teste eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia. Não precisei! Mas digamos que o seu perfil de uso seja muito mais intenso que o meu, que você possa exaurir a carga na metade do tempo, ou se esqueceu de recarregar durante a noite, o sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter algumas horas a mais com pouco tempo conectado à energia, acréscimo de 3.5 horas em 20 minutos.

Você que leu este tópico até aqui, se queria saber sobre a autonomia de bateria, em resumo, obtive 27 horas em média e isso coloca o Zenfone 3 Zoom como o melhor smartphone que já testei até agora em questão de autonomia, de longe. Se quiser saber o porquê disso, pode ler os parágrafos abaixo onde detalho todos testes que fiz. Se esta conclusão já é suficiente, pode pular a leitura para o próximo tópico que detalho a câmera fotográfica do Zenfone 3 Zoom.

Fundamento meu teste de autonomia em algumas situações distintas. Algumas são apenas para referência e comparação com outros smartphones.

Standby: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o Zenfone 3 Zoom permaneceu 212 horas até esgotar sua bateria, quase 9 dias!!

Youtube: o segundo cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em de 60%. Nesta função o Zenfone 3 Zoom permaneceu ativo por quase 12 horas!

Gravação de vídeo: O terceiro cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Zenfone 3 Zoom, na qual ele mostro ser capaz de segurar a gravação de vídeo por 5 horas e 1 minutos.

Isso é curioso porque o Zenfone 3 consegue gravar vídeos por 5 horas e 15 minutos, com uma bateria de menor capacidade. Ou o software de câmera do Z3Z é mais sofisticado a ponto de consumir mais bateria ou seria porque descobri que durante a captura do vídeo a tela fica em brilho máximo, a despeito da escolha do nível escolhido (ou automático), mesmo em locais não tão iluminados. Mas mesmo assim, 5 horas de captura de vídeo em 1080p é uma capacidade de gravação bastante adequada. Asus, seria interessante ver o porquê dessa diferença em relação ao Zenfone 3. É importante o usuário saber que se gravar um vídeo de 1 hora, isso levará consigo 20% de sua bateria.

Waze: O quarto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone. O Zenfone 3 Zoom consegue manter o Waze funcionando em média por 10 horas e 5 minutos.  Importante frisar “em média” porque há tempos já sei que o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 18 viagens que mostro no gráfico abaixo. Raros são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!! Seu antecessor, o Zenfone 2 entregava 4 horas e 6 minutos neste teste. Há smartphones que mal chegam a 3 horas. O Zenfone 3 era o melhor até então com 7 horas e 50 minutos. O Z3Z  também quebrou o recorde de autonomia usando apenas o Waze!


figura 03 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga da bateria. Ao carregar sua bateria o Zenfone 3 Zoom ganha aproximadamente 1% a cada 1m50seg. Levou 2h e 59 minutos (179 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usá-lo). Vendo de outra forma, uma carga de 50 minutos confere autonomia extra de mais de 9 horas no regime “misto” que eu o submeti (perto de 27 horas de autonomia total). Ou mais de 3 horas e meia com apenas 20 minutos de carga. O que você acha? Extremamente desejável, mas com 27 horas de autonomia... quem vai precisar destas cargas adicionais? 


figura 04 – autonomia da bateria em diferentes atividades

Uso real
: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 4 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de Email, whatsapp, fotos, vídeos, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos 28 dias testados, obtive uma vez mais de 30 horas de uso contínuo e no pior caso 21 horas, média de 27 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações. Por isso atesto que NUNCA, nenhum foi tão bem neste teste.

figura 05 – autonomia da bateria em regime “natural”

Ainda estou tentando correlacionar algumas informações como percentual de tempo de uso de tela, GPS, principais aplicativos, uso de fotos, voz, etc. Ainda não consegui um modelo matemático adequado, mas para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.


figura 06 – “diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

O que julgo mais importante é destacar que estas 27 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de tela, 47% do tempo acesa (5h 42min). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizei foi muito simples, um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. Abaixo mostro algumas telas que exemplificam isso.

Neste particular dia comecei a usar o Zenfone 3 Zoom às 7:30 e encerrei o uso às 22:57 (15h e 28 min) tendo consumido 58% da carga (sobrando 42%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia (19% - 5h 21min), seguida pelo próprio Android (7%).


figura 07 – registro do consumo de energia de um dia típico

Interessante destacar que foram mais de 5 horas e 21 minutos de uso de tela, ou seja, tempo que manipulei o smartphone. Mesmo assim, fazendo as contas, neste dia a autonomia prevista seria perto da média de 27 horas!!! Com mais de 5 horas de “tela” e mais de 1 hora de Waze!! Isso tudo depois de 15 horas e 28 minutos de uso e pela previsão do próprio Zenfone 3 Zoom (que bateu com os meus cálculos), mais 12 horas de autonomia no mesmo padrão de uso.


figura 08 – registro do uso de tela e do Waze neste dia típico

Como faço estes testes há muito tempo o padrão de uso é o mesmo e por isso posso comparar com outros smartphones já testados. Há quem faça estes testes usando softwares de benchmark para estressar o smartphone e assim depreender uma “duração de bateria”. Respeito este tipo de teste e vejo também utilidade nessa abordagem. Porém não existe nada como usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc. 

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor possa com estas informações todas de uma certa forma inferir como o Zenfone 3 Zoom seria adequado ou não para sua utilização. Pode haver smartphone cuja autonomia seja melhor?  Acho difícil, mas com a contínua evolução dos produtos isso pode acontecer. Só que ainda não passou pelas minhas mãos. A experiência de uso do Z3Z em relação à bateria é completamente libertadora, uma preocupação que seu usuário jamais precisará ter! Ao contrário de tantos smartphones que oferecem 11, 12 ou 13 horas de autonomia e posicionam-se como suficientes.  

Por fim, o Z3Z vem com um adaptador que se encaixa em seu conector USB-C para que ele se transforme em um “powerbank”. Assim, aquele amigo que tem um smartphone da fruta ou algum Android que não tenha a autonomia suficiente, pode receber energia extra no final do dia a partir do Zoom. Ele vai ceder vários mAh de energia para os amigos e ainda assim vai ter horas de sobra para completar o dia. Isso diz muito!! Diz tudo.

Próximo tópico : As câmeras fotográficas
Tópico Anterior : Introdução e Usabilidade


Introdução e Usabilidade



Zenfone 3 Zoom um smartphone libertador! parte 1 - introdução

Introdução

Próximo tópico : Bateria "infinita" libertadora
Tópico Anterior : 

Este texto sobre um smartphone com certeza é o mais não usual de todos que já produzi em minha história de avaliador de tecnologias. Os motivos para isso são vários. A começar pelo imenso tempo testando e interagindo com a Asus. Recebi a unidade para testes no final de março passado (4 meses atrás) durante o evento Asus Onboard, sobre o qual escrevi “Zenfone3 Zoom, Live e AR – as novidades do Onboard 3” antecipando de forma minimalista as características do Z3Z (apelido que usarei neste texto para o Zenfone 3 Zoom).


figura 00 – o Zenfone 3 Zoom visto por todos os seus ângulos


Processo único para aperfeiçoar o produto


A Asus na ocasião abriu o jogo com o grande grupo de jornalistas, avaliadores e influenciadores digitais que tiveram acesso ao Z3Z. A empresa não podia perder o timing de lançamento do produto. A data era aquela, final de março, começo de abril, para que impactasse como desejavam o mercado. Porém, era sabido que ainda faltava algum “polimento” no produto. O Z3Z estava pronto de fato, mas alguns aperfeiçoamentos ou pequenas correções ainda se faziam necessárias.

Dessa forma tomei parte de uma experiência incrível. Mais de 100 pessoas diariamente reportavam suas boas experiências e algumas não tão boas diretamente para a Asus, inciativa encabeçada por Marcel Campos, seu “Head of Global Content Marketing and South America Marketing Director at ASUS” que fazia todo o meio de campo com a equipe de engenharia em Taiwan. Disso resultavam atualizações do produto em um ritmo bastante intenso e dessa forma o Z3Z ia melhorando a cada interação.

Havia muito bom humor e descontração neste grupo (usando WhatsApp e Telegram) e as mensagens se acumulavam às centenas todos os dias. Relatos das experiências aconteciam aos borbotões. Não posso deixar de relatar o que foi para mim o exemplo máximo dessa única forma de interação com os avaliadores. Em situações específicas pessoas relataram perda momentânea de conexão WiFi (alguns segundos) que era incômoda para os usuários. Como eu era uma das pessoas que experimentou este eventual fenômeno, coloquei minha casa à disposição para testes. Uma bela 6a feira, vieram três profissionais da empresa testar em minha casa. Sendo mais preciso, um engenheiro da Qualcomm do Brasil e um engenheiro da Asus de Tawain acompanhado pelo então responsável pela área de comunicação e marketing da Asus, o grande Jocelyn!

Uma tarde de muita conversa, até risadas esperando a perda de WiFi acontecer. Diversos arquivos de log capturados, muita conversa em inglês e depois eles se foram. Qual foi o resultado? Tempos depois uma nova atualização do produto fez desaparecer por completo o problema do WiFi. Mas quero ressaltar que era algo experimentado por um grupo pequeno de pessoas e dependia também do roteador WiFi que a pessoa tinha em casa.

Tiro dessa experiência a sensação saborosa de ter participado do processo de aprimoramento de um produto, por meio de um programa realmente ativo de testes com a comunidade de jornalistas, avaliadores e influenciadores. E via passo por passo o produto ficando mais e mais robusto e estável. Imagino que outros importantes fabricantes posam eventualmente fazer isso de alguma forma. Mas não foram os outros que fizeram dessa vez, foi a Asus. Parabenizo bastante a empresa por isso e me senti imensamente prestigiado por ter participado deste processo único.


figura 01 – Zenfone 3 Zoom

Características e especificações

O Z3Z é oferecido em 3 configurações, a básica com 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, com 4 GB de RAM possibilitando a escolha entre 64 GB ou 128 GB de armazenamento interno. Todas com o processador octa-core 2.0 Ghz e chipset Qualcomm Snapdragon 625. Tela de 5.5 polegadas Gorilla Glass 5, Amoled com 16 milhões de cores e resolução FullHD (1080p). Câmera traseira com 2 lentes 12 MP com flash, câmera frontal de 13 MP, aceita cartão de memória até 2 TB !

O grande destaque é a imensa bateria de 5000 mAh que é responsável, junto com a câmera (explicarei melhor depois),  fatores que tornam este smartphone libertador, conforme descrevi no título deste artigo.



figura 02 – especificações gerais


Usabilidade, interface e recursos gerais

A Asus utiliza em seus aparelhos desde há muito tempo um aprimoramento da interface, que vai além da interface padrão do Android, denominada ZenUI. Há temas, papéis de parede, botões, gadgets além de um visual diferente, que aliás, agrada-me muito. Gosto dos botões grandes, bem legíveis e das possibilidades de customização. Eu acho inacreditável o “Android puro” não ter opção para mostrar o percentual da bateria na linha de status. Em diversos aparelhos precisa de aplicativo para isso. De toda forma, quem está muito acostumado à interface padrão do Android, pode usar um tema que a mimetiza. Há também função para “limpeza de memória” (restaurar memória não mais usada pelos aplicativos).


figura 02b – Aspecto da interface e ZenUI


O sistema de WiFi, principalmente depois daquele episódio que pude participar é muito robusto de boa velocidade. Porém atua somente na frequência de 2.4 Ghz, padrão “n”, que garante taxas de transferência acima da grande maioria das conexões de Internet disponíveis. Por uma opção de projeto o subsistema de rádio que opera a 5.0 Ghz não está incluído no Z3Z que habilitaria o padrão “ac”, com velocidades teóricas que chegam a 750 Mbps ou até 1 Gbps. Não faz falta, mas fica para uma próxima versão, quem sabe.

O processador Qualcom Snapdragon 625em conjunto com 3 GB ou 4 GB de memória RAM (a versão que testei tinha 4 GB) e o vasto espaço de armazenamento de 32, 64 ou 128 GB (minha unidade tinha 128 GB) garantem um desempenho irrepreensível, sem “engasgos”, sem lentidão para abrir os aplicativos e com respostas  imediatas e ágeis!

Uma pequena curiosidade. A Asus, bem como alguns fabricantes incluiu o subsistema de rádio FM no Z3Z. Isso não é nada demais, certo? Em termos. Sem citar nomes para não ferir outros smartphones, modelos sofisticados de fabricantes renomados, aparelhos que testei recentemente não tinham e isso me faz muita falta!! É uma “bobagem”, só que não. Gosto de ouvir músicas nas minhas caminhadas e corridas, programas jornalísticos , noticiários, entrevistas... Utilizo transporte público em várias ocasiões e como faço no meu carro, quero ouvir rádio. Simples assim! Obrigado Asus por manter este importante recurso, não o remova como badalados aparelhos que talvez julguem que seus usuários por terem pago R$ 2500, R$ 3000 ou R$ 4000 por um smartphone não têm o perfil de quem ouve rádio. Ledo engano!

Observação importante. A unidade que eu testei veio com o Android versão 6, mas dias atrás ele recebeu automaticamente a atualização para a versão 7.1.1!!

Próximo tópico : Bateria "infinita" libertadora



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

PAPOFÁCIL #030 Palo Alto Networks, visão do modelo de segurança

Em conversa com  Daniel Bortolazo, Mgr Systems Engineer da Palo Alto Networks, falamos sobre o conceito da solução de segurança da empresa, desde a proteção na nuvem, nas soluções SaS, armazenamento na nuvem, proteção de periferia com Next Generation Firewall (criado pela Palo Alto) e a proteção de Endpoints por processos que não dependem de assinatura de malware.

Gravado em 08/08/2017  na Conferência Gartner Segurança & Gestão de Risco em São Paulo



PAPOFÁCIL #030 Palo Alto Networks, visão do modelo de sergurança

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PAPOFÁCIL #029 - Symantec Segurança remota avançada na nuvem isola ameaças na navegação

Em conversa durante a Conferência de Segurança do Gartner, Vladimir Amarante, Diretor Técnico da América Latina, conta sobre a tecnologia Fireglass da Symantec.  Por meio do isolamento do navegador (computador ou dispositivo móvel), "executa" remotamente todas as páginas de Internet que sendo processadas na nuvem da Symantec isola totalmente ambientes inseguros e maliciosos elevando o nível de segurança dos usuários. Algo até agora exclusivo da empresa.


PAPOFÁCIL #029 - Symantec Segurança remota avançada na nuvem isola ameaças na navegação


Malware não pode chegar aos usuários

O Fireglass protege os usuários de todas as ameaças transmitidas pela web. Ao isolar e executar todo o conteúdo em um ambiente remoto seguro, o Fireglass evita que o malware e outras ameaças avançadas atinjam os dispositivos do usuário, sejam quais forem.

Todo o conteúdo potencialmente malicioso, incluindo Java e Flash, é executado remotamente na Plataforma de Isolamento de Ameaça denominada Fireglass. Os usuários recebem um fluxo visual seguro através do navegador nativo enquanto desfrutam de uma experiência transparente e transparente

 Web, e-mails e documentos
 Ameaças conhecidas e desconhecidas, incluindo zero dia, phishing e ransomware
 Bloquear malware de saída C & C e exfiltração de dados

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Maxprint dos formulários contínuos até ampla linha nos dias de hoje

Conversei com Fernando Hachul, Diretor Comercial e de Marketing da Maxprint, que me contou um pouco da história da empresa. Em me lembro claramente quando eu ainda usava os hoje ultrapassados formulários contínuos, aqueles papéis com remalina para tracioná-lo nas impressoras matriciais de impacto. E nessa época a empresa era muito relevante neste mercado. Também no segmento de bobinas de fax (tecnologia contemporânea a dos formulários contínuos).

Mas a empresa experimentou um crescimento intenso ao longo do tempo e além de seu portfólio original, ampliou muito sua atuação. Hoje dispõe de suprimentos para escritórios, produtos de informática, como mouse, roteadores,  etc. Também fabrica acessórios para o segmento “gamer” com mouse especial, teclado, fones, gabinete e até cadeira, sob a chancela DAZZ, a marca diferenciada para estes produtos! Há também caixas de som bluetooth e até som automotivo!!

No vídeo abaixo Fernando contou sobre a trajetória da empresa e como aconteceu essa grande diversificação. É o PAPOFÁCIL #024!!



segunda-feira, 31 de julho de 2017

VISA , indo bem além dos conhecidos cartões de crédito

Tive a grata oportunidade de conversar com Erico Fileno, Diretor Executivo de Inovação de uma área chamada de Innovation Studio. Nesta conversa minha percepção sobre os meios de pagamento foi consideravelmente ampliada. Mas além disso, percebi que rapidamente estamos migrando para soluções mais simples, mais práticas e principalmente mais seguras.

O sistema de “pagamento por aproximação” tem ganhado importância no mundo todo. Há conhecidas soluções baseadas em smartphones como da Samsung ou da Apple, mas não se limitam a estes fabricantes. No Brasil mesmo, um aplicativo como o do Banco do Brasil já permite uso de transações financeiras desta forma, com este nível de confiabilidade, seja por meio de PIN ou complementada por biometria, leitura de impressão digital (usando o sensor do dispositivo), reconhecimento facial, reconhecimento de íris...


Uma das inovações da VISA são os dispositivos “vestíveis” (wearables) como relógios, anéis, pulseiras, etc. Cada um leva consigo o chip codificado de identificação por proximidade (NFC) que complementam ou substituem os cartões de débito ou crédito. Há mercados com características diferentes. Segundo Erico a Índia e China praticamente pularam a etapa dos cartões de plástico e foram praticamente direto para meios de pagamentos eletrônicos, mas adaptados às suas condições. É uma curiosidade, como nestes mercados smartphones com suporte a NFC (leitura por proximidade) não era tão grande, QRCODES são usados para disparar as transações financeiras já que todos os aparelhos dispõem de câmera.

Segundo Erico mais de 70% as máquinas da VISA que realizam as transações no Brasil já têm a capacidade de realizar operações de pagamento por aproximação. Isso é animador pois trata-se de uma base instalada bastante considerável.

Existem conveniências interessantes quando se usa este tipo de tecnologia. As pulseiras, anéis e relógios são a prova d’água. Assim, por exemplo, se vou para um estádio de futebol, ou jogar bola com amigos em uma quadra alugada, ou passar uma manhã na piscina do clube, usando apenas um destes dispositivos, a sua “carteira de dinheiro digital” está consigo, pronta para uso, apenas aproximando da leitora da VISA. Segundo Erico cabe ao varejista determinar o que é para ele um limite de segurança ideal para as transações. Por exemplo, em um quiosque de piscina, gastos até R$ 30 não é exigida senha, apenas a aproximação para pagamento. Ou exige em cada operação a confirmação da senha na máquina da VISA... Depende da política comercial e de segurança definida por cada varejo.

Existem também diversas iniciativas para apoio a integração do varejo, bancos, fintechs ou outras startups com os sistema da VISA. Já há mais de 200 APIs de programação à disposição para a criação de soluções inovadoras e que principalmente possam ir ao encontro dos modelos de comportamento dos consumidores, entre eles a geração “milenium” que estão chegando ao mercado de trabalho e de consumo. São consumidores que já cresceram sobre o modelo do smartphone e têm outra dinâmica de pensamento.

Esta conversa com o Erico foi muito interessante e ficou também registrada em mais um programa PAPOFÁCIL que pode ser acompanhada por meio do link de vídeo abaixo.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Novo Ford Ecosport 2018 um carro reprojetado com muita tecnologia

A Ford apresentou neste mês de julho a nova versão de seu EcoSport que fora mostrada em primeira mão no mês passado no Salão do Automóvel de Buenos Aires e uma prévia no começo do ano em Detroit. O EcoSport é um projeto totalmente brasileiro, lançado em 2002 em Manaus e de lá para cá conquistou o gosto e simpatia de consumidores de vários países. Hoje é vendido em 140 nações e fabricado na Rússia, China, Índia, Romênia, Venezuela e Brasil, seu berço.
   

Figura 01 – novo EcoSport modelo 2018 (clique para ampliar)
 

Figura 02 – EcoSport original lançado em 2002

Foi o EcoSport que criou o conceito de utilitário esportivo compacto no Brasil e de lá para cá vários fabricantes apresentaram carros concorrentes que fizeram aquecer muito este segmento. Com o mercado bastante competitivo a Ford realizou um investimento bem grande no projeto da nova versão do carro. De fato, um carro totalmente novo foi apresentado nesta ocasião a começar pelo lado mais visível pelo consumidor. Uma frente nova, interior e painel totalmente diferentes, sistema multimídia Sync 3 com tela sensível ao toque, novos faróis, novo sistema de rebatimento dos bancos... tantas outras importantes evoluções em tecnologia e segurança.
  

Figura 03 – EcoSport versão 2018 – um novo carro (clique para ampliar)
 
Mas o que define o carro em si? Quando algum fabricante muda um pouco a carroceria, “dá uma ajeitada” no interior as pessoas falam que é uma “maquiagem”, certo? Mas se o motor, suspensão e câmbio também mudam? E se isso não implica em variação de preço sensível (em certo modelo até mais barato)? Se isso tudo não é um carro novo, não posso imaginar o que seria. E o projeto visual segue totalmente a identidade visual do EcoSport original, porém com todas as inovações.

Até modelo anterior o EcoSport usava o motor Sigma 1.6 e o Duratec 2.0. Agora usa o novíssimo 1.5 litro de 3 cilindros que é mais potente, tem mais torque e mais econômico que o anterior 1.6 litro (ainda usado no Fiesta). Tem 137 CV e entrega 160 Nm de torque com etanol, na cidade faz 11.6 Km/l e 13.1 Km/l na estrada com gasolina na versão manual. O Brasil é o primeiro país do mundo a usar este novíssimo motor que será posteriormente usado em outros membros da família da Ford.
   

Figura 04 – Novos motores do EcoSport – 1.5 3C e Direct Flex 2.0 (clique para ampliar)
 
Já na sua versão de 2 litros o novo motor Direct Flex (que passou recentemente a ocupar o Focus) rende ótimos 176 CV e entrega 221 Nm de torque com etanol. A Ford ainda não divulgou os dados dinâmicos de desempenho e consumo deste motor porque ainda está em processo de homologação pelo CONPET, que estará pronto brevemente. Mas como não poderia deixar de ser, afinal é o que os engenheiros perseguem incansavelmente, o compromisso é de mais potência com menor consumo. Este foi o modelo que usei no meu test-drive, o qual vou descrever a seguir.

Por fim o câmbio automático PowerShift que equipava o modelo anterior e apresentou problemas ao longo do tempo para alguns consumidores, foi substituído por uma nova transmissão de 6 velocidades do tipo “conversor de torque” (sistema tradicional frente ao automatizado de dupla embreagem da anterior). As trocas são mais suaves e sem necessidade de troca de óleo de câmbio por toda a vida do veículo. Por fim a Ford atendeu ao pedido de seus clientes e introduziu o “paddle shif”, sistema para troca manual de marchas por meio das “borboletas” no volante. As trocas são executadas em até 0.8 segundos, algo muito melhor e intuitivo que botões “+” e “-“ na lateral da alavanca como era na versão anterior.

Segundo a Ford a reformulação, ou quem sabe posso dizer, reconstrução do EcoSport, deu-se em quatro vértices. Design e conforto, segurança, tecnologia e conectividade e dirigibilidade/performance.
  

Figura 05 – Focos de inovação do novo EcoSport

Design e conforto


Frente nova (grade e faróis), tela flutuante, novos bancos, console central com apoio de braço integrado e 20 porta-objetos são alguns exemplos. Também destaco o evoluído sistema de rebatimento dos bancos traseiros, feitos para serem manipulados com uma mão só e o assoalho inteligente do porta malas que pode assumir 3 posições distintas de forma a criar e usar um nicho separado ou retirada a tampa para único volume de 367 litros ou 1178 com os dois bancos abaixados.
Há espaços para celular sobre o porta-luvas e no console central, que podem ser conectados às duas portas USB iluminadas e que contam com o recurso de carga rápida (e corrente de 2 amperes). O sistema de ar condicionado foi reprojetado, pois como é um carro global tem que ser adequado aos países mais quentes do mundo (dentre eles o Brasil). É digital (ajuste automática da intensidade para manter a temperatura desejada) nas versões FreeStyle e Titanium com 7 velocidades, 7 combinações diferentes para o fluxo de ar. A função A/C-MAX realiza o resfriamento rápido do interior.
   

Figura 06 – sistema de Ar Condicionado e as 2 portas USB (com fast charge)
 
Também chamou minha atenção o sistema de abertura e fechamento das portas. Como usa chave presencial e botão de partida, as maçanetas têm sensor capacitivo que basta serem tocadas que o destravamento ou travamento são realizados. Muito prático. Isso na versão Titanium que tem um interior muito elegante em couro claro (figura abaixo).
   

Figura 07 – novo e sofisticado interior da versão Titanium (clique para ampliar)


Segurança

São vários sistemas para apoio à condução do veículo. Alguns já existentes como o obrigatório ABS (não travamento das rodas nas frenagens), ECS – controle de estabilidade (atua se o veículo cai começar a derrapar), HLS – assistência de partida em rampa (não precisa usar freio para sair em ladeiras somente o acelerador), TCS – controle de tração (impede que as rodas patinem ou girem em falso nas acelerações mais vigorosas), EBA – auxílio de frenagem, ISOFIX – fixação muito segura de cadeiras para crianças ou bebês (com 2 pontos de fixação).
   

Figura 08 – sistemas de segurança do novo EcoSport
 
Traz também um novo sistema chamado Advance Trac com RSC, ou seja, um sistema que atua para impedir o capotamento do veículo. Segundo a Ford é uma tecnologia exclusiva sua que monitora por meio de sensores, em tempo real, até 100 vezes por segundo o ângulo de deriva e rolagem da carroceria e na situação de perigo de capotamento aplica os freios individualmente (cada roda) e reduz a potência (aceleração) para manter o controle do carro.

Também é novo o sistema TPM (Tire Pressure Monitor) que monitora a pressão de cada pneu de forma individual, exibindo na tela central do painel. Alertas visuais e sonoros são emitidos em caso de pressão incorreta, fora da faixa especificada. Isso é muito importante porque pneu fora de pressão reflete na dirigibilidade do veículo (muito baixa ou muito alta), afeta a estabilidade, fator de real segurança, seu comportamento e também no consumo de combustível. Pressão muito baixa aumenta de forma sensível o consumo.
   

Figura 09 – novo sistemas para monitorar a pressão dos pneus


Traz também assistência para estacionamento por meio de câmera de ré, que mostra a visão traseira do veículo com as linhas de trajetória demarcadas (as cores indicam o nível de proximidade) bem como alertas sonoros são emitidos no caso de aproximações perigosas. Também novo é o sistema de alerta para “pontos cegos” e tráfego cruzado  (saída de garagem por exemplo), situações que o motorista não consegue enxergar obstáculos ou veículos no caminho.

Por fim, relacionado à segurança preciso destacar a presença de 7 airbags no EcoSport em todas as suas versões, SE, FreeStyle e Titanium, incluindo os airbags de cortina, de joelhos, lateral além dos aibags frontais.
    

Figura 10 – sistemas de airbag do novo EcoSport – 7 airbags em todos os modelos

Conectividade

A Ford já havia estreado o sistema SYNC 3 em alguns modelos (Fusion e Focus) e agora esta avançada solução é aprimorada também no EcoSport. Suporta Android Auto e Apple Car Play que permitem a conexão total do smartphone com o sistema. Conta com telas capacitivas de 6.5 (SE) e 8 polegadas (FreeStyle e Titanium) sensíveis ao toque e “flutuantes” (posicionáveis).  Uma vez conectado ao smartphone já estarão também disponíveis diversos aplicativos do catálogo da Ford (UOL, Spotify, Bradesco, etc.) bem como a navegação por GPS (atualização de mapas via USB), realizar ou atender ligações telefônicas, tudo isso por meio de toque ou comando de voz. Da mesma forma o sistema de assistência de emergência, sobre o qual escrevi tempos atrás no texto “Sistema inédito em carro pode salvar sua vida, mesmo inconsciente”, que faz uma chamada automática para o SAMU em caso de colisão. Importante destacar que a conexão com smartphone é imediata a fácil, foi assim minha experiência no test-drive.


Figura 11 – Ford SYNC 3 renovado do EcoSport

Dirigibilidade e performance


Já destaquei os dois novos motores do EcoSport (1.5 3C e 2.0), avançados, modernos e com níveis de potência e torque mais que suficientes para o perfil do consumidor do EcoSport. Mas há melhorias interessantes. Há evoluções aerodinâmicas, que passam despercebidas dos olhos do motorista, mas fazem diferença. Segundo a Ford houve 11% de melhoria no coeficiente aerodinâmico no EcoSport que o coloca como melhor aerodinâmica do segmento. Mas chamou minha atenção o dispositivo da grade frontal que muda seu ângulo em função da necessidade momentânea de arrefecimento, diminuindo o arrasto quando o motor não está tão quente.


Figura 12 – Evolução no desempenho e consumo pela melhoria da aerodinâmica
 
A Ford tem renovado sua linha de motores ao longo dos anos. Isso atende ao compromisso da empresa com a melhoria dos níveis de emissão e consumo de combustíveis, determinada pela regulamentação e programa INOVAR-AUTO. A empresa atingiu e superou em 2016 a meta determinada para 2017. Houve na média uma melhoria de 15.4% do consumo em relação ao ano de 2012, frente a um compromisso de 12% de melhoria. O EcoSport com motor 1.5 3C foi classificado como categoria A em sua categoria (manual e automático). Veja abaixo o selo do CONPET, 11.6 Km/l na cidade e 13.1 Km/l na estrada (versão manual).
   

Figura 13 – Selo de classificação de eficiência energética para o 1.5 3C manual (CONPET)
 
Tive a oportunidade de conversar com Rafael Marzo, Gerente Global do projeto do EcoSport na Ford. Falamos de uma forma bastante descontraída e objetiva sobre as inovações do EcoSport no programa PAPOFÁCIL cujo vídeo pode ser visto abaixo.



O test drive – impressões reais, indo além das especificações

Eram 75 veículos para serem testados por um pouco menos de 200 jornalistas. Coube para a minha experiência a versão Titanium (automática) com motor 2.0 Direct Flex. Acompanharam-me no teste Guido Orlando, editor do site Vida Moderna (www.vidamoderna.com.br) e Claudia Carsughi do site do Carsughi (www.carsughi.com.br). A cada um de nós coube um trecho entre 20 e 30 Km.

Cerca de dois anos atrás tive um EcoSport por uma semana para testes e também era a versão 2.0, porém com o motor Duratec 2.0. Na ocasião fiquei impressionado com a potência e as respostas, afinal o EcoSport não é um carro pesado e na ocasião precisei “reaprender a dirigir”, para não sair rápido demais. Por conta dessa experiência anterior eu já estava prevenido em relação a que um bom motor 2.0 pode fornecer em termos de experiência, ainda mais uma versão mais evoluída do motor (o novo Direct Flex).

O que melhor define minha experiência com o EcoSport Titanium é “veste muito bem”! A posição de dirigir é muito boa, tudo fica bem à mão e o novo banco, mais envolvente acolhe muito bem o corpo. As mudanças de marchas são suaves e quase imperceptíveis, salvo quando se pisa fundo para obter potência extra instantânea que se percebe uma leve espera pela redução da marcha e a potência chegando com generosidade impulsionando o carro de forma realmente vigorosa.

Gostei muito do painel, dos novos instrumentos e do computador de bordo porque em uma tela de bom tamanho todas as informações importantes podem ser vistas de uma só vez: consumo total, consumo instantâneo, quilometragem parcial, quilometragem total, autonomia e temperatura externa, . Há carros que o motorista precisa apertar algum botão para olhar cada um desses itens, um por uma vez. Muito melhor desse jeito do novo Eco! Quando o carro está parado o consumo passa a ser mostrado como litros por hora e não mais quilômetros por litro. Claro, faz sentido!
   

Figura 14 – painel de instrumentos com destaque para o computador de bordo

Experimentei a sincronização do meu smartphone atual (como eu faço testes de smartphones estou cada hora com um diferente), um Moto Z Play 2, cuja sincronização via bluetooth se deu de forma muito simples e assim pude ouvir enquanto dirigia minha playlist do aplicativo Spotify. Também experimentei os recursos “piloto automático” e “limitador de velocidade”, ambos configurados pelo volante multifuncional. O piloto automático não é do tipo adaptativo como o do Ford Fusion (que diminui a velocidade ao encontrar um obstáculo retomando a velocidade automaticamente logo depois), mas desempenha bem sua função de manter a velocidade constante. O limitador de velocidade não deixa o motorista passar da velocidade programada de jeito nenhum! Ótimo para evitar as pesadas multas que estamos sujeitos. Mas tem uma inteligência importante. Quando eu pisei fundo no acelerador o carro desarmou o sistema e me permitiu crescer (rápido) a velocidade, algo que faz total sentido em uma situação de emergência.

O banco traseiro parece menor do que realmente é. Eu com meu 1.76m me acomodei muito bem ali, mas com a perna bem próxima do banco dianteiro (regulado para o meu tamanho). Pessoas com maior estatura vão encostar as pernas no banco da frente, salvo o motorista seja menor e o banco dianteiro esteja mais para a frente.

Acelerações rápidas e vigorosas, sensação de conforto ao rodar, filtrando as imperfeições do solo, mas ainda assim firme nas curvas. Dinamicamente a sensação de dirigir é muito agradável, parecendo mais um hatch do que um SUV, mesmo que compacto. Ao longo do test drive, no qual passamos por trecho de estrada, rotatórias, vias de baixa velocidade, ruas com buracos, o consumo apontado no computador de bordo foi 7.8 Km/l para a Claudia e para o Guido e 9.8 Km/l para mim, acho que fui mais delicado com o carro, a despeito de três ou quatro aceleradas fortes para experimentar. Como de hábito, nestas sessões de test drive os carros estavam abastecidos com etanol.

Este test drive comigo, Guido e Claudia foi registado a título de “impressões ao dirigir” e pode ser visto no vídeo abaixo.
   


Conclusão, críticas e considerações finais

É um carro novo? Sem dúvida! Tem o DNA e identidade visual do EcoSport clássico? Com certeza. Interior, frente, motor e câmbio novos atestam isso tudo.  Os novos motores, o 1.5 de 3 cilindros faz sua estreia mundial no nosso EcoSport e o 2.0 Direct Flex, “emprestado” do Focus, também bem moderno são bases sólidas para o carro e com certeza desempenho não é problema, pelo o contrário.

Há a “polêmica” do estepe atrás. Segundo a Ford, seus clientes têm no posicionamento do estepe uma marca registrada do carro. Acham que se fosse retirado de lá ficaria igual a outros SUVs. Acredito nisso. Mas alguém menos apaixonado pelo EcoSport, novos consumidores podem ter a preferência à retirada do estepe daquele lugar. Se fosse colocado no porta malas ocuparia um valioso espaço. Pneus “run flat” (rodam certa distância mesmo furados) seria uma opção, mas são caros. Penso que a dificuldade de opção é também motivo de não terem mudado essa característica (estepe atrás), que torna também muito difícil, senão impossível, abrir o porta-malas com outro carro parado bem próximo da traseira do Eco.

Há quem ache o carro apertado, principalmente atrás. Não concordo, é possível acomodar bem dois adultos no banco traseiro. Depende do referencial. Se sua expectativa é ter o mesmo espaço de uma Ford Edge, certamente vai achar apertado. Expectativa, referencial e necessidade efetiva de espaço. Se um casal tem filhos com 1.85 m pode ser um problema. Como sapato, cada um sabe o número que o satisfaz. Simples assim.

Sobre o porta-malas tenho uma opinião dividida. Para uso urbano, não há o que questionar. Com volume total de 362 litros (incluindo o nicho móvel na parte de baixo) é apropriado. A saber, um Honda Fit tem 363 litros sendo carro de outra categoria. Uma família de 4 pessoas não terá facilidade para viagens mais longas com várias malas. Por outro lado, os bancos bipartidos 60%/40% podem ser rebaixados de forma seletiva e de forma muito fácil (usando apenas uma mão), ampliam o espaço e pode resolver esta situação. E se o banco traseiro completo for rebaixado o espaço se torna muito grande com 1178 litros.

As críticas acabam por aqui. Onde o EcoSport dá um show é em equipamentos e tecnologia! Em todos os níveis. Contar com 7 airbags, sistema anticapotamento, assistente de partida em rampa, sensor de pressão nos pneus, sensor de estacionamento traseiro, grade dianteira com defletor ativo, motor 1.5 3C, SYNC 3 com tela touch screen (6.5 polegadas no SE e 8 polegadas no FreeStyle e Titanium), novos bancos, tudo isso a partir da versão de entrada (SE) é um diferencial muito grande! Esta versão de entrada tem preço de R$ 73.990 que é R$ 1.190 mais cara que o modelo 2017, mas tem R$ 5.000 a mais em equipamentos, segundo a Ford um acréscimo de valor de R$ 3.810 no carro.

Fazer comparações com a concorrência é difícil, mas sob o ponto de vista de valor pago versus valor recebido fica mais fácil. Foram dezenas de comparações apresentadas. Gostei dessa metodologia e por isso replico um dos exemplos. No caso abaixo o Kicks é mais barato, mas entrega menos potência e menos equipamentos e tecnologias.
   

Figura 15 – exemplo de um dos “duelos” EcoSport SE versus Kicks S 1.6 (ambos manuais)

A versão FreeStyle (intermediária), grosso modo, tem a mais que a SE câmera de ré, SYNC 3 com tela de 8 polegadas com Android Auto e Apple Car Play, painel de instrumentos com tela de 4.2 polegadas, piloto automático, ar condicionado digital, motor 1.5 3C,assoalho inteligente no porta malas e na verão manual custa R$ 81.490 e R$ 86.490 na versão automática.

 A versão Titanium tem a mais que a FreeStyle o motor 2.0 de 176 cv, sistema de monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado, sistema de som premium da Sony, interior em couro claro, faróis de xênon com luzes diurnas em LED, teto solar elétrico, GPS, painel soft touch e custa R$ 93.990, R$ 710 a menos que o modelo 2017, mas segundo a Ford acrescenta mais de R$ 10.000 em equipamentos.
Na linha dos duelos, segue a comparação da versão Titanium com o Jeep Renegade Long. 1.8 automático. A diferença é grande!! Mesmo que haja um certo “otimismo” por parte da Ford, difícil equiparar os dois, a começar pela potência, airbags, etc. Mas o Renegade tem start-stop e ar condicionado dual zone que o Eco não tem.
  

Figura 16 – “duelo” EcoSport Titanium  versus Jeep Renegade

Segue abaixo um resumo das diferenças das 3 versões do novo EcoSport com suas respectivas faixas de preços, motorizações e equipamentos.
  

Figura 17 – resumo das diferenças e preços das versões do EcoSport

  
É um carro novo, mais que renovado, parcialmente reprojetado, motorização, suspensão, transmissão, interior, painel, muitas tecnologias presentes, 7 airbags, sistema anticapotamento e preço bastante competitivo em relação à concorrência, principalmente ao comparar os pacotes de recursos. Há quem ache que o carro poderia ser maior e retirado o estepe da traseira (run flat?). Mas concordo com a Ford, não seria mais o EcoSport e sim outro carro. Seu tamanho confere ótima dirigibilidade. Mas se fosse possível pedir para mudar alguma coisa, minhas sugestões seriam porta-malas um pouco maior, freio a disco nas rodas traseiras, ar condicionado dual zone, piloto automático adaptativo, start-stop e porque não um câmbio CVT (transmissão que me agrada sobremaneira), a despeito da transmissão automática nova ser muito boa. 







Figura 18 – novo Ecosport versão Titanium (clique para ampliar)