domingo, 4 de novembro de 2018

Asus Zenfone 5 Autonomia de Bateria totalmente estudada!!

Já tive a oportunidade de testar Zenfone 5 (2014), Zenfone 6 (2014) Zenfone 2 (2015), Zenfone 3, Zenfone 3 Zoom, Zenfone 4 e um segundo teste do Zenfone 4 . Claro que não poderia faltar o Zenfone 5!! Recebi da Asus um exemplar e testei por 6 semanas. Muito já se falou do Zenfone 5 e do seu irmão maior o Zenfone 5z, avaliações, textos, vídeos, elogios, críticas... Agora tardiamente chegou minha vez de me manifestar. Mas tenho algo bem importante para acrescentar!
 

figura 01 – do meu acervo pessoal todos os Zenfones que possuo, todos funcionando!!  (clique para ampliar)

Lançado em 16/08/2018 eu estava lá para conferir e até conversei com o Marcel sobre a chegada dessa nova geração, incluindo 5z, Selfie, Selfie Pro e Max.



Eu embora tivesse capturado todas as informações e dados para o teste, eu me demorei porque estava revisando e refazendo minha metodologia de avaliação, principalmente os testes de bateria, que tanto gosto de fazer, compilar e interpretar os resultados. Por isso vou falar brevemente sobre minhas impressões sobre o Zenfone 5 e na sequência irei explicar tudo sobre o consumo de bateria, foco principal deste texto.

figura 02 – variações do Zenfone 5


Zenfone 5, minhas breves impressões


Suas especificações técnicas, caso não sejam 100% conhecidas estão na figura abaixo.
   

figura 03 – especificações técnicas do Zenfone 5

Conhecer a tabela acima é importante, mas apenas especificações não retratam a experiência de uso. Cito alguns dos destaques:  inteligência artificial em muitos aspectos do smartphone como na câmera (modos da foto em função do contexto e da cena), no gerenciamento da bateria (uso e carga), controle do volume das notificações, ... Destaco o som do aparelho, talvez o que mais tem intensidade sonora dentre os que eu testei, um assistente de áudio fantástico, um fone de ouvido muito superior a tantos que acompanham os aparelhos vendidos.

Sobre as câmeras, o slogan “We Love Photo” criado no Zenfone  4, justifica-se quase que totalmente. Fotos muito boas em ambientes iluminados!! A câmera grande angular na versão 5 está muito mais “equilibrada”, ou seja, entrega fotos com cores e qualidade muito mais próximas da câmera principal. No Zenfone 4 a grande angular fazia boas fotos, mas o padrão de cores e sensibilidade era bem diferente da câmera principal.
  

figura 04  – foto tirada com câmera traseira wide angle


figura 05  – foto ao por do sol mostrando um competente HDR
     


figura 06  – foto em ambiente interno com a câmera wide angle


figura 07  – foto a luz do dia mostrando alto nível de detalhes e nitidez – bokeh natural (clique para ampliar)

Confesso que sempre gostei de lente zoom, como existia no ótimo Zenfone 3 Zoom. Aliás, o 3 Zoom deveria ter sido chamado de Zenfone 3.5 pois ele inovou com as câmeras duplas, uma novidade à época, um passo na direção do futuro Zenfone 4. Hoje vejo também grande valor na grande angular, mas se pudesse pedir algo para a Asus, pediria um smartphone com 3 câmeras traseiras incluindo zoom e grande angular além da câmera principal. Importante destacar que a Asus “deu a cara a tapa”, submetendo o Zenfone 5 à muito rigorosa avaliação da renomada organização DXOMARK para avaliar sua câmera e recebeu a excelente pontuação 93, bem elevada para a sua categoria!! Clique aqui para ver a avaliação.


figura 08  – resultado da avaliação do Zenfone 5  feita pelo DXOMARK

Então as fotos são perfeitas com o Zenfone 5? Muito boas, mas não exatamente perfeitas. As fotos contam com um ótimo HDR, superado pelo irmão 5z que por usar SnapDragon 845 tem um conjunto de APIs mais sofisticadas e ainda mais aprimorado. Mas o resultado do 5 é muito bom. Porém em ambientes mal iluminados a Asus ainda não chegou lá. Ainda há ruído nas imagens em nível acima de câmeras de outros smartphones.
   

Figura 09  – foto com baixa luz, mais ruído do que seria desejável (clique para ampliar)

Já em modo manual, um ponto forte da Asus, com conhecimento de fotografia podem ser obtidas fotos muito boas, até mesmo melhorando as fotos com baixa luz. Mas estimo que apenas 2% a 3% dos usuários se aventurem pelo modo manual, se muito. Também destaco um competente modo retrato que vai melhorando com uso, fruto do uso de AI.

Há de se destacar uma ação única da Asus. A câmera frontal tinha um pós-processamento que deixava as faces esbranquiçadas e “empasteladas”, pois este é a preferência estética dos asiáticos. Por causa do feedback dado pelos testadores brasileiros, antes do lançamento ainda, a Asus alterou a calibragem da câmera. Passou a entregar fotos com a câmera frontal muito mais “realistas”, cores mais quentes e ao gosto dos brasileiros. Apenas os Zenfones 5 vendidos no Brasil receberam esta atualização. Fantástico isso!

Sobre a usabilidade do Zenfone 5, seu processador, o SnapDragon 636 é uma versão um pouco “aliviada” do 660, que ocupava o Zenfone 4 (modelo de topo já que havia versão também com o 630). No dia a dia todas as aplicações de meu uso corrente tiveram ótima fluidez, sem engasgo algum, nem lentidão. Redes sociais, WhatsApp, email, navegação Web, Youtube, Spotify, etc., tudo roda ao mesmo tempo com boa desenvoltura. Reconhecimento facial , além da impressão digital, também é algo de que gostei muito. Seu tamanho e “pegada” me agradaram muito.

Com toda certeza é um dispositivo que atenderá à demanda do usuário que busca um smartphone intermediário de nível superior. Se você tem costume de se divertir com jogos pesados, o 5 vai dar conta, mas não no modo de qualidade máxima em todos os casos, algo que seu irmão maior 5z é capaz (por causa do SnapDragon 845 e GPU Adreno 630).

Figura 10  – Zenfone 5 com SoC Qualcomm SnapDragon 636

Embora eu tenha testado o Zenfone 5 por 6 semanas (ou mais porque quando eu não estou testando outros smartphones ele é o meu “daily driver”), o que escrevi acima não é tecnicamente um review, pois fundamenta-se mais em opiniões e percepções. Sem contar que há dezenas de reviews incrivelmente competentes na Internet (textos e vídeos). O que me propus a fazer é o review de fato da autonomia de bateria.

Portanto vamos à análise da bateria, que é o objeto principal deste texto!!

 
Analisando a fundo a autonomia e tempo de Carga da Bateria

Indo direto ao ponto principal deste texto que é a autonomia de bateria. Vai ser uma discussão longa. Você me acompanha?? Aperfeiçoei uma metodologia para estes testes que por ser consistentemente reprodutível tem se mostrado eficaz, usando sempre os mesmos princípios. Isso me permite comparar com precisão diferentes dispositivos. Incluí alguns testes de situações isoladas mais recentemente para dar visão de cenários específicos.

Assimilei MUITO com a experiência vivida com o Zenfone 4. Refiro-me ao processo de aprendizagem do sistema Android de como usar melhor a bateria. Tive paciência e obtive na época autonomia de 15.3 horas, um bom número, mas longe de ser brilhante. Com a atualização para o Android 8.0 e algumas atualizações de firmware (FOTA) enviadas pela Asus resolvi testar novamente e para minha surpresa houve um sensível progresso no novo teste do Zenfone 4 que o levou para mais de 19.5 horas de autonomia!!
   

Figura 11  – grande evolução do Zenfone 4 ao longo de sua vida, FOTAs, novo Android, etc.

Isso elevou minha expectativa ao testar o Zenfone 5. O processador SnapDragon 636 essencialmente é uma versão ligeiramente simplificada do SnapDragon 660 do Zenfone 4, visando manter desempenho parecido (levemente menor), mas mais econômico e mais barato, já que o 660 encarecia um pouco o Zenfone 4 (por isso havia versão com o SnapDragon 630). Seria ele capaz de desempenhar quase tão bem (em relação ao 660) e ainda ser mais econômico? Na parte anterior deste texto comentei que a usabilidade do Z4 e Z5 são muito boas, missão cumprida. Em benchmarks (que analisados isoladamente eu refuto a validade), o Z4 pode ser ligeiramente melhor em um ou outro ponto, mas com o AI Boost, recurso novo do Z5 o 636 supera em alguns pontos o valente 660.

Contrariando todos os preceitos jornalísticos vou direto ao ponto! Vou de imediato mostrar todos os resultados individuais de vários testes com o Zenfone 5 e sua autonomia de bateria!! A tabela abaixo resume tudo, ou quase tudo. Autonomia de 18 horas e 36 minutos ou 19 horas (mais detalhes adiante). Isso é bom o bastante para você!?

Resumo dos dados aferidos com a bateria e carregamento

Figura 12 - Resumo dos dados aferidos com a bateria

Para muitas pessoas acredito que a leitura deste texto se encerrará aqui, já que estão claramente mostradas as virtudes e capacidades do Zenfone 5 e seu comportamento no uso da bateria.

MAS se você tem curiosidade de entender cada um destes números da tabela acima eu o convido para uma (longa) jornada nos parágrafos abaixo nos quais cada um deles é discutido e explicado. Há pontos MUITO INTERESSANTES!!

Detalhando (bastante) o teste com a bateria (explicando a tabela acima)

Fundamento meu teste em algumas situações distintas. Eu as utilizo também para referência e comparação com outros smartphones.

Standby com tela apagada: aparelho ligado, mas sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação o Zenfone 5 permaneceu 255 horas até esgotar sua bateria, mais de 10 dias!! O maior número que já obtive neste tipo de teste com qualquer smartphone! O Zenfone 5 em standby não tem concorrente. Ponto para o Z5!

Standby com tela sempre ligada: aparelho ligado, tela SEMPRE ligada com 60-65% de brilho (que julgo ser o nível mais comum), sem usá-lo de forma alguma, porém recebendo mensagens, e-mails, conectado à rede 3G/4G ou WiFI. Nesta situação permaneceu 10 horas e 54 minutos até esgotar sua bateria (1h20m a mais que o Zenfone 4). Ponto para o Z5.

Detalhando um pouco mais o teste de standby. Vejam as duas figuras abaixo:


figura 13 – tabela com dados de descarga de bateria em standby e tela ligada


figura 14 – tabela com dados de descarga de bateria em standby e tela ligada

Podemos ver na tabela de dados e no gráfico que para sair de 100% para 99% o Zenfone 5 leva mais de 40 minutos e depois cada 1% é consumido entre 6 e 7 minutos. Isso não é muito bom para aferir o consumo (ao menos no começo da carga), pois dá uma impressão inicial de que a bateria vai durar mais de 60 horas e na verdade dura um pouco menos de 11 horas. Este comportamento eu observo desde o Zenfone 3 que Zoom depois de uma atualização começou a se comportar assim também. ASUS, vale uma revisão nesta instrumentação do consumo de bateria. Mas efetivamente foram 10h54 min de autonomia nessa situação.

Youtube: o terceiro cenário é de uso contínuo de Youtube. Um mesmo vídeo sendo reproduzido ininterruptamente, tela sempre ligada, nível de brilho em 60-65%. Nesta função o Zenfone 5 permaneceu ativo por 10 horas e 5 minutos até esgotar sua bateria. Convém notar que em relação ao tempo de standby a diferença não é grande (42  minutos), mérito da GPU Adreno 509 do Qualcomm Snapdragon 636, que para renderizar vídeos gasta pouca energia adicional. Foi 45 minutos melhor que o Z4. Ponto para o Z5. A partir deste teste eu comecei também a testar função análoga no NETFLIX. Nesta condição o Zenfone 5 permaneceu 8 horas e 53 minutos em operação (maratona de série), um pouco mais de uma hora a menos que a autonomia usando Youtube.

Gravação de vídeo: O quarto cenário é da função de filmagem na resolução 1980x1080 (full HD 60 fps), tela sempre ligada, imagem sendo continuamente capturada e gravada. Descobri ser este o PIOR desempenho do Zenfone 5, pois ele segura a gravação de vídeo por apenas 2 horas e 50 minutos. O Zenfone 4 na mesma situação foi capaz de segurar a gravação de vídeo por 4 horas e 49 minutos. É importante o usuário saber que se gravar com o Zenfone 5 um vídeo de 1 hora, isso levará consigo cerca de 35% de sua bateria. Z4 melhor aqui.

Waze: O quinto cenário é do uso contínuo do aplicativo de navegação por GPS e identificação dos melhores caminhos. Era até então este aplicativo o maior triturador de baterias que havia para qualquer smartphone, só superado pela gravação de vídeo. O Zenfone 5 consegue manter o Waze funcionando de forma ininterrupta em média por 5 horas e 51 minutos consumindo cada 1% da carga em 3m31seg. “Em média” porque o ritmo de consumo da bateria nesta situação depende do trajeto, da temperatura, se há incidência de sol no smartphone, etc. Capturei os dados de 14 viagens que mostro no gráfico abaixo. O Zenfone 4 neste mesmo teste entrega 6 horas e 36 minutos de autonomia, 45 minutos a mais. Ponto para o Zenfone 4.

 
figura 15 – autonomia da bateria usando o aplicativo Waze

Carga da bateria:  este definitivamente não é um ponto forte do Zenfone 5. Usando o seu próprio carregador de 10 Watts ele adquire 100% em aproximadamente 2 horas e 3 minutos, em média ganhando 1% de carga a cada 1m14seg. O Zenfone 4 realiza seu carregamento em 1 hora e 50 minutos (13 minutos antes).

Mas o “susto” foi maior. No começo dos testes eu havia obtido tempo de carregamento de 2 horas e 20 minutos. Conversando com a Asus, na verdade uma troca de ideia com Marcel Campos, ele me sugeriu desativar o AI para carregamento, que faz sentido mesmo, pois isso retarda o carregamento de forma proposital para preservar a bateria (mesmo fora do horário descoberto como de “repouso” do aparelho).

Por fim não resisti, usei um carregador de 15 Watts da Motorola que tenho e o tempo de carga caiu para 1 hora e 49 minutos, muito melhor. O Zenfone 5z vem com um carregador de 18 Watts e deve ser ainda mais rápido (não testei o 5z infelizmente). Todos estes testes foram feitos com o aparelho LIGADO mas sem o utilizar e tela sempre apagada.  Dados capturados pelo aplicativo Battery Log.


figura 16  carregamento da bateria de várias formas

Uso real
: o teste mais realista é mesmo o “uso natural” do smartphone, no qual por 28 dias aferi o consumo adotando o aparelho como meu único dispositivo, todos meus aplicativos, redes sociais, quatro contas de Email, WhatsApp, Instagram, fotos, vídeos, Waze, etc. Há uma boa variabilidade na autonomia. Nestes dias testados, obtive uma vez quase 20 horas de uso contínuo e no pior caso 15 horas, média de 18.6 horas. Eu faço testes de smartphones há um bom tempo e meu padrão de uso não tem mudado e por isso é para mim referencial para comparações. IMPORTANTE, desprezei os primeiros 7 dias de para deixar o “Doze on the Go” fazer o seu trabalho.


figura 17 – Autonomia da bateria dia a dia

A tabela abaixo contém o “diário de bordo” do meu teste. Podemos identificar de forma aproximada porque certos dias o consumo foi maior ou menor.


figura 18 – diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)

É importante destacar que estas 18.6 horas de autonomia média reflete o MEU PADRÃO de uso que com certeza não é igual ao do leitor. Posso ser mais comedido ou posso ter um modelo de uso mais intenso. Por isso é importante mostrar a tabela acima. Ela ilustra o que eu fiz a cada dia com o smartphone. Dias com maior consumo foram os que tiveram maior percentual de uso de TELA, Waze, fotos, chamadas de voz, etc.

figura 19 – diário de bordo do teste - regime “natural” (clique para ampliar)


figura 20 –tempos médios de uso por aplicativo

A forma de coleta de dados que utilizo é um pouco trabalhosa, mas muito simples. A cada dia registrava a hora que começava o uso, a partir de 100% de carga. No final do dia aferia o percentual usado e pelo tempo decorrido podia inferir o tempo total que teria durado a bateria naquele dia. O próprio Android mostra o tempo de uso dos aplicativos mais usados.

Apresento agora um gráfico comparativo da autonomia da bateria correlacionando com o tempo de uso de tela (em percentagem) e com o tempo de uso de Waze (também em percentagem). Claro que há outros fatores importantes. Vimos que gravar vídeo consome muita bateria, mas usar a tela acesa (email, whataspp, facebook, navegação web, etc.) e Waze (GPS) são muito frequentes no dia a dia.

figura 21 – análise comparativa autonomia x waze x tela (clique para ampliar)

Uma métrica muito usada pelos avaliadores de smartphones é citar o “tempo de tela” obtido, ou seja, quanto tempo se consegue de fato estar usando o aparelho, com tela ligada, realmente fazendo alguma coisa (qualquer atividade). Ao longo dos 28 dias testados obtive em média 6 horas de uso de tela, sendo que em um dos dias (#24) consegui 8 horas de tela. Por outro lado meu pior desempenho foram 4 horas (#26). O Zenfone 4 nesta mesma métrica me entregou 5 horas de tela em média. Ponto para o Z5!

figura 22 – análise do tempo de tela máximo a cada dia

Mas se você leu com atenção o texto vai se lembrar que falei que a autonomia aferida da bateria do Zenfone 5 foi de 18.6 horas ou 19 horas. Por que essa dualidade? Qual o porquê destes dois valores. Eu explico. Veja com atenção o gráfico abaixo:
   

figura 23 – Autonomia da bateria dia a dia – destaque para os dias “anormais”

Nos dias #12, #13 e #14 houve um consumo de bateria NOTADAMENTE maior. Eu viajei para o sul do Brasil por 4 dias exatamente neste período. Lamentavelmente eu não tive WiFi disponível nenhum destes dias e por isso usei apenas 3G/4G em Roaming o tempo todo. Na verdade, havia WiFi, mas era tão ruim que optei por não usar. Quando percebi que o rendimento caiu bruscamente acionei “emergência”, ou seja, Mr. Campos, Marcel Campos. Ele me informou que iria ser disponibilizado uma atualização (antes do lançamento ainda – foi dia 10/08/2018) que entre outras coisas endereçava consumo de bateria em regime de 3G/4G. BINGO!!! 

No 4ª dia da viagem, ou seja, no dia #15 o consumo foi absolutamente normal, resultado da atualização feita na manhã deste dia. Por isso eu achei justo ter uma segunda visão dos resultados expurgando estes dias “doentes”, cuja atualização (repito, antes do lançamento em 16/08) resolveu. Vejam como ficou nesta nova situação. Em vez de 28 dias foram considerados 25, uma amostra também bastante significativa.


figura 24 – Autonomia da bateria dia a dia – retirados os dias “anormais

Isso explica como cheguei à média de 19 horas de autonomia de bateria e não mais 18.6 como originalmente calculado.

Smartphone como um “ser vivo”
  

Agora com o valor final, 19 horas de autonomia para o Zenfone 5 posso comparar com o Zenfone 4 que obteve 19.7 horas de autonomia. Ponto para o Zenfone 4! Mas calma, ainda não tão rápido.

Como falei, testei o Zenfone 4 duas vezes, logo que saiu com Android 7.0 e depois de alguns meses com o Android 8.0 e várias atualizações (FOTA) depois. Em seu primeiro teste obtive 15.3 horas de autonomia, que para falar a verdade foi meio frustrante. Mas vejam como meses depois o comportamento evoluiu (para 19.7 horas).

Pouca gente se dá ao trabalho de testar duas vezes o mesmo smartphone, eu mesmo fiz isso pela primeira vez nesta ocasião. Fui motivado pela informação extraoficial de que o consumo de bateria teria melhorado com o Andoid 8.0 (Oreo). Fato confirmadíssimo. Farei de novo isso? Talvez, se houver um forte motivador, atualizações, etc. Por isso que falo que é um smartphone é um “ser vivo”, pois ele pode melhorar MUITO ao longa da sua vida útil se o fabricante cuidar dele com carinho. Bateria, câmera, aplicativos nativos...

Tenho uma teoria sobre essa melhoria do Zenfone 4.  Modo especulativo ligado! A Asus devia saber que teria o 636 no Zenfone 5, uma variação do 660 e quem sabe (só ela pode confirmar), uma parte da engenharia do Zenfone 5 pode ser derivada da versão anterior, assim ao melhorar o 4 estaria apontando na direção certa para o 5. É uma teoria apenas. Mas o Zenfone 5 também pode melhorar como seu competente Zenfone 4, que apesar do visual datado, ainda é um ótimo aparelho.

Algumas comparações interessantes
  

Testar poucos smartphones, mas ter dados detalhados é algo que com o tempo se torna muito útil!! Compilei entre minhas dezenas de planilhas com informações sobre a família toda, desde o Zenfone 5 primordial de 2014. Comparei também o Zenfone 5 com alguns dos últimos smartphones que testei, sem compromisso de serem do mesmo segmento, uma comparação “livre” mesmo, só para trazer dados interessantes do meu acervo. Veja nas tabelas ou gráficos abaixo.
   

figura 25 – comparação/evolução de toda a família Zenfone

O Zenfone 5 de 2014, com seu processador Intel Atom , trouxe sérias dificuldades para a Asus pela sua eficiência energética reduzida. Foi só trocar pelo SnapDragon 625 no Zenfone 3 que o salto de eficiência foi GIGANTE. Muito interessante ver essa evolução!


figura 26 – comparação da autonomia entre teste de smartphones testados em 2018

Em relação a smartphones que testei em 2018, não incluí o Zenfone 4 na tabela, testado de novo em janeiro e fevereiro porque ele foi largamente comentado ao longo deste teste.

Vejam que os “flagships” da Samsung, tanto Note 8, Galaxy S9 e S9 Plus (teste parcial – antes de eu ser roubado) têm autonomia de bateria inferiores, como é a tradição desta categoria (são excelentes mas sem muita duração de bateria). Uma boa surpresa foi para mim o Moto G6 Plus, uma decepção o Moto X4 e decepção parcial com o Moto Z3 Play, que embora tenha boas 17.9 horas de autonomia, é apenas uma sombra do que foram Moto Z Play e Moto Z 2 Play que tinham baterias bem maiores e autonomia de mais de 20 horas.

Conclusão
  

O Zenfone 5 é um dispositivo que claramente se insere na categoria dos intermediários “premium”, querendo galgar o andar superior, fato que seu irmão maior5z conseguiu (top de entrada). Mas o 5 testado é um dispositivo que tem excelente usabilidade, fotos bastante competentes em situação de boa iluminação com nitidez e detalhes acima da média de sua categoria. Em baixa luz ainda não chegou no mesmo patamar, tem degraus a subir ainda. Sua câmera wide angle foi para mim uma grata surpresa, melhor e mais consistente nas cores em relação ao Zenfone 4. A interface ZenUI tornou-se limpa e muito fluida, embora subjetivo, acho bem bonita e agradável. Uso de inteligência artificial em vários recursos complementam suas principais características.

Em relação à bateria, objeto principal deste texto, o Zenfone 5 está em uma categoria que eu denomino SUPER18, ou seja, dura em média mais de 18 horas e isso é especial. Permite sair de casa às 06:00 e retornar meia noite e ainda assim ter bateria. Isso é libertador, pois nem sempre temos condição de fazer recargas ao longo do dia, que aliás “queimam” ciclos da vida da bateria. Isso tudo com um uso de tela médio de 6 horas (cerca de um terço do tempo total). Muito bom mesmo!! Mas como o smartphone é um “ser vivo”, isso pode melhorar com o tempo. Será? Tem potencial como aconteceu com o Zenfone 4.

Seu tempo de carregamento é alto, principalmente por causa do carregador de 10 Watts que o acompanha (123 minutos). Precisei apelar para um carregador da Motorola de 15 Watts para ter maior desempenho (107 minutos). Há espaço para melhoria aqui, seja no processo de carga, seja na entrega de um carregador mais potente para o comprador.

figura 27 – Zenfone 5 e sua grande tela (90% da área útil)

É um dispositivo que recomendo. Há espaço para melhoria? Com certeza, por exemplo seu carregador e fotos com pouca luz, mas se trata de uma clara evolução da família Zenfone, comprovada após cada geração, como mostro novamente nos dispositivos que ainda tenho, todos funcionando!!


figura 01 – do meu acervo pessoal todos os Zenfones que possuo, todos funcionando!!  (clique para ampliar)

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