quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Moto Z Snaps smartphone premium – a concretização de uma boa ideia!

A Motorola, ou melhor, a divisão Moto da Lenovo, depois de um longo período de pesquisa e desenvolvimento desenvolveu um tipo diferente de smartphone que traz um conceito de expansibilidade. Em julho passado eu escrevi sore isso no texto “MotoZ - smartphone cresce com a necessidade - novo conceito” no qual eu apresentava para os meus leitores esta novidade, um tipo de dispositivo que pode crescer em funcionalidades de acordo com a necessidade do usuário. A família recém lançada consiste de dois modelos e comecei meus testes com o dispositivo topo de linha, denominado apenas de Moto Z (ou XT1650). Brevemente vou testar também o Moto Z Play.

Segundo a empresa trata-se do smartphone premium mais fino do mundo atualmente com 5.2 milímetros e apenas 136 gramas!! Tive a oportunidade de usá-lo, como sempre faço em meus testes, por mais de 3 três semanas, com toda a minha carga de uso pessoal, aplicativos, dados, fotos, e-mails, mensagens instantâneas, redes sociais, etc. Eu pude, portanto, experimentá-lo de todas as suas formas e ainda usar vários de seus incríveis “snaps”.

 
figura 01 – visão do Moto Z dos dois lados

ATENÇÃO: Para você que quer ter uma visão rápida do Moto Z, logo abaixo está um resumo da minha avaliação (que é na verdade a própria conclusão do teste). Quem quiser ver o teste em profundidade, eu o convido a seguir na leitura do texto, dividido em várias partes que contém muita informação e detalhes ou mesmo pular a avaliação resumida uma vez que ela se encontra replicada no final do texto, a conclusão do teste.

AVALIAÇÃO RESUMIDA (CONCLUSÃO) e informações complementares

Trata-se de um smartphone premium com algo mais. O conceito dos snaps é algo que tem tudo para dar certo! A Lenovo/Moto se compromete a manter a compatibilidade dos snaps adquiridos para a próxima versão a ser lançada. Quem achava que ideias novas, até geniais só vinham em smartphones de grife baseada em fruta, estavam redondamente enganados. Tem um processador extremamente evoluído (SnapDragon 820), 64 GB de armazenamento, 4 GB de memória RAM, cartão de memória até 2 TB (!!!!), uma câmera acima de todas as expectativas e um design inovador!!

Importante saber que a duração da bateria é bastante competente, mas há smartphones que duram mais. O próprio VIBE – modelo bem mais simples da Lenovo, testado por mim, apresentou bateria com maior autonomia. Mesmo assim 12.5 horas regime normal de uso é bem adequado. E se não for suficiente, o snap Power Pack acrescenta mais 70% de carga aproximadamente (segundo minha aferição), levando a autonomia para 21 horas!!

Seu Android é a versão mais evoluída, 6.01 (Marshmallow), sem grandes enxertos do fabricante, quase que um Android “puro”. Senti falta do conector de fone de ouvido tradicional (P2), mas um adaptador que se liga à nova e evoluída interface USB-C resolve o problema (mas cuidado para não perder o adaptador). Para ser tão fino (5.2 mm) o Moto Z abriu mão do P2.

Os snaps de acabamento (capas), caixa de som JBL, Power Pack e o surpreendente projetor são sensacionais. Não pude testar (mas testarei) o snap com câmera Hasselblad com zoom ótico 10x. Que outros úteis snaps estarão a caminho, sejam feitos pela Lenovo/Moto ou por desenvolvedores independentes?

O preço do Moto Z é de R$ 3.199, porém ele já vem com um snap de capa e um Power Pack, que têm valor aproximado de R$ 500 (preço da venda individual). É como se o Moto Z custasse cerca de R$ 2.600, um preço bastante justo por tudo que ele proporciona.

Além disso a Lenovo/Moto está oferecendo ao mercado o Moto Z em “bundles” que favorecem a aquisição do acessório preferido. Por exemplo, existe um conjunto formado pelo Moto Z mais o projetor por R$ 3.999, sendo que sozinho o projetor é vendido por R$ 1.499. De forma análoga outros “bundles” já estão no mercado ou estão por surgir.

Realmente gostei MUITO do Moto Z. Adorei a ideia dos snaps e espero que este conceito se desenvolva cada vez mais. Se você ainda não conhece o Moto Z, sugiro fortemente que o considere como opção se estiver em busca de um smartphone premium, de preço justo, que não pegue fogo nem tenha uma fruta como símbolo de status, o mundo da tecnologia é bem mais do que isso!!


figura 02 –Moto Z branco e dourado em três vistas – super fino

Especificações técnicas

Antes de falar os detalhes de minha experiência, contar como o Moto Z se saiu nos testes, quero compartilhar com os leitores a sua configuração e características principais.


figura 03 – Especificações técnicas do Moto Z


Usando o Moto Z no dia a dia – o TESTE


A primeira impressão que se destaca no Moto Z é sua incrível espessura (5.2 mm) e decorrente leveza do aparelho e por isso mesmo extremamente confortável de ser utilizado. Na sua parte traseira existe a lente da câmera que se sobressai ligeiramente acima. Na parte inferior podemos ver os contatos para que um “snap” seja acrescentado magneticamente. É um visual moderno e futurista, gostei muito, até um determinado momento do teste (explicarei depois).

Tem um processador extremamente moderno, o Qualcomm SnapDragom 820, sobre o qual eu escrevi no final de 2015- “Oversátil e poderoso Snapdragon 820 - o novo motor do seu smartphone”. Acrescente os 4 GB de RAM, 64 GB de espaço para armazenamento, cartão de memória até 2 TB (!!!) e Android Marshmallow 6.01, é completamente impossível ter algum problema de usabilidade. Rápido, ágil e sempre pronto para atender às solicitações do usuário e demanda dos aplicativos.


figura 04 – interface do Android 6.01 do Moto Z

Também me encanta o Android minimalista usado pelo Moto Z. É praticamente uma versão “pura”, sem muitas alterações na interface, salvo um ou outro pequeno detalhe. Isso além de deixar a interface mais “leve”, proporciona uma confortável sensação de familiaridade com o dispositivo. Eu me senti totalmente à vontade imediatamente. Seu sensor de impressão digital responde muito rapidamente, algo que é essencial na correria que temos no nosso dia a dia. Mas a tela Amoled de 5.5 polegadas e resolução QuadHD (2560 x 1440) merece destaque pela precisão dos detalhes, beleza das cores e nível de contraste, mesmo em situações de alta luminosidade (ambientes externos).

Sua diminuta espessura custa algum preço. Assim como fez a Apple com o iPhone 7, não há mais o incrivelmente clássico conector do tipo P2 para o fone de ouvido. Assim o usuário pode ser valer de fones do tipo Bluetooth ou usar um adaptador que vem com o produto que se conecta à interface USB-C do aparelho. Aliás, acompanha o Moto Z um elegante fone de ouvidos branco, do tipo in-ear com ótima qualidade. Não usei muito o fone de ouvido (o que vem com ele ou o de minha preferência) porque sei que sou meio atrapalhado e tive bastante medo de perder este adaptador, pois se trata de um componente a mais para ficar levando de lá para cá. Perdê-lo seria fácil para mim. Isso inibiu o meu uso. Ainda gosto do conector P2...Mas como disse, é o preço que se paga por ele ser tão fino, leve e elegante.
    

figura 05 – adaptador para usar conector P2 para fones de ouvido

O SoC da Qualcomm é destaque por sua agilidade e grande poder de processamento. Em versões anteriores havia queixas por parte dos usuários sobre o superaquecimento do aparelho. Estive bem atento a isso. Em apenas duas ocasiões durante o teste, ao longo das 3 semanas, percebi aquecimento um pouco superior. Mas mesmo assim em situação de demanda anormal. Eu estava utilizando o navegador Waze e ao mesmo tempo fazendo um download de arquivo grande (300 MB) e com o veículo parado respondendo um e-mail!! Portanto posso atestar que superaquecimento não é problema do Moto Z.

Conhecendo e usando os snaps

Para o meu período de testes recebi alguns importantes acessórios, os quais pude usar e experimentar. A forma pela qual estes acessórios são encaixados no Moto Z é destaque. Trata-se de um excelente encaixe magnético. A simples aproximação do elemento nas proximidades do encaixe já o puxa para a posição correta. Não é necessário fazê-lo com o aparelho desligado, qualquer que seja o acessório, encaixar e desencaixar não é problema em momento algum.

Snap Capa de Estilo: eu achei o máximo o design moderno e diferente da parte traseira do Moto Z, a sua lente da câmera levemente elevada, aqueles elementos metálicos do encaixe dos snaps à mostra, etc. Mas depois de algum tempo algo aconteceu. E passei a achar aquela aparência meio minimalista. Quase poderia dizer “tosca”, mas seria um exagero. Nessa hora eu passei a utilizar um “Style Shell”, uma capa que veio com o aparelho (faz parte do kit básico), preta, com aparência de couro, e dessa forma eu “vesti” o Moto Z o qual passou a ficar para mim mais elegante. Há um acréscimo de peso e espessura, mas totalmente desprezível.

Na primeira foto deste texto pode ser visto o Moto Z em seu estado natural, sem a capa. Na foto abaixo se vê o aparelho com a capa preta com aparência de couro preto que falei. Na próxima foto, a título de exemplo mostro algumas capas existentes como branca, aparência de madeira, vermelha, etc. Custam individualmente R$ 99.
   

figura 06 –Moto Z vestido com capa preta

figura 07 – alguns exemplos de capas para o Moto Z

Snap caixa de som JBL Sound Booster:
a qualidade do som do Moto Z é bem adequada ao uso comum de um smartphone como viva voz em chamadas telefônicas, assistir um vídeo, etc. Mas na hora de ouvir música, se a ideia é fazê-lo em volume um pouco mais alto e com uma melhor percepção sonora, incluindo sons mais graves, uma caixa externa seria necessária. Há boas soluções do tipo Bluetooth, mas há também um snap feito por ninguém menos que JBL, um ícone entre os fabricantes de alto-falantes e caixas de som. Aproximou, grudou e instantaneamente o som já passa a fluir pela caixa, com toda esta melhoria, reforço na intensidade e volume que citei. Adorei!! Na foto abaixo pode ser visto o Moto Z já com a Sound Booster JBL encaixada. Acrescenta volume e peso obviamente. Mas ninguém vai andar com o aparelho assim no bolso. Serve para um tipo de uso específico. Importante frisar que ela tem sua bateria própria de 1000 mAh, portanto não drena energia do Moto Z e garante o funcionamento por 10 horas aproximadamente. Dispõe de um prático suporte para manter o Moto Z em posição melhor para desfrutar do novo som. Se comprado separadamente tem preço de R$ 699.


figura 08 – snap Sound Booster JBL

Moto Insta Share Projector:
o mais surpreendente dos snaps que testei até agora. Por meio de um assessório até menor que a caixa de som JBL a funcionalidade de um projetorportátil é acrescentada ao Moto Z. Quando se vê este acessório não somos capazes de saber quão poderoso ele é, a despeito de seu pequeno tamanho. Em ambiente com iluminação natural podemos gerar uma imagem de 110 cm de largura (45 polegadas) ainda com bom brilho e contraste. Em ambientes com menos luz, fui capaz de projetar em uma parede inteira, com mais de 2.5 metros de largura!! Sua especificação fala em 70 polegadas na diagonal, mas vai além!! Incrível!

Tem bateria própria que garante uma hora sem que a bateria do Moto Z comece a ser drenada pelo projetor. Tem o ajuste do “efeito trapézio” de forma automática, arrumando a distorção de paralaxe que acontece ao projetar de forma inclinada a imagem. Apenas o foco que deve ser ajustado manualmente por meio de um botão circular no topo do surpreendente projetor. Tem base de apoio para ajustar a projeção e ângulo. Na foto abaixo mostro um exemplo de uso em meu escritório. Se comprado separadamente tem preço de R$ 1499.


figura 08 – Moto Z Insta Share Projector em uso no meu escritório

 

figura 10 – Moto Z Insta Share Projector

Snap Power Pack:
vou discutir adiante sobre a autonomia da bateria do Moto Z, assunto que sempre captura muito a minha atenção. Mas a despeito da durabilidade, há dias que o uso do smartphone transcende o padrão comum e a bateria acaba. O snap de energia, o Offgrid Power Pack acrescenta 2200 mAh de capacidade aos 2600 mAh já existentes no Moto Z. Pesando apenas 79 gramas ele se encaixa ao aparelho acrescentando mais 6 milímetros à espessura, mas trazendo pelo menos mais 70% de capacidade ao aparelho (nominalmente seriam 82% mas a transferência de carga implica em pequenas perdas).

Em alguns dias eu saía de casa já com ele montado no Moto Z e dessa forma nunca cheguei em casa de volta com menos de 45% da carga original (2650 mAh) do Moto Z, após extinguir a carga do Power Pack, que gasta primeiro quando ele está conectado. Aliás, isso é muito bom, pois ao acabar sua carga o Power Pack pode ser retirado e tornar o Moto Z mais leve e mais fino de novo. Cada um escolhe sua forma de uso. Já tê-lo conectado desde o começo do dia ou apenas agregá-lo ao Moto Z quando a carga original estiver bem no final. Achei fantástico! Se comprado separadamente tem preço de R$ 399.
  

figura 11 – Moto Z Offgrid Power Pack

E a durabilidade da bateria?

Um aparelho assim tão fino e tão leve me deixou desconfiado. Será que teria autonomia suficiente para nosso dia a dia de luta contínua? Quando avalio autonomia de smartphones faço um teste extenso, por pelo menos 20 dias. Avalio o aparelho segundo o meu padrão de uso, que é relativamente pesado, mas não uso jogos no smartphone. Uso muitos aplicativos no dia a dia, alterno com o uso de rede móvel, WiFi, uso meu computador outra parte do tempo, ou sejam, um uso normal do dia a dia!

Um aplicativo que uso muito é o WAZE, navegador GPS para ajudar a andar pelo trânsito caótico de nossas cidades. É sabido que ele é o maior devorador de carga de baterias que existe. É o meu teste extremo. O Moto Z se usado 100% do tempo com o Waze teria autonomia média de 5 horas e 25 minutos. Falando de outra forma, cada 1% da carga da bateria é drenada em 3 minutos e 16 segundos. Em termos de comparação, Asus Zenfone 2 esgota sua bateria com WAZE em 4 horas e 6 minutos. O Moto Z teve um desempenho adequado relativo ao seu esbelto design. Estou curioso para testar o seu irmão menor, o Moto Z Play, que embora menos sofisticado, tem bateria de 3510 mAh e promete bater o recorde do Lenovo VIBE, com 7 horas de autonomia no Waze!!
   
O outro extremo do teste da bateria é a análise de “stand-by”, smartphone ligado todo o tempo, mas sem uso. Nesta situação o Moto Z ficou quase 130 horas em funcionamento (5 dias e 10 horas). Isso pode não significar muita coisa, pois não é prático ter um smartphone ligado e não usá-lo. Mas analisando estes extremos fica muito bem estabelecido o limite máximo e mínimo de a autonomia entre praticamente 5 horas e meia e 130 horas do Moto Z, apenas dependendo da forma de uso.

Introduzi mais um teste que implica em deixar a tela ligada permanentemente e reproduzindo em loop um vídeo no Youtube até que se esgote a energia. Este teste estressa a bateria por causa da tela acesa 100% do tempo e também processamento para exibir o vídeo. Nesta situação o Moto Z foi capaz de permanecer mais de 8 horas em regime constante de uso.
  

figura 12 – autonomia de bateria no Moto Z em diversos cenários

A análise de autonomia do Moto Z no quotidiano, foi feita por 22 dias. Apuro diversos dados como tempo de uso dos principais aplicativos, tempo de tela ligada, GPS, redes sociais, chamadas de voz, percentual de uso no dia, tempo de uso, etc. No final a média é o resultado do comportamento dos 22 dias.
  

figura 13 – “diário de bordo” da avaliação da bateria (clique para ampliar)

Isso tudo me permite calcular a autonomia no caso de usar 100% da carga e mostrar com detalhes como o Moto Z lidou com sua bateria nestes 22 dias. E não é nada surpreendente que existam variações bem grandes no dia a dia. Não somente cada pessoa tem seu próprio perfil de uso, como a mesma pessoa usa o smartphone de forma diferente cada dia. No pior caso, obtive 9 horas de autonomia (uso mais intenso bem acima do meu uso padrão) e no melhor caso, quase 15 horas (uso mais leve). Na média, a bateria do Moto Z me atendeu diariamente por 12.5 horas. Isso fica bem claro no gráfico abaixo.



figura 14 – duração da bateria em regime de uso normal

Fenômeno igual acontece quando avalio o uso do WAZE de forma exclusiva (usando o WAZE apenas e continuamente). Obtive autonomia entre 4.5 e 6.5 horas, média de 5h25m. A mesma pessoa, o mesmo smartphone, o mesmo WAZE, há variações de um dia para o outro. Seja por causa do percurso, uso de aplicativos em segundo plano, temperatura (sol batendo no smartphone afeta sua bateria), trânsito mais fluído ou não, etc.
  

figura 15 – duração da bateria usando apenas o Waze

Quero deixar claro, estes números dizem respeito ao MEU padrão de uso, que pode ser mais intenso ou mais leve do que o padrão do leitor ou leitora. Você deve ter isso sempre em mente ao ler este tipo de informação em avaliações de smartphones.

O Moto Z tem formas para reduzir o consumo, desde o modo “econômico”, reduz vibrações, sincroniza dados com menos frequência, etc. Também permite gerenciar os aplicativos que ficam ativos em segundo plano (muitos smartphones não têm este recurso) para limitar o consumo somente àqueles que nos são mais importantes. Levando em conta as características de peso e espessura, o Moto Z teve um desempenho muito bom ao lidar com a sua bateria.

Carregamento do Moto Z e autonomia com o Power Pack

O carregamento rápido é destaque do Moto Z. Com o aparelho completamente sem carga (0%) e desligado pude levá-lo aos 100% de carga em 1 hora e 6 minutos. Isso significa, segundo os números (do meu teste), que se carregado por apenas 20 minutos ele pode receber um pouco mais de 30% de carga e com isso ser usado (no meu padrão de uso) por quase 4 horas (3h 47m). Muito bom!!

O Power Pack foi usado para carregar a bateria do Moto Z em 3 situações distintas. Com o Moto Z desligado, uso moderado e uso intenso (no trânsito com o Waze). Em cada uma dessas situações a bateria recebeu 68%, 54% e 43% de carga respectivamente. Destaco que em todas as situações o volume de carga é o mesmo, a diferença é que com uso mais intenso o que sobra no final de carga é menor.

Fazendo apenas uma simples extrapolação matemática, aquela autonomia média de 12 horas e 30 minutos que eu obtive é estendida para um pouco mais de 21 horas!! Na prática, o Moto Z com o Power Pack permite que a pessoa use todo o dia e ainda sobre muita carga útil. Ou seria suficiente para 2 dias de uso em regime moderado de uso. Aí sim!! Com 21 horas não vai faltar carga para ninguém!! Acessório que considero imprescindível para quem usa muito o smartphone!! A boa notícia é em seu kit básico o snap Power Pak está incluído!


Câmera fotográfica – um assunto à parte
  
O Moto Z é um modelo de smartphone de categoria elevada (premium) e teve um desempenho muito bom ao capturar fotos. Registra rapidamente a foto e tem ótima sensibilidade. Conta com HDR (High Dynamic Range) que ajusta a iluminação em cenas com fundo muito claro). Ao mesmo tempo a interface é bem simplificada, visando tornar fácil para o usuário.

Não só da qualidade da foto que é composta uma boa câmera. Também das boas ideias e de uma interface inteligente. A câmera do Moto Z pode ser acionada por meio de um giro duplo e rápido do smartphone. Bastante prático. E seus menus de configuração são ricos em opções e ajustes para os usuários mais sofisticados. E quem só quer tirar boas fotos não terá decepção com os ajustes automáticos. Pelo contrário.

Gostei muito do modo “câmera lenta” de filmagem que na hora de rever o filme já permite cortar a parte da cena que se deseja. Algo bastante pertinente para quem registrou alguns momentos em câmera lenta.

Vídeos podem ser capturados em 4K a 30 fps, FullHD a 30 ou 60 fps e HD ou VGA (640x480) a 30 quadros por segundo. A qualidade dos vídeos obtidos foi ótima! Totalmente compatível com a expectativa, mesmo em situações de pouca luz.

Para avaliar o comportamento da câmera em diferentes situações fiz alguns registros neste modo automático (o mais comum), em 13 MP. A expectativa era grande. Afinal é uma câmera avançada, com sensibilidade à luz melhor que a maioria, abertura ƒ / 1.8 e tamanho de pixel de 1,12 um (micrômetros). Veja os resultados e julgue por si mesmo.

Câmera - riqueza de detalhes em fotos próximas: a foto abaixo capturei em algum canto da USP, durante minha caminhada e corrida. Achei lindas as cores e a riqueza de detalhes. À esquerda a foto original e à direita um detalhe ampliado.
   

figura 16 – foto em ambiente externo, boa luz. Muito detalhes (clique para ampliar)


Câmera – HDR:
ao tirar a foto abaixo eu antevi que teria problema. O fundo, aquele lindo céu azul estava com grande intensidade de luz. Ficaria escura a parte de baixo da foto. O resultado não foi ruim. Mas quando eu ativei o recurso HDR (High Dynamic Range), que pode ser configurado no modo automático, toda a cena ficou bem iluminada, por igual e com ótimo registro dos detalhes!


figura 17 – foto em ambiente externo, uso excelente do HDR (clique para ampliar)


Câmera – foto interna:
esta foto do café com leite e pão na chapa nem foi tirada pensando no teste. Mas capturada dentro de uma padaria, com luz não tão favorável, ficou tão interessante (e apetitosa) que resolvi dividir com os leitores.


figura 18 – foto em ambiente interno, luz mediana (clique para ampliar)


Câmera – o velho e bom Selfie:
nada como um almoço com um amigo de infância que não via há um tempo para testar a câmera frontal do Moto Z. Ela tem 5 MP, abertura de ƒ/2.2, lente de ângulo aberto, dispõe de flash e pixel grande de 1.4 um(micrômetros) para ambientes com pouca luz. Também tem funções para embelezamento. Foi tirada em um corredor de Shopping e luz artificial (sem flash).

figura 19 – Selfie feita em ambiente interno, luz artificial (clique para ampliar)


Brincando um pouco com a luz – exposições distintas da mesma cena: as 5 próximas fotos são do mesmo lugar, mas expostas a luzes diferentes, em ambiente interno. Começando com luz natural em boa quantidade, depois um detalhe desta mesma foto que ilustra a riqueza de detalhes capturados. Segue a foto em condição de flash, na qual se observa boa iluminação, mas como qualquer flash, certo grau de artificialismo nas cores. Na sequência uma foto já em condição de luz mais baixa e pouca diferença se percebe em relação à primeira foto (muito bom). Por fim temos uma foto tirada de noite, luzes apagadas e apenas uma luz no aposento próximo, situado a 6 metros do local, quase escuro. Percebe-se uma foto bem mais escura e com menos detalhes, mas se o leitor pudesse ver o ambiente que esta foto foi tirada, ficaria, como eu, bastante impressionado. Como foi possível capturar essa imagem!


figura 20 – foto do mural – luz ambiente suficiente (clique para ampliar)




figura 21 – um detalhe de foto do mural – luz ambiente suficiente (clique para ampliar)




figura 22 – foto do mural – uso de flash – cores mais “chapadas” (clique para ampliar)




figura 23 – foto do mural – luz ambiente bem menor – ainda assim boa a foto (clique para ampliar)





figura 24 – foto do mural – praticamente no escuro  (clique para ampliar)

 
 
Câmera – ainda estressando a iluminação:
a foto seguinte, tirada em um casamento, igreja a meia luz, ambiente difícil. Mas ao perceber a vela e a tênue luz que ela emitia para as flores nas proximidades, resolvi arriscar. O Moto Z gerou uma foto linda, a qual gostei muito!


figura 25 – foto de igreja em dia de casamento - luz ambiente fraca (clique para ampliar)

Câmera – luz é tudo: não é característica apenas do Moto Z ter resultados extraordinários quando ambientes bem iluminados são capturados. As próximas duas fotos ilustram isso e ainda mostram uma intensa riqueza das cores.


figura 26 – flor em ambiente externo – luz natural forte, lindas cores (clique para ampliar)


figura 27 –ambiente externo – luz natural forte, parcialmente contra a luz (clique para ampliar)


Câmera – conclusão: as imagens falam por mil palavras certo? Mais do que aprovada a câmera do Moto Z. Ótima sensibilidade à luz, resolução, fidelidade de cores e equilíbrio. Porém preciso registrar que em uma situação não tive bons resultados, mas estou para conhecer câmera de smartphone que consiga um bom desempenho nessa mesma situação. De noite, ambiente com pouca luz, pessoas em movimento (era um aniversário de criança em uma pizzaria). Nessa situação algumas fotos ficaram desfocadas, bom efeito “blur” (registro de movimento). Algumas ficaram até que razoáveis. Este agora é o desafio, situação a ser resolvida. Mas posso afirmar que para 99% das situações o Moto Z é melhor que a imensa maioria das câmeras de smartphone que já usei. Excelente recurso!

CONCLUSÃO e informações complementares

Trata-se de um smartphone premium com algo mais. O conceito dos snaps é algo que tem tudo para dar certo! A Lenovo/Moto se compromete a manter a compatibilidade dos snaps adquiridos para a próxima versão a ser lançada. Quem achava que ideias novas, até geniais só vinham em smartphones de grife baseada em fruta, estavam redondamente enganados. Tem um processador extremamente evoluído (SnapDragon 820), 64 GB de armazenamento, 4 GB de memória RAM, cartão de memória até 2 TB (!!!!), uma câmera acima de todas as expectativas e um design inovador!!

Importante saber que a duração da bateria é bastante competente, mas há smartphones que duram mais. O próprio VIBE – modelo bem mais simples da Lenovo, testado por mim, apresentou bateria com maior autonomia. Mesmo assim 12.5 horas regime normal de uso é bem adequado. E se não for suficiente, o snap Power Pack acrescenta mais 70% de carga aproximadamente (segundo minha aferição), levando a autonomia para 21 horas!!

Seu Android é a versão mais evoluída, 6.01 (Marshmallow), sem grandes enxertos do fabricante, quase que um Android “puro”. Senti falta do conector de fone de ouvido tradicional (P2), mas um adaptador que se liga à nova e evoluída interface USB-C resolve o problema (mas cuidado para não perder adaptador). Para ser tão fino (5.2 mm) o Moto Z abriu mão do P2.

Os snaps de acabamento (capas), caixa de som JBL, Power Pack e o surpreendente projetor são sensacionais. Não pude testar (mas testarei) o snap com câmera Hasselblad com zoom ótico 10x. E que outros úteis snaps estarão a caminho, sejam feitos pela Lenovo/Moto ou por desenvolvedores independentes?

O preço do Moto Z é de R$ 3.199, porém ele já vem com um snap de capa e Power Pack, que têm valor aproximado de R$ 500 (preço da venda individual). É como se o Moto Z custasse cerca de R$ 2.600, um preço bastante justo por tudo que ele proporciona.

Além disso a Lenovo/Moto está oferecendo ao mercado o Moto Z em “bundles” que favorecem a aquisição do acessório preferido. Por exemplo, existe um conjunto formado pelo Moto Z mais o projetor por R$ 3.999, sendo que sozinho o projetor é vendido por R$ 1.499. De forma análoga outros “bundles” já estão no mercado ou estão por surgir.

Realmente gostei MUITO do Moto Z. Adorei a ideia dos snaps e espero que este conceito se desenvolva cada vez mais. Se você ainda não conhece o Moto Z, sugiro fortemente que o considere como opção se estiver em busca de um smartphone premium, de preço justo, cuja bateria não pegue fogo nem tenha uma fruta como símbolo de status, afinal o mundo da tecnologia é bem mais do que isso!!


figura 28 –Moto Z branco e dourado em três vistas – suuuper fino



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Museu do Vídeo Game Itinerante – uma realização fantástica e imperdível!

Meu grande amigo (grande pelo tempo que nos conhecemos e por sua imensa estatura) Cleidson Lima começou uma coleção há muitos anos. Nem ele imaginava que tomaria esta proporção!! Pouco a pouco, após cada viagem, ele descobria uma raridade e comprava para si. Negociou consoles e também os respectivos cartuchos, já que uma coleção estática não tem graça!! Uma boa parte deles está completa, funcionando e com cartuchos que permite jogar e ter a sensação de 10, 20, 30 ou 40 anos atrás!!
   

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Depois de um ultimato de sua esposa, contado neste vídeo feito ao vivo no Facebook, ele resolveu transformar sua coleção que vem sendo requisitada para percorrer cidades no Brasil inteiro, geralmente em espaços de eventos ou locais abertos em shopping centers, os quais custeiam a logística, remuneram seu dono e ganham um imenso objeto de atração de visitantes. Vejam como estava no dia 09/10, último domingo!
  


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Neste mês de outubro, desde o dia 8 até o dia 30, o museu itinerante estará no Shopping SP Market, na zona sul de São Paulo (no caminho para Interlagos). Por mais que eu fale sobre o evento, seus mais de 280 consoles, boa parte deles disponíveis para serem jogados (não se trata de uma mostra estática), vocês jamais serão capazes de sentir o que eu senti quando estive lá!! Visitem e verão coisas incríveis, inacreditáveis! Fortes lembranças de suas primeiras aventuras em vídeo game se tornarão realidade de novo. Sem contar as incríveis raridades!

Por exemplo, neste vídeo feito ao vivo no Facebook o Cleidson mostra um exemplar incrivelmente raro, um vídeo game de 1972, com um console em triângulo, para várias experiências!! Sensacional!

O breve vídeo abaixo eu fiz passeando pelos corredores do museu itinerante e dá uma pequena ideia do que eu estou falando. Consoles e jogos históricos e muita gente se divertindo experimentando muitos deles!! Na sequência mostro uma pequena coleção de fotos que fiz de um mínimo número de jogos, apenas para aguçar a sua curiosidade.  Resumo da seguinte forma:

I M P E R D Í V E L  ! ! ! ! !


Vídeo com uma breve passeio no Museu Itinerante



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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ESET alerta sobre novo golpe do boleto no Brasil

O Brasil tem uma posição privilegiada no mundo em termos de automação bancária. Por exemplo, os EUA somente agora estão implantando cartões de débito e crédito com uso de chip enquanto o Brasil já vem usando esta tecnologia há muito tempo.

Mas por outro lado o nosso mercado bancário tem uma verdadeira "jabuticaba", fruta que segundo se diz por aí só existe no Brasil. Estou falando do sistema de pagamento baseado em boletos bancários! Em muitos países pagamento de títulos se dá por meio de envio de cheque pelo correio ou pelo sistema online de pagamentos, como temos aqui também.

Os cybercriminosos há tempos já tinham aplicado golpes no sistema bancário implantando malware que usava os boletos para seus golpes. Como? De duas formas. A mais simples era por meio da troca do código de barras. Quando o usuário ia imprimir o boleto recebido por email ou pelo site, o malware, instalado normalmente depois de ter clicado em um email de Phishing, percebia tratar-se de um boleto e ao trocar o código de barras o crédito era feito na conta do laranja do criminoso. Este era muitas vezes alguém que tivera seus dados bancários roubados e usados apenas para sacar o dinheiro.


Outro golpe bem mais complicado, mas com relatos de empresas de segurança era na geração do boleto. Possivelmente por meio de um ataque persistente (APT) o sistema da empresa era invadido e quando esta mandava seus boletos para os clientes, já saiam adulterados. Uma faculdade que foi invadida teve quase que toda a sua receita de um mês desviada. Foi tão sério que ela quase que teve que fechar as portas tal a situação de insolvência que se estabeleceu por não ter dinheiro algum nas contas.

Quando eu achava que não tinha mais nada de novo nessa área, a ESET, renomada empresa de segurança chama a atenção para um novo golpe. Usando propaganda no Google oferecem o serviço de renovar um boleto com prazo vencido sem recorrer ao banco, quando na verdade estão gerando um novo boleto, mas em benefício próprio!!

As pessoas são crédulas, bem intencionadas e não percebem se tratar de um golpe, ainda mais localizando o serviço no topo das buscas do Google!!

A ESET conta melhor essa história no texto abaixo, que replico na íntegra!!

Fica o alerta!!




ESET alerta sobre novo golpe do boleto no Brasil
Na ação, site promete atualizar o boleto, quando, na verdade, muda dados bancários do documento para que o pagamento seja efetuado na conta dos cibercriminosos

Outubro de 2016 – A ESET - fornecedora de soluções de segurança pioneira em proteção proativa –  identificou um novo golpe de atualização do boleto bancário. Na ação, os cibercriminosos usam páginas da internet que prometem atualizar boletos vencidos, sem recorrer ao banco ou ao emissor, para efetuar o pagamento. Ao usar o falso serviço para atualização, um novo boleto é emitido, porém os dados do pagamento são da conta do atacante. 
 
Para aplicar o golpe, os cibercriminosos usam campanhas publicitárias, como o Google AdWord e links patrocinados. Dessa forma, todas as vezes que o usuário insere no campo de busca a palavra “Boleto” ou assuntos relacionados ao tema, os links dos sites fraudulentos aparecem como anúncios. 
 
 
 
Ao clicar no link do anúncio falso, o usuário é direcionado para um site, onde insere informações do boleto, como nome do banco, data de vencimento e valor. Em seguida, um novo documento é gerado para impressão, porém com as informações do banco e conta totalmente diferentes dos dados originais. 
 


 
Para resguardar o anonimato, os cibercriminosos tiveram o cuidado de registrar o domínio usando um servidor Proxy de registro Domains by Proxy (DBP) de uma das maiores empresas de hospedagem de sites do mundo. O objetivo desse serviço é resguardar a privacidade dos donos do registro de domínio para que suas informações, como nome, endereço, telefone e outras, não fiquem disponíveis para consulta pública na Internet. Essa é uma prática bastante comum dos fraudadores e cibercriminosos, que se utilizam em geral desse tipo de proteção de privacidade para atuarem anonimamente para fins maliciosos.
 
“Sempre que o usuário tiver problema ou precisar fazer qualquer ajuste no boleto é importante entrar em contato diretamente com a instituição que emitiu o documento”, afirma Camillo Di Jorge, Presidente da ESET. “Além disso, ter soluções proativas de segurança instaladas no computador e no smartphone, como anti-malware e filtragem de conteúdo web/anti-phishing, ajuda a evitar cair em golpes na internet”, completa o executivo.


 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PRTG 2016 – monitoração da infraestrutura ampla e versátil, teste detalhado em situação real!

A criticidade dos recursos de TI só se torna mais importante a cada momento. Os negócios estão cada vez mais “digitais”, mesmo que o objeto da empresa não seja ligado à tecnologia. Não há negócio que não dependa fortemente de recursos informatizados e também de conectividade. Dias atrás eu me aprofundei nesta análise no texto “PRTG 2016 – manter seu negócio 100% operacional é absolutamente crítico” chamando a atenção para as causas, muitas vezes prosaicas, que causam anomalias ou interrupções dos recursos de TI e o impacto que isto causa nas organizações. Aliás, independentemente do porte da empresa, da padaria à empresa petrolífera!!



figura 01 – Analisar os processos de negócio é fundamental

Tenho contato com ferramentas para auxiliar na solução destes problemas há um bom tempo. Tive a grata oportunidade de testar uma delas anteriormente, o PRTG, por duas vezes: em 2012 escrevi “PRTG – monitorando totalmente sua rede e infraestrutura” e em 2014 “PRTG – monitorando ainda mais de perto a infraestrutura crítica”. Quando surgiu a oportunidade de testar o PRTG pela terceira vez, isso se tornou bastante desafiador. Ao contrário do que poderia parecer, pelo fato de eu já conhecer bem a ferramenta, nesta terceira ocasião eu me determinei a realizar uma análise ainda mais minuciosa, explorando recursos que não experimentara antes e também tendo muita atenção nas novidades que surgiram nos últimos anos. Isso porque o PRTG está em franca evolução, novidades e atualizações surgindo a cada poucos meses.

Não vou explorar o PRTG em sua totalidade neste artigo para que não seja repetitivo. Mas alguns conceitos trago de volta por sua importância. Também procuro relatar a minha experiência nos meses que venho usando o produto (não há como interromper seu uso fruto da imensa utilidade) e as novidades da ferramenta. Algumas informações a mais podem ser vistas nos artigos anteriores.

A alma do PRTG – os sensores
   
O ponto central de interesse e de análise do PRTG é chamado de sensor. Hoje em dia, como se tem falado cada vez mais em Internet das Coisas (IoT – sigla em inglês) o termo sensor é mais compreendido. Fazendo a analogia, se em uma fábrica há sensores nas esteiras de produção, temperatura do ambiente, nível de umidade (importante para certos processos de fabricação), da mesma forma em uma UTI o paciente tem monitorados temperatura, pressão, batimentos cardíacos, nível de oxigenação, etc. , tudo aquilo que é CRÍTICO.

No ambiente de TI, não é difícil enumerar os elementos que necessitam de acompanhamento para análise, diagnósticos, procedimentos preventivos, corretivos, etc. Esta é a grande riqueza do PRTG! Existe uma diversidade de sensores que vai além do óbvio e que permitem monitorações de cenários bastante complexos. E a cada nova versão da ferramenta, novos tipos de sensores são apresentados bem como funcionalidades periféricas ao mundo da monitoração, mas que tornam o trabalho muito mais fácil.

figura 02 – visão geral do ambiente sendo monitorado (clique para ampliar)

Há sensores para muitos pontos de interesse como monitoração de hardware, ambientes de software, rede, tráfego de dados, etc. O produto é licenciado pela quantidade de sensores que podem ser usados. Se forem usados sensores em quantidade mais elevada (por isso é importante avaliar a real necessidade) será necessário adquirir uma licença que suporte mais sensores (maior valor). E se sensores demais forem definidos no ambiente de monitoração o painel do PRTG fica muito carregado e difícil de identificar o que realmente é mais essencial para ser analisado. Precisa ser encontrado o equilíbrio entre a quantidade, a qualidade e a capacidade e avaliar as informações, mas o PRTG ajuda nessa tarefa.
 
Não faz sentido enumerar aqui todos os tipos de sensores do PRTG, pois são centenas! Provavelmente os mais óbvios são o sensor de “presença” (resposta ao comando PING), nível de uso de CPU, espaço livre em disco, tempo em atividade, páginas impressas, etc. Mas há sensores bastante especializados que monitoram aplicações específicas como SQL Server, Microsoft Exchange, servidor Web, etc.


figura 03 –exemplo de monitoração de Microsoft Exchange – vários sensores  (clique para ampliar)

Isto é particularmente interessante e muito útil, pois os serviços de um servidor Windows podem ser monitorados, quaisquer que sejam necessários e desejados. Na tela abaixo podem ser vistos alguns serviços que escolhi monitorar em um dos servidores, mas além disso, o PRTG permite que se configure, caso um serviço esteja interrompido, ele será reativado. Assim não apenas o PRTG avisa se um serviço parar, indicando uma anomalia a ser resolvida, como também toma uma ação corretiva!
   


figura 04 –exemplo de monitoração de serviços do Microsoft Windows Server  (clique para ampliar)

Neste servidor em particular o serviço “Netlogon” estava parando em momentos não previstos e isto impedia os usuários acessarem as pastas compartilhadas da rede (servidor de arquivos). Usei o recurso do PRTG para que o alarme fosse disparado neste caso, mas também o serviço seria reativado para minimizar a indisponibilidade para os usuários. Ao mesmo tempo monitoração e neste caso solução de um problema (indisponibilidade de arquivos).

Já que comecei a relatar a minha experiência, vamos descrever como foi feito o teste.

O teste

O teste de 2014 foi feito em um ambiente complexo, infraestrutura distribuída em várias localidades. Parti deste ambiente, um conceito parecido, mas ampliei os pontos de monitoração para que pudesse estressar mais seus recursos e novas funcionalidades. Segue abaixo a descrição do ambiente utilizado agora em 2016:
  • 10 localidades remotas
  • 22 servidores físicos
  • 25 servidores virtuais
  • 21 links de Internet
  • 36 pontos de acesso WiFi
  • 26 impressoras de rede
  • 8 roteadores  de Internet com recurso load-balancing (balanceamento de carga)
  • 2 roteadores de Internet com recurso fail-over (link backup)
  • 30 switches
  • Mais de 600 usuários em todas as localidades

Se não representam uma infraestrutura de uma imensa corporação, com certeza não se pode associar a uma empresa muito pequena. A implantação inicial requer um servidor que não precisa ser dedicado. A Paessler recomenda que se estiverem mais de 2500 sensores estiverem em uso, convém ter um servidor específico (físico) para a função. Para ambientes menores usar uma máquina virtual não interfere. A Paessler indica em seu site os requisitos para uma boa implantação, veja aqui: https://www.paessler.com/prtg/requirements .

Neste caso foi usado um servidor de arquivos baseado em Windows Server 2008 R2 rodando em ambiente virtualizado (vSphere 5.5) monitorando um pouco mais de 1500 sensores.

A simplicidade da instalação é surpreendente! Por motivos diversos ao longo do tempo do teste precisei remanejar o servidor do PRTG 6 ou 7 vezes (motivos internos à empresa e não por causa do PRTG). Parecia ser um pesadelo ter que reconfigurar 10 localidades remotas e MAIS DE 1500 sensores, mas isso foi relativamente simples, rápido e prático.

O PRTG esteve em uso por mais de 4 meses neste ambiente, que me permitiu compartilhar com os leitores toda esta experiência!

Configuração inicial

Foi instalado o PRTG na sede da empresa, local onde sua infraestrutura é ampla e mais complexa. Utilizei o recurso “Auto-Discovery” que vasculha a rede, acha dispositivos e em função da política escolhida aloca sensores básicos ou detalhados. Usei o modo “sensores básicos” e centenas de dispositivos foram localizados, incluindo os computadores de usuários. É possível selecionar dezenas de dispositivos de uma só vez e exclui-los uma vez que não são necessários e foi isso que eu fiz quando  foi preciso.

Em alguns dos servidores que tiveram cerca de 10 sensores alocados, executei novamente o Auto-Discovery com opção para alocar mais sensores e assim obter mais pontos de análise que foram adicionados. Em alguns servidores foram ativados 20, 30 ou até mais sensores. Nesta hora entra a sensibilidade do administrador do PRTG. Cabe a ele rever e de fato manter apenas aquilo que lhe é mais importante. Também de forma simples os sensores não essenciais são selecionados e eliminados de uma vez só. É comum no início querer ter sensores de tudo e para tudo. Mas isso não é útil e pode até atrapalhar.

Fazendo uma analogia com a UTI médica, que utilidade tem de saber constantemente o comprimento do braço do paciente? Ou no caso de um servidor, quantas vezes o arquivo de paginação de memória virtual foi usado? Salvo se este servidor estiver apresentando lentidão extrema... Essa é a beleza do PRTG, ele tem tantos tipos de sensores que na hora de um evento, que necessite estudo e análise, sensores podem ser alocados neste momento, usados e depois desativados. Penso que no dia a dia deve ser monitorado aquilo que de fato é relevante para aquele ambiente.

Vale destacar que desde a última versão que testei, percebi que o Auto-Discovery da versão de 2016 ficou mais amigável! Os dispositivos são automaticamente inseridos em um grupo chamado Network-Discovery e em subgrupos bastante apropriados como Servidores, Network, Virtual Systems, Impressoras, etc. Assim a análise pós descoberta dos sensores se torna muito simples e cada dispositivo pode ser movido para o grupo desejado, por exemplo, criado pelo administrador.

Sondas Remotas

Desde o teste anterior (2014) eu já estava usando este recurso. Para melhor compreensão vou usar uma comparação. As agências espaciais europeia, chinesa ou americana (NASA) quando precisam estudar um asteroide, planeta, cometa ou qualquer astro longínquo mandam uma nave não tripulada para lá, também chamada de sonda. Uma vez que ela aterrissa no local (ou entrou em órbita), de tempos em tempos as informações que se deseja acompanhar ou estudar são transmitidas para o centro de controle da missão. Exatamente este é o conceito das sondas remotas do PRTG.

Como localidades remotas, filiais, escritórios em outros endereços não têm obrigatoriamente conectividade VPN ou canais dedicados (como MPLS) com a matriz, local onde está instalado o núcleo do PRTG, o conceito de sonda se aplica incrivelmente bem. Afinal o acesso ao servidor PRTG se dá também por meio da Internet/NAT. Trata-se de uma aplicação extremamente leve, que instalei em pequenos servidores locais ou mesmo em simples estações de trabalho (PCs com processador Intel Core i5, por exemplo). Importante citar que se o ambiente remoto fosse extenso (milhares de sensores), o processamento da sonda seria mais pesado o poderia requerer um computador dedicado. Existem medidas de segurança muito fortes para evitar que a sonda seja usada de forma indevida (espionagem). Ao ser instalada é necessária uma senha gerada para ela, o IP de acesso tem que ser previamente cadastrado e, além disso, a sonda tem que ser aprovada no console do PRTG.

Lembrete importante. No ponto central a porta TCP 23560 deve ser aberta no Firewall e redirecionado o tráfego desta porta para o servidor que executa o PRTG (Core Server). Eu precisei modificar esta porta porque ela conflitava com um serviço local existente. Não achei opção no gerenciador do PRTG, mas no site de suporte  existe um guia para trocar a porta TCP por outra usando o editor de registro do Windows (REGEDIT), tanto no Core Server como na máquina que executa a sonda remota.
   


figura 05 –Sonda remota 

Uma vez que a sonda esteja instalada e aprovada o administrador do PRTG pode solicitar que um “Auto-Discovery” aconteça na rede remota para localizar dispositivos, alocar sensores, assim como na instalação do núcleo central do PRTG ou permitir que sensores sejam definidos manualmente. Dessa forma os escritórios remotos têm o mesmo nível de atenção e monitoração que o ponto central. Muito simples e  eficiente!! Gostei muito disso.

Algo diferente aconteceu dessa vez em relação ao teste de 2014. Naquela ocasião eu fiz atualização o núcleo do PRTG, uma versão mais nova (pelo menos uma vez). Após a mudança de versão as sondas remotas ficaram imediatamente indisponíveis. Consultado o suporte (que sempre funcionou muito bem e de forma muito objetiva), fui informado que as sondas perdem conexão até que nova as sondas sejam também atualizadas e que isso acontece de forma automática. De fato, naquela ocasião das 7 ou 8 localidades remotas, 1 ou 2 já tinham resolvido o problema de forma autônoma. Mas como na época eu não quis esperar, por meio de acesso remoto às localidades eu reinstalei as sondas, local a local e tudo ficou bem. Porém dessa vez, foi bem mais simples. Atualizei a versão do PRTG pelo menos 2 vezes ao longo do teste e nenhuma sonda perdeu comunicação por momento algum (antes da atualização automática)! Muito mais amigável e sem perda de informação!

Sondas Móveis ou mini sondas

Smartphones podem ser utilizados de forma bastante inovadora dentro do ambiente da empresa fazendo o papel de mini sondas e acumulando informações adicionais bastante interessantes. Neste momento aparelhos com sistema operacional Android podem ser utilizados. As informações que estão disponíveis são:
  • Nível de sinal de WiFi
  • Geolocalização (coordenadas geográficas)
  • Dados ambientais como temperatura, nível de iluminação, etc.      
Isso abre possibilidades muito interessantes! Monitorar o nível de sinal de WiFi por exemplo. Ele pode variar ao longo do tempo por motivos diversos como perda de eficiência do Access Point, variação do número de pessoas no ambiente, alteração do layout do escritório, etc. Dessa forma monitorar a sensibilidade do WiFi e definir alarmes em função de um nível mínimo desejado vai colaborar para manter a qualidade da conexão dentro dos parâmetros pretendidos.


figura 06 –mini sonda – avaliação do WiFi  (clique para ampliar)


figura 07 – mini sonda sendo executada no smartphone

Outro exemplo, o sensor de luminosidade pode ser usado com uma forma simples de saber se há pessoas no ambiente, ou se a luz foi esquecida acesa, ou mesmo se a eficiência da iluminação está aquém de um valor desejável. Coordenadas geográficas, temperatura (se o smartphone tiver este sensor), tempo de conexão em aplicações críticas, isso tudo abre perspectivas muito interessantes e criativas para o uso do PRTG. Trata-se de uma ideia extremamente interessante e muito útil.

A Paessler está avaliando se o recurso de mini-sondas vai permanecer no produto. Pode ser aprimorado ou removido em futuras versões. Eu achei particularmente útil, gostei das possibilidades que ele abre.

Sistema de Tickets – controle de ocorrências
  

Quando o PRTG identifica uma situação de erro ou de alerta, descoberto por meio de seus sensores, além do alarme no painel de controle outras ações importantes também podem ser executadas. Uma mensagem com os dados do alarme pode ser enviada para o endereço de e-mail designado. Se a situação se modificar sem intervenção outro e-mail é enviado notificando que aquela situação se normalizou, por exemplo, uma indisponibilidade temporária de link de Internet, um excesso de consumo de CPU em um servidor, etc.

Mas geralmente o que faz disparar um alarme exige intervenção de um operador ou de um analista de suporte para corrigir o problema. Às vezes pode até ser um alarme mal configurado que exige ajustes nas definições. Por exemplo, não precisa alarmar se o espaço livre no disco cai abaixo de 25% mas é uma boa ideia alarmar quando cai a menos de 10%. Mas de toda forma alguém precisa interceder para resolver a situação do alarme. O PRTG gera alguns Tickets automaticamente, fruto de tarefas ou ações administrativas do próprio PRTG como notificação de término de Auto-Discovery ou necessidade de aprovação de uma sonda remota.
 
Além disso o administrador do sistema pode criar Tickets de suporte relativos aos alarmes disparados. Assim a tarefa de lidar com aquela situação pode ser designada para uma pessoa específica (que tem o conhecimento para lidar com o assunto). Esta pessoa vai receber um e-mail e também quando ela entra no PRTG com seu login aparecerão todas as tarefas que lhe foram designadas. Quem abriu os Tickets pode atribuir 5 níveis de prioridade, assim o responsável fará a sua programação de trabalho baseada nas pendências que lhe foram atribuídas.
    


figura 08 –tickets abertos para determinado usuário  (clique para ampliar)



figura 09 –exemplo da tela de abertura de ticket  (clique para ampliar)


Aplicativo para PC e para dispositivos móveis

A interface natural de utilização do PRTG é o console WEB. Afinal, dessa forma a partir de qualquer computador situado no mundo todo o administrador poderá se conectar ao PRTG e realizar a totalidade das tarefas de monitoração, criação de novos sensores, implantação de sondas remotas, etc.

Porém existe um software para sistema operacional Windows que traz uma interface mais sofisticada e com alguns recursos a mais para visualização. Esta versão também tem como característica disparar alarmes em tempo real, ou seja, quando algo crítico acontece exibir o conjunto de alarmes e alertas para o administrador. Da mesma forma quando um novo ticket de suporte é criado. Portanto a diferença entre a interface Web e a versão Windows vai além do aspecto visual. Existe funcionalidade adicional que é a exibição mais ágil dos alarmes.
  


figura 10 –tela do PRTG Windows  (clique para ampliar)


figura 11 –tela do PRTG Windows  (clique para ampliar)

Da mesma forma existe um aplicativo equivalente para dispositivos móveis. Assim o administrador pode estar informado da saúde de sua infraestrutura onde quer que ele esteja. Mesmo que não tenha um computador para acesso ao PRTG pela Web. Existem versões para iOS, Android e Windows Phone. De uma forma simplificada dispositivos, sondas remotas e localidades podem ser acessados. Usa a mesma notação, cores e padrões visuais para que cada dispositivo ou localidade possa ser avaliado. Aquele elemento que apresenta um alarme pode ser aberto e a cada toque na tela mais detalhes vão sendo abertos até saber o problema. Tickets de suporte podem ser visualizados e alarmes podem ser suspensos temporariamente (uma impressora que entrou em manutenção por 3 dias o sensor pode ser suspenso por este tempo para que não gere alarmes nestes dias).

O PRTG permite que notificações mais sensíveis sejam entregues imediatamente ao aplicativo. Normalmente é feito um “refresh” de status dos sensores a cada “x” segundos. Mas pode ser configurado para que se uma determinada situação ocorrer, um sistema de entrega de informação via PUSH ( https://kb.paessler.com/en/topic/60892-how-can-i-use-push-notifications-with-prtg ) seja utilizado e assim o administrador, um usuário ou todo um grupo seja instantaneamente notificado.


figura 12 –tela do PRTG versão smartphone – avaliando um evento  (clique para ampliar)


Outras funcionalidades

Relatórios
: O sistema de alertas, alarmes, etc. é bastante importante para manter os administradores imediatamente a par dos acontecimentos que podem impactar os processos de negócio, interrupções, fragilidades, etc. Mas o PRTG também tem importantes ferramentas para análise da base histórica de dados. Trata-se de um módulo de relatórios que traz alguns modelos prontos bastante interessantes como:
  • Relação de todos os sensores utilizados
  • Dispositivos mais estáveis e os mais instáveis
  • Dispositivos com maio e menor tempo de resposta ao PING
  • Dispositivos com maior e menor uso de banda de rede
  • Outros tipos de relatórios

Além destes modelos, que podem ser emitidos com algumas condições de filtro, período de análise, etc. existe uma ferramenta geradora de relatórios para que o administrador possa ele mesmo criar o relatório com as informações importantes para ele. Os relatórios prontos ou os criados pelos usuários podem conter dados numéricos ou gráficos.
   


figura 13 –exemplo de relatório analítico do PRTG (clique para ampliar)
 
   


figura 14 –exemplo de relatório gráfico do PRTG (clique para ampliar)

Mapas: De forma ainda mais visual esta versão do PRTG traz uma ferramenta para criação de “Mapas Visuais” da infraestrutura, sob o ponto de vista das ocorrências, alertas e alarmes. Trata-se de um editor gráfico para criação de Dashboards. Existem dois modelos prontos que servem de exemplo, mas as possibilidades são imensas!!


figura 15 –exemplo de mapa da infraestrutura (clique para ampliar)

Alertas preditivos: embora não seja recurso novo, já existia na versão que testei em 2014, dessa vez me deparei com alertas bem diferentes, surpreendentes eu diria. Trata-se dos alertas de comportamentos não usuais! Ontem mesmo obtive o alerta mostrado abaixo. A rede estava funcionando perfeitamente, nenhum sensor com indicação de erro. Mas fui avisado, um dos servidores apresentou a mensagem “o tráfego de dados neste dispositivo está anormalmente baixo comparado com a média histórica”. Sabem o que isso significava? O sistema de entrada na empresa por meio de biometria apresentou problema e por isso ninguém havia entrado na empresa, não estavam trabalhando e por isso o PRTG avisou sobre o baixo tráfego de dados naquele horário. Achei sensacional!
   


figura 16 –alerta para evento não usual (clique para ampliar)

Conclusão

O PRTG é uma ferramenta que está em constante evolução. Por ter testado em 2012, 2014 e agora em 2016 consigo perceber as diferenças. Seja um detalhe como a organização em grupos (rede, servidor, impressoras, etc.) dos sensores fruto de uma varredura da rede (Auto-Discovery) ou a existência de mini sondas proporcionadas por smartphones. O sistema de tickets foi ampliado, uso muito simples permitindo que tarefas específicas sejam atribuídas aos membros da equipe. O conjunto de sensores em cada versão foi ampliado, permitindo que mais e mais situações, cenários e ambientes sejam analisados, monitorados e administrados.

A forma de comercialização do PRTG é interessante e muito flexível. Sua primeira versão está habilitada para até 100 sensores e não tem custo. Também existe uma versão de demonstração, que é ilimitada por 30 dias (depois passa a ter o limite de 100 sensores). A Paessler é bastante transparente com sua política comercial, publicada no site, 500 sensores US$ 1600, 1000 sensores US$ 2850, 2500 sensores US$ 6150 e 5000 sensores US$ 10500. Há ainda versões corporativas ilimitadas inclusive no nível de abrangência mundial.
   


figura 17 –política de comercialização baseada em quantidade de sensores

Uma empresa pode começar com a versão gratuita de 100 sensores. Ao perceber o valor para a organização ativar a demonstração de 30 dias (sem limites) e após este prazo contratar o produto no volume de sensores que lhe for conveniente. E no futuro, se a necessidade crescer, a ferramenta pode, por exemplo, crescer de 500 para 1000 sensores (ou mais).

Porém, como citei no texto anterior “PRTG 2016 – manter seu negócio 100% operacional é absolutamente crítico”, o grande valor do PRTG transcende à motivação técnica. Poder atuar sobre um evento técnico logo que ele ocorra, ou mesmo fruto da análise proporcionada pelo produto, ser capaz de prever a ocorrência de um problema sério, que poderia interromper atividades críticas da empresa, é algo essencial para as empresas atualmente, tão dependentes de seus recursos de tecnologia.

O efeito prático do teste no ambiente desta empresa foi bem perceptível. O nível de problemas, indisponibilidade de recursos e tempo para reação a incidentes ficou sensivelmente menor.

Assim, vejo o PRTG em 2016 como um produto evoluído, maduro, robusto, cujo valor para as empresas é fundamental, afinal ter informação sobre seus processos de negócios, dependentes de tecnologia é importantíssimo. Simples de instalar e de manter, flexível, ampla gama de sensores, muita informação como alarmes, relatórios, gráficos, é no mínimo uma ferramenta que deve ser experimentada caso a empresa ainda não desfruta deste tipo de tecnologia ou se utiliza um produto complexo e complicado. Pode valer a pena a troca. O PRTG pode ser obtido no site da Paessler em sua versão totalmente gratuita (até 100 sensores) ou uma versão de avaliação, sem restrição de número de sensores operacional por 30 dias.



figura 18 – detalhes do console de monitoração (clique para ampliar)