segunda-feira, 18 de julho de 2016

Ford New Fiesta 1.0 Ecoboost turbo – test drive – agilidade de sobra!

A Ford apresentou para o mercado a nova linha do conhecido e consagrado New Fiesta, versão 2017. Além de várias alterações nas suas configurações traz como principal novidade o novo motor Ecoboost 1.0 turbo que merece uma explicação e apresentação à parte.

O motor Ecoboost 1.0 turbo

Quando se fala em tecnologia de motores, acredite, há no mercado motores em produção cujo projeto original tem 20, 30 e até mais anos, que sobrevivem no mercado com algumas melhorias feitas ao longo do tempo, mas que remontam dessas épocas!! Desde a introdução da eletrônica nos motores, que começou há 2 ou 3 décadas, mas se intensificou bastante nos últimos anos, os motores tiveram um verdadeiro salto de qualidade, eficiência e economia.  Diversos são os fatores desta evolução. Os países vêm adotando restrições às emissões de gases nocivos e obrigado que paulatinamente os motores sejam mais econômicos e tudo isso vem fazendo surgir estes resultados. Os fabricantes, dentre eles a Ford vê fazendo a lição de casa...


figura 01 – motor Ecoboost 1.0 e New Fiesta Hatch (clique para ampliar)

Uma das tendências mais fortes é o “downsizing” dos motores, que consiste em reduzir seu tamanho, peso, número de cilindros e por meio de soluções brilhantes de engenharia torná-los muito melhores. No final de 2014 a Ford apresentou seu novo motor 1.0 de 3 cilindros que passou a equipar o novo Ford KA e KA+. Falei sobre isso no texto “NovoFord KA chega trazendo tecnologias de carros grandes e inéditas”. Nesta versão este moderno motor desenvolve 80 CV com gasolina e 85 CV com álcool, algo extraordinário para um motor 1.0 com excelente resultado e dirigibilidade como descrevi no texto acima.

Mas agora, com a chegada do motor 1.0 Ecoboost turbo foi redefinido o patamar para este tipo de motor no Brasil. Esta linha de motores (Ecoboost) já vem sendo usada pela Ford em outros veículos. Por exemplo, o Fusion 2.0 Ecoboost de 4 cilindros é mais potente e econômico que a opção de 6 cilindros 2.5 litros. São 234 CV para a versão “menor” (2.0) frente a 175 CV para o motor de 6 cilindros 2.5. Mas porque foi “redefinida”? Trata-se do 1.0 mais potente do mercado brasileiro e um motor que vem ganhando prêmios mundo afora.

Um dos fatores principais (mais não o único) das virtudes do motor Ecoboost 1.0 é seu turbo compressor. Aliás, ninguém tem a obrigação de saber o que é e o que faz um turbo compressor. Vou me permitir dar uma explicação muito simples para equalizar conceitos.


figura 02 – motor Ecoboost 1.0 turbo  (clique para ampliar)

O motor tem uma capacidade finita de gerar energia por causa da quantidade de ar e combustível que ele pode receber na câmara de combustão. Não adianta jorrar litros de gasolina/álcool para serem queimados se não há ar (oxigênio) suficiente para a queima se realizar. É química pura. Alguém ainda se lembra das aulas de cálculo estequiométrico dadas no ensino médio? Provavelmente não, mas os engenheiros de motores vivem isso todo o momento e desenvolveram o turbo compressor, que usa os gases do escapamento para ajudar a comprimir e injetar mais ar na câmara de combustão. Com mais oxigênio tanto se obtém mais potência (e força – torque), como a reação é mais eficiente, resultando em veículos mais potentes e econômicos. É tudo de bom!!

O interessante desta tecnologia é que pode ser “calibrada” para desempenho máximo ou bom desempenho com economia. A Ford tem uma versão V6 3.5 litros para carros de competição que pode gerar entre 600 CV e 700 CV de potência. Mas no carro de rua isso se reverte em eficiência.

Mas não pense que o novo Ecoboost 1.0 turbo tem apenas o turbo compressor como tecnologia de destaque. Há um conjunto de inovações como injeção direta de combustível com bomba de alta pressão, duplo comando variável de válvulas, uma nova estratégia de balanceamento do motor, bomba de óleo variável, correia banhada em óleo, coletor de escape integrado no cabeçote e sistema de arrefecimento dividido, etc. São artimanhas de engenharia que demandariam páginas de explicação, mas que, acreditem, fazem deste motor o que ele é de verdade. No final deste artigo reproduzo um texto de autoria da Ford que explica um pouco melhor cada um destes conceitos.

Além da potência, tem o maior torque da categoria, ou seja, capacidade de fazer força (17,3 kgfm) e grande economia de combustível. Faz segundo a Ford 12,2 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina. Tem também um dos menores níveis de emissões de CO2, de 99 g/km. Estes testes embora feitos pela Ford seguem normas do INMETRO e ABNT. Contei sobre isso no texto “Fordcolocando os carros à prova – rigor e respeito ao consumidor” e mais detalhadamente no texto “Atecnologia por trás da eficiência energética dos veículos
 
A sua curva de torque plana torna as arrancadas e retomadas muito rápidas. Na pista, o New Fiesta EcoBoost acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. Também é superior nas retomadas, com as seguintes marcas: 5 segundos de 40 a 80 km/h; 8,1 segundos de 50 a 100 km/h; e 6 segundos de 80 a 120 km/h.


Experimentando o New Fiesta 1.0 Ecoboost

Estes números são interessantes, dignos de nota e respeito. Mas nada melhor que ler dados abonadores é de fato testar, experimentar, dirigir o New Fiesta 1.0 Ecoboost. A Ford me proporcionou esta experiência. Pude dirigi-lo de Campinas até o autódromo Velo Cittá, localizado em Mogi Guaçu, interior de São Paulo, onde de fato, tanto nas estradas como na pista, pude perceber as características deste carro, deste novo motor.


figura 03 – pista do autódromo Velo Cittá (clique para ampliar)

O video abaixo, mostra de uma forma muito simples o que aconteceu neste test-drive e capturou alguns de meus comentários e impressões.


Video 01 – alguns momentos do test drive do New Fiesta

Na estrada, indo para o autódromo o que primeiro chamou a minha atenção foi a agilidade com que ele ganha impulso, como ele embala rapidamente. Mesmo sem forçar uma tocada esportiva, sem pisar muito fundo no acelerador, ele sai da imobilidade com grande desenvoltura e principalmente retoma bem a velocidade quando já está em movimento. O carro que testei dispunha do câmbio automatizado de dupla embreagem denominado pela Ford de PowerShift, cujos engates se mostraram precisos, ágeis e rápidos.


figura 04 – iniciando o test drive do New Fiesta Ecoboost  (clique para ampliar)

Cabe ressaltar que motores com turbo compressor apresentam um comportamento chamado “turbo lag”, que se caracteriza por uma demora na resposta quando são acelerados repentinamente (por exemplo, pisar de uma vez até o fundo do acelerador). Em um carro com câmbio automático ou automatizado ainda há o tempo da redução de marcha associada a pisar fundo. Prestei bastante atenção nisso e posso atestar, a engenharia da Ford conseguiu adequar o “turbo lag” ao mínimo possível, pois a chegada da plena potência após pisar fundo no acelerado vem em conjunto com a redução da marcha, uma fração de segundo após. Há uma “espera”, mas muito curta, compatível com o tipo de uso do carro. Perfeito.

A propósito, quem tem alguma dúvida sobre os diferentes tipos de câmbio, tempos atrás gravei com meu amigo Guido Orlando um vídeo para o site Vida Modena com uma conversa  muito leve e didática sobre isso: “Câmbio automático, automatizado ou CVT? Tire suas dúvidas”.


Video 02 – conversa descontraida sobre os diferentes tipos de câmbios

No autódromo Velo Cittá pude pisar fundo e de forma segura. Orientado por um piloto de testes explorei o Ecoboost 1.0 do New Fiesta Hatch como deveria. Na reta atingi perto de 150 Km/h e o motor ainda estava “crescendo”. Se a reta tivesse mais de 750 metros atingiria velocidade maior. Nas saídas de curva, pisando fundo a resposta era plena, rápida e JAMAIS poderia ser associado a um motor de apenas 1 litro.

O New Fiesta Hatch tem um conjunto de chassis e suspensão bastante firmes que transmite segurança nas curvas. Além disso o modelo testado disponha de ESP (controle eletrônico de estabilidade), que nas situações extremas assume o controle de algumas variáveis, por exemplo, frendo uma das rodas traseiras para que o carro retome a trajetória.


figura 05 –  test drive do New Fiesta Ecoboost  (clique para ampliar)

Também chamou a minha atenção a eficiência do sistema de freios do New Fiesta. Todos os carros nacionais têm ABS de forma obrigatória desde 2014, mas a despeito disso, em um autódromo, velocidades altas, cada ponto de freada em cada curva o New Fiesta sempre foi muito preciso e rápido nas reduções de velocidade, sem desvios e em curto espaço.


Conclusão

Ouvi comentários nas redes sociais reclamando, como um carro “popular” com motor 1.0 pode custar mais de R$ 70.000!!! Penso que R$ 70.000 é muito dinheiro, talvez não acessível para larga margem de consumidores. Mas quem acha que o New Fiesta Hatch 1.0 Ecoboost é um “carro popular” está redondamente enganado. Abaixo eu replico o descritivo das versões e especificações de cada uma delas, tecnologias existentes, assessórios, etc. Não tem nada de popular, é um carro muito bem pensado para um consumidor exigente.

Eu entendo o orgulho que a Ford tem em exibir seu motor Ecoboost 1.0 (importado da Romênia), reforçando fato de ter apenas um litro e contar que dele se extrai 125 CV de potência, mais que muito motor 1.8 ou 2.0 de concepções mais antigas. É um notável fato de engenharia! Penso que talvez o grande destaque que deva ser dado à sua potência e torques, mais do que suficiente para proporcionar uma ótima experiência de uso para o seu consumidor. O consumidor desavisado e mal informado pode cometer o grande engano que citei acima.

O New Fiesta Hatch, até o modelo 2016 era ofertado com os motores 1.5 e 1.6. Agora o também bom e moderno motor 1.6 Sigma está presente em toda a linha, desde o modelo de entrada. Ótimo motor 1.6 que também rende 125 CV como o Ecoboost 1.0, mas não tem a mesma curva de torque do motor turbo 1.0. Ou seja, no Ecoboost a força do motor se pronuncia mais cedo e de forma mais ágil. Apenas a versão topo de linha do New Fiesta Hatch que dispõe do Ecoboost. O comportamento do carro foi impecável, conforme atestei por meio do test drive que fiz, descrito acima. Câmbio, motor, suspensão e sistemas a bordo (painel, SYNC, etc.) trazem grande conforto precisão na condução do veículo.
    

figura 06 –  interior do New Fiesta Ecoboost  (clique para ampliar)

Vejo como grande mérito da Ford ter redesenhado sua linha de produtos de forma a oferecer grandes pacotes de assessórios que antes eram opcionais, desde as versões de entrada. Mas principalmente por primar pela tecnologia do que é mais “central” de seus produtos, ou seja, o motor. Sem querer comparar, mas existe um outro fabricante norte americano de grande popularidade no Brasil que cisma em oferecer até que bons carros para nosso mercado, mas com motores defasados tecnologicamente e pouco eficientes! Pronto falei!!

Sugiro àqueles que tem simpatia pelo New Fiesta Hatch e que se interessaram pelo carro que façam o que eu fiz. Procurem nas concessionárias o carro para um test drive. Penso que terão percepções semelhantes às minhas!!


figura 07 –  New Fiesta Ecoboost  (clique para ampliar)
 

figura 08 –  testando o New Fiesta Ecoboost  na estrada




Modelos e preços  
****conteúdo produzido pela Ford****

Versão SE
: 1.6 Sigma e transmissão manual de cinco velocidades. Vem de série com ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros, travas e espelhos elétricos, alarme volumétrico, som MyConnection geração 3, computador de bordo, faróis com máscara negra e piscas integrados nos retrovisores. A grade do radiador pintada na cor prata é outro item que contribui para refinar a aparência. Preço: R$51.990.

Versão SEL: 1.6 Sigma, com as opções de transmissão manual ou sequencial automática de seis velocidades. Acrescenta faróis de neblina dianteiros, rodas de liga leve de 15 polegadas, controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento traseiro com indicação gráfica e sonora, sistema de conectividade SYNC com AppLink e Assistência de Emergência, ar-condicionado digital, vidros elétricos dianteiros e traseiros com fechamento global e chave de segurança MyKey. O acabamento interno também é diferenciado com itens prateados. Preços: R$58.790 na versão manual e R$64.990 com transmissão sequencial.

Versão Titanium: 1.6 Sigma e 1.0 EcoBoost, ambos com transmissão sequencial. Traz 7 airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista), sistema de partida sem chave Ford Power, chave com sensor de presença, bancos de couro, faróis cromados, rodas de liga leve de 16 polegadas, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, espelho retrovisor eletrocrômico e piloto automático. O interior tem acabamento na cor black piano. Preços: com motor 1.6, de R$70.690, e com o novo 1.0 EcoBoost, R$71.990.


figura 09 –  New Fiesta Ecoboost  - modelos (clique para ampliar)




MOTOR 1.0 COM 125 CV PARECE INCRÍVEL
MAS É UMA REALIDADE NO FORD NEW FIESTA ECOBOOST
****conteúdo produzido pela Ford****

A Ford lança no Brasil o motor 1.0 da família EcoBoost no New Fiesta. Um propulsor de 3 cilindros, com pequena dimensão e baixo peso que gera incríveis 125 cv de potência, equivalente a um motor 1.6 e mais econômico que um 1.0 comum vendido no mercado brasileiro. O nome EcoBoost vem da junção de duas palavras em inglês: eco, de economia, e boost de impulsionar.

Equipando veículos Ford de diversas categorias no mundo, entre eles o New Fiesta, o motor 1.0 EcoBoost é um salto de tecnologia que se traduz em eficiência e performance. Sem dúvida, é a referência em potência, torque e economia de combustível na categoria.

Além da potência, tem o maior torque – 17,3 kgfm – e a melhor economia de combustível: faz 12,2 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina. Tem também um dos menores níveis de emissões de CO2, de 99 g/km.

A sua curva de torque plana torna as arrancadas e retomadas muito mais rápidas. Na pista, o New Fiesta EcoBoost acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. Também é superior nas retomadas, com as seguintes marcas: 5 segundos de 40 a 80 km/h; 8,1 segundos de 50 a 100 km/h; e 6 segundos de 80 a 120 km/h.

“Rápido, forte, constante, sem falhas na aceleração e silencioso, ele é uma nova geração de motor com turbocompressor associado a injeção direta de combustível e comando variável, que são as últimas tendências de engenharia", afirma Rafael Croppo, engenheiro-chefe do segmento de compactos da Ford.

Desenvolvido para uso local

O motor EcoBoost 1.0 é um projeto global da Ford, que envolveu mais de 10.000 horas de desenvolvimento em CAD/CAE e mais de 15.000 horas de testes em dinamômetro. E teve sua validação no Brasil com mais de 1.000 horas de testes para o combustível e condições locais, atendendo os requisitos de durabilidade de 240.000 km.

Produzido com bloco de ferro fundido para maior silêncio e com cabeçote e cárter de alumínio, o EcoBoost 1.0 combina vários avanços construtivos para oferecer um nível inédito de performance e economia. Os seus números garantem um desempenho superior até diante de motores de maior cilindrada.

Além de injeção direta de combustível com bomba de alta pressão, turbocompressor e duplo comando variável de válvulas, ele emprega uma nova estratégia de balanceamento do motor, bomba de óleo variável, correia banhada em óleo, coletor de escape integrado no cabeçote e sistema de arrefecimento dividido.

É um motor de três cilindros, supereficiente e tecnicamente avançado, capaz de oferecer o mesmo desempenho de um quatro cilindros, mas com muito menos consumo e emissões. O seu desenvolvimento focou na otimização da eficiência térmica e na redução de atrito entre as partes móveis internas, especialmente durante o aquecimento, quando o nível de emissões de CO2 e outros poluentes é maior.

Injeção direta

A injeção direta de combustível é feita com atomização em alta pressão por eletroinjetores de seis furos que conseguem fazer até quatro pulsações em cada ciclo de combustão. Para se ter uma ideia, ela funciona com uma pressão de 150 bar, enquanto os motores comuns operam com 4 bar. Isso permite extrair toda a energia do combustível sem perdas no sistema, pois o combustível não vaporiza na válvula nem no duto.

Ao mesmo tempo, ela produz um efeito de “lavagem” dos cilindros e elimina os gases da queima anterior para que haja uma massa maior de ar limpo por carga, reduzindo também o fenômeno de detonação.

As descargas de ‘lavagem’ limpam os gases residuais do cilindro, aumentando a massa da próxima carga de mistura, e reduzem a sua temperatura e tendência à detonação. “Este enorme benefício só é conseguido em motores com injeção direta na câmara de combustão”, completa.

Duplo comando de válvulas

O duplo comando variável de válvulas, tanto na admissão como no escape, traz flexibilidade para otimizar a eficiência do motor sob todas as condições de funcionamento. Entre outras vantagens, ele permite a abertura tardia das válvulas de escape para melhorar o consumo de combustível e o cruzamento de válvulas para aumentar o torque em baixa rotação.

Essa variação aumenta a eficiência volumétrica do motor em plena carga, a estabilidade de combustão em marcha lenta e também ajuda a economizar combustível em cargas parciais.

Turbo de alta pressão

O turbocompressor do motor EcoBoost tem vários avanços que permitem entregar o desempenho de um motor 50% maior. Feito de material especial, trabalha com pressões de até 1,5 bar na saída e giro de até 248.000 rpm.

Ele conta com um sistema de controle ativo atuado por vácuo na válvula “wastegate”, que elimina o conhecido efeito de “turbolag” – o tempo que leva até o turbo ganhar pressão quando se pisa fundo no acelerador. Assim, sai do modo aspirado em 1,5 segundo e atinge até 90% do torque a 1.500 rpm.
O resfriamento do ar comprimido é feito por um intercooler compacto e eficiente.

Menos atrito

A bomba de óleo com câmara de volume variável permite variar o fluxo e pressão do óleo na faixa de 2 a 4 bar, o que também ajuda a economizar energia. Ela só gera pressão máxima em determinadas condições, modulando a pressão para evitar o desperdício.

O sistema de correia do motor EcoBoost 1.0 também é novo, combinando as vantagens de durabilidade e ausência de manutenção da corrente seca com o funcionamento suave e silencioso da correia a óleo. Para isso, a Ford desenvolveu junto com fornecedores um material elastômero patenteado, capaz de resistir ao contato com o óleo.

Além de mais silencioso, o funcionamento em óleo reduz o atrito e permite que o conjunto trabalhe com uma tensão menor, reduzindo em até 1,5% o consumo de combustível. Como a corrente, ele é livre de manutenção e homologado para uma durabilidade de 240.000 km.

O coletor integrado no cabeçote permite um aquecimento mais rápido na partida e, junto com o sistema de resfriamento dividido, promove uma melhor transferência de calor – um fator crítico para a durabilidade do motor. Ele também favorece o aquecimento do catalisador, reduzindo o consumo e emissões, e contribui para eliminar o efeito de turbolag com os dutos de escape de volume menor.
Além disso, seu design compacto e simples dispensa o uso de juntas, parafusos de fixação, proteções e demais componentes dos sistemas convencionais.

Eficiência térmica

O sistema duplo de aquecimento e arrefecimento do motor EcoBoost 1.0 opera com duas válvulas termostáticas. Na partida, ele desliga o fluxo do líquido de arrefecimento para o bloco e o concentra no lado do coletor de escape, que aquece mais rápido, até ser atingida a temperatura de 70°C. Assim o óleo é aquecido rapidamente, reduzindo sua viscosidade e a energia necessária para girar o motor.

O resfriamento dos pistões com jato de óleo é outro recurso usado para aumentar a eficiência térmica. O fluxo do jato é controlado individualmente por uma válvula de restrição e pela pressão da bomba variável, através do controle do motor. Ele só entra em operação quando necessário e também ajuda no aquecimento inicial do motor, por meio da circulação do óleo.

4 comentários:

  1. Tenho um New Fiesta Se 1.5 e afirmo: 70mil é muito para este carro.

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    1. Obrigado por sua opinião caro Anônimo. Eu acho 70.000 muito dinheiro, demais até, mas "este carro" não é o "seu carro". O motor 1.5 é bom, o 1.6 é ótimo, mas o 1.0 turbo é excelente e por só vir na versão topo de linha, vem em um carro tremendamente recheado de recursos. Cada um sabe o que cabe em seu bolso e o que é bom para si.

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  2. Ola Xando. Parabéns pelo review, mas também sou mais um que vota pelo preço fora da realidade. Os motores com conceito downsizing foram projetados para proporcionar economia de combustível, redução de emissão de poluentes sem perder performance. Ou seja um motor 1.0 turboalimentado tem como público alvo modelos de veículos de entrada, populares. Creio ter sido um erro de estratégia sem precedentes da Ford disponibilizar este motor apenas na versão topo de linha deste modelo. Mais sensato seria proporcionar este motor como opção a todas as versões do modelo, como por exemplo, versões SE e SEL.
    Penso que medir a aceitação deste produto em um versão caríssima que foge do publico alvo que tem interesse nesse produto, há o risco de transformar o produto em produto de nicho sob risco da Ford retira-lo de linha futuramente alegando que não foi bem aceito.

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  3. Comprei o 1.0 turbo estou muito satisfeito vale o preço parabéns para ford.

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