sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Seagate redefine o mercado de tablets com HD incrivelmente pequeno de 500 GB

Tablets trouxeram para o mercado a grande facilidade para consumo de informação. Ler e-mails, uso de redes sociais, leitura de livros, revistas, notícias... Mas o tablet não era um bom recurso para criar informações. Algumas pessoas se adaptaram bem ao teclado virtual e até fazem bom uso para criação de textos.

Porém para com fotos, vídeos e músicas em larga escala o tablet não tinha talento suficiente por causa do exíguo espaço. Por vezes 8 Gb, 16 GB, 32 Gb e raramente 64 Gb (por um preço muito caro). Isso porque os tablets usam os excelentes SSDs que são dispositivos de armazenamento baseados em memória flash (bem mais caros).

Mas a renomada empresa Seagate fez chegar ao mercado um disco rígido de tradicional tecnologia magnética com a capacidade de 500 GB, ou seja, igual a dos notebooks que se vende por aí extremamente fino, leve, e com baixo consumo de energia. Isso por si só permite que sejam criados tablets com uma proposta diferenciada. Podem combinar SSD e este HDD, podem conter apenas o HDD e abre a possibilidade de grande capacidade de armazenamento transformando o modelo de uso destes. Este HDD ainda conta com um cache de 8 GB em memória flash para acelerar o desempenho tornando tão rápido como um SSD de 16 GB aproximadamente.

A Seagate divulgou uma nota, que está replicada abaixo com mais detalhes sobre este incrível dispositivo. Não vejo a hora de colocar minhas mãos em um destes para testá-lo em detalhes. Impressiona pelas fotos sua minimalista espessura e o peso muito pequeno.

Flavio Xandó


Seagate redefine o mercado de tablets


A solução Ultra Mobile HDD faz com que a capacidade de armazenamento de tablets com 500Gb seja como a performance de um dispositivo flash


A Seagate Technology, líder mundial em soluções de armazenamento, revela o novo Seagate® Ultra Mobile HDD, desenvolvido exclusivamente para dispositivos móveis. Integrado ao Seagate Mobile Enablement Kit, que inclui o software Dynamic Data™ Driver, a nova solução de armazenamento entrega até 7x a capacidade de armazenamento de 64Gb tradicional de um tablet oferecendo a mesma potência, performance e confiabilidade de um dispositivo flash.

Ao desenvolver o Ultra Mobile HDD e o Mobile Enablement Kit, projetado para suportar o sistema operacional Android, a Seagate se preocupou em atender demandas como gestão de choque, calor, vibração e movimentos bruscos - tudo isso foi repetidamente testado para garantir que o disco entregue a melhor experiência em um tablet.

"Unir um HDD ultrafino e de alta capacidade a um software desenvolvido para melhorar a sua integração em tablets a um preço competitivo, nos permitiu entregar uma solução realmente inovadora, permitindo que nossos parceiros possam reinventar o dispositivo móvel", disse Steve Luczo, presidenet e CEO da Seagate. "Ao prover essa tecnologia revolucionária às nossas OEMs, nós fazemos com que a indústria repense o mercado móvel com uma oferta que impactará em mudanças no mercado de armazenamento".


Seagate
® Ultra Mobile HDD desenvolvido exclusivamente para dispositivos móveis.

O Software Seagate Dynamic Data Driver
A Seagate utiliza o software Dynamic Data Driver para resolver os desafios de consumo de energia, quedas dos produtos e outras necessidades dos usuários. Para reduzir o consumo de energia e melhorar a performance, é realizado um projeto de cache inteligente que é implementado de acordo com o sistema. Como resultado, um dispositivo móvel com 8Gb flash junto ao Ultra Mobile HDD e ao Dynamic Data Driver, tem o poder de consumo igual a de um tablet 64Gb e a performance igual a de um tablet 16Gb, com custo menor que os dois.

Seagate® Ultra Mobile HDD

"Ao comparar um tablet e um PC portátil, percebemos que os tablets de hoje estão abrindo mão da capacidade de armazenamento, a fim de obter um dispositivo de formato fino, leve e com bateria de longa duração", contou John Rydning, vice-presidente de pesquisa para discos rígidos e semicondutores da IDC.

O software oferece proteção da unidade através de um sensor de movimento aprimorado, o Zero Gravity™ Sensor que oferece uma melhor gestão contra quedas. Além disso, possui algoritmos de monitoramento térmico para controlar o acesso do drive e evitar condições de uso que possam prejudicá-lo. A unidade está tão bem isolada que, em muitos casos, após uma queda a tela de um dispositivo irá quebrar antes de sua unidade de disco rígido ser afetada.

Os modos de energia incorporados apoiam a unidade enquanto hiberna, fica no modo de espera ou descanso. Isso lhe permite consumir apenas 0.14W e manter a longa duração da bateria. Seu design robusto e fino permite que ele seja utilizado em novas aplicações emergentes como o armazenamento conversível e destacável.

Seagate® Ultra Mobile HDD
O lançamento tem apenas 5mm de espessura, com comprimento de 6,4 cm pesa o mesmo que uma lâmpada incandescente. Com até 500GB de capacidade, oferece a mais alta densidade de área disponível em um dispositivo pequeno e ultrafino. O dispositivo supota 100 mil fotos, 125 mil músicas ou 62 horas de vídeos de alta definição.

"O novo Mobile Enablement Kit da Seagate trará, para novos tablets, a capacidade de armazenamento de um PC. Isso posiciona a Seagate como um futuro provedor de soluções de armazenamento para o crescente mercado dos tablets", disse Rydning.


O Seagate Ultra Mobile HDD estará disponível separadamente e como parte do Seagate Mobile Enablement Kit. O software Dynamic Data Driver não é vendido separadamente. Para mais informações sobre os produtos, visite http://seagate.com/www/mobilekit.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rede Definida por Software (SDN) afinal o que é isso?

A HP divulgou neste dia 10 de setembro a disponibilidade de mais uma camada de sua solução de SDN, ou seja, Software Defined Network. Não apenas isto, mas também a parceria com empresas brasileiras e a equipe de P&D da HP para a criação de aplicações para esta nova arquitetura de infraestrutura convergente. O tema é estimulante e desperta muita curiosidade. Mas acho justificável investir um tempo no aprofundamento deste conceito. Afinal o que é uma Rede Definida por Software?? Confesso que eu como profissional de TI ainda não tinha consolidado este conhecimento até então.  

Obviamente o conceito de SDN se opõe à rede vista puramente como um conjunto de equipamentos ou elementos de hardware. Mas a magia do SDN passa exatamente pelo aspecto de “esconder” muitas das complexidades do ambiente e automação de processos muito importantes. Mas para compreender estes benefícios preciso explicar um pouco das características e necessidades de uma rede física. Será feito da forma menos técnica possível.


Imagine um Data Center com centenas ou milhares de servidores todos conectados a uma rede por um meio físico como cabos Ethernet (ou mesmo ópticos). Um dos imensos desafios em termos de configuração de uma rede grande assim é isolar pedaços de rede ou sub-redes como são chamadas. Por que isolar trechos de rede? Inicialmente porque com certeza há dezenas de aplicações distintas e muitas vezes (no caso de Data Centers) até mesmo existem muitas empresas diferentes compartilhando a estrutura. Quando o meio físico é o mesmo qualquer mensagem que trafega na rede é “escutada” por todos os dispositivos. Quando são 50 ou 100 é uma coisa, mas quando são milhares, muitas vezes o meio físico fica bem congestionado e ocorrem o que são chamadas de “colisões de dados”.

Quando dados colidem pacotes de informação são perdidos e os dados precisam ser retransmitidos que resulta em perda de fluência e velocidade na rede. Algumas aplicações como, por exemplo, consumo de mídia (som, vídeo e mesmo telefonia IP) são extremamente prejudicados quando uma rede tem altas taxas de retransmissão. Em uma rede física os competentes administradores conseguem dividir uma rede física em muitas VLANs (redes virtuais) e resolvem facilmente o problema. Facilmente em termos, pois se o ambiente é muito grande dezenas de switches (ou mais) precisam ser programados um a um para realizar este tipo de divisão e separação de tráfego.

Separação de tráfego de redes também é essencial pelo aspecto de segurança. Em um grande Data Center não há porque dados de uma empresa trafegarem na mesma rede de outras empresas. Faz sentido, não faz?

Mas esta descrição é apenas um breve exemplo de situação na qual a intervenções de operadores e administradores de rede são necessárias. Mas há algo ainda mais nobre, algo que apenas o conceito de SDN pode proporcionar que é a rede ser sensível ao tipo de aplicação que a utiliza. Tudo começa pela interoperabilidade entre diversos tipos de equipamentos incluído diferentes fabricantes (não apenas HP). Um padrão definido pelo mercado chamado OPENFLOW garante que esta gama de dispositivos serão capazes de interagir entre si. No caso da HP atualmente cerca de 40 de seus switches já têm a capacidade de entender esta linguagem OpenFlow. Mesmo switches que já estão no mercado e instalados nas empresas, muitos deles podem ter seu software atualizado sem custo para incorporar esta capacidade.

A figura 01 mostra brevemente as diversas camadas que compõem a solução. Tudo começa pela camada física (de baixo para cima) onde estão os dispositivos de hardware como switches, NICs (placas de rede), etc. A segunda camada contém os elementos de controle. A terceira camada residem as aplicações que serão capazes de usufruir de recursos da rede e na última camada os recursos de gerenciamento em larga escala.


figura 01 – Arquitetura da Solução SDN da HP


Isso tudo ainda é um pouco abstrato, eu reconheço. Mas um dos exemplos divulgados pela HP é muito esclarecedor. A Microsoft dispõe de uma solução de comunicação corporativa chamada LYNC. É resumidamente um sistema de mensagens instantâneas empresarial. Há também recursos de voz e vídeo que podem ser usados com esta ferramenta. Em uma rede grande é tarefa bem complexa programar todos os switches para disponibilizarem prioridade no tráfego isócrono (dados que são dependentes de tempo sincronizado – áudio e vídeo por exemplo). E mesmo assim por ser tarefa manual é simples deixar de contemplar vários dos equipamentos por isso ter comportamento heterogêneo na rede.

Mas e se o LYNC ao ser executado no ambiente da rede tivesse a capacidade de solicitar o tipo de prioridade que ele precisa para que seu tráfego flua da melhor maneira possível? E se isso fosse dinâmico? E melhor! Ao receber a solicitação é o controlador da rede que entrega a qualidade necessária sob demanda programando de forma automática todos os dispositivos necessários e devolve os recursos alocados para a rede (se assim definido) tão logo acabe aquela demanda. Este é o “filet-mignon” da aplicação de Rede Definida  por Software (SDN).

Este é apenas um exemplo. Aplicações diversas ligadas a muitas áreas estão sendo desenvolvidas relacionadas com acesso a dados, ERP, consumo de mídia, etc. A HP vem trabalhando fortemente as parcerias com empresas que têm esta expertise para fazer chegar ao ecossistema todo este valor agregado. Segurança é outro aspecto fundamental uma vez que a rede pode ter inteligência para detectar comportamentos anômalos e isolar pontos com atividades suspeitas melhorando ainda mais as contra medidas defensivas implementadas por outros elementos da rede como Firewalls, IPSs, etc.

Mas a despeito das “aplicações inteligentes” o conceito de SDN usado no gerenciamento do ambiente de rede atual traz uma grande capacidade de gestão nos recursos. Falando claramente a HP tornará disponível no começo de outubro a camada de “controle” (a segunda de baixo para cima na figura 01). Aplicações que usem a fundo a inteligência da SDN existem ainda em provas de conceito (como o exemplo do LYNC), mas já operacionais. Mas será no começo de 2014 que chegarão em maior quantidade ao mercado estas novas aplicações que saberão usar a rede de forma muito mais inteligente e dinâmica.

Isso tudo tem potencial para transformar a maneira como os processos de negócio interagirão com a infraestrutura da empresa. De forma bem mais ágil e beneficiando o objeto fim de cada corporação que é o seu “core business”. Os administradores de rede terão que conciliar as necessidades das aplicações gerenciando políticas de acesso e requisição de recursos de forma que umas não subtraiam recursos da outras. Terão que incorporar a visão do negócio para saberem como gerar os resultados com as aplicações dos usuários. Programar dezenas de switches e roteadores não será mais parte de sua atribuição uma vez que “A REDE” será um elemento “vivo” que ele terá que coordenar de uma outra forma. Dias melhores virão para as empresa e os tutores de suas redes.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Conheça os 10 sintomas mais comuns de uma infecção no computador - Kaspersky Labs

Dias atrás eu falei sobre a evolução das ameaças desde seus primórdios. No aspecto localizar o malware ou vírus era algo bem mais fácil porque os malignos programas eram espalhafatosos e gostavam de se mostrar. As diferentes "tribos" de cyber malfeitores se gabava por conseguir espalhar seu vírus mais que a outra tribo. Mas na medida que as ameaças passaram a focar em ganhos financeiros, roubo de informações, escravizar o computador, tudo ficou mais complicado.

Ao contrário dos primeiros vírus hoje em dia a discrição é a regra. O que menos os malfeitores digitais querem é dar ciência de sua presença a fim de que levem ao limite sua bisbilhotice. Mas mesmo assim pessoas preparadas com as informações certas (qualquer pessoa e não apenas nerds de computador) podem conseguir captar alguns sinais que indiquem a existência de alguma coisa errada e assim poderem tomar suas medidas defensivas. A Kaspersky Labs preparou um interessante documento com estas dicas. São pontos que devem ser observados. Segue abaixo o referido texto o qual recomendo fortemente a leitura.

Flavio Xandó 





Kaspersky Lab: conheça os 10 sintomas mais comuns de uma infecção no computador


São Paulo, 09 de setembro de 2013 - Mesmo que as regras mais básicas para garantir a segurança do PC sejam cumpridas com rigor, como atualizar com regularidade o sistema operacional, evitar clicar em links suspeitos e ter uma solução antivírus instalada e atualizada; existe o risco de o sistema ser infectado por malware. Porém, nem sempre é fácil saber se o computador está infectado ou não.

A Kaspersky Lab elaborou uma lista com os dez sintomas mais comuns que indicam que algo malicioso está ocorrendo no computador:

  1. Bloqueios inesperados: se alguma vez isto lhe aconteceu, provavelmente já sabe que a tão temida tela azul é sinônimo de que algo vai mal no sistema. Por esse motivo, não perca tempo e analise a plataforma em busca de possíveis infecções.
  2. Sistema lento: se o sistema não está executando aplicações que consomem recursos, mas mesmo assim está muito lento, então é possível que esteja infectado com um vírus.
  3. Atividade elevada do disco rígido: se a atividade do seu disco é mais alta do que o normal quando o computador está em descanso, é sinal de uma possível infecção.
  4. Janelas estranhas: se durante o processo de boot, aparecem janelas estranhas que alertam para problemas no acesso a diferentes discos no sistema, pode ser que o computador esteja infectado por malware.
  5. Mensagens estranhas: quando o sistema está em execução, e aparecem janelas avisando que arquivos ou programas não podem ser abertos fique atento, esse é outro sinal para um possível ataque de malware.
  6. Atividade indevida dos programas: se os programas não respondem, abrem automaticamente ou mostram uma notificação de que uma aplicação está tentando acessar a Internet sem o seu consentimento; então, é possível que um malware esteja atacando a sua máquina.
  7. Atividade aleatória de rede: se o roteador piscar constantemente, indicando uma atividade elevada da rede quando não está executando algum programa ou não está acessando altos volumes de dados na Internet, parta do princípio que existe algo errado com o equipamento.
  8. Mensagens de e-mail instáveis: os seus e-mails não saem da pasta ao enviar? Os seus contatos recebem mensagens estranhas que você não se recorda de ter enviado? Infelizmente, o seu sistema está comprometido ou alguém roubou sua senha de acesso ao e-mail.
  9. Endereço IP na lista negra: se receber uma notificação dizendo que seu endereço IP está numa lista negra, existem fortes possibilidades de que seu sistema tenha caído nas mãos de criminosos e que passou a fazer parte de uma botnet de spam.
  10. Desativação inesperada do antivírus: existem muitos programas maliciosos desenhados especificamente para desativar o antivírus, se encarregue de eliminá-los. Se o seu software de segurança for desativado por auto reconstrução, pode ser um pequeno sintoma de que algo de errado está acontecendo.

A forma mais segura para saber se o seu sistema está infectado ou não é analisá-lo. Para isso, recorra a uma solução antivírus. Se não tiver um antivírus instalado e desconfiar que o seu equipamento está com problemas de segurança, utilize a ferramenta gratuita Kaspersky Security Scan.


Mercado Livre em novo patamar

Quem puxar pela memória vai se lembrar de que ao surgir, o site Mercado Livre era um local tipicamente frequentado por pessoas físicas. Eu, você e tantos que queriam vender seus objetos usados (ou eventualmente novos) usando a “novidade” que era este meio de comunicação chamado Internet. Era essencialmente um espaço frequentado por “camelôs virtuais”, exagerando um pouco a comparação, como aquelas praças das grandes cidades lotadas de pequenos comerciantes.


Por isso o começo foi a fase mais difícil. Era quase que um golpe de sorte encontrar o comerciante certo. Não que o problema fosse a correção ou honestidade do comerciante. O problema era mesmo o amadorismo, natural nesta fase inicial. Prazos nem sempre eram respeitados... E infelizmente vez por outra algum mais “esperto” se valia do ambiente virtual para se locupletar em cima dos incautos, fosse ele comprador ou vendedor. Mas como toda nova forma de negócio as regras foram se aprimorando e trazendo ordem e bom funcionamento para o sistema.

Falo por mim mesmo. Lembro-me de quando meus filhos deixaram de ser bebês eu vendi todos os apetrechos no Mercado Livre. E se bem me lembro o modelo mais usado à época ainda era do “leilão” no qual um preço mínimo era definido e as pessoas faziam seus lances até o final de prazo determinado. Ainda existe esta modalidade hoje em dia porém há momentos que o comprador necessita de agilidade para obter a mercadoria desejada. Por isso a alternativa de venda direta cresceu bastante no site e é dominante hoje em dia.

Mas muitos outros aperfeiçoamentos apareceram. Vendedores mais que eventuais, aqueles que têm vários produtos oferecidos ao mesmo tempo acumulam pontos de reputação em maior quantidade e esta informação traz segurança para compradores que não conhecem este lojista. Há alguns anos o Mercado Livre trouxe para seus clientes a alternativa do MERCADO PAGO. Trata-se de uma forma de realizar o pagamento tendo o Mercado Livre como intermediário. Assim o comprador realiza o pagamento, seja por cartão de crédito ou débito ou boleto e este crédito só vai para o vendedor assim que houver a confirmação da entrega da mercadoria. E a efetiva entrega só é feita após o site registra seu pagamento. Resumidamente é isto. Assim o vendedor tem a garantia de receber o seu crédito e o comprador de receber sua mercadoria.


Mas tudo isso descrito acima já é história. Apenas quis rememorar para ter certeza de que o leitor está familiarizado com estes conceitos todos. Lembro que no modelo de negócio do Mercado Livre suas fontes de receita vêm basicamente da comissão existente em cada venda e da receita da propaganda, pois seus vendedores podem dar algum destaque ou muito destaque aos seu produtos. Assim todo o interesse do site é aumentar bastante o volume de transações realizadas.

Minha ideia de escrever a respeito do Mercado Livre se deve a minha participação no começo de setembro na Conferência de Desenvolvedores. Sim isso mesmo! Também tive reação de estranheza inicial ao saber desta iniciativa. Precisava conferir para entender. Já há algum tempo o site proporciona para seus vendedores frequentes ferramentas bem interessantes para gerenciar seu relacionamento com compradores. Um vendedor eventual como eu não tem 1% da necessidade de organização de informação que tem o lojista profissional do Mercado Livre. Assim grande esforço de desenvolvimento tem sido feito pelo site para prover ferramentas que ajudem estes lojistas a se organizarem. Afinal, como disse antes, quanto mais transações o site realizar maior será a receita ambos.

Porém a tarefa de desenvolver todas as ferramentas e mesmo antecipar as necessidades destes vendedores começou a ficar bastante extensa. Assim o Mercado Livre decidiu criar uma plataforma aberta para que outras pessoas e empresas possam desenvolver softwares e aplicativos para sua plataforma. Assim as empresas que vendem produtos e que tenham expertise em TI e desenvolvimento podem fazer um sem número de aplicações de apoio.

Ainda melhor é a oportunidade para empresas de software profissionais para desenvolverem produtos prontos para os mesmos lojistas. Afinal é mais natural que as lojas não tenham recursos de TI para fazerem desenvolvimento. A integração do Mercado Livre com os aplicativos se faz por meio das APIs (Application Program Interface) que abrem para o desenvolvedor todas as funcionalidades do site em linhas de programação. Assim tanto as tarefas rotineiras da loja, necessárias para o fluxo diário de operações como ações de integração com os sistemas de informática como ERP, CRM, etc.

A conferência que tive oportunidade de participar estava em sua segunda edição e fiquei bastante impressionado com a quantidade de participantes. Informalmente eu contei mais de 400 pessoas naquele auditório o que mostra o interesse do mercado por este nicho de soluções. Também denota qualidade das ferramentas disponíveis (APIs) uma vez que se fosse algo complicadíssimo e inacessível haveria 10 ou 15 pessoas naquela sala.

Um dos destaques na Conferência foi a possibilidade de automatização dos processos do MERCADO ENVIO, recurso anunciado no primeiro semestre. Trata-se de um recurso que coloca o serviço de frete no site com muitas vantagens. O lojista usa as opções pelo próprio Mercado Livre, já emite a etiqueta pré-paga para o tipo de frete escolhido pelo seu cliente e pela quantidade de postagens concentradas pelo Mercado Livre há bons descontos no preço tornando assim o frete mais barato do que pelas vias convencionais. E tudo isso também pode ser acessado pelas APIs para os desenvolvedores criarem rotinas e processos mais aderentes às práticas das lojas.


Segundo o Mercado Livre tanto Mercado Pago como Mercado Envios são serviços oferecidos para a base de clientes, mas que não são “áreas fim de negócio”. Ou seja, a intenção da empresa é prover estes meios para agilizar as transações dos clientes e não ter lucros com elas.

Aqueles primeiros dias de “camelódromo virtual” estão muito longe. Grande profissionalização aconteceu no site, principalmente em relação aos vendedores. Estão hoje municiados de muitas ferramentas e agora com uma base de desenvolvedores para suportar novas e inovadoras aplicações. Segundo palavras do Mercado Livre eles visam se tornar na grande e dominante plataforma de negócios eletrônicos.

Como o mundo não é perfeito, nem o real nem o virtual, erros podem acontecer no sistema. Dois amigos tiveram sua conta no sistema invadidas e o usurpador aplicou golpes em seus nomes. Eu tive uma venda cancelada pelo sistema e fui quase expulso por conta de um erro de digitação do texto de meu anúncio. Contei esta história em um texto chamado “Cancelado no Mercado Livre – quase expulso”. Foi um excesso de rigor, algo desmedido, mas havia alguma razão por parte do Mercado Livre. E ainda existem vendedores que insistem em vender apenas via transferência bancária e que são um convite a levar um golpe.

Se insisto em contabilizar estas imperfeições é para fazer o contraponto para a situação atual bastante diferente, evoluída, avançada mesmo. Penso que a ambição do Mercado Livre ser tornar a grande referência de “Market Place” já é realidade fruto das decisões que vem sendo tomadas nos últimos anos.

Aliás, eu ia me esquecendo de citar as soluções de mobilidade para todos os tipos de smartphones. Estas permitem que consumidores chequem preços e condições a qualquer momento ao visitarem uma loja em um Shopping por exemplo. É  mais um interessante serviço a favor do consumidor. Se descobrir que o mesmo produto da loja “X” pode ser adquirido mais barato no Mercado Livre, a loja real perde uma venda e o Mercado Livre ganha uma venda. Ousada e inteligente ação como tantas outras apresentadas.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Autodesk realiza maratona para portar aplicações para sua loja

A empresa Autodesk tem passado por grande processo de transformação nos últimos anos. Falei sobre isso no texto “Autodeskapps, da engenharia aos usuários finais” e pensei que o assunto aplicativos tinha sido bastante explorado. Mas em conversa recente que tive com executivo da empresa percebi que existe um outro lado, outro mundo de aplicativos dentro da Autodesk e todo seu ecossistema.



Eu ignorara o lado mais óbvio da equação, ou seja, os aplicativos relacionados ao mundo do AUTOCAD e por fim outros produtos sofisticados que empresa tem. Resumidamente esta área atua com desenvolvedores independentes há 27 anos, ou seja, algo mais do que maduro. Porém com a tendência atual de prover acesso dos clientes aos aplicativos na forma de uma loja centralizada a Autodesk realizará algo interessante. Tive conversa a este respeito com Silvio Guido que é Senior Manager da Autodesk Developer Network. Seguem abaixo os pontos centrais da conversa que tive com ele a este respeito.



 
figura 01 – Silvio Guido - Senior Manager da Autodesk Developer Network

Xandó : Silvio por favor fale um pouco sobre como é que se relaciona a área de Desenvolvedores, os produtos e sobre este lado da Autodesk...

Silvio : Este ano a empresa completou 31 anos e há 27 ela lançou um programa para desenvolvedores. Todos os softwares da Autodesk têm APIs externas (API – Application Program Interface – meio para que programas diferentes possam se comunicar) que permitem serem customizados. Nós sempre tivemos uma ideia de transformar nossos softwares em plataformas. Quando isso foi lançado para o Autocad fez um super sucesso. Hoje em dia há mais de 4000 empresas trabalhando em torno do Autocad.

Xandó : E como isso se relaciona ou se compara com a área de desenvolvimento da própria Autodesk para o produto Autocad?

Silvio : nossa estimativa é que temos mais de 3 vezes o número de pessoas desenvolvendo para Autocad fora da empresa do que dentro da Autodesk. Isso nos levou para um monte de mercados que nunca pensamos em atingir. Pra você ter uma ideia nos EUA alguém fez uma aplicação para gerenciamento de cemitérios usando AUTOCAD! Você nunca iria pensar nisso.

Comentário : as tais APIs permitem que o desenvolvedor inclua dentro do ambiente do AUTOCAD (ou outros produtos) funcionalidades não existentes. Assim a base de recursos comum é utilizada, são agregadas funções, dados e interfaces novas com os usuários transformando aquela plataforma em uma série de outras aplicações.

Xandó
: tempo atrás eu vi duas aplicações bem interessantes, mas menos exóticas quando comparadas com seu último exemplo. Era o uso do Autocad para desenvolver projetos de escritórios, incluindo divisórias e mobiliário e outra para fazer projetos de iluminação no qual no final ele sumariza a lista de materiais necessários, potência elétrica necessária, etc.


Silvio : Essa funcionalidade de gestão de “facilities” nós já temos hoje embutida no Autocad com interfaces para bancos de dados, SAP, etc. E as aplicações são diversas.

Xandó : E como tem sido o envolvimento de empresas brasileiras com estas plataformas de desenvolvimento.

Silvio : Quando eu vim para a empresa há quatro anos havia 17 empresas fazendo este tipo de desenvolvimento. Hoje já temos 55 no Brasil. Na América Latina temos cerca de 83 (incluindo Brasil). Depois de Brasil vem México com maior relevância e depois Chile, Argentina e os outros países com menor participação.

Xandó
: E este conceito de “loja de aplicativos”? Achei curioso isto aplicado neste contexto.


Silvio : Há dois anos aproximadamente nós lançamos a loja de aplicativos. Afinal boas ideias do mercado nós também podemos aproveitar. Mas nossa loja tem uma característica diferente das outras. Ela é “B2B” (Business to Business – orientada a negócios entre empresas e não consumidor final). E tivemos dúvidas no começo, pois quem compra é o usuário da empresa que deve submeter a aquisição a uma aprovação interna, uma área de compras, etc. A despeito disso se revelou um sucesso tremendo!! Lançamos timidamente apenas a loja para aplicativos da plataforma Autocad e fomos expandindo criando várias outras lojas para as outros programas além do Autocad. Hoje temos cerca de 16 lojas. E o público brasileiro está sempre entre segundo e terceiro lugar na frequência das lojas (mundo todo).


figura 02 – Exemplo da loja de aplicativos para Autocad


Xandó : Mas como os desenvolvedores fazem para ter seus produtos nas lojas?

Silvio : Nós percebemos a mudança deste mundo. A empresa mudou. Por isso pensamos que deveríamos também levar nosso parceiros para esta nova forma de interação e de realizar negócios. Temos dado alguns “empurrãozinhos” visando a ajudar. E para isso vamos realizar em meados de setembro um evento direcionado para este público de desenvolvimento.

Xandó
: Quando vai ser e como será o formato do evento??

Silvio : Será dia 13 e 14 de setembro. Durante este período nós vamos estimular os desenvolvedores e dar o apoio necessário para ele migrar suas aplicações para a loja da Autodesk. Boa parte dos desenvolvedores não sabe como pegar seu programa e levar para a loja. Dá para colocar? Normalmente dá, mas existem algumas premissas que para serem cumpridas exigirão algumas pequenas adaptações ou ajustes.

Xandó : Que tipo de adaptações seriam estas?

Silvio : Por exemplo, o comprador tem que ser capaz de fazer o download do programa e poder sair usando na mesma hora. Nós não queremos que ele baixe o aplicativo, instale e tenha que pegar um telefone, ligar para alguém e esperar 3 dias para obter uma licença definitiva. Não pode ser assim. A experiência da loja fica ruim. Este evento ajudará os desenvolvedores a fazerem esta portabilidade.

Comentário : por isso que o evento foi batizado de “Autodesk Exchange Apps Portathon”, ou seja uma maratona para portar os aplicativos (Portability Marathon – Portathon). 

Xandó
: E como vai funcionar?

Silvio : Ele começa na verdade dia 00:00 (horário do Pacífico – fuso da Califórnia) no dia 13/09 e vai até 23:59 (horário do Pacífico) do dia 14/09. E a Autodesk dará um incentivo aos participantes. Cada aplicativo portado corretamente e colocado na loja seu desenvolvedor receberá US$ 100. Este estímulo financeiro já está valendo há mais de mês e meio

Xandó : E a dinâmica do evento, como acontecerá, como idealizaram?

Silvio : Vamos usar uma plataforma de conferência, no caso o WEBEX para controlar tudo e as pessoas do suporte participarem ao redor do mundo. Temos cerca de 40 técnicos que dão suporte para o desenvolvimento de aplicações e estes técnicos estarão posicionados ao longo dos diversos fusos horários para agilizar o suporte. Por exemplo, nós teremos 2 técnicos especializados em Civil 3D, um deles no Brasil e outro na Índia, assim melhor distribuindo o suporte para o mundo todo e para manter funcionando por 48 horas, para que ninguém tivesse que trabalhar por este tempo todo (48 horas). Afinal o evento é de abrangência mundial.

Xandó
: E como andam as adesões globais dos desenvolvedores ? E das 55 empresas brasileiras?

Silvio : Neste começo de setembro (esta entrevista aconteceu dia 03/09) já temos 157 empresas desenvolvedoras inscritas. As empresas brasileiras ainda estão com pequena participação, temos que ajudá-las a entrar. Destas 55 existem diversas categorias de desenvolvedores. Alguns são universidades, empresas de desenvolvimento (softwares comerciais), consultores, empresa que desenvolvem internamente (consumo próprio), etc.

Silvio : Explicando melhor estes tipos de empresas, por exemplo, uma usina de cana de açúcar comprou o Autocad para seu uso próprio e tem sua equipe de desenvolvimento para gerar funcionalidades para si mesma. Este é um caso. Por outro lado a usina poderia contratar uma outra empresa para fazer o desenvolvimento para ela (como se fosse uma consultoria). Mas esta pode retirar do software o que é específico daquela usina, ampliar o escopo deste trabalho e oferecer este aplicativo para várias outras usinas. Até mesmo uma empresa à parte pode ser criada para isso e aí se configura um desenvolvedor comercial, que é o público alvo desta iniciativa. Respondendo, destes 55 há no Brasil entre 10 e 15 que estão nesta categoria e são potenciais participantes.

Xandó : E como as empresas se tornam desenvolvedoras para produtos Autodesk?

Silvio : Como eu te falei no começo da conversa nós queremos criar uma plataforma. Não cobramos nada dos desenvolvedores para isso. Os SDKs (Software Development Kit) e todas as APIs são públicas e estão largamente divulgadas e publicadas na Internet. Qualquer pessoa pode desenvolver qualquer software sem falar nada conosco, não tem royalty, não tem nada.

Xandó
: Eu entendo que esta é uma situação ganha-ganha porque na medida em que surgem pessoas interessadas neste desenvolvimento você automaticamente amplia a plataforma. Mesmo que não se cobre pelo uso do SDK e nada disso, você estará garantindo que a base instalada dos produtos Autodesk tende a evoluir.

Silvio : Isso mesmo. Uma empresa fazer parte do programa de relacionamento com os desenvolvedores faz com que nós a tragamos mais para a frente. Nós damos suporte, damos acesso ao software e o mais importante de tudo, ele passa a fazer contato com a Autodesk. Pelo menos uma vez por ano eu os reúno. E temos como ajudar, orientar e direcionar. Olha “vai pela direita, não vai pela esquerda senão você vai trombar com a gente mais para a frente”. Este grupo está na Autodesk liderando o caminho para a nuvem porque estamos falando nisso há pelo menos 3 anos. Já faz um tempo que os alertamos “se você pensa que vai vender seu produto com licença perpétua, melhor repensar sua estratégia, nuvem implica em software como serviço”. Muitas vezes uma empresas dessas começa com a junção de duas ou três pessoas com uma ótima ideia, geralmente são bem técnicos, e que nem sempre têm este tipo de visão. Nossa missão no grupo de desenvolvedores também é chamá-los para o caminho correto e orientá-los a olhar para o mundo e ver que está acontecendo em volta para que ele não perca seu ganha-pão ali para a frente. O evento nessa hora ajudará as empresas que estão no programa de desenvolvedores e as que ainda não estão e que têm boas ideias.

*** fim da entrevista***

A conversa com o Silvio anda se estendeu por um tempo e falamos sobre outros vértices da Autodesk, outros assuntos interessantes. Mas como minha atenção fora capturada pelo tema do Autodesk Exchange Apps Portathon encerro aqui esta transcrição informal de nossa conversa. Quem quiser saber mais sobre esta iniciativa e evento que acontecerá a partir do dia 13/09, pode visitar a página em http://apps.exchange.autodesk.com/pt (em português). Também existe um blog (em inglês) com mais detalhes que pode ser acessado por este link.

Eu não sou desenvolvedor Autodesk, embora já tenha até desenvolvido no passado um tanto distante uma interface de um sistema ERP com uma aplicação em Autocad para fazer projetos de iluminação, mas vou acompanhar a iniciativa. Este tipo de acontecimento costuma gerar uma integração e um grande ganho na qualidade do relacionamento da comunidade de desenvolvedores e o realizador (no caso Autodesk). Assim se faz crescer a plataforma. Porém só é possível crescer se há mérito real. Só empurrar não funciona se não tem qualidade. Fazendo uma comparação, não adianta empurrar alguém em uma bicicleta com o freio parcialmente preso na roda. Ao parar o empurrão a bicicleta vai andar mais alguns metros e ficar estagnada. Mas se o empurrão for dado em uma bicicleta bem ajustada e acontecer até bem próximo de uma descida ou mesmo de um local plano, esta bicicleta percorrerá quilômetros e quilômetros. Para mim é isso que a Autodesk está tentando fazer!!