sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sites fraudulentos alteram boletos vencidos - alerta Kaspersky Lab


Audácia?? Cara de pau? Atrevimento? Não acho o termo certo para descrever o que esta denúncia do Kaspersky Labs relata (texto na íntegra replicado abaixo). Acreditem se você procurar no Google por BOLETOS VENCIDOS aparece um link patrocinado que dirige o internauta para um site que faria o favor de refazer o boleto com os dados ajustado, com nova data de vencimento para que possa ser pago pelos sistemas de banco pela Internet.

Porém o que estes sites fazem é criar um novo boleto cujo código de barras ao ser digitado transfere o pagamento para um laranja ligado aos golpistas. Assim o boleto é "pago", mas o dinheiro vai para o estelionatário virtual e a conta original fica inadimplente. Legal né?

Veja mais detalhes no texto abaixo.

Flavio Xandó


Kaspersky Lab alerta: sites fraudulentos alteram boletos vencidos

São Paulo, 09 de agosto de 2013 – A Kaspersky Lab descobriu que cibercriminosos brasileiros têm investido esforços na criação e disseminação de sites fraudulentos que supostamente fazem o cálculo de boletos bancários vencidos, mas que na verdade geram um documento com a finalidade de desviar o pagamento para uma conta pertencente a golpistas.

A demanda por esse serviço fez com que os bancos criassem um sistema de cálculo de boletos vencidos em seus sites. O usuário que buscar o sistema no Google pode acabar acessando um site fraudulento criado por criminosos – a Kaspersky Lab encontrou dois deles. Para divulgá-los os golpistas usam campanhas de Adwords do Google:


O site malicioso irá pedir os dados do boleto vencido:



Porém, o boleto gerado terá o código de barras e linha digitável de uma conta pertencente ao criminoso:

Boleto fraudulento gerado pelo site dos golpistas

Essa não é a primeira vez que cibercriminosos brasileiros tentam alterar boletos – recentemente foram descobertos trojans com a capacidade de alterar o código de barras do documento gerado no computador.


Os produtos da Kaspersky bloqueiam o acesso a esses sites fraudulentos. Para maiores detalhes, acesse nosso blog.

Migrando seu e-mail para a nuvem com Office 365 parte 2 Entrevista com Eduardo Campo da Microsoft

Anteriormente foi apresentado na primeiraparte deste artigo uma visão histórica do serviço de e-mail e dois casos de implantação da solução da Microsoft, o Office 365. O primeiro caso trouxe uma visão de negócio e o outro uma visão mais técnica. Mas agora chegou a hora de saber da própria Microsoft as nuances e detalhes do Office 365. Quem conversou comigo foi nada mais, nada menos que Eduardo Campos. Ele é Gerente Geral de Office da Microsoft Brasil. Trabalha há 20 anos na indústria de tecnologia e desde o ano 2000 na Microsoft. Sua experiência combina diferentes perspectivas, variando desde o desenvolvimento de projetos de sistemas, gestão de Marketing, estratégia de mercado e gerenciamento de programas de canal. Ele me recebeu para uma conversa na sede da Microsoft para trocarmos ideias sobre o tema.
  

figura 1 – Eduardo Campos – responsável pelo Office 365 no Brasil





Xandó: Gostaria de começar nossa conversa contando para você quem em 2012 eu tive a oportunidade de implantar o Office 365 em uma empresa, migrando os e-mails do Exchange local para a nuvem da Microsoft (quem leu a parte 1 do texto estou falando da empresa XYZ). Por outro lado eu vi recentemente propagandas, e-mails, etc. , mas falando de Office 365 para usuário final. Como é isso? Em qual lado há novidades no serviço?

Eduardo: foi lançado o Office 365 versão Premium para usuário final que consiste de uma compra por assinatura, pagamento anual e vale para 5 dispositivos. Traz também acesso a 20 GB de Skydrive e 60 minutos por mês de chamadas pelo Skype. Mas o Office 365 que vamos conversar é a versão nova deste que você já implantou. Ele traz novas funcionalidades e novas formas de comercialização.



Xandó: A forma “clássica” de comercialização é pelo número de caixas postais contratadas, não é?

Eduardo: Sim, mas há planos diversos como E1, E2, E3 e agora tem novidades para micro e médios empresários. Já tinha oferta para este público, mas há mudanças.


Xandó: Quem sabe eu mesmo não migro meus e-mails... Eu hospedo meus próprios e-mails e usava para isso um Exchange 2003. Eu tenho os meus próprios servidores de virtualização, minhas máquinas virtuais, para poder aprender a aplicar isso nas empresas. Mas já migrei há pouco tempo para um Exchange 2010.

Eduardo: Não acredito!! Só agora há pouco saiu do Exchange 2003?

   
Xandó: Vou te confessar uma coisa. Estou convencido de que migrar meus e-mails para a nuvem é urgente. Muitas empresa estão fazendo e também preciso ter esta experiência. E confesso que quando falha meu link de Internet fico em pânico, pois sei que e-mails serão perdidos. É bom tem seu próprio servidor, tem um monte de coisas que dá para fazer sozinho, mas...

Eduardo: O movimento que está acontecendo agora é importante. O que aconteceu há mais de 20 anos quando a Microsoft reuniu 4 produtos isolados para formar o Office está caminhando hoje para agregar vários componentes e oferecer o software em um formato de assinatura, tanto no lado do usuário final como o servidor de e-mails e muito mais além. A Microsoft está redefinindo o conceito de colaboração pelo uso dos recursos de comunicação usando os serviços da nuvem.

  
Xandó: Mas o que está mudando?

Eduardo: A começar pelos dispositivos. Veja meu smartphone, um Windows Phone. Eu tenho tudo aqui, minha vida toda. Praticamente não precisaria usar outro tipo de equipamento. Tela grande, como se fosse meu Phablet (smartphone + tablet). Diferentes dispositivos, diferentes plataformas, uma multiplicidade gigante até 2016. E por fim as pessoas. Temos agora 3 gerações afetadas pelo avanço da tecnologia interagindo: os Baby Boomers, a geração X e a geração Y. Isso traz um desafio de integrar de maneira simples todas as ferramentas, redes sociais, twitter, horários flexíveis, colaboração, reuniões remotas... Usar no campo profissional recursos que uso na vida pessoal e vice-versa, trabalhar a hora que eu quiser e onde eu quiser. Que tipo de ferramentas temos que colocar à disposição das pessoas para que elas possam ter isso na empresa? E a nuvem encaixa muito bem no conceito de pagar estes serviços pelo uso. Hoje temos condição de oferecer estes recursos. Temos condição de entregar esta visão hoje em dia dentro da plataforma do Office 365.

Xandó: Mas quais as semelhanças do Office 365 “pessoal”, este vendido no varejo e o adquirido como substituição ao e-mail interno?

Eduardo: Ambos incluem o Office versão Desktop para ser instalado nas máquinas. Há versão online. Mas o mais legal é a tecnologia de instalação que é super moderna. Eu fui instalar pela primeira vez na minha casa e achei que ele ia ficar fazendo um longo download. Mas em dois minutos o aplicativo que eu tinha disparado já abriu e o resto da instalação ficou sendo feita em “background”. Existe também a versão online (Webapps). No desktop podem ser instalados em 5 dispositivos diferentes (PCs ou Macs).

     
Xandó: e a versão Corporativa, quais as diferenças? E as novidades?

Eduardo: essencialmente é o que você já implantou, mas com componentes renovados. Exchange, Sharepoint (colaboração), Lync (mensagem instantânea), vários serviços e o Office novo, na modalidade serviço. Há coisas interessantes como uso de tecnologias de rede social usadas em ambiente corporativo, uso intenso de nuvem, BYOD (bring your own device), ou seja, a consumerização de tecnologia que está se espalhando trazendo um pouco de medo aos CIOs, mas é algo meio que irreversível. As pessoas querem trazer e usar os seus próprios dispositivos. Também a simplificação da área de TI. A empresa não é mais ou menos competitiva porque não aplica os patches do Exchange ou porque administra bem as caixas de correio. Ela será competitiva por causa dos resultados e produtividade alcançados pelo uso correto da tecnologia.

   
Xandó: Isso afeta o perfil do funcionário de TI de alguma forma?

Eduardo: Muito! Tradicionalmente o profissional de TI era formado em processamento de dados, análise de sistemas, administração ou algo parecido. Agora o gestor de TI tem que ser quase que um piloto de avião. Ele voa no automático e ele é bom no momento da crise. Como ele identifica SLAs, como ele atua em caso de contingência, como ele atua em um cenário no qual ele não tem total controle do serviço que ele está recebendo, mas ao mesmo tempo ele é o responsável pela qualidade daquele serviço perante as áreas de negócio dentro da empresa. Saber atuar em crises, habilidades de governança e comunicação bem mais desenvolvidas, gestão de mudanças. Menos importante os bit e bytes. Mas tem que avaliar quando é caso de ter serviços “on premise” (dentro de casa) e quando contratar fora na nuvem.

  
Xandó: Olhando outro lado, ao usar a solução Office 365 na nuvem, por exemplo, o SharePoint. Já existe o produto há um bom tempo. Mas o grau de uso não é tão intenso. Provavelmente porque para uso efetivo a empresa tem que montar um pequeno projeto, montar um ambiente de colaboração que faça sentido para ela... Mas com o 365 online já existe um ambiente pronto, configurado que com pouca intervenção já pode ser usado. É isso mesmo? Existe esta vantagem?

Eduardo: Isso mesmo, você poupa muitas etapas e já recebe um ambiente muito preparado. Em menos de 10 minutos você já tem um ambiente de EPM (Enterprise Project Management), gerenciamento de projetos, simples de usar, baseado em “templates” (modelos pré elaborados) reduzindo a necessidade de conhecimento técnico para implementar. Um profissional de TI, um parceiro da Microsoft, vai ajudar muito mais para entender o que se deseja fazer e entregar projetos que trazem valor para o negócio. Esse conceito vale para todas as áreas. Pode ser usar o SharePoint para um projeto de Balanced Scorecard, ou para um projeto de Workflow ou mesmo um projeto para usar o SharePoint com Office para facilitar reuniões de trabalho. Assim você muda completamente a conversa que você tem com uma área de negócios.

   
Xandó: estou vendo este resumo que mostra Office versão Business do varejo (caixinha), que visa atender empresas de até 10 funcionário, e as versões online Small Business, Small Business Premiu, Midsize e Enterprise. Isso já existia na oferta anterior do Office 365?

Eduardo: Não, é exatamente isso que estamos lançado agora. É uma forma nova de segmentar este serviço com a oferta de versões adequadas ao porte da empresa, tanto no custo como nas funcionalidades. As versões iniciais partem do princípio que menos intervenção da área de TI será necessária para administração enquanto as versões Enterprise tem muitas funcionalidades que demandam um pouco mais de administração. E estas versões mais avançadas praticamente igualam os recursos da versão online com os recursos de uma implantação “on premise” (na infraestrutura da empresa). E há outra novidade interessante. A versão Midsize Business está disponível no Brasil em contrato OPEN. Isso significa que mais um canal de mais de 15.000 revendas poderão comercializar este produto.

Xandó: Parece que a versão Enterprise tem integração com o servidor da empresa. É isso?

Eduardo
: A versão Enterprise tem integração com o AD (Active Directory). Isso significa que o cliente ao entrar no aplicativo na Web não precisa se autenticar. É como se fosse um aplicativo da Intranet “de casa”. Isso favorece segurança, gestão de TI e simplifica para o usuário com “single sign-on”.

  
Xandó: Como é o uso e a integração com o Skydrive? Eu vi que essa é uma novidade? É uma versão diferente?

Eduardo: Nesta versão existe o Skydrive PRO. Cada usuário tem seu espaço pessoal de armazenamento para uso com os arquivos da empresa. Na versão anterior do Office 365 não havia este espaço para cada usuário. E a diferença principal, é uma área “pessoal”, mas gerenciada. Se o funcionário sair da empresa o administrador pode intervir e atuar naqueles arquivos movendo, apagando, etc.

  
Xandó: a versão “caixinha” do Office permite que seja instalada em até 5 dispositivos. Como é no Office 365 empresarial?

Eduardo: Também pode ser instalado em até 5 dispositivos pessoais. Computador desktop na empresa, notebook, MAC, smartphone e tablet. O acesso é único, a caixa postal é a mesma, mas a licença garante o direito de ter o aplicativo do Office nos seus diferentes dispositivos.

  
Xandó: Mas e se seu tablet cai no chão, quebra, perde, você pode reaproveitar aquela licença ou ela é perdida?

Eduardo: uma nova licença pode ser obtida no site ou via suporte.

  
Xandó: Esta forma de comprar como serviço traz custos diferenciados e interessantes. Mesmo para o cliente final, certo?

Eduardo: Veja só o Office 365 Home Premium (varejo) custa R$ 159 para até cinco dispositivos por ano. Para universitários e faculdades o preço é o mesmo, mas esta licença é válida por 4 anos, pelos mesmos R$ 159. Costumo dizer que pelo preço de uma balada dá para ter o Office por 4 anos! Temos uma campanha que faz a pergunta “o que você faria por R$ 0,50 por dia?”. É o que custa o Office 365 Home Premium (varejo) para aqueles 5 usuários!! E se durante o período de vigência da assinatura o Office for atualizado ele terá direito à nova versão.

  
Xandó: Estamos falando agora um pouco mais do Office 365 varejo que não inclui os “servidores” (e-mail, SharePoint, etc.), mas tem o mesmo conceito de compra por assinatura para o Office propriamente dito.

Eduardo: Isso mesmo! E veja uma coisa. Enquanto conversamos estou te mostrando este arquivo Power Point. Veja agora que ele está rodando no browser, ou seja, é a versão nuvem, do Office com idêntica experiências para o usuário. Imagine o impacto disso no dia a dia e na produtividade. Como usamos intensamente o standard HTML5 há compatibilidade com grande variedade de navegadores como Safari, Chrome... acesso os arquivos que preciso pelo Skydrive Posso usar a partir de qualquer lugar e com a possibilidade de compartilhar arquivos com as pessoas da minha rede.

  
Xandó: Existe um lado do Office 365 que eu não vi e não entendi. Como é esse lado de “rede social dentro da empresa”?

Eduardo: Isso é bem interessante. Por exemplo, veja minha página pessoal dentro da empresa. Eu listo as habilidade que eu tenho, sobre o que eu gostaria de falar e começo a interagir com as pessoas dentro da companhia. E posso também criar comunidades internas tanto para projetos (assim que se conectam as várias gerações) ... Eu tenho uma comunidade chamada Microsoft Scuba Dive para interagir com pessoas de mesmos interesses. As páginas ou comunidades podem ter debates ligados ou não a projetos internos. Isso tudo dentro do meu próprio portal. Como eu tenho uma identidade corporativa e outra identidade pessoal no Office 365 eu posso transitar entre uma e outra a cada momento com seus respectivos conteúdos facilmente, memória dos últimos arquivos trabalhados em cada ambiente.

  
Xandó: Nos trabalhos em grupo há como os documentos serem abertos e trabalhados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

Eduardo: Sim este é um recurso dos arquivos no SharePoint que chamamos de coautoria.  Por exemplo eu abro os PPTs de apresentação de resultados junto com a minha equipe. O tempo que nós gastamos para fazer isso agora é muito menor. Outro exemplo, usamos o OneNote para tomarmos notas em reuniões de forma compartilhada. Assim fazer a ata daquela reunião é muito simples e rápido e depois todos recebem a versão final. Outro caso legal, eu fui para o Japão ver o jogo do Corinthians em 2012 e fiz todo o planejamento da viagem, logística, informações, deslocamentos, hotéis, horários, etc. no OneNote. Ao chegar lá consegui um chip para meu Windows Phone e acessei todas as informações ali na palma da mão que estavam na nuvem. Imagem do ingresso, frases úteis em japonês, dicas de locais enviadas por amigos, e-mails, mapa das cidades, mapa do estádio, tudo foi impresso no OneNote e acessado pela nuvem no smartphone.

  
Xandó: Não querendo ser, mas já sendo um pouco provocativo, como você compara a solução da Microsoft com a solução de ambiente de nuvem do Google? Eu vejo que eles têm um bom serviço, boas soluções também, têm bons produtos...

Eduardo: A diferença para o Google é, sendo também um pouco provocativo, é que eles plugaram um monte de serviços separados em um serviço único. Nós montamos um serviço que é todo integrado desde o seu desenho (projeto). Eu nem preciso abrir janelas a mais, não preciso ficar autenticando toda hora. Não peguei um Youtube que está aqui Google Docs ali... A começar pela integração com o Active Directory e uma interface consistente e homogênea entre os aplicativos e serviços, e-mail, calendário, site, projetos, um ambiente único e funcional e não um monte de janelas que vão se acumulando. E quando você complementa com o Office que está dentro da máquina (desktop, notebook, tablet) fica ainda melhor porque você tem o aplicativo no PC e a informação fluindo pela nuvem e também em outros dispositivos que o usuário tenha. É uma proposta bem diferente a da Microsoft quando comparado com o serviço do Google.

  
Xandó: Lá atrás o próprio Office começou a partir de produtos independentes, nem mesmo todos desenvolvidos originalmente pela Microsoft. Que eu me lembre tanto Excel como Access foram comprados de terceiros e posteriormente integrados.

Eduardo: Com o tempo eles foram sendo entrosados e integrados e não “juntados”.

  
Xandó: E vejo outro lado. O Google Docs pressupõe uso de tudo online. Você até tem o Google Drive que deixa os arquivos off-line no seu computador, mas se não tem Internet como você usa os aplicativos.

Eduardo: É uma questão de opção de projeto. É impossível desprezar o poder de processamento local e a riqueza dos dispositivos diversos que temos.

  
Xandó: Eu me lembro que há 12 anos mais ou menos alguém tinha esta visão de uso de nuvem e nem tinha este nome. Era o Scott McNealy, ex CEO da Sun que falava que “a rede é o computador”, lembra disso?

Eduardo: Sim era isso mesmo, mas tinha aspectos particulares aquela solução, pois rodava apenas nos dispositivos deles, na plataforma deles. Mas a visão era correta, algo que de uma outra forma temos hoje. Já o Bill Gates tinha a visão do “Information at your fingertips” que evoluiu em nossa plataforma para tudo isso que temos hoje.

  
Xandó: Não vejo como uma empresa não venha usar uma solução em nuvem hoje em dia para seus e-mails e produtividade. A começar pelo custo. Apenas caixas postais e Exchange online, o serviço básico do Office 365 custa US$ 4 por mês por usuário, crescendo em função do serviço. Você tem alguns dados deste mercado de como está adoção deste tipo de tecnologia?

Eduardo: Eu vou te falar um dado que é totalmente chocante!! No Brasil 60% das pequenas, médias e grandes empresas ainda usam POP3 Mail para baixar seus e-mails, pagando por serviços de hospedagem que “dão” o e-mail para eles. E-mail é função crítica para o mundo corporativo. Ainda há um bom caminho a ser percorrido por estas empresas. Veja que por exemplo a Cia Athletica migrou para Office 365 (descrevi este caso na parte 1 deste texto) da mesma forma tantos outros casos de sucesso.

  
Xandó: Eduardo muito obrigado por todas estas informações, tanta coisa nova. Agora é observar a reação do mercado a todas estas novidades. Foi uma ótima conversa!

Eduardo: Com certeza! Apenas quero te lembrar que existe uma forma de testar o Office 365. Pelo próprio site a empresa cria uma conta de demonstração, cria suas caixas postais, acessa as telas administrativas. Enfim, terá toda a experiência do cliente efetivo do serviço durante 30 dias.



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Migrando seu e-mail para a nuvem com Office 365 parte 1

Já faz algum tempo que as empresas se deparam com um interessante (e talvez conveniente) dilema. Se no passado não havia tantas alternativas para obter e gerenciar seu próprio e-mail, hoje em dia a riqueza de opções abre possibilidades interessantes. Será apresentada a alternativa do Microsoft Office 365 por meia da discussão de casos reais. Porém este artigo conterá duas partes. Nesta primeira incursão ao Office 365 falarei dos motivadores da migração dos e-mails para a nuvem e resultados obtidos em dois casos distintos. Na segunda parte trarei a transcrição da uma entrevista que fiz com Eduardo Campos, responsável pelo produto no Brasil. Vamos em frente.

Uma visão Histórica

No início a falta de alternativas tomava a decisão por nós. No início da Internet as empresas tinham que contratar sistemas de e-mail em grandes provedores de acesso ou de serviço de hospedagem. O acesso aos e-mail era feito via POP3, um mecanismo bem eficiente, mas também muito simples para recuperar a correspondência eletrônica. Os programas de e-mail eram muito leves. Lembram-se dos dias de glória do antigo Eudora ou mesmo do Outlook Express?


figura 01 – os primeiros sistemas de e-mail usados nas empresas

Mas este tipo de acesso trazia consigo várias limitações e até problemas. Manter e-mails em computadores diferentes era complicado. Se o e-mail era baixado em um computador não baixava no outro. Com alguma manobra (reter e-mail no provedor) funcionava, mas havia limites de espaço, falhas, etc. Mas o pior era que se um computador fosse reformatado por motivo de pane todos os e-mails eram perdidos. A evolução foi o sistema IMAP que já partia do princípio que os e-mails moravam na Internet e o programa apenas trazia uma cópia para o computador. Era uma evolução e tanto. Mas nem todos os provedores ofereciam este tipo de solução.

Mas neste momento as empresas começaram a ter maiores necessidades. Colaboração, trabalho em grupo, compartilhamento de informações... Para resolver tudo isso e ainda ter ainda mais recursos a empresa poderia ter seu próprio servidor de e-mails. A Microsoft já trabalhara nisso há muito tempo. Alguém se lembra do Cc:Mail? Tive a oportunidade de usá-lo por um tempo. Para quem não conheceu era uma solução sem interface gráfica, ainda na época pré Windows ou no início da era Windows. Literalmente foi o avô do Microsoft Exchange, solução essa robusta e muito conceituada no mercado que viria a surgir tempos depois.

Ter um servidor Microsoft Exchange dentro da empresa resolvia inúmeros problemas. Trazia muitas possiblidades e soluções. Ter autonomia para criar na hora que quisesse quantas caixas postais, isso tudo “sem custo”, do tamanho que se desejasse e ter a autonomia de escolher parâmetros como, por exemplo, tamanho máximo de arquivo anexo permitido era fantástico. Por dever de ofício eu sempre hospedei meus próprios e-mails (da minha empresa) e comecei com o Microsoft Exchange 5.0. Certa vez transitei anexos de mais de 50 Mbytes (há mais de 10 anos) sem problemas. Passei também pelas versões 5.5, 2003, 2007 e 2010.

Mas toda moeda tem duas faces. E-mail se tornou uma aplicação tão crítica para as empresas que pajear a infraestrutura necessária começou a se tornar muito complexo! Backup da base de dados era função crucial bem como administrar o tamanho da base de dados... As primeiras versões do Exchange que usei (5.0 e 5.5) tinham como limite GLOBAL 16 GB de tamanho e isso valia para TODA A EMPRESA! Hoje em dia falamos em caixas postais individuais de 30 GB. Surgiram versões Enterprise e mesmo Standard e nas versão atual (2013) com suporte a diversos Terabytes em sua base de dados. Mas nesta circunstância a demanda por processamento e acesso a disco também viraram problemas.


figura 02 – MS Exchange 2013

Administradores tinham que olhar tudo isso bem como questões de conectividade. Se o servidor ficava dentro da empresa como lidar com uma indisponibilidade de link de Internet? E-mails seriam perdidos. Tinha também o problema do spam. Embora o Exchange já tivesse desde 2003 alguns recursos para lidar com isso, alguém deveria “calibrar” dia a dia a sensibilidade do antispam.

Por conta da limitação de espaço em cada servidor, mas principalmente pela demanda de processamento e acesso a disco, grandes corporações tinham imensos grupos de servidores dedicados ao Exchange. Conheço uma grande empresa que hoje em dia tem um “farm” de 120 servidores Exchange! Faz sentido para alguns casos, pois grandes corporações (põe grande nisso) têm necessidades muito especiais. Mesmo empresas grandes (sem serem gigantes) têm aplicação importante e usam seu próprio servidor Exchange.

Voltando atrás, mas indo em frente!!

Mas e as empresas pequenas, médias ou aquelas ficando grandes? Eu conheço algumas delas que tiveram seu próprio Exchange, mas optaram por desmontar a infraestrutura. Algumas por motivo de custo. Outras pelo excesso de responsabilidade em olhar tantos aspectos ao mesmo tempo e outras porque resolveram enxugar os recursos de TI e não conseguiam mais administrar internamente seus servidores. Mas voltar atrás para uma época que não tinham seu próprio Exchange, usar de novo POP3 ou mesmo o bom sistema IMAP é complicado.

Quem usou Microsoft Exchange se acostumou a utilizar diversos recursos e depois viver sem eles... como fazer? Agendas compartilhadas, pastas públicas, agendamento de reuniões, compartilhamento de pastas privadas... são tantas opções perdidas.

Neste contexto surgiu o BPOS (Business Productivity Online Suite) nos últimos anos da década passada. Essencialmente era um Exchange Online. Empresas que desejassem poderiam adquirir o serviço em função do número de caixas postais com mais ou menos recursos. Dessa forma o cliente apenas pagaria pelo montante de funcionalidades necessárias naquele momento e poderia crescer na medida que houvesse maior necessidade. A suíte completa consistia do Exchange (e-mail e produtividade), SharePoint (colaboração), Office Communications (mensagens instantâneas corporativas) e Office Live Meeting (reuniões online).

Encurtando a história, que já está longa, chegamos ao Office 365, digno sucessor do BPOS o qual recebeu melhorias sensíveis no serviço, novos recursos e algumas mudanças nas formas de comercialização. São essencialmente 6 planos distintos cujas diferenças podem ser vistas neste link. Em resumo:


  • E-mail hospedado: apenas serviço de Exchange na nuvem com 25 GB de caixa postal. Usuários ilimitados, com proteção contra malware e spam, 99.9% de disponibilidade garantida e suporte via Web. Custa cerca de R$ 8,00/mês por usuário
  • Small Business: agrega aplicativos Office Online (Web Apps), 7 Gb de disco virtual Skydrive, Webconferência e site público. Custa cerca de R$ 10/mês por usuário. Plano limitado a até 25 usuários.
  • Small Business Premium:  agrega versão desktops dos aplicativos do Office, também em versão mobile (para smartphones). Custa cerca de R$ 25/mês por usuário. Plano limitado a até 25 usuários.
  • Midsize Business: agrega integração com Active Directory (AD), site de Intranet para grupos e equipes e aplicativo desktop Infopath. Custa cerca de R$ 30/mês por usuário. Plano limitado a até 300 usuários.
  • Enterprise E3: agrega e-mail avançado (arquivamento e bloqueio), eDiscovery (suporte e auditoria mais buscas no SharePoint e caixas de correio), suporte a correio de voz e atendimento automático e recursos de BI (Business Inteligence). Custa cerca de R$ 40/mês por usuário. Sem limites de usuários.
  • Enterprise E1: é uma versão Enterprise mais econômica. Não contém aplicativos Desktop ou Mobile nem eDiscovery, correio de voz, BI e e-mail avançado. Custa cerca de R$ 16/mês por usuário. Sem limites de usuários.





vide figura 03 – aspectos gerais do Office 365

Consigo enxergar que a Microsoft cobriu um largo conjunto de possibilidades no seu serviço. Desde quem só apenas quer usar o Exchange online até grandes corporações com necessidades bastante avançadas. Importante destacar que o Exchange “on premise”, ou seja, instalado no servidor da empresa (em sua rede) não deixa de ter importância só porque existem estes serviços online. A Microsoft lançou tempos atrás a versão 2013 do Exchange para aquelas empresa que por um motivo ou por outro desejam custodiar elas mesmas seu servidor de e-mail e ambiente de colaboração.


Implantações reais, casos reais
Tive a oportunidade de estudar um pouco mais a fundo dois cenários distintos no uso do Office 365. O primeiro caso é da conhecida empresa Companhia Athletica a qual teve sua história relatada por seu sócio fundador e entusiasta de tecnologia. O segundo caso é da empresa XYZ (não tenho autorização de divulgar o nome) a qual eu tive a possibilidade de realizar em nome de minha empresa a implantação passo a passo.

Descreverei cada um destes cenários. O exemplo da Cia Athletica sob uma ótica mais de negócio e o exemplo da empresa XYZ sob uma perspectiva mais técnica.

Companhia Athletica e o Office 365 – ponto de vista negócio


figura 04 – Cia Athletica


Conversei com Gary Schulze, sócio fundador e diretor da Companhia Athletica. O que primeiro chamou minha atenção foi seu entusiasmo ao falar do assunto. Como sócio e diretor ele não atua diretamente na área técnica de TI da empresa, mas ele mostrou bastante familiaridade com os conceitos e detalhes da implementação. Era realmente como se falasse com orgulho de um filho que acabara de entrar em uma boa faculdade. Foi sua a decisão e a iniciativa de migrar para esta plataforma e por isso mesmo este orgulho pelo sucesso concretizado.


figura 05 – Gary Schulze – um dos sócios fundadores da Cia Athletica


Em seu relato ele explica que anteriormente os usuários da empresa (perto de 500) em 14 unidades faziam uso de e-mail “comum” (hospedado em algum provedor), mas isso era inadequado por vários motivos. Em suas próprias palavras:

Eu costumava ficar extremamente incomodado porque, quando viajava, lia meus e-mails no smartphone, mas precisava responder aqueles mais extensos no computador do hotel e, quando retornava da viagem, havia ainda mais de dois mil e-mails no computador da empresa. Ler e responder aquilo que eu já tinha lido e respondido e o que eu não tinha lido ou respondido tomava novamente bastante tempo. Hoje, pelo fato de estar tudo sincronizado, se eu já li, respondi e apaguei a mensagem, a mesma será deletada em todos os meus outros dispositivos. Isso facilitou sobremaneira o meu trabalho.

Isso é um problema típico de quem lê mensagens usando um programa que recupera os e-mails via POP. E-mails baixados em diferentes lugares não tem a mesma marcação do que já foi lido ou respondido. Um pesadelo saber o que há ainda por resolver. Havia a necessidade de sincronismo de e-mails, contatos e agenda entre os dispositivos dos usuários, bem como de acessar o conteúdo da companhia a partir de qualquer lugar, a qualquer hora via qualquer dispositivo.

Lembro que no Exchange e por conseguinte no Office 365 há serviços de agendas e contatos públicos, privados ou compartilhados. Eles tinham demanda para este tipo de uso dentro da empresa, mas não havia como realizar estas simples ações e obter os desejados ganhos de produtividade. Em suas próprias palavras:

Outra grande mudança: quando estava em viagem e alguém solicitava uma reunião, eu precisava primeiro voltar a São Paulo para somente então checar minha agenda e marcar o compromisso. Hoje, acesso meu celular, vejo quando que tenho disponibilidade e agendo com a pessoa. Automaticamente, esse agendamento já consta no meu computador também. Dessa forma, todos os dispositivos estão 100% atualizados. Hoje, os contatos também estão sincronizados em todos os lugares. É uma vida nova.

Ele chegou a considerar uma implantação ampla de Exchange com diversos servidores. Porém o seu negócio é “proporcionar às pessoas saúde e bem estar” e não tomar conta de parque de servidores. Por isso preferiu a opção online, como ele mesmo diz:

Antes, eu não queria colocar um Exchange em cada uma das nossas 17 unidades situadas em diferentes regiões do país. Quando soube que a Microsoft também estava na nuvem e que eu poderia usar esse serviço, fiquei mais animado. A implementação do Office 365 com foco na nuvem possibilitou que utilizássemos a própria equipe da Microsoft. A escolha pela Microsoft ocorreu, primeiramente, em razão da marca e da grande credibilidade da empresa. São fatores, por si só, muito importantes.

Gary também me contou que a existência de várias opções no serviço do Office 365, com mais ou menos recursos (e preços diferenciados) permitiu fazer uma implantação modular e de acordo com as necessidades de cada usuário. Eles optaram pela implementação de pacotes diversos, alguns completos, para a diretoria, por exemplo; outros mais simples, apenas com o Exchange, ou o Sharepoint ou o Lync, sempre de acordo com o perfil de cada um dos mais de 400 usuários da empresa. Trata-se de uma implantação bem racional. Quem tem grande mobilidade tem uma necessidade. Quem fica apenas em uma unidade pode ter apenas e-mail sem outros acessórios ou funções.

Gary também fez interessantes considerações sobre aspectos financeiros e técnicos do resultado da implantação.

Além das vantagens técnicas, a financeira foi fundamental. A solução da Microsoft foi a mais economicamente viável para a companhia.  Agora, estamos usando a última versão do Exchange – o fato de utilizar uma tecnologia que está sempre em atualização é muito importante para a empresa. Significa que nunca ficaremos presos a uma tecnologia antiga e que estaremos sempre com a última tecnologia da Microsoft. Também abandonamos o sistema de backup que temos hoje – copiávamos os arquivos de Outlook para ter backup. Não iremos mais precisar disso. Essa mudança irá gerar economia de custos e de tempo, além de maior segurança para a empresa.

Este ponto é realmente bem importante. Não há mais necessidade de preocupação com versão de software, atualizações, correções... A plataforma mais nova e sempre em dia estará sempre em uso e disponível. A eliminação da necessidade de fazer backup de centenas de arquivos de Outlook é também muito sensível! Resumindo nas próprias palavras do Gary:

A implementação do Office 365 tem possibilitado atender necessidades de sincronismo de e-mails, contatos e agenda entre os dispositivos dos usuários da Cia. Athletica e de acessar o conteúdo da empresa a partir de qualquer lugar, a qualquer hora e por meio de qualquer dispositivo. A escolha pela Microsoft ocorreu em razão da marca e da credibilidade da empresa, bem como devido às vantagens técnicas e financeira da solução.”


A migração da empresa XYZ – ponto de vista técnico

Ao contrário da Companhia Athletica a empresa XYZ já era usuária de Microsoft Exchange. Porém como se tratava de versão Small Business só suportava até 75 usuários. A empresa já passara deste número de pessoas há algum tempo. Era uma questão complicada escolher quem não teria e-mail. A opção era trocar a versão do Exchange para uma versão Standard (sem a limitação do número de usuários). Isso demandaria investimento em nova versão de Windows, novo Exchange, licenças para 100 usuários e um novo servidor. Novo servidor fora comprado, aliás um ótimo hardware. Mas na hora de seguir em frente a empresa se sentiu insegura e me chamou para avaliar a situação.

 

vide figura 06 – A história da migração do Exchange da empresa XYZ

Na verdade havia outro problema sério. Com boa frequência e-mails não eram entregues corretamente. Descobri que apesar dos links de Internet serem empresariais, IP fixo, etc., grandes faixas de endereços IP destes provedores (eram dois) estavam listados em serviços de antispam como SPAMHAUS. Isso era um tremendo incômodo, pois servidores de e-mail no destino que usassem estes filtros (são como black lists) recusavam a entrega. E isso não seria resolvido apenas com a troca do Exchange. O problema era mais grave. Ainda cito a situação de queda dos links de Internet da empresa. Nesta situação dezenas ou mesmo centenas de e-mails eram perdidos (dependendo do tempo de indisponibilidade de comunicação).

O diretor da empresa que me procurou já tinha sido informado da existência do Office 365 e até já obtivera um primeiro orçamento do serviço. Após analisar o assunto, frente àquelas circunstâncias vi que era evidente a vantagem da solução online do Exchange. A começar pela urgência de prover e-mails para TODOS e não ter mais um grupo marginalizado de pessoas na empresa. Imaginei que a migração demoraria entre uma semana e quinze dias. Se fosse trocar Windows, Exchange, etc. demoraria muito mais do que isso.

Vou resumir os passos que trilhei para realizar TODA migração:

  • Contratação do serviço para 100 caixas postais (e-mail hospedado)
  • Criação do usuário Master da empresa
  • Cadastro dos 100 usuário, feito pelo upload de uma planilha pré elaborada para esta finalidade com todos os dados dos usuários
  • Criação dos grupos necessários e inclusão das pessoas nos grupos
  • Não era necessário, mas entramos em todas as caixas postais via Webmail e trocamos a senha padrão por outra de nossa escolha (individualizada).
  • Já era possível fazer testes, porém com o domínio @onmicrosoft.com e não @empresaXYZ.com.br
  • Troca de alguns registros no DNS do provedor de hospedagem de domínio e criação de mais alguns registros novos no DNS. Esta é a única operação sensível do processo e exige cuidado e saber como alterar registros de DNS.
  • Isso tudo foi feito em uma 6ª feira de tarde e sábado de manhã com a intenção de “virar a empresa” na 2ª feira pela manhã para o novo sistema de e-mail.
  • Na 2ª feira todas as pessoas foram orientadas a usar Webmail (como é da última versão do Exchange é ótimo e imita perfeitamente o próprio Outlook).
  • Pessoas da minha equipe percorreram as 100 máquinas configurando o Outlook para usar o e-mail pelo Office 365 e não mais pelo Exchange interno. Foi criado um perfil novo. Assim a pessoa tinha a opção de olhar os e-mails antigos ou no dia a dia usar sempre o novo sistema.
  • Alguns computadores ainda tinham Office 2003. Estes não são compatíveis com o Office 365. Descobri que configurando via IMAP dava para contornar o problema até que novas licenças de Office 2010 fossem compradas (isso aconteceu no começo de 2012). Mesmo assim ainda restou dificuldades para envio de e-mails por parte dos usuários de Office 2003.
  • Aceleramos a compra das 16 licenças de Office 2010 e dessa forma a implantação foi concluída na semana seguinte.


|Efetivamente foram 6 dias de implantação (contando sábado e domingo). De 6ª de tarde até 4ª feira. Mais uma semana para trocar os Office 2003. Assim o processo todo durou menos de duas semanas. Foi um tremendo sucesso. Resultados obtidos:


  • Todos da empresa podiam ter e-mail agora
  • E-mails entregues sem problema ou recusa de entrega
  • O servidor que fora comprado para o novo Exchange virou uma plataforma de virtualização que permitiu desenvolver várias outras atividades na empresa.
  • E-mails novos são adquiridos facilmente usando a senha Master da empresa e imediatamente disponíveis. A conta da empresa é acrescida de acordo com a quantidade de e-mails adquiridos
  • Acesso Webmail de grande qualidade e produtividade baseado na versão mais nova do Exchange.
O último ponto a comentar é sobre a decisão de não migrar os e-mails antigos para a nuvem. Há ferramentas da Microsoft para isso. Pode-se dizer que é relativamente simples de fazer. Mas não foi feito por causa do volume. Havia cerca de 525 GB ocupados pelas 75 caixas postais (média de 7 GB por pessoa). Sabendo as características do link de Internet da empresa, fazendo os cálculos isso levaria cerca de 45 dias para ser transferido, ou até mais. E neste tempo o uso de Internet na empresa ficaria tremendamente comprometido.

Não foram migrados. Porém na operação de configurar cada PC com o Outlook “olhando” para o Office 365, além de criarmos um perfil novo, foi gerado um PST (arquivo de dados do Outlook) para cada usuário. Este PST foi anexado ao perfil do Office 365. Assim os e-mails foram indexados e eram localizáveis dentro do Outlook (os antigos iguais aos novos). Os usuários também foram orientados a MOVER as pastas dos e-mails antigos (ou parte das pasta) para o Office 365. Assim aquilo que era realmente importante foi feito por cada usuário e somente o mais relevante. E aos poucos.


Conclusão

Ambos os casos mostram sucesso na implantação do Office 365, tanto do ponto de vista do negócio como do ponto de vista técnico. São histórias diferentes, empresas de porte diferente e realidades diferentes. O Exchange “on premise” tem seu grande valor para determinados perfis de utilização. Não penso que a solução online seja apenas aplicável para empresas pequenas e médias.

Tenho conhecimento de outra empresa chamada ABC (também não sou autorizado a divulgar) que se trata de uma multinacional presente em 57 países, milhares e milhares de usuários que também migraram para o Office 365. Então tamanho de empresa não é o que norteia a decisão e sim outros fatores que lhe são sensíveis.

Administração simples, tanto os aspectos técnicos da criação e manutenção de e-mails como o aspecto comercial, aquisição de novas contas são características marcantes. É um produto maduro, robusto e bastante confiável.

Há outras soluções de e-mail na nuvem. A Microsoft não está sozinha. São soluções igualmente merecedoras de atenção, robustas e de alta qualidade.  Mas o que outros fornecedores não têm é a óbvia e direta integração com outros produtos da Microsoft como o próprio Outlook, integração fácil com AD, etc.

No próximo texto, continuação deste trarei a conversa que tive com Eduardo Campo, responsável pela área de servidores incluindo o Office 365.


PS: A continucação deste texto pode ser encontrada neste link: Migrando seu e-mail para a nuvem com Office 365 – parte 2

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Bebê real é novo tema para spam, diz Kaspersky Lab

Spam, Phishing, "pega trouxa", há muitos nomes. Mas a verdade é que a comunidade de larápios virtuais é ávida em criar formas para tentar nos ludibriar e fazer com que nos infectemos com worms, trojans, vírus e todo tipo de malware, seja para nos espionar e roubar ou para tornar nossos computadores seus escravos.

Na nota que replico abaixo a empresa de segurança Kaspersky divulga que a chegada do "bebê real" foi tema para tentar enganar as pessoas e mais uma vez visando espalhar ameaças virtuais. Isso é antigo, técnica de engenharia social. Isso consiste em usar as características humanas como a curiosidade, necessidade de interação social para nos fazer "baixar a guarda" e nos obrigar a fazer o que eles querem.

Não deixa de ser curioso, mas mais do que isso fica o alerta sobre e-mails e sites explorando o vindouro rei da Inglaterra e toda pompa de seu nascimento, bem como ações semelhantes que já aconteceram e que com certeza acontecerão novamente no futuro!!



Flavio Xandó




Bebê real é novo tema para spam, diz Kaspersky Lab


São Paulo, 25 de Julho de 2013 - O nascimento do bebê real, filho do Príncipe Willian, no Reino Unido, virou notícia em todo o mundo e, por isso, vem sendo aproveitado por cibercriminosos que criam páginas fraudulentas e mensagens de spam utilizando o tema.
A Kaspersky Lab detectou o envio em massa de um spam cujo e-mail convidava o usuário a clicar num link que permite visualizar em tempo real a câmara do hospital onde Kate deu à luz. No entanto, trata-se de uma armadilha e a vítima não só não consegue acessar as imagens, como vê o seu equipamento infectado por um software malicioso.
O link já está desativado mas, sem grande esforço de pesquisa, foram detectados no Google muitos outros sites fraudulentos com conteúdos maliciosos, dedicados ao mesmo tema.

O texto no exemplo acima é praticamente o mesmo que o do email, que chega ao usuário com o tema “The Real Baby Live updates”:

A mensagem de email maliciosa traz 3 links que, se acessados, irão direcionar a vítima para um site malicioso onde está hospedado o exploit kit conhecido como “BlackHole”. Usuários desprotegidos e com plugins desatualizados podem ser infectados automaticamente ao acessarem o link.
De acordo com Fabio Assolini, analista de malware da Kaspersky no Brasil “o BlackHole é bastante efetivo em infecções web, atacando especialmente usuários que tenham o plugin do Java desatualizado. Esse kit de ataque é bastante usado globalmente, inclusive entre cibercriminosos brasileiros”. “Tecnologias de proteção como o AEP (Automated Exploit Prevention), presente nos produtos da Kaspersky protegem nossos usuários contra esses ataques”, afirma o analista.

Os produtos da Kaspersky Lab detectaram esta ameaça como “Troyan Downloader.js.Expack.aie”.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

FORD: A VEZ DOS HÍBRIDOS NOS ESTADOS UNIDOS

A Ford divulgou (nota replicada abaixo) que os carros com tecnologia de motor híbrido (gasolina e elétrico) têm aumentado de forma consistente sua participação no mercado de automóveis. Ao ler esta nota não resisti à tentação de dar minha opinião pessoal.

Usar eletricidade nos veículos faz total sentido por ser uma fonte de energia limpa, sem emissão de carbono e poluição ZERO!! Isso é verdade? Em parte. Se o país que usa carros elétricos tem uma matriz energética baseada em usinas que não consomem combustíveis fósseis, que não use termelétricas, isso é verdade. 

Algo que pouco se comenta é que os primeiros automóveis construídos (século XIX) eram elétricos! Com a descoberta de fontes abundantes de petróleo a preferência recaiu sobre motores a explosão. Hoje em dia caminhamos na direção dos elétricos, mas não sem alguns fortes obstáculos. Com carros 100% elétricos todas as residências, prédios, estacionamentos de escritórios deveriam ser adaptados para receber os pontos de recarga de energia. Se você mora em um prédio provavelmente nem uma simples tomada existe ao lado de sua vaga, não é verdade? Isso pode ser mudado!! No começo do século XX havia uma rede de iluminação nas cidades baseada em lampião a gás e isso foi mudado para eletricidade (no mundo todo). Já foi feito antes e será feito de novo. Mas leva tempo.

Porém o carro híbrido é na minha opinião o melhor caminho para ter resultados rápidos, tanto no aspecto de eficiência energética, redução de poluentes como praticidade. Isso tudo porque a energia do carro híbrido é autogerada, ou seja, o simples fato do carro andar sem ser acelerado ("no embalo") ou mesmo ser freado geram energia que é armazenada para seu próprio uso. E não requer adaptação alguma nas ruas, casas, prédios, etc.

Eu tive a oportunidade de testar um carro híbrido no final do ano passado. Eu contei esta história no texto "
As incríveis tecnologias contidas nos automóveis atuais". Dirigi um Ford Fusion híbrido e classifiquei a experiência como incrível e também extremamente divertida. Vale a pena conferir este texto.

A nota abaixo conta um pouco do movimento da própria Ford nesta direção, bem como fala um pouco sobre modelos, investimentos, crescimento, etc. nos EUA. Espero apenas que chegue o dia que em no mercado brasileiro tenhamos tamanha pujança deste tipo de tecnologia. Assim teremos acesso a um produto avançado, ecologicamente correto, a um preço acessível e como contei em minha experiência, muito divertido. Já estou na fila!! 

Flavio Xandó



FORD: A VEZ DOS HÍBRIDOS NOS ESTADOS UNIDOS

 

 A Ford tem registrado sucessivos aumentos de vendas de seus modelos híbridos no mercado norte-americano e bateu um novo recorde no segundo trimestre do ano, com 24.217 unidades. Esse volume representa um expressivo crescimento de participação no segmento, que subiu para 16% no semestre – um ganho de 12 pontos porcentuais sobre 2012.

            Atualmente, mais de 60% dos clientes dos modelos híbridos da Ford vêm de outras marcas. "Os consumidores estão reconhecendo a liderança em tecnologia e economia de combustível dos nossos híbridos", diz Jim Farley, vice-presidente executivo de Marketing, Vendas e Serviços da Ford e Lincoln. "Eles estão contribuindo para o crescimento de volume e participação da Ford e têm atraído novos clientes para a marca também em regiões que não são mercados tradicionais de híbridos."

            A Ford oferece hoje seis opções no segmento de elétricos nos Estados Unidos. Eles incluem os híbridos Ford Fusion Hybrid, Ford C-MAX Hybrid e Lincoln MKZ Hybrid, os híbridos plug-in (recarregáveis na tomada) Ford Fusion Energi e Ford C-MAX Energi e o exclusivamente elétrico à bateria Ford Focus Electric.


Ford Focus Eletric


            O Fusion Hybrid é o sedã mais econômico da categoria na América, com um consumo estimado de 20 km/l – e também figura como o campeão de economia na classificação do Inmetro/Conpet no Brasil, onde será lançado brevemente. O Focus Electric também é um dos mais eficientes do segmento, com consumo equivalente combinado de 44,6 km/l.

 Ford Fusion híbrido


Investimento
O desenvolvimento dos carros híbridos é uma das bases do plano de sustentabilidade da Ford para ser líder em economia de combustível. No ano passado, a marca investiu mais de US$355 milhões no projeto, engenharia e manufatura de componentes chaves para a sua linha de veículos elétricos.

Agora, anunciou um investimento adicional de US$50 milhões em pesquisa e instalações para dobrar a sua capacidade de teste de baterias, que vai acelerar em 25% o desenvolvimento de veículos elétricos. Além disso, está contratando 200 novos engenheiros elétricos para projetos de engenharia de transmissões, baterias e sistemas de controle, incluindo um novo sistema híbrido de tração traseira.


Motor do Fusion Híbrido - clique para ampliar