quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como lidar com Interferência Wi-Fi?

Recebi este texto escrito por André Queiroz, Diretor Regional - Enterprise da Ruckus Wireless que versa sobre o problema de interferência e degradação de sinal no uso de dispositivos Wi-Fi em ambientes públicos. O texto menciona o ambiente de HOTEL, mas eu vejo este tipo de situação em qualquer ambiente que tenha grande quantidade de usuários ou dispositivos Wi-Fi ou que gerem interferências. Será que você já não passou por uma situação assim? Será que poderia ter sido resolvida de forma simples??

Flavio Xandó



Como lidar com Interferência Wi-Fi em Hotéis?

Por André Queiroz, Diretor Regional - Enterprise, Ruckus Wireless


A tecnologia 802.11 avançou muito nos últimos 10 anos – hoje é mais robusta, mais rápida e mais escalável. Porém, um problema ainda assombra o Wi-Fi: a confiabilidade.

Não tem nada mais frustrante para o administrador da rede de um hotel do que hóspedes que reclamam do fraco desempenho do Wi-Fi, da cobertura irregular e das conexões instáveis.  A maior dificuldade: o ambiente Wi-Fi é invisível e está mudando constantemente, e essas mudanças são causadas pela frequência de rádio (RF).

Os hóspedes de qualquer hotel viajam com uma grande variedade de dispositivos e esperam sinais fortes de Wi-Fi, cobertura total, conexões cada vez melhores e mais estáveis e um desempenho consistente.

Praticamente qualquer dispositivo que emite sinais eletromagnéticos - desde telefones sem fio até fones de ouvido Bluetooth, microondas e até mesmo medidores inteligentes - pode gerar interferência RF. Mas a maioria dos hotéis não sabe que a maior fonte de interferência Wi-Fi é sua própria rede Wi-Fi.

Ao contrário do espectro licenciado que vende uma determinada largura de banda à empresa que oferece o maior lance, o Wi-Fi é um meio compartilhado por todos e que opera em frequências de rádio (RF) não licenciadas dentro da faixa de 2.4GHz a 5GHz.

Quando um dispositivo cliente 802.11 encontra um novo sinal, seja um sinal Wi-Fi ou qualquer outro, ele para de transmitir.  A interferência que ocorre durante a transmissão de dados também causa a perda de pacotes, o que requer a retransmissão dos mesmos pacotes por meio da rede Wi-Fi. Essas retransmissões reduzem a taxa de transferência, reduzindo o desempenho da rede para todos os usuários que compartilham o mesmo ponto de acesso.

Soluções Comuns para Administrar Interferências

Existem três soluções mais comuns para administrar a interferência RF: reduzir a taxa de transmissão física de dados (PHY), reduzir a potência de transmissão do AP afetado ou alterar o canal atribuído ao AP.  Cada uma dessas soluções pode resolver parte do problema, mas nenhuma delas resolve o problema fundamental da interferência RF.

Parece nada lógico, mas um AP configurado para transmitir dados usando taxas de transferências menores, e com isso reduzir o número de pacotes perdidos, pode piorar a situação. Com a taxa de transmissão mais lenta, os pacotes passam mais tempo no ar. Ou seja, existe uma chance maior de perdê-los, já que demoram mais para serem recebidos e, por esse motivo, são mais suscetíveis a interferências pontuais.

Uma nova abordagem Wi-Fi, divulgada e patenteada pela Ruckus Wireless, utiliza uma matriz de antenas adaptativas e adota uma metodologia baseada em uma série de testes de desempenho que levam em conta três fatores presentes em hotéis: as taxas de transferência, a relação sinal-ruído e o tipo de aplicação da rede. Dessa forma, é possível oferecer o melhor desempenho possível.

A técnica de mudar o canal de transmissão é útil para reduzir interferências constantes em determinada frequência, mas a interferência tende a ser altamente variável e intermitente.  Com um número limitado de canais à nossa disposição, essa técnica pode criar mais problemas do que soluções.

Atenuando Interferências com Antenas Inteligentes

O objetivo maior do Wi-Fi é enviar um sinal Wi-Fi diretamente para o usuário e monitorar esse sinal para garantir a melhor taxa de transferência possível – enquanto isso, as transmissões de Wi-Fi são constantemente redirecionadas por caminhos sem interferência e sem mudar de canal.

Esses sistemas adotam padrões de antena diferentes para cada cliente, mudando o padrão ao detectar qualquer problema. Por exemplo, ao detectar uma interferência, a antena inteligente pode selecionar um padrão de sinal com atenuação direcionada para a interferência, aumentando a SINR e eliminando a necessidade de reduzir a taxa física de dados.

Antenas baseadas na formação de feixes utilizam vários elementos direcionais da antena para criar milhares de padrões de antena, ou caminhos, entre o AP e o cliente.  Com isso, a energia RF é irradiada pelo melhor caminho que produz a maior taxa de dados com a menor perda de pacotes.

Mas talvez o maior benefício dessa nova tecnologia seja o fato de funcionar sem sintonia manual ou intervenção humana.  Outros benefícios incluem:
  • Os funcionários do hotel podem usar dispositivos Wi-Fi para acessar as ferramentas de reservas e administração de forma segura e em qualquer lugar do hotel, garantindo níveis mais elevados de serviço;
  • Os sistemas de ponto de venda (PoS) sem fio permitem realizar pedidos de alimentos e outras amenidades na beira da piscina ou em outras áreas do hotel;
  • A comunicação de voz sem fio entre os funcionários do hotel pode ajudar a manter o hotel funcionando perfeitamente;
  • Dispositivos portáteis podem ser usados para fazer o check-in do hóspede na hora de deixar o carro com o manobrista;
  • Os hotéis podem oferecer Wi-Fi gratuito ou como parte de um pacote de comunicação no quarto do hóspede ou em áreas comuns;
  • Os hóspedes podem usar o Wi-Fi em seus dispositivos de áudio e vídeo em alta definição, como iPods ou tablets.
Para administrar a interferência RF no futuro, é preciso entender as principais tendências dessa tecnologia.  Mas, para isso, precisamos de uma abordagem mais inteligente e flexível para administrar as frequências de rádio que estão fora de controle e que causam esse tipo de interferência.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Conexão TI Podcast :Livro digital inaugura um novo modelo de negócios

Martha, Renato, Perin e Xandó
Martha, Renato, Perin e Xandó
Os avanços da TI (Tecnologia da Informação), do uso da internet e o surgimentos dos livros digitais e seus respectivos leitores (celulares, kindles, iPhones etc.) estão criando novas oportunidades para um setor que ainda estava acostumado com as regras de mercado do Século XIX.
A partir de agora, os autores já tem instrumentos para questionar o ganho de apenas 10% sobre o valor de prateleira do livro, afinal podem – e devem – ganhar mais pela venda de suas obras intelectuais. Por que a editora tem de abocanhar de 30% a 40% da obra?
Saiba mais na conversa do Conexão TI para Negócios desta semana, que além do time tradicional, conta com a participação especial da ilustre convidada Martha Gabriel.

Clique aqui e acesse a página com o Podcast

Livro digital inaugura um novo modelo de negócios [ 7:19 ] 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Correndo com um computador no pulso – parte 1 Polar RS200SD e Garmin 405

Esportistas amadores, desde os mais fanáticos aos mais “relax”, de uma forma ou de outra adoram acompanhar a evolução de seu desempenho. Este é o meu caso. Gosto de correr já faz um longo tempo. Registrei meus dados de corridas em tabelas (papel), depois planilhas e por fim cheguei até a desenvolver eu mesmo uma aplicação para esta finalidade. Mas hoje em dia tudo é diferente!! A tecnologia está do nosso lado!! Há muitas alternativas a disposição!

Há mais de quatro anos descobri os “computadores de pulso”, ou melhor, os relógios para corredores. Há muitas alternativas disponíveis, marcas e modelos. Alguns com mais ou menos recursos. Mas depois de quatro anos e três relógios adquiridos a Motorola me emprestou para testes seu mais novo dispositivo de apoio a corredores, o MOTOACTV. Isso me deu a ideia de elaborar um comparativo entre as quatro gerações de relógios para corredores.

Fazem parte deste comparativo: POLAR RS200 SD, GARMIN Forerunner 405, GARMIN Forerunner 610 e MOTOROLA MOTOACTV. Minha intenção é mostrar o que cada um deles tem de bom, seus principais atributos, pontos que poderiam ser melhorados... Seria injusto compará-los todos como se fossem produtos contemporâneos. Mas como os quatro, apesar das diferenças de idade entre os projetos, estão ainda à venda, obviamente com preços distintos, penso ser este comparativo útil para a comunidade de esportistas. Com exceção do MOTOROLA, os outros três dispositivos são meus os quais usei cada um deles por um longo tempo e conheço muito bem suas virtudes e eventuais problemas.

Relógios-computadores avaliados neste teste


Na foto acima podem ser vistos os quatro “computadores de pulso” analisados.


  • ·         Polar RS200SD
  • ·         Garmin Forerunner 405
  • ·         Garmin Forerunner 610
  • ·         Motorola MOTOACTV


Nesta primeira parte do texto eu falarei do POLAR RS200 SD e o GARMIN Forerunner 405.


FUNÇÕES EM COMUM

  • Todos estes dispositivos têm recursos “básicos” em comum. Na verdade não são nada básicos, são funções até bem sofisticadas que disponibilizam informações valiosíssimas para o atleta amador acompanhar seu treinamento.
  •  Com uso de cinta peitoral capturam os batimentos cardíacos durante o exercício. Permitem emitir alerta se a pulsação máxima determinada para a sessão for ultrapassada.
  • Armazenam o tempo de cada “volta” de forma automática ou manual, sendo que o mais comum é usar o “autolap” a cada 1 Km.
  • Dispões de “oponente virtual”, ou seja, mostra na tela o corredor está adiante ou aquém de um corredor que mantenha determinado ritmo, por exemplo, cada quilômetro em 6 minutos, informando se você está na frente ou atrás dele e quantos metros ou segundos.
  • Exibem o ritmo instantâneo de sua corrida, seja em Km/h ou minutos/Km. É análogo ao “velocímetro” do corredor. Muito útil para ajudar a manter uma cadência pré-definida. Também exibe o ritmo médio de todo o exercício até aquele momento (em Km/h ou minutos/Km).
  • Exibem a faixa de esforço naquele momento em percentual, ou seja, se o corredor está entre 60%-70%, 70%-80%, 80%-90% do esforço máximo preconizado pela idade. Isso é importante, pois durante os treinamentos, cada sessão pode exigir trabalhos em diferentes regimes aeróbicos, visando estímulos e desenvolvimento de diferentes.
  • Exibem em função de peso, altura, sexo e batimentos cardíacos, o consumo de calorias daquela sessão até o momento.
  • Há diversas “páginas” com informações sobre a corrida podem ser customizadas para cada usuário. Podem ser escolhidas quais e quantas informações em cada página. Eu prefiro usar todas as páginas e com uma ou duas informações por página, pois assim minha vista cansada agradece os dígitos grandes obtidos com esta configuração.

POLAR RS200 SD

É o mais antigo deles, mas ainda hoje um sucesso entre os corredores. Foi lançado por volta de 2007. Seu “kit” consiste do relógio, cinta para captura dos batimentos cardíacos e o “foopod” (dispositivo para ser amarrado junto ao tênis de corrida). Existe também o modelo RS200 (sem o SD) que não traz o footpod. Este “apêndice” por sua vez é responsável por medir a distância percorrida durante o exercício. Esta informação foi o grande motivador para eu comprar este relógio tempos atrás.

Polar RS 200 SD


Este recurso foi muito importante para mim, pois toda vez que viajava, enquanto não medisse com o carro o percurso que iria correr eu não ficava sossegado. Com um relógio que “sabe” o quanto você correu, eu posso sair por qualquer caminho e vou acompanhando a distância todo o tempo. O RS200 SD usa o “footpod”, um tipo de “pedômetro”, na verdade um “sensor inercial” conforme diz a POLAR, que percebe sua passada e contabiliza a distância. Mas as pessoas têm tamanhos distintos de passadas. Como fica isso?

Acredite, este sensor é super preciso dando resultados muito bons sem ajuste algum. Para os mais perfeccionistas um processo de calibragem pode ser feito ajustando um fato de correção entre 0.80 e 1.20. No meu caso, já com o fator 0.973 em uso, bem ajustado, descobri que quando mudava de modelo de tênis tinha que fazer novo ajuste (0.968). Mas só perfeccionistas como eu têm esta neurose por precisão. Estou seguro de que fiz um bom trabalho de calibragem. Em novembro de 2010 corri uma meia maratona e usei o POLAR RS200SD. Ele acusou 21110 metros (era para registar 21092 – erro de 18 metros apenas!!).

Aliás eu escrevi sobre este assunto e publiquei um texto chamado “50000 fotos em 10 horas” que conta sobre esta prova na qual usei dois relógios, o POLAR e o GARMIN 405 (ambos citados neste texto).

O Polar RS 200SD tem alguma funções únicas, não compartilhadas mesmo pelos dispositivos mais novos. Com Polar sempre foi forte em medição de batimentos cardíacos, este relógio é capaz de fazer uma análise do ritmo do coração e inferir o índice de VO2 do atleta, ou seja, sua capacidade de absorção de oxigênio. Para isso atletas fazer o chamado exame “ergoespirométrico”. Já fiz ambos, o do Polar e o exame na academia. O Polar errou no máximo por 2 ou 3 pontos. Muito bom.

Outra exclusividade do Polar é que pelo fato de usar o footpod, um sensor inercial, pode ser usado para medir distâncias em ambientes onde o sinal de GPS (usado pelos outros 3 relógios testados) não têm sinal. Até mesmo distância percorrida em uma esteira ergométrica.

Pontos Positivos: sensor de distância (ainda melhor se calibrado pelo usuário), sensor de batimento cardíaco aprimorado (mede até o VO2 do atleta), tamanho reduzido, leve, pode ser usado como relógio do dia a dia.

Pontos Negativos : o footpod usa pilha (AAA) que acaba de uma hora para outra, as vezes deixando o atleta na mão no meio de uma corrida, embora uma pilha dure muitas semanas (até meses). Não dispõe de interface para transmitir dados para o computador do usuário com fazem os outros 3 relógios testados.

Preço referência : US$ 239 (fonte AMAZON.COM)


GARMIN FORERUNNER 405

Lançado no final de 2009, começo de 2010 foi para mim uma revolução em termos de possibilidades. Eu via pessoas que já tinham relógios de corrida com recurso para medir distâncias com GPS, mas achava que ainda não era o momento. Os relógios eram grandes, desajeitados. Não dava para serem usados como relógios do dia a dia. Vejam a foto abaixo, ilustra muito bem este ponto de vista.


Comparando o antigo Garmin 201 com 405

O Garmin Forerunner 405 é um “relógio”, do tipo comum e que ainda tem GPS e é um assistente para o atleta e não apenas um dispositivo para corridas. Tinha chegado a hora de eu aposentar o Polar RS 200SD e embarcar na era do GPS.


O elegante Garmin Forerunner 405

Mas o maior atrativo desta solução foi a possibilidade de transmitir os dados para o PC e ter um banco de dados com todas suas atividades. E mais!! Usando as informações de posição do GPS, não apenas distância, tempo e ritmo a cada quilômetro, pulsação, etc. eram armazenados, mas também o MAPA do percurso!! E este mapa pode ser exportado para o GOOGLE MAPS para uma visualização ainda mais detalhada e precisa!! Isso é sensacional!

De certa forma isso passou a ser mais um estímulo para as minhas corridas. Toda vez que viajo gosto de “colecionar” percursos e novos locais, cidades ou até países no GPS. Virou uma curtição além de toda informação de apoio que o dispositivo oferece.

A forma de comunicação do relógio com o computador é por meio de um dispositivo USB, muito parecido com um pendrive, que após inserido no PC dispara automaticamente o processo de transferência. Antes o usuário deve fazer seu cadastro no site da Garmin  http://connect.garmin.com  com seu perfil, usuário, senha, etc.

Se a pessoa tem um PC em casa, pode deixar o USB da Garmin sempre conectado. Assim a simples proximidade do relógio com o PC dispara o processo de transferência. A pessoa não precisa fazer absolutamente nada para que isso aconteça, é 100% automático. Uma imensa vantagem em relação a dispositivos que exigem conexões explícitas a cabos, ativação manual de software... nada disso. Com o 405 isso é “pa-pum”!!! Abaixo podem ser vistas duas telas exemplo com os dados da corrida.


Resumo do percurso e mapa (clique para ampliar)

Ritmo km a km e gráficos (clique para ampliar)


Visão de satélite em zoom de parte do percurso na USP (Universidade de São Paulo)

O que se vê acima é apenas uma pequena parte das informações possíveis de serem analisadas e guardadas após uma corrida. Só mesmo usando no dia a dia para se inteirar de tudo. Um exemplo legal é “elevação” (quanto o corredor subiu no percurso), neste dia não me aventurei na temível subida da Biologia da USP. Assim a variação de altitude ficou entre 723m e 750m acima do nível do mar. A análise dos batimentos cardíacos pode ser feita em valor absoluto (batimentos) ou % do batimento máximo, e assim por diante. Tem até uma tela que mostra uma animação do transcorrer do percurso. Também se vê neste gráfico que lá pelo Km 10 houve uma queda brusca da pulsação, que indica que eu devo ter parado para tomar água e isso me fez recuperar um pouco o fôlego!!

O Garmin Forerunner 405 tem um sistema de comandos do tipo “touch”, mas é um pouco diferente. Ele tem um “anel” prateado em sua volta denominado “Bezel”. Movimentos circulares no Bezel movimentam as ações dos menus ou alternam modos de visualização. O “Bezel” é um recurso polêmico, do tipo AMO ou DETESTO. Antes de comprar li CENTENAS de opiniões no Forum da AMAZON e era bem isso. Algumas pessoas não sabiam usar e falavam mal. Como o software do relógio é atualizável, o meu já veio com uma versão mais evoluída (2.4 – já está na 2.7) na qual boa parte dos problemas da hiper sensibilidade do Bezel fora corrigida. Então eu passei a integrar o time do “eu amo o Bezel”!!

Destaco que o Bezel é sensível à água. Dedos muito suados não conseguem acioná-lo com perfeição. Ao afundar o relógio na água a luz acende, como se tivesse sido acionado o comando de luz do relógio. Com a versão atual do software o Bezel pode ser usado sem problemas, mas é conveniente destacar estes fatos todos.

Sobre sua característica “a prova de água”, devo frisar que este relógio NÃO DEVE ser usado para mergulhos. Ele pode ser mergulhado até 1.5 metros no máximo e por tempo limitado. Resiste à chuva durante a corrida, pode tomar banho com ele, mesmo que de banheira, pode mergulhar na piscina (lazer), mas não deve ser usado para prática de mergulho em maiores profundidades.

Em relação à duração de bateria, assunto importante, há comentários a fazer. Com o relógio novinho fiz um passeio de bicleta de mais de 8 horas. Pude registar com perfeição toda a aventura. 8 horas é o valor especificado para uso com o GPS ligado o tempo todo. No outro extremo usado apenas como relógio, a GARMIN afirma que ele dura cerca de 15 dias. Assim seu usuário deve plugar o cabo USB em um PC (ou na tomada diretamente com um adaptador que é fornecido) para recarregar a bateria do relógio. Eu me acustumei com isso, sem grandes problemas.


Em relação ao GPS propriamente dito, o sinal geralmente é obtido em menos de 5 minutos. Embora quando o GPS fica muito tempo sem ser usado, demora muito para obter o sinal. Já teve ocasiões que demorou mais de 15 minutos, muito incomôdo. Mas se usado com frequência fica “pronto” entre 1 e 3 minutos.

Depois de um ano usando um belo dia a bateria ficou “maluca”. Usava em apenas um treino e logo depois acusava “bateria fraca”. Descobri tratar-se de alarme falso pois conseguia fazer ao menos mais um treino com este alerta sendo exibido. Quando atualizou o software para a versão 2.7 este problema sumiu e o medidor de carga voltou a funcionar, mas percebi que a duração da bateria com o uso do GPS caíra sensivelmente, para no máximo entre 4 e 5 horas. Algo que acontece com baterias de forma geral, usadas amiúde perdem eficiência.

Com o uso intenso, bate aqui, raspa ali, o 405 fica meio descascado e perde sua beleza inicial. Embora permaneça totalmente funcional. Veja abaixo a foto do meu como ficou. Outra coisa importante, como eu nunca tirava o relógio para nada, corrida, banho, dia a dia, sol, chuva, a pulseira começou a ficar ressecada e um belo dia se rompeu. Procurei assistência da Garmin no Brasil e tive um orçamento de R$ 180 para a troca da pulseira! 
Achei um absurdo! Fiz um quebra galho, literalmente amarrei com linha e colei a pulseira. Em viagem para os EUA comprei na AMAZON o kit com pulseira e ferramenta (específica) para a troca por US$ 20, um “pouquinho” mais barato que o preço cobrado aqui.



Garmin Forerunner 405 “surrado” após usado por ano e meio

Pontos Positivos: o modelo completo, com cinta para medição de pulsação (há modelo sem a cinta) e USB para comunicação tem um preço que na minha opinião o torna de longe o melhor CUSTO BENEFÍCIO para o atleta!! O GPS é muito preciso. O site que recebe os dados é sensacional, uma revolução na minha forma de avaliar minhas corridas. Visor possui configuração das páginas com informações super flexíveis e completas. Permite exibir entre um e quatro dados por página com dígitos maiores ou menores.

Pontos Negativos : se usado pouco o GPS pode demorar demais para obter sinal. A pulseira se não for bem cuidada pode se fragilizar e quebrar (cara para repor no Brasil). O Bezel (anel de comando via toque) pode não agradar a todos, mas funciona bem após se acostumar com ele.

Preço referência : US$ 190 (fonte AMAZON.COM) o mais barato do teste e por isso mesmo o melhor custo benefício hoje em dia.

Existe um modelo Forerunner 410 que é um 405 melhorado, essencialmente o mesmo relógio, mas com Bezel alterado. Não testei este modelo. Custa US$ 240 nos EUA.


No próximo texto, na parte 2 deste teste, falarei sobre o GARMIN Forerunner 610 e sobre o MOTOROLA MOTOACTV, ambos muito modernos, atuais e também surpreendentes. Até lá!!!



Garmin Forerunner 405 e Motorola MOTOACTV



LINKS RELACIONADOS




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

50000 fotos em 10 horas - a tecnologia ajudando onde nem imaginávamos

Eu escrevi o texto abaixo há pouco mais de um ano. Resolvi traze-lo para meu blog pessoal porque em alguns dias vou publicar um teste de dispositivos relacionado com este assunto. Será surpresa, mas não será difícil descobrir do que se trata. Também registro uma experiência com uso de tecnologia que me surpreendeu à época. Legal mesmo...



A tecnologia está aí, do nosso lado, supostamente para nos servir, tornar nossa vida mais fácil facilitando muitas coisas. Por vezes passamos ao lado dela e nem nos damos conta. Pode até ser que já estivesse ali há um bom tempo, mas não a víamos.

Vou explicar melhor. Tive duas experiências muito marcantes no final de semana passado, mais precisamente no dia 14 de novembro de 2010. Uma delas de caráter totalmente pessoal e a outra tecnológica, mas muito relacionadas. Meu esporte do coração é a corrida de rua. Corro há anos e anos. Faço parte de um grupo de corridas bárbaro chamado RUN&FUN, com treinadores, metodologia, acompanhamento, etc. Como deve ser. E que pessoal atencioso!!

Apesar da idade crescendo e cabelos caindo vim evoluindo na minha corrida graças ao meu empenho e orientação da RUN&FUN. Participei de algumas provas de rua de 10 Km, foi muito empolgante. Este negócio motiva demais. Fiz minha primeira prova de 10 Km em 59min59seg duas ou três depois já tinha baixado para 53min00seg.

 

Um belo dia eu pus na cabeça que queria fazer participar de uma “Pikermi”. Calma, isso não é nada nefasto, ilícito ou lascivo (pena). Para quem não sabe (eu não sabia até domingo passado), este é o nome que está sendo proposto para a Meia Maratona. Querem mudar porque a cidade de Pikermi fica no meio do caminho entre Athenas e Maratona (aquela que dá nome à prova de atletismo de 42.192 m). Assim a prova de 21.098 hoje chamada Meia Maratona teria um nome próprio. Deixaria de ser uma “Meia” de alguma coisa, que segundo alguns tira um pouco o brilho da conquista de quem vence este desafio...

Nomenclaturas à parte, determinei-me a treinar e completar (bem) uma Meia Maratona. Treinei, parei, voltei, machuquei-meuerem mudar porque a Ciatona. ueria fazer uma "i muito empolgante. metodologia, acompanhamento, etc.  e nunca consegui participar de uma. Mas este ano eu queria muito realizar esta prova. Mantive-me disciplinado nos treinamentos e me inscrevi para a “Meia Maratona Circuito Athenas” em São Paulo. E participei e concluí este desafio!! Viva!!

O dia amanheceu com temperatura moderada (16 a 19 C), sem sol e sem chuva, era o dia perfeito para a ocasião. Já estava 6:00 da manhã no local da prova, e... Não fosse este um site de tecnologia poderia escrever muito sobre esta fascinante e emocionante experiência. Uma realização pessoal, das grandes! Mas curiosamente a tecnologia, de que tanto gosto e que me acompanha na vida profissional e pessoal se fez presente também neste momento único.

Após 2 horas e 3 minutos concluí a Meia Maratona (Pikermi), cansado, mas não exausto, estava bem! De fato eufórico pela conquista. Mas de repente percebi que não teria uma única foto para documentar este dia, para mim, histórico. Sabe-se lá se algum dia eu vou repetir a proeza!! Vou conseguir? Precisava de uma foto. O celular que usava este dia não tinha câmera e as pessoas do grupo de que participo também não tinham. Paciência,  vou guardar na memória apenas. Mas forte e marcante. Muito marcante.

No final do domingo comecei a passear no site da organização da prova para ver se já tinha a cronometragem oficial. Eu correra com um chip amarrado no tênis que registra o tempo com precisão, hora de largada, hora no ponto de controle (no meio da prova) e na chegada. Mas isso é outra mania minha. Saber o tempo exato para quê?? Eu participei da prova com DOIS relógios de corrida. Um GARMIN com GPS (Forerunner 405) e outro POLAR com pedômetro (RS 200). Já sabia tempo e distância. Mania de maluco como eu. O GARMIN registrara 21.050 m enquanto o POLAR registrara 21.110 m, empate técnico (o correto seria 21.098 m). E tinha o tempo nos dois relógios... Como eu disse, coisa de maníaco tecnológico mesmo!!

De repente vi no site um local que supostamente teria fotos do evento. Será?? Assim tão rápido!! Era uma empresa parceira da organização, a WEBRUN. Tudo muito organizado. Entrei no site da empresa e pelo meu número de inscrição na prova (que vai grudado na camisa durante a competição) eu imediatamente achei 6 fotos minhas!! ADOREI!!!! Duas delas eu até percebi quando tiraram e as outras quatro foram de surpresa mesmo!!

Havia a opção de comprar a foto digital ou impressa em vários tamanhos (e preços diferentes). As fotos não eram baratas, mas para mim, ter a lembrança daquele momento não tem preço (parece a propaganda daquele cartão de crédito). Comprei as fotos que queria no formato digital. Supostamente teria um prazo de dois dias para receber o link para download no meu e-mail. Como dia seguinte era feriado, nem alimentei expectativa. No dia seguinte, ao checar meu e-mail (no feriado) vi que as fotos foram enviadas (link) cerca de 30 minutos depois. Fantástico. E fotos ótimas, ótima qualidade e resolução (7 MP).


Parei um minuto para pensar. QUE COISA MALUCA!!! Existe um SHOW DE TECNOLOGIA por trás deste serviço. A Meia Maratona acabara cerca de 10 horas atrás. Olhando no site vi que outras pessoas tinham 6, 10, 15 ou mais fotos. Esta empresa posicionou vários fotógrafos profissionais ao longo do percurso. Estes tiraram milhares de fotos. Eram 3500 participantes. Se cada um tivesse 15 fotos seriam mais de 50000 imagens. Neste exíguo espaço de tempo eles alimentaram um sistema com todas estas fotos. Alguém ou alguma coisa (um programa?) reconheceu nas imagens o número de inscrição na camiseta dos corredores e associou às fotos para que um participante (como eu) pudesse procura-las e ao acha-las ter o forte impulso emocional de compra-las, como eu fiz (e não me arrependo). Um site bem feito, pagamento com cartão de crédito ou boleto, um belo serviço.

Alguém pode dizer “mas isso não é novidade, já existe faz tempo”. Pode ser, mas não existia para mim que só agora que precisei usar este serviço que o descobri. Fico pensando no mar de oportunidades que se abriu com a “ampliação digital” que estamos vivenciando. Este tipo de serviço seria completamente IMPOSSÍVEL sem câmeras digitais, sem Internet, sem banda larga, sem qualquer um desses!

Só posso dizer que pude resgatar imagens de momentos inesquecíveis para mim, que jamais imaginei poder tê-los. Como por exemplo fotos no meio da prova e da minha chegada emocionada, mãos para cima, agradecendo a todos que tanto me apoiaram nesta vitória pessoal. O serviço não é barato, mas é insubstituível! E VIVA A TECNOLOGIA bem empregada a nosso favor!!

PS: e para quem gosta MESMO de tecnologia e corridas clique aqui e veja os dados coletados pelo Garmin Forerunner 405. Sensacional! Tempo de cada quilômetro, gráfico do ritmo (x minutos/Km), gráfico da altimetria da prova (variação de altitude), gráfico da pulsação e por fim o MAPA com o percurso da prova mostrado no Google Maps! É mesmo incrível. Caso os números apareçam em pés e milhas (padrão americano) no canto superior direito da página existe um link para mudar para o sistema métrico (metros e quilômetros).

PS : este texto foi originalmente publicado como "50000 fotos em 10 horas
" em minha sessão de colunas no portal FORUMPCS

Algumas das fotos adquiridas pelo site
 
Lá pelo Km 18, já todo molhado de suor apesar dos 18 C de temperatura do momento
 
A 200 m da chegada já exultante pela conquista pessoal
 
Logo após a linha de chegada conferindo o tempo em um dos dois relógios.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Conexão TI Podcast - QRcode: mais um jeito de se comunicar e fazer negócios



QRcode
Você sabe o que é QRcode (QR lê-se como “quil” “ar”)? Se não sabe o que é, tenho certeza de que já viu. A imagem ao lado mostra um QRcode da empresa Rauph Lauren, usado para fazer marketing da companhia.
O QRcode é este quadradinho cheio de desenhos estranhos e que serve para ser utilizado por dispositivos como smartphones para acessar um site ou informações adicionais sobre uma empresa, marca, produto, pessoa etc. O QRcode tem uma leitura semelhante à de um Código de Barras.
Quem explica bem o que é, como funciona e para o que serve é a especialista em TI Martha Gabriel, entrevistada em uma série especial do Conexão TI para Negócios. Ouça abaixo e aprenda a criar o seu QRcode:

Clique aqui e acesse a página com o podcast

QRcode: um novo jeito de se comunicar e fazer negócios
 
[ 7:06 ]