quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Dell Latitude 7370 – grande potência na mais fina forma

A Dell vem apostando no mercado de computadores conversíveis, os chamados “2 em 1”. Recentemente testei o Latitude 7350, que é um bom exemplo. Mas os ultrabooks “clássicos” não estão esquecidos, muito pelo contrário. Tive a oportunidade de testar um verdadeiro primor de equipamento desse tipo. Falo do Latitude 7370, um equipamento feito para brilhar em termos de mobilidade e com máxima potência.

figura 01 – Dell Latitude 7370
É muito leve, apenas 1.12 quilos e sua espessura é de apenas 14 milímetros. O acabamento é em fibra de carbono, que confere grande resistência e também o mantém muito leve. Dispõe de vastos 8 GB de memória e um SSD (armazenamento em memória flash) de 128 GB, sobre o qual falarei mais a seguir. Vem com o Windows 10 Professional e uma versão de avaliação do Office 2016 válida por 30 dias.
   

figura 02 – Resumo da configuração

Ao manusear o 7370 o que mais me chama a atenção é a sua leveza e sensação de robustez. É possível segurá-lo facilmente apenas com uma das mãos, seja pela sua pequena espessura, seja pelo peso diminuto.

Tem tela de 13.3 polegadas e resolução Full HD (1920x1080), que resulta em uma definição, clareza das letras e imagens que é diferenciada. Pelo tamanho da tela, se fosse usado da forma padrão, letras e ícones poderiam ser pequenos para algumas pessoas. Por isso mesmo ele vem de fábrica com seu Windows 10 ajustado para uma ampliação de 50%. Este é o melhor dos mundos, pois o uso fica bem confortável na tela de 13.3 polegadas e pela grande resolução, uma definição fantástica. Ainda assim a qualquer momento pode ser usada outra configuração com maior ou menor ampliação. Gostei também de usar com 25% e para um caso específico, que seja necessária maior área de área de trabalho, sem ampliação alguma.

figura 03 – Dell 7370 resolução nativa - 0% de ampliação


figura 04 – Dell 7370 com 25% ampliação


figura 05 – Dell 7370 resolução PADRÃO- 50% de ampliação – resolução e conforto

Ainda sobre a tela, a Dell a chama de “borda infinita” por causa da pequeníssima largura da moldura. Assim a área que contém a tela propriamente dita é quase que total. Isso pode ser visto muito bem na imagem abaixo.

figura 06 – Dell 7370, detalhe da tela e sua borda muito fina

A versão que eu testei não tinha o recurso de tela sensível ao toque. Mas verificando no site da Dell há mais 2 opções de tela dentre as quais uma inacreditável tela QHD de 3200x1800 touch feita em Gorilla Glass (o vidro resistente a riscos e quebra usada nos melhores smartphones) e opção de WWAN (simcard para uso de 3G/4G direto pelo notebook).


Processador Core M7

Algum tempo atrás a Intel lançou o processador Core M, especialmente projetado para aplicações de mobilidade, procurando equilibrar economia de energia com boa potência de processamento. Isso foi aprimorado com o Core M5 que teve como sucessor o Core M7 usado pelo Dell Latitude 7370. É o máximo em termos de potência e eficiência!! O topo entre os processadores com esta proposta. Neste ultrabook é usado o modelo M7-6Y75 que opera normalmente a 1.2 Ghz. Mas tem a capacidade de desacelerar para 0.6 Ghz em caso de baixa demanda (e gerar economia de energia), mas por outro lado pode acelerar seu processamento para 3.10 Ghz em casos de pico de demanda de processamento. Este tipo de ajuste de frequência não é novo, mas esta grande amplitude (0.6 Ghz até 3.10 Ghz) é algo notável!
   

figura 07 – resumo das características do processador

É um processador da 6ª geração da família Core, conta com 2 núcleos físicos e 4 lógicos (usando a tecnologia Hyperthreding) e fabricado usando o processo de 14 nanômetros. Seu consumo de energia oscila entre 3.5 W e 7 W dependendo da demanda. Interessante é o algoritmo que controla essa alternância. Apenas nos picos de utilização, quando de fato precisa de maior poder de processamento que eleva sua a velocidade apenas durante menor tempo possível, até que o stress momentâneo tenha acabado.
   

figura 08 – processador em regime de pico de utilização

Resumindo, o Dell Latitude 7370 usa um processador extremamente moderno, feito especialmente para dispositivos móveis (notebooks e ultrabooks), muito rápido, capaz de ajustar sua velocidade em caso de demanda elevada de processamento e ainda assim gastar pouquíssima energia. Isso será melhor ilustrado quando eu detalhar a autonomia de sua bateria.

Seu sistema de armazenamento – SSD e sd Card

A versão testada tem um SSD 128 GB, ou seja, um sistema de armazenamento baseado em memória e não em um disco magnético.  A consequência disso é um “disco” que é pelo entre 5 e 10 vezes mais rápido (dependendo do tipo de solicitação) e muito mais confiável já que não tem partes móveis nem elementos mecânicos que possam apresentar alguma avaria. Imediatamente se percebe esta qualidade ao ligar o equipamento. O tempo de carga do Windows é bastante rápido. Após aparecer o logotipo da Dell, quando um “círculo” começa a girar (carga do sistema operacional), até aparecer a tela que solicita usuário e senha do Windows leva cerca de 15 segundos. Computadores com discos rígidos convencionais podem levar entre 50 segundos e 90 segundos para esta tarefa.

Porém o que mais importa no dia a dia é a carga dos programas. Aplicativos do Office, mesmo o pesado Outlook, são carregados em 2 segundos aproximadamente!! É fantástico. Velocidade para carga dos programas não é mesmo problema. A medida específica e objetiva de velocidade foi feita usando o software CrystalMark. Os números abaixo “gritam” por si as diferenças do HD comum e do SSD usado no Latitude, em diferentes situações. Comentar não é necessário.


figura 09 – comparação de velocidade do SSD com HD convencional

O leitor mais atento certamente deve estar se perguntando “porque a capacidade do SSD é de apenas 128 GB?”. Parece pouco. Isso tem a ver com o perfil de uso deste dispositivo que é mobilidade com velocidade. Eu estou usando o Latitude 7370 há algumas semanas e ainda tenho mais de 50 GB livres. Isso porque concentrei apenas minhas pastas de documentos principais. Não ocupei espaço com o meu histórico de 20 anos ou mais de documentos, planilhas e apresentações, músicas,etc.

Mas o 7370 tem opções para isso. Ele pode ser comprado com SSD de 256 GB ou 512 GB, porém isso torna o preço da máquina mais cara (SSD é mais dispendioso que HDs comuns). Mas há uma saída engenhosa. Existe um leitor de cartão de memória micro SD na lateral do Latitude no qual eu inseri o cartão que uso no meu smartphone com 64 GB de capacidade (cartão Sandisk Micro SD Ultra classe 10). Ele não só disponibiliza uma unidade de armazenamento a mais, como o desempenho é MELHOR que o desempenho de um HD convencional (magnético) !!! Tive a curiosidade de pesquisar o preço deste cartão e pude achá-lo em promoção na americanas.com por R$ 100. Há hoje em dia cartões de memória micro SD de capacidades muito maiores de (já existem cartões de 1 TB!!) ou até bem mais rápidos como os cartões  do tipo Extreme.  Mas este cartão de 64 GB que instalei, barato, rápido e prático, que compartilhei com meu smartphone deu conta do recado tranquilamente.


figura 10 – 7370 com o cartão de memória e seu teste de velocidade


Portas, conectores e demais características

Por ser um ultrabook o Latitude 7370 não dispõe de mídia ótica (DVD) nem conector Ethernet para o conhecido “cabo de rede”, mas tem um WiFi sensacional (vou detalhar depois). Dispõe de uma porta USB 3.0 com recurso “powershare” (pode ser usada para carregar de energia outro equipamento, smartphone, etc.). Apenas uma porta USB é bem pouco, não é? Mas há mais duas portas USB 3.0/Thunderbolt 3, no formato USB-C. Na foto abaixo podemos ver, da esquerda para a direita, as duas portas USB-C, sendo que ambas servem para fazer a carga da bateria do ultrabook, bem como, com um cabo apropriado (ou adaptador) fazer a mesma função de portas USB 3.0 convencionais. Dessa forma são 3 portas USB. Na foto abaixo o próximo conector é um mini-HDMI para conexão a monitores externos ou projetores. Também pode exigir o cabo com o conector correto (mini-HDMI) ou adaptador. O último elemento dessa foto, mais a direita, é uma “gavetinha” para o simcard, para ter o 7370 conectado à Internet sempre, sem depender de WiFI.


figura 11 – conectores USB/Thuderbolt, mini HDMI e simcard

Na próxima foto podemos ver, da esquerda para a direita, o slot para o cartão de memória micro-SD, o conector P2 para fone de ouvido ou headset, a porta USB 3.0 convencional e no fundo o encaixe para uma trava de segurança.


figura 12 – entrada para cartão de memória, fone e USB 3.0 convencional

Saindo um pouco dos conectores, mas ainda falando das características gerais, quero comentar sobre o teclado e o touchpad. O teclado tem o tamanho correto, ergonômico, teclas bem dimensionadas e com ótimo feedback tátil. Mas o que mais gosto é que as teclas são retro iluminadas. Ao primeiro toque uma luz que vem de baixo do teclado ilumina as teclas. Isso é ótimo para uso em aviões ou mesmo em ambientes mal iluminados, uma sala de palestra, etc. O touchpad é, graças a Deus, do tipo dividido em 3 partes: a área para mover o dedo, o botão esquerdo e o botão direito. Acho péssimos estes touchpads que são uma superfície única, é horrível para acertar o que se deseja fazer, leva a muitos erros. Por isso o touchpad do 7370 é ótimo, realmente bom de usar. Importante, eu detesto touchpads, se este mereceu elogio por minha parte é porque ele é bom de fato!

figura 12b – detalhe do touchpad

Rede, WiFi e conectividade


O Latitude 7370 não tem conector para rede Ethernet com cabos. Embora a Dell disponha de um cartão SIM externo para isso. Mas no meu uso percebi que não chega nem perto de precisar de cabo Ethernet. Como o sistema de WiFi é o mais atual, padrão “ac” (Intel Dual Band Wireless AC-8260), a experiência de uso de rede no WiFi é a mesma praticamente da que se teria com uma rede cabeada no padrão Gigabit. A velocidade de transferência de arquivo é de cerca de 68 MB/s, que por sua vez representa algo como 700 Mbps. Na tela abaixo vemos este teste e a velocidade nominal da conexão obtida com o meu roteador padrão “ac”, que foi de 866 Mbps. A transferência se deu em uma taxa muito próxima à da conexão nominal (700 contra 866) e com nível de perda muito baixo.


figura 13 – avaliação do WiFi padrão “ac” do 7370

É sabido que a velocidade nominal (neste caso 866) nunca é atingida porque há aspectos de protocolo, retransmissões, etc., mas em uma conexão cabeada Gigabit, usando o mesmo arquivo, obtive transferência de 91 MB/s. Testei também usando WiFi padrão “n” (que ainda é o mais popular). A conexão se dá no meu roteador “n” a 144 Mbps e transferência de arquivos a 9.6 MB/s.  Ou seja, com um roteador “ac”, não somente a velocidade da rede é praticamente a mesma de uma rede com cabos como é mais que 7 vezes maior que em na minha rede WiFi padrão “n”.


figura 14 – avaliação do WiFi padrão “n” do 7370


Ainda sobre a conectividade, o Bluetooth é padrão 4.1, também o mais atual e totalmente compatível com os periféricos do mercado, mouses, smartphones, fones sem fio, etc. Complementando, o Latitude 7370 dispõe em alguns modelos (não o que eu testei) de “slot” para simcard de operadora de telefonia celular para conexão 3G/4G em qualquer lugar. Neste modelo do teste a “gaveta” existe, mas não é operacional (até introduzi o chip ali, mas não tem o suporte à conexão). Curiosamente, para adquirir esta facilidade é necessário pedir que a Dell mude o tipo de tela para QHD (3200x1800) com touchscreen. Nessa configuração o adaptador WWAN está disponível.


E a autonomia da bateria?


Quem busca este tipo de dispositivo requer distância das tomadas elétricas! Neste aspecto o Dell Latitude 7370 foi muito adequado a esta necessidade. Durante parte do período de trabalho, usando o tempo todo, ainda tenho 91% de carga e uma previsão de praticamente 6 horas (imagem abaixo)!!! Em uso natural, é uma autonomia muito boa. Apenas o Latitude 7350 2 em 1, com suas duas baterias o superou com 8 horas e 11 minutos.


figura 15 – exemplo de consumo de bateria em regime de uso normal

Mas meus testes foram bem mais detalhados e objetivos. Analiso três cenários distintos. O melhor possível (apenas em standby), o pior possível (força bruta – total stress usando o software Battery Eatter) e o uso natural, ou seja, submeto o computador ao meu próprio dia a dia de trabalho conforme descrito antes. Os resultados foram:

·      Sob máximo stress, 3 horas e 50 minutos de duração


figura 15b – software Battery Eater

Uso natural, mas com perfil intenso, 6 horas e 06 minutos

Uso natural, mas com perfil intenso, modo de economia, 6 horas e 58 minutos


figura 15c – Modo de economia de energia ativado

Apenas standby (sem fazer nada), 29 horas 


figura 16 – resumo do teste de autonomia de bateria
 
É importante saber que eu seria capaz de ficar o dia todo sem precisar de uma tomada. Estas quase 7 horas, se fossem uma situação de uso um pouco menos intenso poderiam ser 9 ou mais facilmente. Se eu me preocupasse em fechar a tampa ou deixando suspender a atividade em períodos de inatividade (que eu não deixei no meu teste) obteria ainda mais tempo de uso.

Conclusão

O Dell Latitude 7370 é um ultrabook notável! É leve, muito leve. É rápido graças ao forte processador Intel Core M7 (o mais avançado para este tipo de uso), que consegue alternar sua velocidade entre 0.6 Ghz a 3.1 Ghz entregando forte desempenho quando necessário e sendo espartano no uso de energia. Também deve sua velocidade ao seu sistema de armazenamento SSD (memória em vez de disco magnético).  Sua autonomia de bateria pode ser entendida como 4 horas em regime de máximo uso (estressado por um software para drenar a bateria) e 7 horas de uso contínuo e natural (meu próprio perfil de uso)  tem como limite máximo 29 horas (ligado, ativo, mas sem usar)



figura 17 – Dell Latitude 7370

A tela de 13.3 polegadas é ótima pela resolução (full HD), brilho e definição. Pode ser adquirido com tela QHD (3200x1800) e nessa configuração sua tela é sensível ao toque e ainda traz o adaptador para chip 3G/4G para conexão em qualquer lugar. Não tem conector para rede Ethernet, mas seu avançado WiFi padrão “ac” permite que na rede sem fios se obtenha o mesmo desempenho. Na versão testada tinha SSD de 128 GB, suficiente para o uso com este perfil de mobilidade. Pode ser adquirido com SSD de 256 ou 512 GB (mais caros) ou alternativamente usar um simples e barato cartão de memória  micro SD (64 GB por R$ 100) ampliando sua capacidade (cartões maiores também podem ser usados – 256 ou 512 GB) tendo nesta situação, neste sistema de arquivos, desempenho um pouco melhor que um disco rígido magnético convencional.

Ele não tem tantos conectores assim, fora o HDMI são 3 USBs (duas no padrão USB-C que são menores) e uma delas pode estar ocupada pelo carregador de bateria, mas adaptador ou um Hub podem ser usados para ampliar a capacidade de USBs convencionais. Percebe-se que este ultrabook foi meticulosamente projetado para aqueles usuários que precisam de alto desempenho em seu uso no perfil de mobilidade, livre de fios, tanto do carregador como de rede, por um longo tempo. E por isso mesmo sua leveza e praticidade aliados à grande autonomia de bateria fazem dele a ótima escolha para este tipo de usuário. O preço do Latitude 7370 no site da Dell (em janeiro de 2017) parte de R$ 8.900 reais (a versão testada por mim).


figura 18 – Dell Latitude 7370

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Samsung traz os primeiros smartphones de 2017 – Galaxy A5 e A7

Este ano será repleto de lançamentos, mas foi a Samsung que saiu na frente trazendo 2 novos membros da família Galaxy. Ambos são aparelhos inseridos no segmento intermediário, ou na minha visão, intermediário-alto, pela tecnologia que está presente e pela faixa de preço.

Ele chama a atenção pelo acabamento caprichado em metal e vidro, estilo parecido e o mesmo conceito que existe no Asus Zenfone 3. É um padrão de acabamento antes apenas presente em aparelhos mais sofisticados como o ótimo Galaxy S7, topo de linha da Samsung. É muito bonito!! Está disponível nas cores preto, rosa e dourado.


O comunicado oficial sobre o lançamento está replicado abaixo neste texto, por isso vou apenas destacar as características que me chamaram mais a atenção.

São dois modelos lançados. O A5 e A7 são essencialmente iguais nas inovações. Têm processador de 8 núcleos operando a 1.9 Ghz, 3 GB de memória RAM (vasto espaço para vários aplicativos rodando ao mesmo tempo), o espaço para armazenamento é de 32 GB com possibilidade de expansão para até 256 GB com cartão de memória micro SD. E têm o conector P2 para fone de ouvidos analógicos, tema de discussão recente pois o iPhone 7 os aboliu. Contam com interface USB-C, conector mais moderno, prático (encaixa dos dois lados) e ao mesmo tempo carrega e transfere dados mais rapidamente.

Aliás, ao contrário dos smartphones com dois chips lançados recentemente, o A5 e A7 não limitam o uso de apenas um chip de operadora em caso de ser usado cartão de memória, há espaço reservado para o micro SD sem ocupar espaço de simcard.

Suas duas câmeras são de 16 MP, um diferencial para câmeras frontais com certeza. A câmera traseira foi completamente embutida no aparelho. A versão de 2015 tinha um ressalto de 1.3 mm, a de 2016 de 0.7 mm e a versão atual não tem ressalto algum!! Um senhor exercício de engenharia fazer caber câmera e lentes apenas na espessura do aparelho que é de 7.9 mm. Têm lente com ótima sensibilidade à luz (abertura f/1.9), que promete boas fotos em ambientes escuro, algo que farei questão de confirmar em futuro teste.



O A5 tem tela de 5.2 polegadas enquanto o A7 tem tela de 5.7 polegadas. Ambas são Full HD (1080x1920) Super AMOLED, uma tecnologia que entrega um alto nível de contraste e brilho.

Por conta da diferença de tamanho o A5 tem bateria de 3000 mAh enquanto a bateria do A7 tem 3600 mAh, um tamanho maior que a média de mercado para essa categoria. O Moto Z Play que tem 3510 mAh, recentemente quebrou todos os recordes de autonomia de bateria em meus testes, pode estar com sua hegemonia ameaçada, mas preciso testar o A7 para poder conferir. Promete!!

Mas sabem o que mais eu gostei? A Samsung trouxe para esta categoria de smartphone a resistência à água (padrão IP68)!! Pode ficar submerso a 1.5 metro por até 30 minutos sem sofrer dano!! O Galaxy S7 foi o primeiro que testei com esta capacidade, mas trata-se de um aparelho que custa perto do dobro do preço. Duas semanas atrás meu filho mais novo teve seu aparelho assassinado pelo pai de uma amiga que o jogou na piscina com o aparelho no bolso. Mesmo tendo saído imediatamente, tendo deixado o aparelho por 24 horas dentro de um pote com arroz (para absorver a umidade), foi secado, etc. não sobreviveu. Fosse um A5 ou A7, ele não teria perdido o aparelho!



este breve video mostra o aparelho submerso e funcionando


Os preços sugeridos são R$ 2.299 para o Galaxy A7 (2017) e R$ 2.099 para o Galaxy A5 (2017). Ambos aparelhos são fabricados no Brasil e estarão disponíveis nas cores dourado, rosa e preto, a partir do início de fevereiro.

Espero ter a oportunidade de testá-los para poder conferir todas estas novidades e ótimas promessas.

SEGUE ABAIXO NA ÍNTEGRA O COMUNICADO OFICIAL DA SAMSUNG.



 
Samsung apresenta Galaxy A7 (2017) e Galaxy A5 (2017) no Brasil
 Galaxy A 2017 chega mais elegante e com câmera poderosa


 
São Paulo, 27 de janeiro de 2017A Samsung Electronics apresenta no Brasil a família Galaxy A 2017. Com telas de 5,7 e 5,2 polegadas, respectivamente, o Galaxy A7 (2017) e Galaxy A5 (2017) ficaram com design ainda mais sofisticado, combinação de metal e vidro, câmera poderosa, performance mais eficiente e trazem muito mais conveniência aos consumidores. Pela primeira vez nesta linha, os smartphones contarão com resistência à água e poeira (certificação IP68*).

Design
O Galaxy A (2017) conta com a perfeita combinação de metal e vidro que dá mais ergonomia aos aparelhos proporcionando mais conforto aos usuários. Tanto o Galaxy A7 (2017) quanto o Galaxy A5 (2017) chegam ao mercado sem a câmera traseira saliente, tornando-os muito mais elegantes.

Câmera poderosa
Novidade no mercado brasileiro, as câmeras dos Galaxy A7 (2017) e Galaxy A5 (2017) contam com 16MP tanto na frontal quanto na traseira, aprimorando a maneira de tirar fotos especialmente para quem gosta de tirar selfies. As câmeras dos dois aparelhos possuem abertura f1.9 e um autofoco estável e preciso na câmera traseira, que garantem fotos mais claras, brilhantes e nítidas mesmo em ambientes com a iluminação desfavorável. Tanto o Galaxy A7 (2017) quanto o Galaxy A5(2017) possuem controle fácil das funcionalidades oferecendo uma conveniência maior aos consumidores. O botão flutuante, por exemplo, possibilita que os usuários posicionem o disparador em qualquer parte da tela, fazendo com que as pessoas tenham os melhores registros dos momentos mais importantes de suas vidas sem complicação. 

Além disso, com um simples deslizar de dedos, os consumidores podem ativar recursos que melhoram as cores das imagens selecionando, por exemplo, efeitos e filtros especiais.


“A Samsung busca incessantemente trazer ao mercado o que há de mais avançando em tecnologia”, afirma Renato Citrini, gerente sênior de dispositivos móveis da Samsung Brasil. “Os Galaxy A (2017) reforçam esse comprometimento. As pessoas encontrarão nos smartphones um design refinado e um alto nível de desempenho, características marcantes dos aparelhos da Samsung”, finaliza Citrini.
   
Conveniência
Tanto o Galaxy A7 (2017) quanto o Galaxy A5 (2017) vêm com 32GB de capacidade de armazenamento, podendo ser expandida com mais 256GB com o uso de cartões microSD. Além do slot para um cartão micro SD, os usuários contarão com espaço para dois SIM Cards, para usar dois números distintos, proporcionando mais liberdade na hora do uso. As baterias dos dois aparelhos são de carregamento rápido e estão ainda mais poderosas, com 3.600 mAh de capacidade para o A7 e 3.000 mAh para o A5.


Os Galaxy A 2017 vêm ainda com a porta USB tipo-C e o recurso de tela Always On, que mostra informações importantes como horário, calendário e notificações mesmo com a tela apagada.
Os dois smartphones reforçam a lista dos dispositivos** que são compatíveis com o Samsung Pay***, serviço de pagamentos móveis rápido, prático, seguro e aceito praticamente em todos os lugares¹ do país.

Além dessa facilidade, o Galaxy A7 (2017) e Galaxy A5 (2017) permitem ao usuário realizar o backup na nuvem, com segurança, de dados e imagens por meio do Samsung Cloud com 15 GB gratuitos. Ainda com relação à segurança, os lançamentos contam com a Pasta Segura, que inclui um nível extra de autenticação biométrica, garantindo a privacidade das informações ali armazenadas. 

Os preços sugeridos são R$ 2.299 para o Galaxy A7 (2017) e R$ 2.099 para o Galaxy A5 (2017). Ambos aparelhos são fabricados no Brasil e estarão disponíveis nas cores dourado, rosa e preto, a partir do início de fevereiro.

Ação de Lançamento Galaxy A
Os cinco mil primeiros consumidores que adquirirem um Galaxy A7 2017 ou um Galaxy A5 2017, ganharão uma unidade do fone Level On e um cartão pré-pago no valor de R$100,00 para experimentarem o Samsung Pay, serviço de pagamentos móveis da Samsung. Para ter acesso ao benefício, basta que o participante realize o cadastro no site www.samsungparavoce.com.br. A quantidade é limitada aos cinco mil primeiros cadastros.

Para mais informações sobre os produtos, acesse news.samsung.com/br/.

Ficha técnica Samsung Galaxy A5 2017 e Galaxy A7 2017:



Galaxy A5
Galaxy A7
Rede
LTE
Tela
5,2” FHD Super AMOLED
5,7” FHD Super AMOLED
AP
1.9GHz Octa Core
Sistema operacional
Android 6.0.16 (Marshmallow)
Câmera
Traseira: 16MP (F1.9) / Frontal: 16MP (F1.9)
Vídeo
MPEG4, H.265(HEVC), H.264(AVC), H.263, VC-1, MP43, WMV7, WMV8, VP8, VP9
Áudio
MP3, AAC LC/AAC+/eAAC+,AMR-NB, AMR-WB, WMA, FLAC, Vorbis, Opus
Especificações adicionais
Tecnologia MST (Magnetic Secure Transmission), Samsung KNOX, S-Voice, Dual SIM
Conectividade
Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Bluetooth® v 4.2, ANT+,
USB Type-C,NFC (UICC, eSE)
Sensores
Acelerômetro, proximidade, Iluminação, Geomagnético, Giroscópio, Impressão Digital, Barômetro e Luz RGB
Código IP
IP68
Memória
3GB RAM + 32GB + MicroSD (até 256GB)
Dimensões
146.1x71.4x7.9mm
156.8x77.6x7.9mm
Bateria
3,000mAh, carregamento rápido
3,600mAh, carregamento rápido

*os smartphones podem ficar até 30 minutos submerso a 1,5m de profundidade
**Galaxy S7, Galaxy S7 edge, Galaxy A5 (2016), Galaxy A7 (2016), Galaxy A5 (2017), Galaxy A7 (2017), Galaxy Note5, Galaxy S6 edge+, Galaxy S6 edge (somente através de NFC) e Galaxy S6 (somente através de NFC)
*** visite www.samsung.com.br/samsungpay para conhecer a lista de parceiros que suportam o Samsung Pay





terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Moto Z Play, campeão em autonomia de bateria e versatilidade - Teste Completo

Recentemente testei o modelo de topo da geração Moto Z e contei isso no texto “Moto Z Snaps smartphone premium – a concretização de uma boa ideia!”. O Moto Z Play tem exatamente o mesmo DNA  de seu irmão um pouco mais luxuoso. Seu design é muito parecido, embora um pouco mais grosso por causa da bateria maior. Tem o mesmo conceito de “snaps”, os acessórios que são encaixados magneticamente no smartphone. Dessa vez eu recebi para testes o snap com a câmera Hasselblad, um show de recursos da qual falarei mais para a frente neste texto. Outros snaps eu avaliei no teste anterior do Moto Z já citado (bateria, caixa de som e o incrível projetor).


figura 01 - Moto Z Play

Apesar de haver outras diferenças entre o Play e seu irmão maior, como o processador Smartdragon 625 (Play) contra o Smartdagon 820, 3 GB de memória do Play contra 4 GB, uma câmera com um pouquinho menos de sensibilidade à luz (f/2.0 do Play contra f/1.8), no final do teste percebi ambos como igualmente capazes para as tarefas e atividades do dia a dia.  Seria algo como ter que escolher se para o seu passeio de domingo você quer ir com um carro de 150 HP ou com um de 220 HP. Ambos servem muito bem, salvo seu passeio seja em um autódromo, uma situação especial de uso.

Por isso, pelas semelhanças “genéticas” e adequação ao tipo de uso que se espera de um smartphone, vou concentrar este texto nas duas grandes diferenças entre eles que é a bateria e a câmera. Então são três diferenças porque com o snap da Hasselblad temos duas câmeras para falar a respeito. Embora com a ressalva que o Moto Z tem “motor de 220 HP” enquanto o Z Play tem “motor de 150 HP”, ambos têm usabilidade muito semelhante, para não dizer igual. O que é muito bom, pois quem tem um orçamento um pouco mais contido vai ter uma experiência de uso muito parecida nos dois casos. Salvo o peso e espessura que são um pouco maiores no Moto Z Play em relação ao seu irmão maior. Vamos então mostrar as caraterísticas gerais do Z Play.
   

figura 02 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze


 figura 03 – Moto Z Play como snap de capa (vermelha)





Autonomia da bateria a melhor dentre todos smartphones que testei!



Estraguei a surpresa com este título, mas era necessário!! Pronto, falei! Já faz um tempo que dedico pelo menos 3 semanas do meu teste de smartphone apenas a avaliação da bateria. Desenvolvi uma metodologia própria que venho usando há tempos e assim posso seguramente comparar os resultados.

O Moto Z Play foi até agora, entre os smartphones que testei o que apresentou a melhor autonomia de bateria nestas condições de uso!! Superou o recém testado Asus Zenfone 3 que até então ocupava para mim este posto. O Moto Z Play entrega em média 21 horas e 50 minutos de duração!!!!

Impossível não ser atendido nessas condições, fantástico!! Aliás, no teste com o Moto Z usando o snap de bateria auxiliar obtive autonomia parecida, mas não considerei, pois o snap não faz parte da configuração padrão (e também pode ser usado no Z Play). O ótimo SoC da Qualcomm, o Smartdragon 625, que é bem eficiente e o conjunto de medidas de economia de energia presentes permitiram este ótimo desempenho da bateria.

Eu eu jamais precisei de cargas adicionais durante o dia! Mas imagine que seu perfil de uso seja muito mais intenso que o meu, que você possa exaurir a carga na metade do tempo, o sistema de carga rápida vai ajudá-lo a ter algumas horas a mais com pouco tempo de tomada. Com os números que obtive no teste, são mais 4h10m com apenas 15 minutos de recarga!

Fundamento meu teste de autonomia em algumas situações distintas. Algumas são apenas para referência e comparação com outros smartphones.

Standby: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, emails, conectado à rede 3/4G ou WiFI. Nesta situação o Moto Z Play permaneceu 225 horas até esgotar sua bateria, mais de 9 dias!!

Youtube: o segundo cenário é de uso contínuo de Youtube. O mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente (via WiFi), tela sempre ligada, nível de brilho perto de 60%. Nesta função o Moto Z Play permaneceu ativo por mais de 13 horas.

Gravação de vídeo: O terceiro cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser esta a situação que mais estressa a bateria do Moto Z Play, na qual ele em teoria seguraria a gravação de vídeo por 7 horas. Disse em teoria porque durante o teste, após 32 minutos a gravação se encerra automaticamente. Precisei ficar atento e retomando a gravação para concluir este teste. Talvez algo que seja alterado/corrigido em alguma atualização a ser feita pela Lenovo/Moto.

Waze: trata-se do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação das rotas mais eficientes. O Moto Z Play consegue manter o Waze funcionando em média por 10 horas e 6 minutos.  Falo “em média” porque há tempos já sei que o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 16 viagens que mostro no gráfico abaixo. Raros são os smartphones que chegam a 5 horas de autonomia neste rigoroso teste!! Seu irmão Moto Z entrega 5 horas e 25 minutos neste teste. Há smartphones que mal chegam a 3 horas. O Moto Z Play de novo triturou este recorde dentre os meus testes, um comportamento magnífico sob Waze!


figura 04 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria
: também julgo muito importante o tempo de carga da bateria, caso tenha sido esquecido de carrega-lo de um dia para o outro, o Moto Z Play ganha aproximadamente 1.3% de energia a cada minuto. Levou 1h e 18 minutos (78 minutos) para a carga total, com ele ligado (mas sem usar). Vendo de outra forma, uma carga de 40 minutos confere autonomia extra de mais de 11 horas (!!!!) no regime “misto” que eu o submeti (quase 22 horas de autonomia total). Ou mais de 5 horas e meia com apenas 20 minutos de carga. O que você acha? É fantástico!!


figura 05 – autonomia da bateria em diferentes atividades

Uso real
: o cenário que julgo mais importante é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por pelo menos 3 semanas adoto o aparelho como meu único dispositivo do dia a dia, todos meus aplicativos, redes sociais, 4 contas de email, whatsapp, fotos, vídeos, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nos dias testados, obtive uma vez mais de 24 horas de uso contínuo e no pior caso 18 horas e meia, média de 21 horas e 54 minutos. Avalio smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado. Por isso é para mim referencial para comparações e por isso atesto que até agoranenhum smartphone foi tão bem neste teste.


figura 06 – autonomia da bateria em regime “natural”

Ainda estou tentando correlacionar algumas informações como percentual de tempo de uso de tela, GPS, principais aplicativos, uso de fotos, voz, etc. Ainda não consegui um modelo matemático adequado, mas para os mais curiosos, a tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.
   
figura 07– parte do “diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

Mas o que julgo mais importante é destacar que estas quase 22 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso em relação a quem está lendo este texto. Por isso que gosto de mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Não por acaso o dia que teve maior consumo foi o que teve maior percentual de uso de tela, 31% do tempo acesa (307 minutos). Há dias com maior uso de GPS/Waze, há dias sem Waze, com fotos, chamadas de voz, etc.

A forma de coleta de dados que utilizei foi muito simples, um pouco trabalhosa, mas simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. Abaixo mostro algumas telas que exemplificam isso.

Neste particular dia comecei a usar o Moto Z Play um pouco antes das 7:00 e encerrei o uso às 22:33 tendo consumido 63% da carga (sobrando 37%). Neste dia a tela consumiu a maior parte da energia, seguida pelo.


figura 08 – registro do consumo de energia de um dia típico

Interessante destacar que foram mais de 5 horas de uso de tela, ou seja, tempo que manipulei o smartphone e quase de 1 horas e 40 minutos de Waze!! Um dia bastante típico para o meu padrão de uso. E mesmo assim, fazendo as contas, neste dia a autonomia prevista seria perto de 24 horas!!! Isso em 15 horas e 33 minutos de uso e pela previsão do próprio Moto Z Play (que bateu com os meus cálculos), mais 9 horas de autonomia se o mesmo padrão de uso se repetisse.



figura 09 – registro do uso de tela e do Waze neste dia típico



Alguns avaliadores usam benchmarks para aferir o consumo da bateria. Acho que é uma forma bastante válida para fazer uma medida e poder comparar aparelhos. Mas penso que não existe nada mais “real” do que usar de fato o aparelho no dia a dia, com toda a variação natural de demanda, aplicativos diferentes, por tempos diferentes, etc. E o tempo obtido é um número fruto de uso real e não apenas uma situação de stress simulada. Prefiro assim.

Também apresento os testes “isolados” (Youtube, standby, Waze, gravação de vídeo) para que dessa forma o leitor com estas informações todas possa, de uma certa forma, inferir como o Moto Z Play seria adequado ou não para sua utilização. Não sei se existe smartphone cuja autonomia seja melhor. Se existe, ainda não passou pelas minhas mãos. Tenho grande curiosidade para testar o Zenfone 3 Max e outros smartphones com grandes baterias (4000 mAh) ou mais, que prometem duração de bateria ainda maior. Será que baterão o Moto Z Play??!!


A câmera fotográfica do Moto Z Play e câmera do snap Hasselblad True Zoom


Existem diferenças entre a câmera do Moto Z e do Moto Z Play em termos de especificações. Usam sensores diferentes. O Z Play tem resolução da sua câmera traseira de 16 MP enquanto o Moto Z captura fotos a 13 MP. Mas por outro lado a sensibilidade à luz do Z Play é um pouquinho menor (menos sensível), confirmado por suas especificações de abertura f/1.8 e f/2.0.

Mas querem saber de uma coisa? No uso comum dessas câmeras, o que mais se faz no dia a dia, as diferenças são mínimas, se é que existem. Apenas em locais mal iluminados que o Moto Z é um pouco melhor que o Z Play. Ao menos subjetivamente é isso que percebi, atento que sou às capacidades das câmeras e qualidade das fotos. Vou exemplificar isso com algumas fotos que tirei com o Moto Z Play em algumas condições diferentes. Vocês verão que no geral ele e seu irmão mais nobre desempenham muito bem a função.

A foto abaixo é em teoria a mais fácil para qualquer smartphone, pois há luz em abundância. Mas não raro algum sensor ótico pode interpretar as cores de forma pouco natural. Não o Moto Z Play. Cores vivas e naturais, fiéis ao que eu observei neste dia.


figura 10 – ambiente bem iluminado (clique para ampliar)

A próxima foto me chamou a atenção porque foi feita a bordo de um avião (obviamente em movimento), através do vidro e mesmo assim consegui capturar a variação e riqueza de cores da água do mar. Também uma foto feita em situação de iluminação ideal, bastante luz.
    

 figura 11 – foto tirada de avião, também muita luz. Riqueza de cores (clique para ampliar)

A foto seguinte, ainda em condições ótimas de iluminação, apenas mostro aqui porque ficou muito interessante. A ponte estaiada na zona sul de São Paulo registrada de um ângulo diferente, ao longo da própria via (marginal Pinheiros), durante uma corrida de rua que participei levando comigo o Moto Z Play.


figura 12 – bela tomada,  também muita luz (clique para ampliar)

Na foto a seguir, um raro instantâneo, capturei um grilo bem de perto, aliás, adoro este tipo de foto. Chamou minha atenção o fato de ter sido feita sem flash e olhando nas características do arquivo, sensibilidade ISO 800 e tempo de exposição de 1/15 segundos. Méritos do Moto Z Play nessa foto, um ISO alto (800), não apresentou granulação e o tempo de exposição relativamente alto (1/15) não deixou a foto tremida.
    

figura 13 – foto próxima sem flash, riqueza de detalhes (clique para ampliar)

Fotos com fundo muito iluminado são sempre problemáticas, já que a tendência é que o primeiro plano fique totamente escuro. O que dizer então de uma foto contra a luz, mesmo que ao crepúsculo. O recurso HDR presente em várias câmeras lida com esta situação. É o que bem ilustra a foto abaixo. Não só se vê tudo no primeiro plano da foto como o arbusto com flores amarelas está bem representado. HDR do Moto Z Play aprovado.
  

figura 14 – foto contra a luz, bom trabalho do recurso HDR (clique para ampliar)

Em maior ou menor quantidade, selfies estão presentes no nosso dia a dia. A foto abaixo mostra um momento capturado logo após eu encerrar uma corrida de rua em São Paulo, na resolução de 5 MP. A camiseta que eu usava era mesmo “amarela ligada na tomada” como parece. Fidelidade de cores aprovada! Vale destacar que o Moto Z Play permite disparar um selfie com o gesto de “V” na frente da câmera, muito útil e prático.
  

figura 15 – selfie com o Moto Z Play (clique para ampliar)

Começamos agora a com algumas fotos difíceis, ou seja, situação na qual todos os smartphones têm dificuldades. Falo das fotos noturnas e com pouca luz. A foto abaixo capturada com sensibilidade ISO 2000 (uma foto “normal” usa ISO 100 ou 64 se for ambiente ensolarado). Câmeras ou smartphones que não tenham uma lente com abertura apropriada, tendem a não registar com perfeição as cores nesta situação. Achei até satisfatório o resultado, embora na parte esquerda da foto, por causa das luzes, se perdeu um pouco o registro da cor dessas luzes. Ao ampliar bastante a foto pode ser percebido o efeito de granulação, algo esperado pela circunstância da foto. Mas vale o registro, apenas se percebe a granulação com uma grande ampliação. O Moto Z por ter uma lente mais “clara” (abertura f/1.8 contra f/2.0 do Z Play) possivelmente sofreria um pouco menos nesta situação. Mas ainda assim fiquei satisfeito com a foto.


figura 16 – foto noturna – prova de fogo para qualquer smartphone (clique para ampliar)
    

figura 16b – foto noturna – ampliação mostrando certo nível de granulação (normal)

A próxima foto também foi tirada em situação de baixa iluminação, mas como a cena está mais próxima o Moto Z Play usou sensibilidade ISO 800. Ampliando quase não se percebe granulação. Achei que as cores capturadas ficaram ótimas a despeito da baixa iluminação.
  

figura 17 – foto noturna , pouca luz (clique para ampliar)

Voltando às fotos bem iluminadas, a próxima achei muito bonita. Foi tirada em um dia bastante nublado, logo após uma grande chuva. Mais uma foto com grande proximidade, tirada a poucos centímetros. Reparem a clareza das cores, a sutileza das gotas de água sobre as pétalas!! Na sequência mostro uma ampliação de uma parte da foto, que só reforça a percepção de captura muito rica da imagem
    

figura 18 – foto tirada bem perto, riqueza de detalhes (clique para ampliar)
  

figura 18b – aproximação da foto anterior, riqueza de detalhes (clique para ampliar)

Abaixo mostro mais uma foto que ilustra a captura da diversidade de cores e diferentes planos. Pela abundância de luz seu tempo de exposição foi de 1/900 segundo e ISO 64, o que torna a foto totalmente em foco, mesmo em planos diferentes.


figura 19 - diferentes planos e iluminações – (clique para ampliar)

A partir de agora vou exemplificar o resultado usando o fantástico snap de câmera Hasselblad. Caso você não conheça, a marca Hasselblad é referência em câmeras profissionais e há muito tempo. Foram câmeras Hasselblad que capturaram as imagens das missões Apollo ainda na década de 60 e 70 do século passado.  Foi uma Hasselblad que capturou umas das imagens mais bonitas de todos os tempos, o “nascer da terra” durante a missão Apollo 8 que apenas entrou em órbita da lua. Atenção, a foto abaixo NÃO foi feita com o Moto Z Play :-) !
    

figura 20 – nascer da Terra na lua capturada por uma Hasselblad – (clique para ampliar)

Isso deixa bem claro que o nome Hasselblad é extremamente sério e competente. A Lenovo/Moto desenvolveram em parceria com a empresa o snap de câmera avançadas que foi chamado de True Zoom. Tem como características principais, zoom ótico de 10 vezes, gravação de imagem em formato RAW (para edição profissional – formato sem compressão), flash de Xenon e controles avançados para ajustes manuais. Importante destacar que as fotos obtidas com este snap são fantásticas, mas não deve ser usado para ambientes pouco iluminados sem flash (seu flash é ótimo). Isso porque não existe mágica, mais lentes no processo (para compor o zoom), maior a perda de luz. Por isso a abertura dessa câmera é de f/3.6 .


figura 21 – snap Hasselblad True Zoom (10x) montado no Moto Z Play

A próxima sequência de fotos fala por si. Tirei a mesma foto, do mesmo local com a câmera nativa do Moto Z Play e com o snap Hasselblad True Zoom. Ambas ficaram praticamente iguais. Depois tirei a mesma foto com a Hasselblad com zoom máximo (10x) apontando para o local que está marcado em vermelho da foto abaixo.
    

figura 22 – foto com a área de testes da Hasselblad True Zoom(clique para ampliar)

As próximas duas fotos são relativas à área delimitada em vermelho da foto anterior. A primeira delas uma ampliação digital parcial. Já é possível notar a diferença no nível de detalhes. Não tem como ser diferente, zoom ótico e zoom digital não se comparam.
   

figura 23 – Zoom digital da foto feita no Moto Z Play(clique para ampliar)
 

figura 23b – mesma foto feita pela Hasselblad (clique para ampliar)

Mas eu quis ir mais longe. Ampliei no limite da capacidade e agora se vê com grande intensidade a diferença. Na segunda foto é possível ver uma pessoa em um corredor externo daquela casa, que não se vê na ampliação digital. Lembrando que ambas as fotos foram feitas a partir do mesmo ponto de origem que é a primeira foto com os prédios e aquela construção com as árvores ao fundo.
    

figura 24 – aproximação máxima do zoom digital (clique para ampliar)
 

figura 24b - aproximação máxima do zoom ótico da Hasselblad (clique para ampliar)

Como se diz, uma imagem vale por mil palavras! Não há dúvida alguma de que zoom com grande aproximação e qualidade tem que ser ótico. Mas não pense você que apenas em situações extremas assim, planos muito distantes que o zoom verdadeiro é útil. Usei o Moto Z Play com o snap Hasselblad True Zoom em uma grande sala de apresentações para capturar os slides sendo mostrados, algo que pelo tamanho da sala e minha distância da tela, ficaria ilegível usando apenas zoom ótico.

Em resumo, a câmera do Moto Z Play é muito boa. Apenas em cenas com menor iluminação ela perde definição em relação à câmera do Moto Z. E se fizer parte do dia a dia do usuário precisar de grandes aproximações, poder contar com o snap Hasselblad é fantástico. Este snap custa vendido à parte R$ 1499, mas se comprado com o Moto Z ou Moto Z Play pode custar apenas R$ 999. 




Conclusão


A despeito das diferenças de hardware existentes entre o Moto Z e o Moto Z Play, a diferença na usabilidade é pequena, se é que existe. Diferença mesmo é o peso do Moto Z Play que é maior, mas mesmo assim de uso bastante agradável. O peso extra é fundamentalmente devido à bateria que é maior, muito maior. E isso faz uma grande diferença.

A Lenovo/Moto em seu material de divulgação fala em duração de bateria de 45 horas. Isso não se confirmou em meu teste. Mas a autonomia da bateria do Moto Z Play é a maior dentre todos os smartphones que eu testei, um verdadeiro recorde a espera de que outro smartphone venha quebrar. Até meu teste anterior era do Asus Zenfone 3 este recorde. Em meu regime de uso comum obtive quase 22 horas de duração da bateria, uma verdadeira tranquilidade, afastando o usuário das tomadas definitivamente ao longo do dia todo. Ainda assim sua bateria é carregada completamente em pouco mais que uma hora e 15 minutos. E uma carga de 20 minutos traz para o Moto Z Play autonomia adicional de quase 6 horas segundo o minha avaliação.

Sua câmera fotográfica é muito boa, tanto na sensibilidade como no registro das cores, fidelidade e precisão. É capaz de boas fotos com baixa iluminação, mas o Moto Z é um pouco melhor por sua lente com abertura f/1.8. O snap Hasselblad True Zoom é ótimo, indicado principalmente para quem no dia a dia necessita mesmo de aproximações intensas sem perda de qualidade e que precisem editar as fotos no formato nativo (RAW) das imagens (sem perdas por compressão).

O Moto Z Play, mercadologicamente rivaliza com o Asus Zenfone 3 diretamente, casualmente o último review que publiquei. Ambos têm ótimas qualidade. O snap é um diferencial. Quem prefere uma interface mais simples (Android puro), também tem no Moto Z Play sua escolha. Mas definitivamente a duração da bateria é para mim sua melhor qualidade. Quem quiser um pouco mais de estilo, leveza e câmera melhor, opte pelo Moto Z. Mas quem quiser uma opção mais em conta o Moto Z Play é uma opção muito boa também. O Moto Z Play tem preço sugerido de R$ 2.199, mas pode ser encontrado no varejo por R$ 1.799 à vista ou R$ R$ 1.999 parcelado.



figura 25 – Moto Z Play (clique para ampliar)


figura 26 – Moto Z Play (clique para ampliar)


Moto Z Play – o campeão em autonomia de bateria e versatilidade
Moto Z Play – a melhor autonomia de bateria dentre todos smartphones
Moto Z Play - análise da câmera fotográfica e snap Hasselblad True Zoom