domingo, 3 de dezembro de 2017

Asus Zenfone 4, ótima câmera, mas e a bateria?

Cinquenta dias com o Zenfone 4 é mais que tempo suficiente para dar minha opinião sobre ele. É de certa forma um tipo de clímax após eu ter passado (e avaliado) Zenfone 5 (10/2014) , Zenfone 6 (12/2014), Zenfone 2 (10/2015), Zenfone 3 (01/2017 o maior review que já fiz) e o Zenfone 3 Zoom (08/2017). Cada um desses reviews (nos links anteriores) me permitiram desenvolver uma forte visão do caminho da Asus, que a partir do Zenfone 3 deu um ótimo salto em termos de proposta e produto. Por isso a missão do Zenfone 4 não era simples, superar a geração anterior e tentar ainda mais marcar sua presença no mercado.

Muito já se falou na mídia sobre o Zenfone 4. Foram escritos excelentes textos, produzidos incríveis vídeos feitos por gente muito competente. Por isso vou me concentrar neste texto nas especificações básicas e uma análise muito aprofundada no consumo de bateria, tema que acabou por se revelar um pouco polêmico. E claro, não posso deixar de dar minha opinião sobre a câmera, afinal o Zenfone 4 é o smartphone do “We Love Photo” (nós amamos fotografia)!!
   

figura 01 –Zenfone 4

Características Gerais e especificações

Leve, rápido, respostas imediatas, desempenho de respeito. No aspecto usabilidade O Zenfone 4 testado dá show! O modelo que testei tinha 6 GB de memória RAM, mas posso afirmar com certeza que mesmo o modelo com 4 GB de RAM apresenta desempenho bom assim. Boa parte deste bom desempenho se deve aos novos processadores Qualcomm 630 e 660. O primeiro um pouquinho mais contido no desempenho (visando mais economia de bateria) e o 660 um verdadeiro herdeiro da arquitetura 800 da Qualcomm. Com metade de seus 8 núcleos com característica de menor velocidade e consumo e a outra metade com tecnologia Kryo, muito rápidos (mas que consomem mais), o processador em conjunto com o Android vai aprendendo a quando usar cada um deles. É uma tecnologia bastante interessante!

Destaco também a ZenUI 4.0 que é, para quem não conhece ainda, o “look and feel”, a aparência das telas, comandos, a interface do Zenfone 4. A ZenUI era até então amada por uns e odiada por outros, pois ia além do que deveria em algumas áreas, mas na versão 4.0 ele se tornou mais minimalista, limpa, leve e com aparência muito bonita para mim. O “regime” lhe fez muito bem. A saber, todo aparelho tem ajustes e alterações na interface, Samsung, LG, Asus , até a Motorola que se autodenomina “Android puro” tem alterações substanciais, visíveis e invisíveis!!

A Asus moveu o bom (e rápido) sensor de impressões digitais da parte traseira para a frente do aparelho (era atrás no Zenfone 3). Confesso que este é um difícil ponto para opinar, pois mesmo eu tenho dúvidas, ora gosto na frente e ora gosto atrás (quando me habituo). Os botões de home, retorno e aplicativos são retro iluminados, algo que me inspira elegância e sofisticação. Gosto muito. Aliás, este Zenfone 4 se posiciona como um smartphone intermediário de topo, mas por sua sofisticação, querendo galgar o próximo nível. Até pelo seu preço (deste modelo), acima de dois mil reais.

Com 64 GB de memória para armazenamento (para aplicativos e dados, fotos, músicas, filmes, etc.) e possibilidade de expansão com cartão micro-SD até 2 TB(!!!!), espaço não é problema. Boa câmera frontal e um par de câmera traseiras (mais detalhes adiante) de alta qualidade, sendo uma delas de ângulo aberto, completam resumidamente os destaques do Zenfone 4 testado. No quadro abaixo reuni as mais importantes características.
    

figura 02 – Características gerais do Zenfone 4

Analisando a fundo a Autonomia e Tempo de Carga da Bateria

Mas vamos agora direto ao ponto principal deste texto que é a autonomia de bateria. Vai ser uma discussão longa. Você me acompanha?? Testando autonomia de bateria de notebooks e smartphones há muito tempo venho desenvolvendo uma metodologia, que acredito ser eficaz e como uso sempre os mesmos princípios (sejam bons ou maus), isso me permite comparar com precisão diferentes dispositivos. Incluí alguns testes de situações isoladas mais recentemente para dar visão de cenários específicos.

Esta história começa no meu terceiro ou quarto dia de uso do Zenfone 4, quando estava percebendo um nível de autonomia bastante insatisfatório. Entrei em contato com Marcel Campos, atual Diretor de Marketing Global da Asus, que se coloca extremamente acessível pelos articulistas, analistas, Youtubers, etc. Eu o questionei e por meio de algumas mensagens de voz no WhatsApp tivemos uma interessante conversa, que virou um “podcast-vídeo-áudio” no meu modestíssimo canal do Youtube. Clique na imagem abaixo para assistir e ouvir a importante conversa.



VÍDEO 03 - Asus Zenfone 4 - um baita susto com a autonomia da bateria, conversa com Marcelo Campos

Nesta conversa Marcel me explicou que a partir do Android 7 e no Qualcomm 660, o sistema “aprende” (tecnologia Doze on the Go), com o usuário. Assim a arquitetura “big-little” distribui o processamento entres os núcleos de forma a utilizar o recurso mais apropriado para cada tarefa. Mas este aprendizado demora um tempo, no mínimo uma semana e somente após duas semanas inteiras o comportamento se estabiliza e a bateria será melhor utilizada. O papo foi muito interessante, confesso que não sabia muita coisa sobre isso. Em seguida a estas orientações segui com o meu teste.

Sabendo disso tudo eu descartei os dados da primeira semana e segui registrando o comportamento. No final eu tive 31 dias “líquidos” de dados de consumo de bateria em regime de uso normal, usando o aparelho como o meu único smartphone.

Desde que testei o Moto Z Play,o Asus Zenfone 3 e Zenfone 3 Zoom (5000 mAh), minha expectativa ao avaliar duração de bateria de smartphone mudou completamente! Duração da bateria de 8 a 10 horas é hoje para mim totalmente inaceitável. Ninguém merece ficar escravo de cargas ao longo do dia ou no carro. Meus testes com smartphones são longos exatamente para que possa levar ao limite o estudo da autonomia da bateria. No mínimo 3 semanas de uso contínuo e em regime de uso normal (neste caso mais de 4 semanas – 31 dias), com todos meus aplicativos do dia a dia instalados.

O Asus Zenfone 4 apresentou boa autonomia de bateria, mas não está entre os mais libertadores que testei!! Em média 15 horas e 18 minutos!!!! Se alguém sair de casa às 06:00 perto das 21:00 estará sem carga!! Mas não é bem isso porque dependendo do tipo de uso ao longo do dia a energia poderá acabar antes (veja mais abaixo o gráfico com os resultados dos 31 dias) ou um pouco depois...

Durante todo o período de teste um dia ou outro precisei de cargas adicionais. Mas eventualmente se seu perfil é muito mais intenso que o meu, poderá exaurir a carga mais rapidamente. Ou se esqueceu de recarregar durante a noite, o ótimo sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter horas a mais com pouco tempo conectado à energia, quase 4 horas de autonomia em 19 minutos de carga (25% do total).

Veja no quadro abaixo o resumo de todos os testes. Este quadro encerra todas as informações sintéticas. Você poderia parar a leitura deste tópico por aqui. Mas eu o convido a tomar parte nas discussões analíticas de cada ponto estudado, critérios e conhecer alguns “porquês”.

Resumo dos dados aferidos com a bateria


Figura 04 - Resumo dos dados aferidos com a bateria

Venho acompanhando outros veículos, publicações e Youtubers falando sobre autonomia do Zenfone 4 e os valores diferem um pouco. Claro, cada um usa o smartphone de formas diferentes. Mas essencialmente a conclusão de todos é que ele tem uma boa autonomia, mas não está entre os mais econômicos. Se quiser saber o porquê disso, convido-o a ler os parágrafos abaixo onde detalho todos testes que fiz.

Fundamento meu teste em algumas situações distintas. São também para referência e comparação com outros smartphones.

Standby com tela apagada: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o Zenfone 4 permaneceu 234 horas até esgotar sua bateria, quase 10 dias!! O maior número que já obtive neste tipo de teste! O Zenfone 4 em standby não tem concorrente.

Standby com tela sempre ligada: aparelho ligado, tela ligada com 60% de brilho, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação permaneceu 9 horas e 32 minutos até esgotar sua bateria.

Quero mostrar algo mais sobre o teste de standby. Vejam as duas figuras abaixo:


figura 05 – tabela com dados de descarga de bateria em standby e tela ligada


figura 06 – tabela com dados de descarga de bateria em standby e tela ligada

Quero fazer algumas observações sobre os dados. Há certa irregularidade no perfil do gráfico, que se explica pelas ações que se realizaram em standby, recebimento de email, mensagens, vídeos, áudios de WhatsApp (teste feito sob WiFi), etc. , fora de meu controle.

Também se vê na tabela de dados e no gráfico que para sair de 100% para 99% o Zenfone 4 leva mais de 16 minutos e depois cada 1% é consumido entre 4 e 5 minutos. Isso não é muito bom para aferir o consumo (ao menos no começo da carga), pois dá uma impressão inicial de que a bateria vai durar mais de 26 horas e na verdade dura menos de 10 neste teste de stanby com tela ligada. Os mais velhos entenderão! Eu chamo de “síndrome de marcador de combustível de fusca”, que permanecia um tempão com o marcador no CHEIO e de repente começava a cair rapidamente. Deve ser um ajuste simples de ser feito. Aliás, o Zenfone 3 Zoom depois de uma atualização começou a se comportar assim também. ASUS, vale uma revisão nesta instrumentação do consumo de bateria.
    

figura 07 – o consumo inicial de bateria me lembrou o velho marcador de combustível do fusca

Youtube: o terceiro cenário é de uso contínuo de Youtube. Um mesmo vídeo (HD – a resolução mais comum no site) sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em de 60%. Nesta função o Zenfone 4 permaneceu ativo por 9 horas e 20 minutos até esgotar sua bateria. Convém notar que em relação ao tempo de standby a diferença é muito pequena (12 minutos), mérito da GPU Adreno 512 do Qualcomm Snapdragon 660, que para renderizar vídeos simples gasta pouca energia adicional.

Gravação de vídeo: O quarto cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD 60 fps), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Zenfone 4, na qual ele foi capaz de segurar a gravação de vídeo por 4 horas e 49 minutos. É importante o usuário saber que se gravar um vídeo de 1 hora, isso levará consigo cerca de 21% de sua bateria.

Waze: O quinto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone. O Zenfone 4 consegue manter o Waze funcionando de forma ininterrupta em média por 6 horas e 36 minutos, consumindo cada 1% da carga em 3m59seg. “Em média” porque o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 13 viagens que mostro no gráfico abaixo. Poucos são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!!
    

figura 08 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria: ao carregá-la o Zenfone 4 ganha aproximadamente 1% a cada 1m06seg. Levou 1h e 50 minutos (110 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usá-lo). Vendo de outra forma, uma carga de 19 minutos confere autonomia extra de quase 4 horas (25%) no regime “misto” que eu o submeti (mais de 15 horas de autonomia total). Com o smartphone desligado o tempo de carga foi 5 minutos mais rápido (1h44m).

Como muitos smartphones o tempo de carga é variável, mais rápido quando está vazio e mais lentamente no final. Veja o gráfico de carregamento abaixo:
  

figura 09 – carregamento da bateria

Uso real
: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por 31 dias adotei o aparelho como meu único dispositivo, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de Email, WhatsApp, fotos, vídeos, Waze, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nestes dias testados, obtive uma vez mais de 19 horas de uso contínuo e no pior caso 8 horas, média de 15.6 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações. IMPORTANTE, desprezei os primeiros 7 dias de testes por conta da conversa com o Marcel e assim deixar o “Doze on the Go” fazer o seu trabalho.
   

figura 10 – Autonomia da bateria dia a dia

A tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.
   

figura 11 – diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

É importante destacar que estas 15.6 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de TELA, 60% do tempo (quase 4 horas). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, chamadas de voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizo é um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia.

Apresento agora um gráfico comparativo da autonomia da bateria correlacionando com o tempo de uso de tela (em percentagem) e com o tempo de uso de Waze (também em percentagem). Claro que há outros fatores importantes. Vimos que gravar vídeo consome muita bateria, mas usar a tela acesa (email, whataspp, facebook, navegação web, etc.) e Waze (GPS) são muito frequentes no dia a dia.

Veja o dia 22 no gráfico abaixo. Foi o segundo pior dia de menor autonomia, 11 horas e 11 minutos. Não à toa foi o segundo dia de maior use de TELA (47% - 5 horas). Também ficou evidente que no dia 29 eu usei pouca tela (17% - 2h 54m) e nada de Waze, foi o dia de maior autonomia (mais de 19 horas).
   

figura 12 – análise comparativa autonomia x waze x tela (clique para ampliar)

Tirando as operações intrinsicamente muito gastadoras como gravação de vídeo e Waze, fica claro que o tempo de TELA é fator decisivo. Por isso eu fiz um estudo, extrapolando quanto de uso de tela eu conseguiria em cada um dos 31 dias do teste, se permanecesse usando o dispositivo até que ele esgotasse a bateria, bem como este valor médio. Isso pode ser visto no gráfico abaixo. Essencialmente o tempo de TELA é o tempo que o smartphone fica com a tela acesa, seja usando email, web, WhatsApp, foto, vídeo, etc. 


figura 13 – análise do tempo de tela máximo a cada dia


Em um dia típico dia comecei a usar o Zenfone 4 às 08:00 e encerrei o uso às 22:00 (14h) tendo consumido 85% da carga (sobrando 15%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia (16% - 2h 25m), seguida pelo próprio Android (12%).
    

figura 14 – exemplo de dia de máximo consumo e muito intenso

Como faço estes testes há muito tempo, sendo meu perfil de uso o mesmo, posso comparar com outros smartphones já testados. Há quem faça estes testes usando softwares de benchmark para estressar o smartphone e assim depreender uma “duração de bateria”. Considero importante este tipo de teste e vejo também utilidade nessa abordagem. Porém não existe nada como usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor possa com estas informações todas de uma certa forma inferir como o Zenfone 4 seria adequado ou não para sua utilização.

Também quero comparar o desempenho de bateria dos smartphones da ASUS que eu testei. Todos com a MESMA metodologia. Eu os reuni apenas como indicativo de evolução, pois não faz sentido comparar smartphones de épocas diferentes, bem como de tecnologias diferentes.
   

figura 15 – Duração de bateria de smartphones da Asus

Da mesma forma vou apresentar o desempenho de bateria de uma “cesta de smartphones” (várias marcas e modelos) que já testei, alguns escolhidos apenas. Todos com a MESMA metodologia. Eu os reuni apenas como indicativo de evolução, pois não faz sentido comparar smartphones de épocas diferentes, bem como de tecnologias diferentes.
    

figura 16 – Duração de bateria de um conjunto de smartphones que já testei (clique para ampliar).



Conclusão sobre a bateria

A bateria é adequada para uso no dia a dia, dura praticamente o dia todo, na média 15 horas, classifico o comportamento como coerente principalmente frente ao nível de desempenho que este modelo de Zenfone 4 apresenta, EXCELENTE!! O tempo de carga é muito bom, 1h49m com o aparelho ligado (em standby – 1h44 com ele desligado) e 50% da carga em apenas 38 minutos!!

Porém ficou claro para mim que se o usuário tiver um regime muito intenso de uso, do tipo uso ininterrupto, ele vai exaurir (também diria “fritar”) a bateria em 6 ou 8 horas de uso, até menos. Acredito que o Doze on the Go, recurso que o Marcel explicou naquele áudio-vídeo fez seu trabalho, MAS penso que ainda há espaço para melhoria por parte da Asus, Google (Android) e Qualcomm para que este excelente processador SnapDragon 660 entregue mais tempo de bateria. Sinto que o Doze foi “conservador” na atribuição de tarefas pelos núcleos alocando mais tarefas para os Kryo do que seria necessário e assim favorecendo desempenho e menos a autonomia da bateria.

Sobre a câmera
   
Afinal o Zenfone 4 é o smartphone do “I love  photo”, certo? Mas pelo gigantismo deste texto, a análise das câmeras ficará para outro texto! Só adianto uma coisa. Eu tinha ADORADO o Zenfone 3 Zoom, com sua câmera de aproximação 2.3x e quando ouvi dizer que o Zenfone 4 ia ter câmera dupla com grande angular, fiquei ressabiado!! Achei que ia ser uma má ideia.

Mas adorei a câmera wide-angle e na minha cabeça agora o smartphone dos sonhos deveria ter 3 lentes na traseira, a comum, a grande angular e a zoom!!! E a qualidade das fotos é ótima! Mesmo em situações não tão iluminadas. Só mesmo em ambientes realmente escuros que percebi imagens granuladas, algo que todo smartphone faz.

Marcel, agora “se vira nos trinta” para conseguir convencer a turma de Taiwan das 3 câmeras!!! 


figura 17 – câmeras duplas do Zenfone 4

Conclusão sobre o Zenfone 4

Elegante, bonito, leve, câmeras ótimas, boa duração de bateria (embora neste modelo com menor autonomia que o Zenfone 3 – que usa processador mais simples , o 625), um desempenho muito bom!! Na loja da ASUS pode ser encontrado por R$ 2.499 (12x208,25), mas em outros sites preços mais vantajosos podem ser encontrados. Cuidado porque há o modelo com processador Qualcomm Snapdragon 630 e 660, o segundo foi o que eu testei (mas mais difícil de achar), com 6 GB de RAM. A versão com 630, muito boa também, com 4 GB de RAM na loja da ASUS pode ser encontrado por R$ 2.099 (12x174,92), também pode ser encontrado mais em conta em outros sites de e-commerce.

Não pude testar o Zenfone 4 com o Qualcomm Snapdragon 630, mas por ser melhor (bem melhor que o 625) arrisco-me a dizer que teria um desempenho muito bom, com mais autonomia que o modelo com o 660. Em resumo, quer desempenho máximo, opte pelo que tem o Snapdragon 660 e 6 GB de memória, quer ainda um ótimo desempenho, mas com mais bateria? Fique com o que usa o 630 (4 GB de RAM).

figura 18 – Zenfone 4

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