sábado, 4 de março de 2017

Resenha de livro. 123 Dicas de Fotografia – ricas e valiosas informações!!



Você aprendeu a capturar fotografias desde pequenino(a). Se nasceu ao menos na década de 80 com certeza aprendeu a fotografar com as máquinas analógicas. Aquelas que usavam filmes químicos para capturar as imagens e que precisavam ser “reveladas”. O termo “reveladas” sempre teve para mim duplo sentido porque os filmes tinham que passar por um processo químico para virarem negativos e depois adequadamente copiadas em papel fotográfico (a revelação fotográfica). Só aí que a foto “se revelava” para mim e poderia ser uma obra prima ou um monte de imagens desagradáveis e indesejadas. Não dava para ver como a foto tinha ficado até esta hora. Ainda assim havia no máximo 36 chances de tirar uma boa foto, capacidade dos maiores filmes químicos. A foto digital, com sua pré-visualização, mudou tudo isso! Só que não!

Com câmeras digitais e ótimos smartphones a quantidade de fotos que se pode capturar se tornou virtualmente infinita. Em uma incrível viagem que fiz com amigos na época da faculdade, tiramos uma quantidade insana de fotografias (analógicas), cerca de 250 em um mês! Hoje em dia isso pode ser capturado em um dia apenas, ou em uma tarde! Mas isso quer dizer que as fotos ficaram melhores? Afirmo categoricamente que não!

Fotografar é uma ARTE. Fotos realmente boas exigem mais que “apontar e clicar”. Indo direto ao ponto, meu graaaaaaande amigo José Antônio Ramalho, de tantas viagens que fizemos juntos em eventos e workshops de tecnologia, é uma pessoa ímpar. Viveu por mais de uma década dos seus livros de informática (mais de 80!!), virou “aventureiro profissional” viajando pelos 4 cantos do mundo e... fotografando MUITO! Óbvio, tornou-se um grande expert. São 117 livros sobre tecnologia, mitologia e, claro, fotografia!!

No livro “123 DICAS de Fotografias – da foto ordinária à extraordinária” Ramalho conseguiu algo inestimável! Com uma linguagem muito simples, sem usar o idioma “fotografês”, sem excesso de tecnicismo, explicando quando necessário algum termo importante, desmistificar a boa fotografia. Cada uma das 123 dicas é acompanhada de uma ou mais fotografias que ilustram o ponto explicado. Dessas dicas todas, algumas delas eu até conhecia, mas não sabia o porquê das coisas, ou não aplicava da melhor forma. E não são dicas apenas do manuseio ou regulagens ou ajustes da câmera ou celular. Não!

Há dicas inestimáveis sobre enquadramento, o que deve ser privilegiado, como chamar a atenção de uma parte da foto, como torná-la mais interessante com o uso de vários planos, como usar o foco para destacar um elemento ou mesmo isolá-lo... Melhores horários em função do elemento capturado, como eliminar a “névoa” em fotos tiradas da janela de um avião, fotos noturnas, fotos de ação, uso de flash de dia, de noite, quando não usar o flash, como lidar com a luz e obter o melhor resultado, como “congelar movimento”, como dar efeito de movimento, pessoas, paisagens, animais, como fazer a melhor captura...

Sinto-me tentado aqui a sair contando algumas das dicas, mas não farei isso aqui por dois motivos. Para não estragar as surpresas e porque não teria competência de explicar como o Ramalho consegue. Minha dica é a seguinte. Compre o livro, deite-se em uma rede na varanda de sua casa, ou em outro lugar que se sentir bem confortável e mergulhe neste delicioso e bonito livro. Há fotos incrivelmente belas. Eu o(a) desafio. Vai ler este livro em duas ou três “deitadas na rede” e vai aprender muito, reforçando conceitos que já tem e incorporando novos, deleitando-se, como eu disse, com incríveis capturas feitas pelo meu amigo Ramalho.

Mas um exemplo vou mostrar. Muitas vezes fazemos um enquadramento de uma ampla paisagem na qual o elemento principal está distante. Pode ficar mais interessante incluir no primeiro plano algum elemento mais próximo, também em foco (existe uma técnica para este foco amplo – abertura pequena) para dar mais equilíbrio à foto. Esta é a dica número 33 (Preencha o Primeiro Plano).
O livro pode ser encontrado para compra em diversas livrarias virtuais, dentre elas a da própria editora. Clique aqui para visitar o site de venda do livro ou na figura do livro abaixo.





sexta-feira, 3 de março de 2017

MyD-Link Business – gerenciamento remoto de dispositivos de rede

A D-Link é muito conhecida, principalmente no Brasil por sua linha de produtos para consumidor final como roteadores, Access points e câmeras de segurança. Mas não é de hoje que a D-Link tem no Brasil também presença no segmento corporativo principalmente switches gerenciáveis, Access Points e roteadores mais sofisticados, NAS, e câmeras de segurança especializadas.

Na sua linha de produtos domésticos a D-Link, começando pelas câmeras de segurança a empresa ofereceu para os consumidores uma plataforma de gerenciamento baseado em nuvem, acessível pela Web (http://myD-Link.com ). Após cadastrar-se o consumidor registra sua câmera e ela fica disponível para ser vista a partir de qualquer lugar do mundo, bem como gerenciar sua configuração. Mas não apenas câmeras, também roteadores, NAS, etc. Isso é muito útil no ambiente doméstico, poder ver imagens das câmeras, adicionar um filtro de site no roteador, mudar a senha do WiFi, etc. Mas é fácil perceber que isso e muito mais é também bem importante para o ambiente corporativo.

TI tem se transformado cada vez mais e muitos prestadores de serviço têm a capacidade de interagir e controlar remotamente estações de trabalho, mas não sempre elementos da infraestrutura de rede. Também por isso a D-Link estendeu para seus produtos corporativos essa capacidade e de forma ainda mais sofisticada. Foi projetada para atender aos modelos de operação e fluxo de trabalho de integradores de sistemas ("SI"), revendedores de valor agregado ("VAR") e Telcos/ISPs. Assim uma nova modalidade de serviço pode ser oferecida para os clientes de pequenas e médias empresa, o gerenciamento remoto destes itens da infraestrutura.

Foi criado a partir do MyD-Link “doméstico”, mas atendendo toda a necessidade das empresas. Segundo a D-Link esta facilidade AINDA não está disponível no Brasil. Foi recém anunciado no Mobile World Congress 2017. Mas sabemos que não demora muito essa tecnologia estará por aqui. Tenho muita curiosidade para conhecê-la, poder ver com meus próprios toda a nova gama de possibilidade de organização e gerenciamento. Também trabalho com diagnóstico de TI das empresas e gerenciamento do ambiente (infraestrutura e suporte), por isso consigo enxergar grande valor neste tipo de solução. Agora é esperar um pouco e conferir.

Segue abaixo na íntegra o comunicado de imprensa divulgado pela D-Link a respeito do MyDlink Business.






MWC: D-Link lança plataforma myD-Link Business

Voltada para pequenas e médias empresas, é projetada para que Integradores de Sistemas ("SI"), revendedores de valor agregado ("VAR") e telcos / ISPs ofereçam serviços com maior valor agregado aos clientes

São Paulo, fevereiro de 2017 – A D-Link, líder mundial em conectividade para consumidores finais, empresas e prestadores de serviços, e TeamF1 Networks, subsidiária da D-Link India e líder em soluções integradas de software de rede e segurança para aplicações com e sem fio, anunciou durante a Mobile World Congress uma parceria no lançamento da myD-Link Business, plataforma de gerenciamento de dispositivos baseada em nuvem com facilidade, valor e escalabilidade.

Voltada para pequenas e médias empresas, ela é projetada para atender aos modelos de operação e fluxo de trabalho de integradores de sistemas ("SI"), revendedores de valor agregado ("VAR") e telcos / ISPs. A solução foi desenvolvida a partir do myD-Link, uma das maiores plataformas domésticas de gerenciamento de dispositivos, que há mais de sete anos cuida de milhões de dispositivos de consumo em todo o mundo. Juntas, D-Link e a TeamF1 desenvolveram a myD-Link Business, que atende as necessidades de acesso seguro às redes corporativas e câmeras de vigilância.
Hoje, com o avanço das tecnologias de rede e o aumento das ameaças de segurança, os proprietários de empresas dependem cada vez mais de seus parceiros como provedores de serviços gerenciados ou telco / ISP, para configurar e gerenciar redes seguras para eles. Telcos e ISPs, em busca da satisfação dos clientes e redução das despesas operacionais, buscam fornecedores experientes que ofereçam soluções escaláveis ​​que sejam seguras e rápidas de implantar.
"A plataforma myD-Link Business foi construída para atender a essas necessidades. Sua arquitetura acomoda as carências de diferentes tipos de companhias, como Telco / ISP, SI, VAR, ou mesmo os próprios usuários, e a estrutura de serviço permite serviços adicionais, que vão desde BYOD empresarial a acesso remoto seguro, entre outros", explica dr. Ted Kuo, CEO e presidente do TeamF1.
O primeiro dispositivo gerenciado que funciona com myD-Link Business é o DBA-1000, um access point  802.11ac dual-band. Esse AP pode ser localizado fisicamente em locais diferentes, mas sob o mesmo administrador. Ao alavancar recursos praticamente ilimitados na nuvem, o myD-Link Business pode atender a milhões de dispositivos, armazenar registros de acesso, analisar e aprender com os dados coletados.     
"MyD-Link Business e DBA-1000 AP são soluções ideais para as empresas de telecomunicações / ISPs gerenciarem cadeias de lojas ou escritórios em grandes regiões geográficas", disse Tushar Sighat, CEO da D-Link Índia. "Nossas novas soluções baseadas em nuvem myD-Link Business e DBA-1000 fornecem gerenciamento de rede sem fio simples e inteligente que pode ajudar a expandir as empresas e suas redes", disse Douglas Hsiao, CEO e vice-presidente da D-Link.
Disponibilidade – Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Sobre a D-Link
A D-Link é um dos principais players mundiais na área de equipamentos para infraestrutura de redes convergentes e seguras, monitoramento e soluções em cloud computing para consumidores finais e empresas, sendo líder de mindshare em conectividade no Brasil e na América Latina. Conta com subsidiárias nos maiores mercados do mundo e uma extensa rede de distribuidores em mais de 90 países.

Presente no Brasil desde 2001, a empresa continuamente oferece soluções de conectividade que ampliam e melhoram a experiência de acesso às redes, para que seus clientes se mantenham conectados e obtenham mais experiências, produtividade e oportunidades no dia-a-dia. Para isto, a D-Link mantém centros de pesquisa e desenvolvimento dentro e fora do Taiwan, seu país sede.


Em 2016 a D-Link comemorou 30 anos de existência e se orgulha em ter antecipado diversas tendências do mercado de tecnologia, tendo sido umas das primeiras empresas a investir em uma equipe dedicada a desenvolver produtos em nuvem como Roteadores e Câmeras Cloud e e soluções de Casa Conectada. Entre outras inovações, é possível citar o pioneirismo da D-Link em oferecer produtos da categoria 11AC, protocolo mais recente e rápido para conexões Wi-Fi.   

quarta-feira, 1 de março de 2017

Test drive - New Fiesta 1.0 Ecoboost – rápido, econômico e tecnológico

É incomum ter a oportunidade de fazer test drive duas vezes com o mesmo carro. Mas aconteceu desta vez e fez total sentido. Em 2016 pude testar o Ford New Fiesta 1.0 Ecoboost no autódromo VeloCittá. Contei esta experiência no texto “FordNew Fiesta 1.0 Ecoboost turbo – test drive – agilidade de sobra!”. Eu o experimentei por algumas horas na estrada indo para o autódromo e na pista por algumas voltas. Agora (fevereiro de 2017) eu tive o carro por uma semana comigo, usando no dia a dia e assim tendo todos os referenciais de comparação com outros carros testados da mesma forma e carros que já possuí.


figura 01 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium e seu moderno motor (clique para ampliar)


Vídeo 01 – Experiência de estrada e principalmente de pista do Ford Fiesta Ecoboost 1.0


É importante logo no começo deste texto eliminar qualquer dúvida. O Fiesta 1.0 Ecoboost não é um carro popular. Esqueça tudo que conhecia de motor 1.0 porque este é extremamente potente, 125 CV, a mesma potência do motor 1.6 também usado neste carro. O desempenho do motor é diferenciado, mesmo quando comparado com outro veículo motorizado com motor 1.0 turbo, o VW UP 1.0 TSi que desenvolve 105 CV, menor e mais leve não concorre com o Fiesta Ecoboost, mas este “confronto” evidencia que o motor 1.0 turbo da Ford rende 20 CV a mais. Mesmo comparando com o bom 1.6 da Ford, a potência e o torque são entregues de forma mais efetiva.
      

figura 02 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium (clique para ampliar)

O test drive, impressões e constatações

Sabendo que ficaria com o carro por sete dias pude relaxar e desfrutar do New Fiesta com calma. Fiz do carro de teste “o meu carro” no dia a dia e isso faz toda a diferença. Assim me permiti olhar detalhes que que não olhara antes. Gostei muito da posição de dirigir, os bancos “vestem” muito bem o condutor. Estranhei um pouco no início porque meu carro atual tem posição um pouco mais elevada (outra categoria de carro). O painel de instrumentos também muito bem posicionado e intuitivo, todas as informações necessárias estão bem à mão. Seu espaço interno é muito bom, incluindo o banco traseiro que leva 2 adultos com grande conforto.


figura 03 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – interior (clique para ampliar)

Tive que me habituar a sair com o carro a partir da imobilidade exercitando a leveza e suavidade no acelerador porque suas respostas são bastante imediatas e muito ágeis. O câmbio automatizado de segunda geração, com dupla embreagem denominado PowerShift, que andou sendo fruto de comentários e algumas reclamações de clientes (em respeito ao cliente e preventivamente a Ford ampliou a garantia deste componente para 5 anos), portou-se magistralmente bem. A saber, o modelo testado tinha perto de 18 mil quilômetros rodados. As mudanças de marcha são muito suaves, sem trancos (que eram presentes em câmbios automatizados de primeira geração de outras marcas) e a troca de marcha ocorre de forma virtualmente imperceptível.

Quero aqui dar uma sugestão para a Ford. O câmbio tem o modo automático modo “D” (drive), para uso comum no dia a dia e modo “S” (Sport), que privilegia a condução mais esportiva (que usei no autódromo), esticando mais as marchas, tornando o carro ainda mais “esperto” do que já é. Mas mesmo em modo “D” (Drive), sem pisar tão fundo, a primeira e segunda marcha elevam um pouco mais a rotação. A primeira marcha vai até quase 3000 rpm enquanto a segunda marcha é esticada até um pouco mais de 2500 rpm. Isso é normal em nosso mercado, pois o motorista brasileiro aprecia um carro que saia com bastante agilidade e os fabricantes tendem a configurar seus câmbios dessa forma. Mas isso tem um preço. O consumo de combustível na cidade.

Segundo o PBEVEICULAR o consumo do New Fiesta 1.0 Ecoboost é de 12.2 Km/l na cidade e 15.3 Km/l na estrada. São valores fantásticos!! Mas lembro que o teste feito pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem consiste de ciclos padronizados muito bem definidos que procuram se aproximar da vida real. O New Fiesta 1.0 Ecoboost ganhou classificação A (máxima nota) tanto em sua categoria como na comparação global, bem como conquistou o selo CONPET de eficiência energética (poucos são os carros que têm). Também conquistou nota máxima A para emissões de gases do escapamento (emissões mais baixas)! Isso tudo em um carro que pode acelerar de 0 a 100 Km/h em pouco mais de 9 segundos!!
    

figura 04 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – teste independente de consumo interior (clique para ampliar)

Isso é fantástico, mas penso que principalmente no uso urbano e em trânsito pesado, poderia ser ainda melhor! Pelo fato da primeira e segunda marcha serem curtas (sobem rotação rapidamente entre 2500 a 2900 rpm), em situação de trânsito “péssimo”, aquele anda e para por longo tempo, isso faz declinar a boa estatística de consumo. Já que nesta situação não é necessário desempenho, será que não se justificaria uma opção de câmbio “E” (economia) além de “D” (drive) e “S” (Sport)? Talvez algo mais simples, um botão para acionar um modo “ECOnômico”... Ou quem sabe se ao perceber este cenário o próprio Fiesta Ecoboost acionasse este modo avisando no painel. São ideias! E por fim, se tivesse o recurso “START-STOP” que interrompe o funcionamento do motor nas paradas, isso tudo poderia fazer do Fiesta Ecoboost ainda mais econômico na cidade do que já é!

Analisando outro lado da história, quando o motor pode ser explorado em velocidades aproximadamente constantes em vias de trânsito médio/rápido, o consumo instantâneo apontado pelo computador de borda oscila entre 25 Km/l até 60 Km/l (e 99 Km/l – quando se move pela inércia, sem acelerar). Após quase 400 Km percorridos em percurso urbano, a média do consumo foi de 10.0 Km/l (sempre com gasolina pois este motor não é flex). Lembro que peguei poucas vezes vias de média velocidade e muito, mas muito trânsito pesado. Achei que nessas condições o consumo foi MUITO BOM, mas se o câmbio tivesse um modo mais “manso” para ser usado no trânsito, seria ainda melhor!
   

figura 05 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – consumo instantâneo

Falei rapidamente do câmbio, mas preciso reforçar. Pelo fato de ter dirigido predominantemente em tráfego pesado, muitos engarrafamentos, o PowerShift foi fundamental para conforto extremo da condução do veículo, um sossego, um grande conforto e como já citei, sem tranco algum nas trocas de marcha. Só mesmo um câmbio do tipo CVT (que não tem troca de engrenagens para alteração de marchas) pode ser mais suave (embora algumas pessoas considerem o câmbio CVT meio letárgico não privilegiando desempenho).

Nas poucas vezes que tive “pista livre”, algumas ocasiões que dirigi na Marginal Pinheiros (via expressa de São Paulo) mais tarde da noite, experimentei a aceleração de 125 CV do Ecoboost 1.0. Claro, sempre respeitando o limite de velocidade (60 Km/h na pista local e 90 Km/h na pista expressa) e o que mais me impressionou foi a incrível retomada de velocidade, algo que já experimentara no autódromo no ano passado.

Mas chama muito a atenção, principalmente quando se parte de velocidade muito baixa (10 ou 20 Km/h), o ganho de velocidade. É impressionante. Isso é explicado pelo grande torque, praticamente todo disponível entre 1400 e 4500 rpm (curva de torque plana), capaz de proporcionar aquela sensação de “frio na barriga” ao grudar as costas no banco. A grande maioria das pessoas não precisa deste tipo de condução no dia a dia, mas nas situações que uma aceleração mais vigorosa se fizer necessária, o New Fiesta Ecoboost 1.0 responde com grande intensidade e não vai deixar o motorista na mão de jeito nenhum. Seja nas arrancadas e principalmente nas retomadas, também sensivelmente melhores que as do ótimo motor Sigma 1.6.

Este motor é uma joia de tecnologia e ainda não é fabricado no Brasil, falta escala de vendas. Isso colabora para que o preço deste modelo do New Fiesta seja um pouco acima da expectativa, quase 75 mil reais. Por ser modelo de topo, tem a grande maioria das inovações, facilidades e amenidades como, por exemplo, ar condicionado digital, assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração, assistente de emergência, direção elétrica, piloto automático, sistema multimídia com sincronização com smartphone, acendimento automático de faróis, bancos rebatíveis, etc. Todos estes atributos eu os observei e utilizei de forma objetiva e explícita.


figura 06 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium (clique para ampliar)

Destaco a suspensão do New Fiesta 1.0 Ecoboost porque são poucos os carros que conseguem o equilíbrio certo entre conforto e estabilidade. Tê-lo usado nas ruas de São Paulo, que não são exatamente bem pavimentadas (com poucas exceções), com diversas valetas, obstáculos, lombadas, etc., permitiu-me perceber como as imperfeições do piso são bem absorvidas e filtradas da percepção do motorista. Por outro lado, o carro não é “molenga”, como costumam ser aqueles que privilegiam o conforto. Nas oportunidades que tive para desenvolver um pouco mais de velocidade senti o carro firme, transmitindo segurança, tanto na suspensão como na direção, que é elétrica, muito macia, firme e agradável na condução no dia a dia (manobras e em maior velocidade).

Sugestões para aprimoramento
 

Foram 7 dias que passaram muito rapidamente. Como disse, tive grande concentração de uso em trânsito urbano pesado e percebi claramente a sensação de bem-estar e conforto dentro do New Fiesta Ecoboost Titanium. Não me refiro apenas à boa experiência com o câmbio automático, mas eu me refiro ao conjunto amplo de experiências a bordo. Porém uma semana é tempo para também perceber um detalhe aqui e outro ali que poderiam ser mais desenvolvidos. São minúcias, elementos até que prosaicos, mas dentro de um conjunto harmonioso e bem construído, faz por merecer citá-los para que o conjunto possa um dia vir a ser o mais perfeito possível.

O sistema de ar condicionado digital é incrivelmente eficiente, fluxo de ar bem forte e temperatura bem baixa. Ótimo. Mas as aletas que direcionam o ar no painel central não permitem desviar o ar bem para cima. Elas estão limitadas à direção do volante aproximadamente, por isso quando o ar está muito frio gera algum incômodo ao motorista o fluxo direto em sua direção. Se também pudesse direcionar o fluxo bem para cima seria melhor.
    

figura 07 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – aletas do ar condicionado poderiam subir mais

O sistema de multimídia é bastante funcional. O pareamento do smartphone é feito de forma simples e a funcionalidade de viva-voz, reprodução de músicas, etc. funcionam bem. Mas não achei os comandos muito intuitivos. Há no painel quatro botões que se parecem com detalhes estéticos e que demorei um pouco para perceber como utilizá-los, que eram elementos para serem usados nas seleções dos menus (confesso que não li o manual). Uma tela sensível ao toque também seria muito bom e eliminaria a necessidade destes botões.
    

figura 08 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – sistema multimídia, botões do painel

O sistema de alerta de obstáculos é ótimo e ajuda muito em manobras de estacionamento. Sinais sonoros de intensidade progressiva transmitem a percepção de quão perto se está de um obstáculo. A sugestão aqui é que também exista para manobras na parte dianteira do carro, já que apenas na traseira existe o sistema.
   

figura 09 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – sistema alerta a obstáculos/sensor de estacionamento (só traseiro)

O já citado câmbio PowerShift, automatizado de segunda geração, com dupla embreagem mostrou-se muito suave e transmite grande conforto para o motorista. Mas se existisse um modo “E” (economia) que não elevasse tanto a rotação em 1ª e 2ª marcha, faria do New Fiesta um carro ainda mais econômico do que ele já é na cidade em situação de trânsito muito intenso (aquele anda e para). Também seria agradável ter a troca de marcha manual em botões (ou borboletas) no volante e não na lateral da alavanca. Há notícias de que a Ford poderá deixar de adotar a caixa de câmbio PowerShift. Pela minha experiência com este câmbio em testes com Focus, Ecosport e New Fiesta, sempre tive uma ótima experiência e usabilidade.

O computador de bordo é bastante completo, com todas as informações necessárias, quilometragem total e parcial, consumo médio e instantâneo (em Km/l e l/h para quando o carro está parado), autonomia, temperatura, velocidade média, modo de uso do câmbio (PRNDS e o número da marcha se usada em modo manual). Eu particularmente não achei que a luz na cor azul muito interessante. Percebi que há um compromisso estético com detalhes do velocímetro e cor de vários ponteiros. Será que um mostrador em LCD não teria um efeito estético melhor?
   

figura 10 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium – detalhe do painel e computador de bordo (na cor azul)


Conclusões
 

Quem acompanha meus textos sobre tecnologia automotiva já sabe que o tipo de carro que mais me agrada. O que mais combina com meu gosto e estilo são carros pequenos. Gostei muito de ter testado recentemente a valente Ranger e o ótimo Fusion Hybrid, mas é o New Fiesta o tipo de carro que mais me apraz, ainda mais esta versão tão avançada em termos de motorização e recursos. Citando carros da Ford, já tive o velho ESCORT, a primeira versão do KA (bolinha) e mesmo um FIESTA 1.6 (da geração antiga). Atualmente dirijo um New FIT, todos carros pequenos.

De um tempo para cá a Ford veio remodelando sua linha de produtos de tal forma que não existe mais veículo “básico”. O novo KA por exemplo, seu carro mais barato, já sai de fábrica com diversas “amenidades” e úteis recursos que antes seriam relativos a modelos mais avançados ou opcionais. O New Fiesta Ecoboost Titanium leva isso ao extremo, até porque é a versão de topo do modelo. O que mais me chamou a atenção foi a forte sensação de “vestir bem” experimentada. Sobra potência de motor, grande agilidade nas acelerações e retomadas, como disse, suas respostas são mais vigorosas que as proporcionadas pelo bom e competente motor Sigma 1.6.

Não há vibrações perceptíveis, geralmente associadas a motores de 3 cilindros. Da mesma forma não se percebe “turbo lag”, uma demora nas respostas que eram anteriormente experimentadas em motores turbo. Seu nível de ruído, bem baixo e nível de consumo superam as expectativas, ressalva feita ao uso em trânsito muito intenso cuja programação das trocas de marcha elevam um pouco mais as rotações (poderia ser mais econômico do que já é). Seu sofisticado motor não é FLEX neste momento, por isso recomendo atenção. Quase fiz a bobagem de completar  seu tanque com etanol quando o recebi e só na última hora me lembrei (e vi o alerta na tampa de combustível).

O tipo de carro que está no coração dos brasileiros neste momento são os SUVs, que aliás nada têm a ver com a proposta deste New Fiesta 1.0 Ecoboost versão Titanium. Mas se ao mesmo tempo julgo elevado o montante para ser desembolsado para a compra deste modelo, um SUV de qualquer fabricante o preço parte de valores parecidos com este em versões apenas básicas! Assim se a vontade de adquirir um SUV não for apenas pelo “modismo”, se o tamanho do New Fiesta Ecoboost não for limitador (ele leva 4 adultos muito confortavelmente), é sem dúvida, apesar do montante elevado de investimento, mais recompensador que qualquer modelo de entrada de SUV!! Não estou comparando o Fiesta Ecoboost com um SUV, apenas pensando sob uma outra perspectiva.

Divagações do parágrafo anterior à parte, eu me permiti ser um pouco mais rigoroso na minha avaliação também por causa do preço do carro. Mas olhando as sugestões e recomendações que fiz, são todas bem “superficiais”. Da cor do mostrador do painel ao ângulo de abertura das aletas do ar condicionado, mostram que o New Fiesta Ecoboot 1.0 Titanium é um carro fantástico, cheio de virtudes e qualidades. Certamente é um carro que eu teria para mim! Compacto, rápido, ágil e bem tecnológico!! Se custasse um pouco menos...
  

figura 11 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium (clique para ampliar)



figura 12– Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium (clique para ampliar)

 

figura 13 – Ford Fiesta Ecoboost 1.0 Titanium (clique para ampliar)


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Dell apresenta nova linha Inspiron 2017 com “tela infinita”

Dias atrás a DellEMC apresentou a nova linha Inspiron que já está disponível no site da empresa no Brasil. O foco principal do lançamento foram os modelos de 14 e 15 polegadas, mas a linha Inspiron é ampla! Além dos ultrabooks citados, há outros modelos como, por exemplo notebooks e conversíveis (2 em um – notebook e tablet). Os Inspiron são equipamentos destinados primordialmente para uso pessoal, mas também atendem bem profissionais liberais e pequenas e médias empresas.  Corporações que necessitam de recursos mais sofisticados de gerenciamento remoto estarão bem atendidas com as linhas Vostro e Latitude.
 

Figura 1 - Dell Inspiron 7560

Chama minha atenção o fato desta linha ser fundamentada na 7ª geração de processadores da família Core da Intel, ou seja, o que há de mais moderno e avançado em termos de processamento e gestão de energia. A cada ano os processadores são mais rápidos, menores e consomem menos energia. A Dell escolheu a 7ª geração para esta linha de Ultrabooks porque define este consumidor como exigente e com fortes necessidades de autonomia de bateria e velocidade de processamento. Ainda há linhas de Dell e de outros fabricantes com processadores mais antigos, que ainda atendem bem alguns perfis de uso. Mas estes modelos Inspiron lançados são de fato bem avançados.

O destaque não é apenas o processador. A Dell conseguiu algo muito interessante ao trazer o conceito de “borda infinita” para estes modelos. É um nome bonito e chamativo para um recurso de fato importante. Sabe a borda que envolve a tela dos notebooks? Normalmente esta borda tem perto de 2 centímetros, mas não neste Inspiron. A borda é mínima, apenas poucos milímetros!! Isso tem um efeito prático muito interessante e desejável. O computador fica menor e mais leve, mantendo a tela do mesmo tamanho, mesmo conforto visual, seja na forma de 14 ou 15 polegadas. Grosso modo, o modelo de 14 polegadas tem o tamanho final de um equipamento de 13 polegadas e um de 15 o tamanho de um de 14 polegadas.
  

Figura 2 - Dell Inspiron 7460

Além disso ambos (14 e 15 polegadas) contém placa gráfica discreta NVIDIA GeForce GT 940MX. Isso confere um desempenho diferenciado, principalmente para aplicações que demandam grande velocidade de processamento gráfico como jogos e aplicativos que usam a GPU como forma adicional para cálculos. Isso em teoria faria o sistema gastar mais energia, certo? Não! Conversando com profissionais da Dell fui informado que a placa gráfica discreta da NVIDIA apenas entra em operação em plena carga quando existir grande demanda para este tipo de processamento. Por isso, segundo os padrões da Dell, a autonomia de bateria destes modelos se situa em torno de 10 horas de duração! Um valor incrível.

Há vários outros detalhes importantes como  capacidade de expandir a memória até 16 GB de memória (DDR4 – a mais moderna),  resolução FullHD (1920x1080), tela sensível ao toque, som de alta fidelidade, discos rígidos híbridos (parte SSD e parte magnética), bem como opção de ser comprado apenas com SSD (muito rápido).
  

Figura 3 - Dell Inspiron 7460

Não tive acesso ainda a estas máquinas, mas com certeza são equipamentos que valem a pena serem estudados minuciosamente e os resultados compartilhados com meus leitores. Quero sentir por mim mesmo a leveza destes ultrabooks, velocidade e conferir esta fantástica autonomia de bateria divulgada!! Segue abaixo na íntegra o comunicado de imprensa divulgado pela Dell. Estes modelos têm preços a partir de R$ 3.299.
 

Figura 4 - Dell Inspiron 7560


Dell Brasil lança os notebooks ultracompactos Inspiron 7000
Primeiros modelos de 14 e 15 polegadas com tela infinita

Ultracompactos apresentam a maior autonomia de bateria do portfólio de computadores Inspiron, com até 10 horas de duração, e são os menores notebooks de 14 e 15 polegadas do mercado.

Os modelos oferecem uma melhor experiência para entretenimento, em versões com placa de vídeo NVIDIA GeForce GT 940MX e a 7ª geração de processadores Intel Core.

Fevereiro de 2017 – A Dell – líder no mercado brasileiro de computadores* – anuncia o lançamento dos notebooks ultracompactos Inspiron 14 7000 (14 polegadas) e Inspiron 15 7000 (15 polegadas), que são os primeiros equipamentos da linha com tela infinita. Todos os modelos vêm com a 7ª geração de processadores Intel Core e placa de vídeo NVIDIA GeForce GT 940MX, oferecendo alta mobilidade, em um design com medidas compactas e a maior autonomia de bateria do portfólio Inspiron: até 10 horas sem a necessidade de recarga.

“Os notebooks Inspiron 7000 foram desenvolvidos com algumas das principais tecnologias desenvolvidas globalmente pela Dell, como a exclusiva tela infinita, que garante um maior espaço útil de tela, permitindo assim que esses sejam os menores notebooks de 14 e 15 polegadas do mercado e ofereçam uma melhor experiência para assistir conteúdos em vídeo, como filmes e séries”, explica Raquel Martins Braga, Gerente de Marketing de Produto para Consumidor Final da Dell Brasil. “A Dell entende que o consumidor busca mais do que apenas portabilidade: ele busca um equipamento que combine a alta mobilidade com o máximo desempenho possível em um dispositivo móvel com medidas compactas”, complementa.

Os modelos são produzidos com acabamento externo em alumínio escovado e com duas opções de cores: prata e dourado. Os equipamentos têm tela com tecnologia IPS (para melhores ângulos de visão) e tela infinita, resolução Full HD (1920x1080) e tecnologia Dell True Color, que permite uma calibragem com cores até duas vezes mais vívidas e vibrantes. A experiência multimídia é enriquecida ainda mais a partir da tecnologia de processamento sonoro Waves MaxxAudio Pro, que amplia a fidelidade do áudio na reprodução de vídeos e músicas.

Para garantir o alto desempenho em medidas compactas, os modelos contam com processadores da 7ª geração Intel Core i5 e i7. Além disso, são compatíveis com games de última geração e aplicativos 3D a partir da utilização da placa de vídeo NVIDIA GeForce GT 940MX DDR5 com 4GB. A performance para executar várias tarefas ao mesmo tempo é garantida por configurações com até 16GB de memória DDR4.

Para o armazenamento de documentos, vídeos, fotos e outros dados, os notebooks Inspiron 7000 contam com disco rígido de até 1TB.  Na versão de 15 polegadas, o equipamento possui ainda opções que ampliam a velocidade de gravação e leitura de dados com o uso da tecnologia de armazenamento em drive em estado sólido (SSD, na sigla em inglês) e adicionam 128 GB de capacidade.

“A Microsoft tem o objetivo de oferecer o melhor desempenho em computação para que os seus usuários façam cada vez mais com a tecnologia. Com esse lançamento, a Dell dá um grande passo para trazer o que há de melhor ao mercado brasileiro, e junto ao Windows 10 pode oferecer a melhor experiência em diferentes momentos de uso, seja para trabalhar de onde estiver ou para aproveitar os momentos de lazer", afirma Gustavo Lang, diretor de Windows na Microsoft Brasil.

Preço e disponibilidade:
Os notebooks ultrafinos Inspiron 7000 já estão disponíveis no site da Dell no Brasil, www.Dell.com.br, com preço inicial de R$ 3.299.

Inspiron 14 7000
  • Notebook ultracompacto com Windows 10;
  • Tela IPS Truelife 14”  IPS (maiores ângulos de visão) com resolução Full HD (1920x1080)
  • Acabamento externo em alumínio escovado (Prata e Dourado matte)
  • Processador da 7ª geração Intel Core i5 (i5-7200U) ou i7 (i7-7500U)
  • Placa de vídeo dedicada NVIDIA GeFORCE GT 940MX DDR5 de 4GB
  • Memória de até 16GB Dual Channel DDR4 
  • Armazenamento em HD de até 1TB
  • Compatibilidade com padrão Miracast para espelhamento da tela
  • Alto-falantes com processamento Waves MaxxAudio Pro
  • Porta USB 3.0 (1), USB 3.0 com powershare (1), HDMI 1.4a (1), USB 2.0(1) leitor de cartão (SD, SDHC, SDXC) + leitor de cartão 3 em 1 (SD, SDHC e SDXC), e conexão para fone de ouvido e microfone (1);
  • Webcam com resolução HD (1280 x 720) e microfone digital
  • Autonomia de bateria de até 10h (bateria de 3 células 42WHr)
  • Dimensões: Espessura: 18.95mm / Largura: 323.3 mm / Profundidade: 227.1 mm/ Peso: a partir de 1,64kg
  • Oferta de Serviços profissionais e garantia Premium Support com atendimento dedicado 24x7 e Complete Care, que garante proteção contra danos acidentais, como derramamento de líquidos, quedas e oscilações
  • Compatível com a linha própria de software de segurança da informação da Dell, Dell Data Protection (DDP)
 
Inspiron 15 7000
  • Notebook ultracompacto com Windows 10;
  • Tela IPS Truelife 15”  IPS (maiores ângulos de visão) com resolução Full HD (1920x1080)
  • Acabamento externo em alumínio escovado (Prata)
  • Processador da 7ª geração Intel Core i5 (i5-7200U) ou i7 (i7-7500U)
  • Placa de vídeo dedicada NVIDIA GeFORCE GT 940MX DDR5 de 4GB
  • Memória de até 16GB Dual Channel DDR4 
  • Armazenamento em HD de até 1TB + 128GB SSD
  • Compatibilidade com padrão Miracast para espelhamento da tela
  • Alto-falantes com processamento Waves MaxxAudio Pro
  • Porta USB 3.0 (1), USB 3.0 com powershare (1), HDMI 1.4a (1), USB 2.0(1) leitor de cartão (SD, SDHC, SDXC) + leitor de cartão 3 em 1 (SD, SDHC e SDXC), e conexão para fone de ouvido e microfone (1);
  • Webcam com resolução HD (1280 x 720) e microfone digital
  • Autonomia de bateria de até 9h (bateria de 3 células 42WHr) 
  • Dimensões: Espessura: 19.5mm / Largura: 358.16 mm / Profundidade: 246.95 mm/ Peso: a partir de 2,00kg
  • Oferta de Serviços profissionais e garantia Premium Support com atendimento dedicado 24x7 e Complete Care, que garante proteção contra danos acidentais, como derramamento de líquidos, quedas e oscilações.
  • Compatível com a linha própria de software de segurança da informação da Dell, Dell Data Protection (DDP)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Dell Latitude 7370 – grande potência na mais fina forma

A Dell vem apostando no mercado de computadores conversíveis, os chamados “2 em 1”. Recentemente testei o Latitude 7350, que é um bom exemplo. Mas os ultrabooks “clássicos” não estão esquecidos, muito pelo contrário. Tive a oportunidade de testar um verdadeiro primor de equipamento desse tipo. Falo do Latitude 7370, um equipamento feito para brilhar em termos de mobilidade e com máxima potência.

figura 01 – Dell Latitude 7370
É muito leve, apenas 1.12 quilos e sua espessura é de apenas 14 milímetros. O acabamento é em fibra de carbono, que confere grande resistência e também o mantém muito leve. Dispõe de vastos 8 GB de memória e um SSD (armazenamento em memória flash) de 128 GB, sobre o qual falarei mais a seguir. Vem com o Windows 10 Professional e uma versão de avaliação do Office 2016 válida por 30 dias.
   

figura 02 – Resumo da configuração

Ao manusear o 7370 o que mais me chama a atenção é a sua leveza e sensação de robustez. É possível segurá-lo facilmente apenas com uma das mãos, seja pela sua pequena espessura, seja pelo peso diminuto.

Tem tela de 13.3 polegadas e resolução Full HD (1920x1080), que resulta em uma definição, clareza das letras e imagens que é diferenciada. Pelo tamanho da tela, se fosse usado da forma padrão, letras e ícones poderiam ser pequenos para algumas pessoas. Por isso mesmo ele vem de fábrica com seu Windows 10 ajustado para uma ampliação de 50%. Este é o melhor dos mundos, pois o uso fica bem confortável na tela de 13.3 polegadas e pela grande resolução, uma definição fantástica. Ainda assim a qualquer momento pode ser usada outra configuração com maior ou menor ampliação. Gostei também de usar com 25% e para um caso específico, que seja necessária maior área de área de trabalho, sem ampliação alguma.

figura 03 – Dell 7370 resolução nativa - 0% de ampliação


figura 04 – Dell 7370 com 25% ampliação


figura 05 – Dell 7370 resolução PADRÃO- 50% de ampliação – resolução e conforto

Ainda sobre a tela, a Dell a chama de “borda infinita” por causa da pequeníssima largura da moldura. Assim a área que contém a tela propriamente dita é quase que total. Isso pode ser visto muito bem na imagem abaixo.

figura 06 – Dell 7370, detalhe da tela e sua borda muito fina

A versão que eu testei não tinha o recurso de tela sensível ao toque. Mas verificando no site da Dell há mais 2 opções de tela dentre as quais uma inacreditável tela QHD de 3200x1800 touch feita em Gorilla Glass (o vidro resistente a riscos e quebra usada nos melhores smartphones) e opção de WWAN (simcard para uso de 3G/4G direto pelo notebook).


Processador Core M7

Algum tempo atrás a Intel lançou o processador Core M, especialmente projetado para aplicações de mobilidade, procurando equilibrar economia de energia com boa potência de processamento. Isso foi aprimorado com o Core M5 que teve como sucessor o Core M7 usado pelo Dell Latitude 7370. É o máximo em termos de potência e eficiência!! O topo entre os processadores com esta proposta. Neste ultrabook é usado o modelo M7-6Y75 que opera normalmente a 1.2 Ghz. Mas tem a capacidade de desacelerar para 0.6 Ghz em caso de baixa demanda (e gerar economia de energia), mas por outro lado pode acelerar seu processamento para 3.10 Ghz em casos de pico de demanda de processamento. Este tipo de ajuste de frequência não é novo, mas esta grande amplitude (0.6 Ghz até 3.10 Ghz) é algo notável!
   

figura 07 – resumo das características do processador

É um processador da 6ª geração da família Core, conta com 2 núcleos físicos e 4 lógicos (usando a tecnologia Hyperthreding) e fabricado usando o processo de 14 nanômetros. Seu consumo de energia oscila entre 3.5 W e 7 W dependendo da demanda. Interessante é o algoritmo que controla essa alternância. Apenas nos picos de utilização, quando de fato precisa de maior poder de processamento que eleva sua a velocidade apenas durante menor tempo possível, até que o stress momentâneo tenha acabado.
   

figura 08 – processador em regime de pico de utilização

Resumindo, o Dell Latitude 7370 usa um processador extremamente moderno, feito especialmente para dispositivos móveis (notebooks e ultrabooks), muito rápido, capaz de ajustar sua velocidade em caso de demanda elevada de processamento e ainda assim gastar pouquíssima energia. Isso será melhor ilustrado quando eu detalhar a autonomia de sua bateria.

Seu sistema de armazenamento – SSD e sd Card

A versão testada tem um SSD 128 GB, ou seja, um sistema de armazenamento baseado em memória e não em um disco magnético.  A consequência disso é um “disco” que é pelo entre 5 e 10 vezes mais rápido (dependendo do tipo de solicitação) e muito mais confiável já que não tem partes móveis nem elementos mecânicos que possam apresentar alguma avaria. Imediatamente se percebe esta qualidade ao ligar o equipamento. O tempo de carga do Windows é bastante rápido. Após aparecer o logotipo da Dell, quando um “círculo” começa a girar (carga do sistema operacional), até aparecer a tela que solicita usuário e senha do Windows leva cerca de 15 segundos. Computadores com discos rígidos convencionais podem levar entre 50 segundos e 90 segundos para esta tarefa.

Porém o que mais importa no dia a dia é a carga dos programas. Aplicativos do Office, mesmo o pesado Outlook, são carregados em 2 segundos aproximadamente!! É fantástico. Velocidade para carga dos programas não é mesmo problema. A medida específica e objetiva de velocidade foi feita usando o software CrystalMark. Os números abaixo “gritam” por si as diferenças do HD comum e do SSD usado no Latitude, em diferentes situações. Comentar não é necessário.


figura 09 – comparação de velocidade do SSD com HD convencional

O leitor mais atento certamente deve estar se perguntando “porque a capacidade do SSD é de apenas 128 GB?”. Parece pouco. Isso tem a ver com o perfil de uso deste dispositivo que é mobilidade com velocidade. Eu estou usando o Latitude 7370 há algumas semanas e ainda tenho mais de 50 GB livres. Isso porque concentrei apenas minhas pastas de documentos principais. Não ocupei espaço com o meu histórico de 20 anos ou mais de documentos, planilhas e apresentações, músicas,etc.

Mas o 7370 tem opções para isso. Ele pode ser comprado com SSD de 256 GB ou 512 GB, porém isso torna o preço da máquina mais cara (SSD é mais dispendioso que HDs comuns). Mas há uma saída engenhosa. Existe um leitor de cartão de memória micro SD na lateral do Latitude no qual eu inseri o cartão que uso no meu smartphone com 64 GB de capacidade (cartão Sandisk Micro SD Ultra classe 10). Ele não só disponibiliza uma unidade de armazenamento a mais, como o desempenho é MELHOR que o desempenho de um HD convencional (magnético) !!! Tive a curiosidade de pesquisar o preço deste cartão e pude achá-lo em promoção na americanas.com por R$ 100. Há hoje em dia cartões de memória micro SD de capacidades muito maiores de (já existem cartões de 1 TB!!) ou até bem mais rápidos como os cartões  do tipo Extreme.  Mas este cartão de 64 GB que instalei, barato, rápido e prático, que compartilhei com meu smartphone deu conta do recado tranquilamente.


figura 10 – 7370 com o cartão de memória e seu teste de velocidade


Portas, conectores e demais características

Por ser um ultrabook o Latitude 7370 não dispõe de mídia ótica (DVD) nem conector Ethernet para o conhecido “cabo de rede”, mas tem um WiFi sensacional (vou detalhar depois). Dispõe de uma porta USB 3.0 com recurso “powershare” (pode ser usada para carregar de energia outro equipamento, smartphone, etc.). Apenas uma porta USB é bem pouco, não é? Mas há mais duas portas USB 3.0/Thunderbolt 3, no formato USB-C. Na foto abaixo podemos ver, da esquerda para a direita, as duas portas USB-C, sendo que ambas servem para fazer a carga da bateria do ultrabook, bem como, com um cabo apropriado (ou adaptador) fazer a mesma função de portas USB 3.0 convencionais. Dessa forma são 3 portas USB. Na foto abaixo o próximo conector é um mini-HDMI para conexão a monitores externos ou projetores. Também pode exigir o cabo com o conector correto (mini-HDMI) ou adaptador. O último elemento dessa foto, mais a direita, é uma “gavetinha” para o simcard, para ter o 7370 conectado à Internet sempre, sem depender de WiFI.


figura 11 – conectores USB/Thuderbolt, mini HDMI e simcard

Na próxima foto podemos ver, da esquerda para a direita, o slot para o cartão de memória micro-SD, o conector P2 para fone de ouvido ou headset, a porta USB 3.0 convencional e no fundo o encaixe para uma trava de segurança.


figura 12 – entrada para cartão de memória, fone e USB 3.0 convencional

Saindo um pouco dos conectores, mas ainda falando das características gerais, quero comentar sobre o teclado e o touchpad. O teclado tem o tamanho correto, ergonômico, teclas bem dimensionadas e com ótimo feedback tátil. Mas o que mais gosto é que as teclas são retro iluminadas. Ao primeiro toque uma luz que vem de baixo do teclado ilumina as teclas. Isso é ótimo para uso em aviões ou mesmo em ambientes mal iluminados, uma sala de palestra, etc. O touchpad é, graças a Deus, do tipo dividido em 3 partes: a área para mover o dedo, o botão esquerdo e o botão direito. Acho péssimos estes touchpads que são uma superfície única, é horrível para acertar o que se deseja fazer, leva a muitos erros. Por isso o touchpad do 7370 é ótimo, realmente bom de usar. Importante, eu detesto touchpads, se este mereceu elogio por minha parte é porque ele é bom de fato!

figura 12b – detalhe do touchpad

Rede, WiFi e conectividade


O Latitude 7370 não tem conector para rede Ethernet com cabos. Embora a Dell disponha de um cartão SIM externo para isso. Mas no meu uso percebi que não chega nem perto de precisar de cabo Ethernet. Como o sistema de WiFi é o mais atual, padrão “ac” (Intel Dual Band Wireless AC-8260), a experiência de uso de rede no WiFi é a mesma praticamente da que se teria com uma rede cabeada no padrão Gigabit. A velocidade de transferência de arquivo é de cerca de 68 MB/s, que por sua vez representa algo como 700 Mbps. Na tela abaixo vemos este teste e a velocidade nominal da conexão obtida com o meu roteador padrão “ac”, que foi de 866 Mbps. A transferência se deu em uma taxa muito próxima à da conexão nominal (700 contra 866) e com nível de perda muito baixo.


figura 13 – avaliação do WiFi padrão “ac” do 7370

É sabido que a velocidade nominal (neste caso 866) nunca é atingida porque há aspectos de protocolo, retransmissões, etc., mas em uma conexão cabeada Gigabit, usando o mesmo arquivo, obtive transferência de 91 MB/s. Testei também usando WiFi padrão “n” (que ainda é o mais popular). A conexão se dá no meu roteador “n” a 144 Mbps e transferência de arquivos a 9.6 MB/s.  Ou seja, com um roteador “ac”, não somente a velocidade da rede é praticamente a mesma de uma rede com cabos como é mais que 7 vezes maior que em na minha rede WiFi padrão “n”.


figura 14 – avaliação do WiFi padrão “n” do 7370


Ainda sobre a conectividade, o Bluetooth é padrão 4.1, também o mais atual e totalmente compatível com os periféricos do mercado, mouses, smartphones, fones sem fio, etc. Complementando, o Latitude 7370 dispõe em alguns modelos (não o que eu testei) de “slot” para simcard de operadora de telefonia celular para conexão 3G/4G em qualquer lugar. Neste modelo do teste a “gaveta” existe, mas não é operacional (até introduzi o chip ali, mas não tem o suporte à conexão). Curiosamente, para adquirir esta facilidade é necessário pedir que a Dell mude o tipo de tela para QHD (3200x1800) com touchscreen. Nessa configuração o adaptador WWAN está disponível.


E a autonomia da bateria?


Quem busca este tipo de dispositivo requer distância das tomadas elétricas! Neste aspecto o Dell Latitude 7370 foi muito adequado a esta necessidade. Durante parte do período de trabalho, usando o tempo todo, ainda tenho 91% de carga e uma previsão de praticamente 6 horas (imagem abaixo)!!! Em uso natural, é uma autonomia muito boa. Apenas o Latitude 7350 2 em 1, com suas duas baterias o superou com 8 horas e 11 minutos.


figura 15 – exemplo de consumo de bateria em regime de uso normal

Mas meus testes foram bem mais detalhados e objetivos. Analiso três cenários distintos. O melhor possível (apenas em standby), o pior possível (força bruta – total stress usando o software Battery Eatter) e o uso natural, ou seja, submeto o computador ao meu próprio dia a dia de trabalho conforme descrito antes. Os resultados foram:

·      Sob máximo stress, 3 horas e 50 minutos de duração


figura 15b – software Battery Eater

Uso natural, mas com perfil intenso, 6 horas e 06 minutos

Uso natural, mas com perfil intenso, modo de economia, 6 horas e 58 minutos


figura 15c – Modo de economia de energia ativado

Apenas standby (sem fazer nada), 29 horas 


figura 16 – resumo do teste de autonomia de bateria
 
É importante saber que eu seria capaz de ficar o dia todo sem precisar de uma tomada. Estas quase 7 horas, se fossem uma situação de uso um pouco menos intenso poderiam ser 9 ou mais facilmente. Se eu me preocupasse em fechar a tampa ou deixando suspender a atividade em períodos de inatividade (que eu não deixei no meu teste) obteria ainda mais tempo de uso.

Conclusão

O Dell Latitude 7370 é um ultrabook notável! É leve, muito leve. É rápido graças ao forte processador Intel Core M7 (o mais avançado para este tipo de uso), que consegue alternar sua velocidade entre 0.6 Ghz a 3.1 Ghz entregando forte desempenho quando necessário e sendo espartano no uso de energia. Também deve sua velocidade ao seu sistema de armazenamento SSD (memória em vez de disco magnético).  Sua autonomia de bateria pode ser entendida como 4 horas em regime de máximo uso (estressado por um software para drenar a bateria) e 7 horas de uso contínuo e natural (meu próprio perfil de uso)  tem como limite máximo 29 horas (ligado, ativo, mas sem usar)



figura 17 – Dell Latitude 7370

A tela de 13.3 polegadas é ótima pela resolução (full HD), brilho e definição. Pode ser adquirido com tela QHD (3200x1800) e nessa configuração sua tela é sensível ao toque e ainda traz o adaptador para chip 3G/4G para conexão em qualquer lugar. Não tem conector para rede Ethernet, mas seu avançado WiFi padrão “ac” permite que na rede sem fios se obtenha o mesmo desempenho. Na versão testada tinha SSD de 128 GB, suficiente para o uso com este perfil de mobilidade. Pode ser adquirido com SSD de 256 ou 512 GB (mais caros) ou alternativamente usar um simples e barato cartão de memória  micro SD (64 GB por R$ 100) ampliando sua capacidade (cartões maiores também podem ser usados – 256 ou 512 GB) tendo nesta situação, neste sistema de arquivos, desempenho um pouco melhor que um disco rígido magnético convencional.

Ele não tem tantos conectores assim, fora o HDMI são 3 USBs (duas no padrão USB-C que são menores) e uma delas pode estar ocupada pelo carregador de bateria, mas adaptador ou um Hub podem ser usados para ampliar a capacidade de USBs convencionais. Percebe-se que este ultrabook foi meticulosamente projetado para aqueles usuários que precisam de alto desempenho em seu uso no perfil de mobilidade, livre de fios, tanto do carregador como de rede, por um longo tempo. E por isso mesmo sua leveza e praticidade aliados à grande autonomia de bateria fazem dele a ótima escolha para este tipo de usuário. O preço do Latitude 7370 no site da Dell (em janeiro de 2017) parte de R$ 8.900 reais (a versão testada por mim).


figura 18 – Dell Latitude 7370