terça-feira, 19 de julho de 2011

TomTom lança linha VIA no Brasil – fino, trânsito, Bluetooth e comando por voz

Neste dia 18 de julho de 2011 a TomTom lançou uma nova linha de GPSs automotivos. A empresa é Líder mundial de soluções de GPS para automóveis. Seus produtos visam consumidores finais (dispositivos portáteis), soluções automotivas embarcadas , licenciamento de conteúdo e aplicações para negócios. Além disso, conta com uma divisão para confecção e distribuição de mapas. A empresa é sediada em Amsterdam na Holanda e conta com 3500 empregados. Seu foco principal é em uso de GPS em automóveis. Segundo a TomTom existe mercado potencial de 1 bilhão de automóveis para usar suas soluções em aparelhos portáteis ou tecnologia embarcada.



A empresa tem um desafio interessante pois o mercado de GPS anda mudando. Hoje em dia diversos telefones celulares trazem GPS embutido. Em alguns deles até mesmo o software TomTom Navigator pode ser executado, trazendo o TomTom para o smartphone. Por conta disso, e de outras soluções de navegação por GPS disponível em celulares, aparentemente o mercado de dispositivos GPS especializados poderia encolher. Assim a empresa investiu em melhorias em sua linha de produtos. A nova linha VIA tem diversas diferenças visando diferenciar e valorizar o uso do GPS especializado e prestar melhor serviço que outros tipos de dispositivos.

A série VIA tem como característica principal ser muito fina e leve e com sistema de montagem embutida (base adesiva conjugada ao aparelho). Dispõe de slot micro-SD para possibilitar aumento de conteúdo com a adição de mapas de outras localidades, fotos, músicas, etc. A tela do GPS se ajusta automaticamente de tal forma que não existe “ponta cabeça”. Introduz uma nova interface de usuário, mais simplificada e mais fácil para usuário.  Segundo a empresa o aparelho obtém sinal de GPS muito mais rapidamente, quase de forma instantânea.

Um recurso de grande destaque neste lançamento é “Mapas inteligentes” ou “Rotas Inteligentes” presente no modelo 1400T. Caracteriza-se pelo planejamento de rotas usando  informação da velocidade atual da via levando em conta o trânsito (mapeado quilômetro a quilômetro). Sugere caminho alternativo (minimizando atrasos) e indica quanto minutos mais rápido será o novo trajeto. Atualmente este serviço está disponível nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O cabo carregador de energia serve também como antena de FM pela qual as informações sobre trânsito são recebidas e usadas pelo dispositivo. Nos três novos modelos estão presentes 1604 cidades navegáveis no Brasil, aumentando a cada semestre. Representa aproximadamente 75% da população do Brasil atendida.

Os modelos lançados são:

1400T : tela de 4.3 polegadas, sistema de informações de trânsito (IQ Route). Conta com slot micro SD para  aumento de capacidade. Instruções por voz. Base de dados de radares de velocidade. Serve como porta retratos digital e tocador de música MP3. Preço sugerido R$ 699.



TomTom 1400T – 4.3 polegadas



TomTom 1400T – barra lateral com informação do trânsito

1500 : tela de 5 polegadas, não tem informações online sobre trânsito. Instruções por voz. Slot micro SD, exibe fotos e toca músicas. Base de dados de radares de velocidade. Preço sugerido R$ 799.



TomTom 1500 – 5 polegadas


1530 : idêntico ao modelo 1500 (5 polegadas) mas traz também comandos por voz e interface bluetooth para usar como viva voz para celulares. Preço sugerido R$ 899.


TomTom 1530 – 5 polegadas, Bluetooth e comando por voz

Estes modelos estarão disponíveis no varejo a partir do dia 25 de julho de 2011. A TomTom informou que haverá uma promoção do dia dos pais, quem comprar nesta ocasião terá um ano de atualizações gratuitas dos mapas. A propósito o usuário pode realizar a atualização do seu mapa quando quiser por um valor fixo de US$ 39. Novos mapas para outros países podem ser adquiridos online pelo próprio software da TomTom (My TomTom ou TomTom Home) por preços variáveis. O mapa dos EUA, por exemplo, custa US$ 69 e inclui Canadá e Mexico. Mapas individuais custam cerca de US$ 49 e “combinados duplos” (como EUA e Canadá) custam US$ 59.

Recebi para testes o modelo 1400T o qual escreverei a respeito após tê-lo degustado e explorado todos os seus recursos. Em algumas semanas voltarei ao assunto...

Invasão, destruição, extorsão – parte 2 A APROXIMAÇÃO


No texto anterior comecei a contar a história “Invasão, destruição, extorsão-parte 1″ (se você ainda não leu faça isso para entender essa continuação da história).

CLARCK (o nickname fictício do meliante virtual), resolveu atender o meu chamado no ICQ. No início ele não sabia quem eu era. Tentei abordá-lo de forma “política”, enaltecendo sua “obra”, mas pedindo que parasse de fazer aquilo. Era a minha primeira tentativa educada para tentar resolver a situação.

Vou a partir de agora reproduzir os trechos importantes de minha conversa com o CLARCK. Fui obrigado a capturar as telas para manter a linguagem original utilizada, aquele horrível dialeto internetês que já foi devidamente e justamente crucificado no artigo Eu sei escreverdo Paulo Couto. Eu sei que é meio chato ler dessa forma mas só assim vocês vão imergir totalmente nessa bizarra história.

Você verá abaixo telas capturadas de diálogos travados com o CLARCK. A qualidade não está boa pois na época eu capturei em baixa resolução, mas o conteúdo é rico demais e vale a pena o esforço para acompanhar a conversa.



Depois desse breve diálogo (que foi resumido) ele “sumiu”, não respondia mais aos meus chamados. Um belo dia ele pichou outro site e deixou um endereço e-mail hotmail. De novo pude localizá-lo e nossa conversas seguiram pelo messenger. Como ele não parava de destruir os sites eu já estava bem aborrecido, beirando a irritação.



Vejam que até esse ponto ele estava ainda me estudando mas já começava a bancar o poderoso com suas capacidades e possibilidades, dizendo que tinha invadido aqui, invadido ali, que tinha uma “tchurma”, um clã!!! Por outro lado ele não fazia nem idéia do era um “backdoor”, um “zumbi”… muito estranho. Ou ele era um hacker “meia-boca” ou estava plantando verde para colher maduro. Estranho era ele dizer que queria saber da “minha cura”.



Eu estava começando a ser levado na conversa dele. Ele queria de toda forma saber qual seria a contra medida que eu iria tomar para me proteger dele. Estranho pois no meio da conversa dizer que usou só recursos de Windows??!! Estranho. Até de ignorante ele me chamou, embora quase educadamente. Mas o espanto foi mesmo ele começar a se insinuar querendo “trabalhar comigo”. Era o começo de uma aproximação muito perigosa.



Juro para vocês que nessa hora eu estava tremendo nas base. Ele veio com este papo de amiguinho, que queria ajudar, que ia arrumar tudo para mim. O fulano sacou lá de seu micro os dados completinhos e perfeitos de um dos clientes da empresa que segundo ele estavam um tabela com todos os nossos dados. Eu não acreditei nisso mas de onde ele tinha tirado esses dados todos? Saberemos isso na continuação para entender o que ele quis dizer com “BORA AO Q. INTERESSA”!!!!



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Invasão, destruição, extorsão – parte 1 A INVASÃO

Nos dias atuais, meados de 2011, com histórias sobre hackers pululando na mídia, achei que seria uma boa ideia trazer à tona esta experiência real. A diferença é que hoje em dias os malfeitores virtuais visam exclusivamente o lucro, roubar informações pessoais para subtrair valores de contas bancárias, cartões de crédito, etc. Ainda há uma explicação sobre terminologia a ser esclarecida. Na verdade os "crackers" são aqueles que quebram segurança dos sistemas, mas o termo hacker acabou ser popularizando também para este tipo de indivíduo, que não é 100% correto. Mas vamos ao caso!!


Para mim esta foi uma história de horror. Real. Real até demais. Aconteceu em 2002. Nesta época eu era sócio de uma empresa de soluções para Internet. Vou chamá-la de XWeb para preservar sua identidade uma vez que mesmo eu tendo deixado a empresa a mesma ainda existe. A história pode parecer comum mas o desenrolar dos fatos e como tudo aconteceu marcou-me sobremaneira.


A empresa XWeb fora criada no final de 1999 e para tanto firmara um contrato de hospedagem com uma empresa americana chamada 9NET AVENUE que tinha preços e condições extremamente vantajosas. A XWeb oferecia um “pacote” completo que englobava hospedagem, e-mail, criação do site e manutenção em troca de uma mensalidade que remunerava estes serviços (em função do porte do site). A empresa cresceu devagar e em 2002 já tinha seu 150 clientes.

Um belo dia alguns sites apareceram desfigurados. Este é um tipo de ataque hacker chamado “defacement”. Os marginais ganham acesso às pastas do site e trocam arquivos, apagam telas, modificam textos etc. O primeiro caso aconteceu em um site que vendia cestas especiais para presentes. Na imagem abaixo há um exemplo de produto vendido pela empresa.

Imagine o espanto do dono do site, com vários produtos graciosos e mimosos como este, encontrar a HOME de seu site substituída por uma página toda preta , com uma caveira com o dedo médio em riste, mandando todos &^%*@#^&*@ !!!! (acho que vocês entenderam). Choque total.

Isso começou a acontecer com certa freqüência. Normalmente republicávamos um site e ele voltava ao normal, mas sabíamos que havia algo errado. Como o hacker marginal tinha conseguido invadir o HOST americano??? Eu fiquei várias vezes ao telefone brigando com os “gringos” e eles jamais admitiam que houvesse algo errado. Afirmavam que não podiam ser invadidos, a despeito de minhas evidências.

Ainda hoje existe um site que registra essas invasões, visando prestar um serviço para a comunidade, mas que na prática faz os marginais cibernéticos aparecerem ainda mais, mostrando seus “nicks” e suas “obras” (sites invadidos). Quem quiser pode conferir no endereço .

Era muito desagradável (para ambas as partes) quando isso acontecia pois o cliente ligava reclamando da invasão. O que fazer? Eu cheguei a desenvolver um sistema automático de republicação dos sites mais invadidos, a cada 2 minutos para dar uma canseira no hacker. No princípio funcionou, mas começaram a surgir alguns outros sites invadidos. Era o caos!! Mas um belo dia o marginal deixou um rastro, E BEM EVIDENTE. Normalmente quem faz esse tipo de coisa é um “pixador virtual”, um indivíduo que quer aparecer para a sua galera e se mostrar para a sua tribo. Veja abaixo a tela que ele deixou em um dos sites invadidos.

Traduzindo: CLARCK possui você. Administrador imbecil, %#@*&# Administrador, %#@*&# a sua segurança. Qualquer dúvida contate-me xxxx@zipmsil.com.br or pelo ICQ 9999230999. Brasil. Você precisa de um administrador melhor pois a sua segurança é a pior possível.

Obviamente eu mascarei o nome, e-mail e ICQ do indivíduo.Ainda havia isso escondido no código HTML da página :

Ou seja pichador virtual que queria se exibir para sua “lora”. Tentei mandar e-mail para ele mas não obtive resposta. Eu usava ICQ nessa época e adicionei seu número. Em pouco tempo “tropecei” com ele online.

A história de verdade começa aqui. Eu tenho registrado boa parte do diálogo ICQ com o CLARCK. Toda a bizarra negociação que travei com ele, a extorsão explícita, a tentativa de superá-lo… Isso tudo será tema dos próximos capítulos, que será publicada nos próximos dias.

Você pode ler a parte 2 deste texto clicando aqui

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Intel SSD Series 510 – como faz diferença!!

Já faz algum tempo que o gargalo de desempenho de PCs e notebooks vinha sendo o disco rígido. E não sem motivo. Os discos de tecnologia magnética cresceram incrivelmente no tamanho, mas proporcionalmente muito pouco em performance nos últimos dez anos. Arrisco-me a dizer que a capacidade aumentou 25 vezes e o desempenho talvez tenha dobrado, se muito. Se comparássemos com o aumento de velocidade experimentado pelos processadores... Seria uma comparação até injusta, desproporcional!!

Quando algo precisa evoluir de verdade, normalmente exige um salto de tecnologia, uma mudança de paradigma que cause impacto definitivo. Assim podemos definir a chegada da tecnologia SSD. Na verdade já faz algum tempo que os tais discos chegaram, mas somente agora que os preços começam a se tornar mais acessíveis (embora mais caros que discos convencionais).

Um SSD é um “solid state drive”, ou seja, uma unidade de armazenamento baseada somente em componentes eletrônicos. Não usa partes mecânicas, discos que giram, cabeças de leitura que se movimentam sobre pratos magnéticos e leem seu conteúdo.  Isso torna um SSD em primeiro lugar muito robusto, pois há menos pontos frágeis que podem ser avariados (no transporte ou no uso). Mas principalmente um SSD é muito mais rápido para ser lido ou gravado e tem comportamento homogêneo. Um disco rígido convencional tem desempenho diferente dependendo se o dado desejado está na parte externa ou interna do disco, variações de quase 100%. Nos SSDs como as informações são gravadas em chips de memória, o desempenho é sensivelmente maior.


Pense em um “pendrive”. Este essencialmente é um SSD, usa tecnologia parecida (memória não volátil). A diferença é que um pendrive tem baixa capacidade, é mais lento por usar memória menos sofisticada e circuitos de controle mais simples, para torná-lo mais barato. Mas na verdade os SSDs e pendrives são pelo menos “primos” próximos.

Mas além da robustez e da maior velocidade o SSD tem outras vantagens. É pequeno, apropriado para ser usado em dispositivos móveis como, por exemplo, tablets. E também apresenta baixo consumo de energia, também um atributo valioso para aplicações de mobilidade que requerem longa duração de baterias.

Apresentado o SSD, vamos ao que interessa!! A INTEL me fez chegar às mãos um digno exemplar desta nova categoria de “discos”. Aliás nem faz mais sentido chamar de “disco” pois não há mais elementos girantes no dispositivo, mas acho que vai ser difícil chamar de outra forma.

Testei um INTEL SSD 510 Series de 120 GB de capacidade. Esta geração (série 510) dispõe de discos de 120 GB e de 250 GB de capacidade no formato 2.5 polgadas (tamanho de HD de notebook). Ainda mais importante usam a interface SATA III que têm limite de transferência de dados de 6 Gb/s, ou seja, aproximadamente 600 MB por segundo. Só para comparar, um HD de notebook típico (5400 rpm) tem taxas de transferência de 50 a 60 MB/segundo, dez vezes mais lento. Um bom HD de PC (desktop, 7200 rpm) tem desempenho perto de 100 MB/s.

Os SSDs vêm fazendo sucesso nos servidores corporativos pois para aplicações de bancos de dados, obtém-se performance sensivelmente melhor, com maior durabilidade. Quando associados entre si, vários discos em paralelo (RAID – array de discos), esta taxa de transferência de dados pode ser multiplicada várias vezes, chegando a níveis estelares!!

TESTANDO O SSD INTEL 510 SERIES

O primeiro teste, feito em base comparativa foi feito usando o software HDTUNE. No teste de leitura de uma só vez percebemos as sensíveis diferenças entre um HD comum, no caso um SEAGATE Momentus 7200 rpm (ST9500420AS) de 2.5”, um dos mais rápidos no mercado para notebooks. Vejam os dois gráficos abaixo, comentários a seguir.



HDTUNE – HD Seagate Momentus 7200 rpm 




HDTUNE – HD INTEL SSD 510 Series


O gráfico confirma a informação, o desempenho do SSD é o mesmo ao longo de todo o disco, diferente do HD convencional cuja taxa de transferência começa em 101 MB/se termina em 50 MB/s, valor médio de 80 MB/s. O SSD sustenta o tempo todo taxa de transferência de
  217 MB/s. Ocorrem algumas variações mínimas fruto de atividade do próprio Windows ao longo do teste.

A segunda diferença é o tempo de acesso. É o tempo que um setor do disco necessita para ser alcançado pela cabeça de leitura. No HD convencional o gráfico é representado por uma “nuvem de pontos” que indicam maior agilidade no começo do disco (entre 5 e 15 ms) e mais lento no final do disco (entre 20 e 30 ms). Na média um setor do disco demora 17 ms para ser alcançado. No SSD nem se vê a tal nuvem de pontos, pois estes se encontram grudados na base do eixo X, com desempenho médio de 0.2 ms, cerca de 100 vezes mais rápido. Assim na operação do disco, no dia a dia, estas duas variáveis são importantes pois cada setor demora certo tempo para ser alcançado e mais certo tempo transferindo as informações da “superfície” do disco. Esta combinação de fatores explica o porquê da diferença imensa de um SSD quando comparados com disco convencional.



Estes testes foram feitos usando uma plataforma de respeito, que em momento algum seriam limitadores no desempenho do SSD:

- Placa mãe GIGABYTE G1.SNIPER
- Processador INTEL Core i7-920 2.66 Ghz (2.93 Ghz turbo)
- Memória 6 GB DDR3 1333 Mhz (3x 2 GB triple channel)
- Windows 7 Professional 64 bits
- Interface SATA III (6 GB/s)


Esta ótima placa mãe GIGABYTE será objeto de texto em futuro próximo. Aguarde.

Eu confirmei esta taxa de transferência em operações de leitura do HD usando outros programas. Porém medir taxa de gravação se mostrou algo problemático. Se usasse outro HD comum o desempenho seria mascarado pela velocidade menor de leitura/transferência do HD convencional. Assim a melhor foram de fazer este teste seria com 2 SSDs 510 Series. Como dispunha de apena um eu fiz a leitura e gravação no próprio HD. Isso com certeza faz diminuir um pouco a taxa de transferência para gravação, pois a interface SATA é usada nas duas direções. Mas a despeito disso obtive taxas de gravação de 145 MB/s aproximadamente, valor surpreendente.


CONCLUSÃO

Antes de proferir minha opinião final gostaria de dividir com os leitores as especificações oficiais da INTEL em relação aos modelos de 120 GB e 250 GB do SSD 510 Series.


Cabe destacar que os valores de taxa de transferência e leitura nominais são mais elevados do que os valores que eu obtive nos meus testes. Inicialmente pensei tratar-se de erro no teste, pois poderia ter usado interface SATA II e não SATA III. E de fato eu havia cometido este erro. Repeti este teste usando uma das duas interfaces SATA III da placa Gigabyte G1.SNIPER e os resultados foram praticamente os mesmo (apenas 3% de diferença). Ou na vida real o desempenho efetivo é menor que os valores nominais divulgados ou a interface SATA III da placa não estava entregando o desempenho todo prometido. Não acredito nisso.

Destaco que a taxa média antes de ocorrer falhas (MTBF – “mean time between failure”) é de 1.2 milhão de horas. Sabem o que isso significa?? Significa que se ligado 24 horas a previsão é que a primeira falha depois de CENTO E TRINTA E SEIS (136) ANOS!! Um HD convencional tem MTBF na ordem de 25000 horas, 50 vezes menos. Claro que este HD não durará 136 anos, mas segundo a INTEL este é o nível de confiabilidade atingido, 50 vezes melhor que um HD comum.

Não comentei ainda sobre a impressão subjetiva do uso do SSD no meu PC de testes. Isso é importante. É uma DELÍCIA!! Tudo acontece sensivelmente mais rápido. Nem precisaria usar um cronômetro para comparar. É claramente perceptível! Digo que um SSD no PC REDEFINE A EXPERIÊNCIA DE USO para o usuário. Difícil é voltar atrás... Só para dar uma ideia, meu PC com HD convencional demorava 57 segundos para iniciar o Windows 7 (da tela “Iniciando Windows 7” até a tela de logon). Com o SSD este tempo caiu para 18 segundos!!!!

E o preço?? Fiz uma pesquisa informal e achei pessoas vendendo este mesmo SSD (120 GB) no site Mercado Livre (que não é garantia de todos os impostos incluídos no preço final do produto) entre R$ 700 e R$ 750. O preço nos EUA é US$ 290 (R$ 445). É caro?? É, acho caro, ou melhor, custa uma quantia razoável de dinheiro. Porém não estamos falando de disco rígido convencional e sim de uma “coisa nova” que pode durar 136 anos sem dar defeito, tem no mínimo 3x o desempenho para leitura/gravação e gasta muito menos energia (importante para tablets, nebooks e notebooks). Com o aumento do volume de vendas, crescimento do mercado, maior nível de produção este preço pode cair ainda mais. Custava quase 4 vezes mais há 3 anos.

Após ter usado este SSD por quase um mês, tendo sentido objetivamente e subjetivamente as diferenças, prevejo : em cinco anos todos estarão usando SSDs em qualquer PC ou notebook!! Para volumes imensos de armazenamento, 2 TB ou mais os HDs convencionais ainda deverão ser muito usados.  Mas quem experimentar um SSD não vai querer saber de outra forma para gravar seus dados e programas.





terça-feira, 5 de julho de 2011

Quanto melhor é a USB 3.0? Vale mesmo a pena?

Vocês se lembram de quando surgiram as conexões USB?? Já faz muito tempo! Isso aconteceu em 1996, ou seja, quinze anos atrás. Confesso que torci meu nariz para aquela conexão estranha e esquisita que queria desbancar as até então inabaláveis interfaces serial e paralela.  Mas o tempo provou que eu estava errado. Hoje em dia praticamente nenhum PC ou notebook dispõem das anciãs conexões, salvo por razões estritas de compatibilidade (isso acontece em alguns PCs corporativos). Atualmente qualquer dispositivo existente se comunica com os PCs via conexão USB, desde mouses, impressoras, telefones celulares, iPods, etc.

Em sua versão 1.0 a interface USB tinha a capacidade de transmitir dados a 1.5 Mbps (Mega bit por segundo). Era sofisticada e muito mais rápida que, por exemplo, uma interface serial que funcionava a no máximo 112 Kbps ou uma interface paralela que operava a 512 Kbps.

Perto do ano 2000, com a chegada dos PENDRIVES, minúsculos dispositivos de armazenamento baseados em memória flash (não volátil) apareceu a interface USB 2.0. Agora sim!! Os pendrives podiam ser lidos e gravados em velocidades muito maiores (até 480 Mbps) e com tal praticidade e comodidade foi decretada a morte dos disquetes. Afinal pendrives eram menores, tinham muito mais capacidade e graças à USB 2.0 muito mais rápidos para serem usados.

Foi quando em 2009 surgiu a tecnologia USB 3.0. Sua adoção foi lenta, pois nesta época ainda não havia toda a pressão por parte dos consumidores por meios mais velozes por dispositivos mais rápidos. Afinal a imensa maioria dos dispositivos com mouses e impressoras não precisam mesmo de maior velocidade.

De certa forma história se repetiu. Os discos rígidos externos se tornaram mais e mais populares. Principalmente com meio de backup dos dados dos PCs ou mesmo como espaço complementar aos computadores existentes. Mas com discos externos USB com 500 Gbytes ou ainda maiores, os arquivos se tornando mais extensos e mais volumosos o desempenho dos atuais dispositivos começou a se tornar insuficiente. Acesso mais lento e backups demorados.

A passos lentos começaram a surgir placas mãe para PC de mesa (desktops) com este recurso (USB 3.0) e mesmo assim apenas nos modelos mais sofisticados. Avançando rapidamente no tempo, chegando a Julho de 2011, boa parte dos computadores PCs ou notebooks já dispõe da nova interface. Às vezes com número reduzido de portas, mas já virou algo mais comum. Recentemente testei placas mãe com 8 ou 10 USBs das quais apenas duas eram 3.0 e notebooks com 4 portas USB das quais apenas uma era 3.0. Tudo bem, pois atualmente apenas os discos rígidos externos tiram proveito desta nova tecnologia.

Após esta longa, mas importante introdução, chegamos ao ponto chave deste texto. Quanto melhor é a USB 3.0 para uso com os discos externos?? É e muito!!!!

O cenário que montei para descobrir esta diferença foi baseado em um disco rígido SEAGATE MOMENTUS ST9500420AS do tipo SATA II de 500 GB, 2.5 polegadas e 16 MB de cache. Este disco foi montado em uma placa mãe GIGABYTE G1-KILLER, com processador Intel Core i7-920 (45 nm), 2.66 Ghz (2.93 Ghz em Turbo Boost), 6 GB DDR3 1333 Mhz de memoria RAM e Windows 7 Professional 64 bits.



Momentus  ST9500420AS 2.5”

Inicialmente o disco foi instalado diretamente na placa mãe para medir seu desempenho “máximo” possível. Veja abaixo o resultado obtido pelo programa HDTUNE.



O que se observa é o comportamento natural de um disco rígido nesta situação. Em um extremo do disco os dados são gravados com maior densidade e por isso tem desempenho melhor, maior taxa de transferência de informações. Por outro lado os dados gravados na outra extremidade do HD tem menor taxa de transferência. Isso se reflete nos dados 101 MB/s e 50 MB/s, com taxa média de 80 MB/s neste disco, que é um bom valor ainda mais para HDs de notebook como este Seagate ST9500420AS.  Também se observa que o tempo médio de acesso é de 17 ms (milissegundos), ou seja, qualquer parte do disco pode ser atingida pela cabeça de leitura neste tempo, sendo que a parte externa e parte interna têm tempos médios de acesso distintos (representados pela nuvem de pontos na imagem acima). Há ainda um dado importante a ser considerado que é o BURST RATE. Trata-se da taxa máxima de transferência que pode ser obtida em dado intervalo pequeno de tempo (mas não pode ser mantida assim por mais que breve momento – é um pico de desempenho máximo) que nesta situação foi de 165 MB/s.

Mudamos agora para o outro extremo. O MESMO HD foi montado em um “case” externo e plugado em uma conexão USB 2.0 da referida placa mãe. E foi obtido o seguinte diagrama pelo HDTUNE.



Usando a USB 2.0 o comportamento do disco muda completamente. A começar pela taxa de transferência média que cai de 80 MB/s para 33.1 MB/s. Além disso passa a não mais fazer diferença se o disco está sendo lido na parte interna ou externa, pois como a interface USB 2.0 tem limite em sua velocidade, isto acaba equalizando o desempenho em toda área do disco. A taxa máxima teórica seria de 480 Mbps, algo um pouco superior a 50 MB/s, mas que por caraterísticas do protocolo SATA e da construção do “case”, acaba ficando limitado a 33 MB/s. O tempo de acesso 16.1 ms é bem próximo do valor medido no caso anterior (17 ms), dentro da faixa de erro do programa. Só não entendi o BURTS RATE menor que a taxa média...


Case USB usado nos testes.


Por fim vamos ao teste mais esperado, com o mesmo HD Seagate montado no “case” USB 3.0 mostrado acima. Será que o desempenho é parecido com o do HD ligado na própria placa mãe?? Veja por si mesmo na figura abaixo.



Não é a toa que este diagrama se parece com o primeiro!! É quase irmão gêmeo!! Os valores de taxa mínima de transferência (50 MB/s), taxa máxima (101 MB/s) e taxa média (80 MB/s) diferem apenas nas casas decimais. Apenas o burst rate foi ligeiramente mais baixo (cerca de 8%). A conclusão prática é a seguinte :

Para este HD usado no teste tanto faz usar USB 3.0 ou porta SATA da placa mãe. O HD externo terá desempenho tão bom quanto se tivesso sido instalado no PC, em um dos conectores SATA da mesma.

E se o HD usado fosse mais rápido?? Bons HDs de 3.5” por vezes obtém taxas médias de transferência de 110 a 120 MB/s. Um SSD (disco baseado em memória flash) pode obter taxas de transferência de 250 a 300 MB/s. Pelos limites teóricos da USB 3.0 de 5 Gbps (cerca de 600 MB/s) isso ainda seria possível, mesmo considerando apenas a metade do limite máximo teórico. Assim ao buscar por um novo PC ou notebook e se você é usuário de discos externos, seja para backups ou para uso quotidiano, é impossível pensar em abrir mão do recurso USB 3.0 que se tornou popular e presente em boa quantidade de novos dispositivos.

Existe um outro “fator oculto” a favor dos discos externos usados em portas USB 3.0. Quando se copia uma grande quantidade de arquivos pequenos, nesta situação a menor velocidade se faz sentir de forma mais pronunciada pois as “inda e vindas” do sistema operacional para cada arquivo pequeno traz maior lentidão. É algo que não acontece quando usado sob USB 3.0, mais um ponto a favor.

Por fim o último e importante comentário. Os CABOS usados em “cases” USB 3.0 são próprios e especiais. São mais robustos e  mais “gordinhos” pois seus exigem um nível maior de tráfego de dados. Se usar o cabo errado, aquele cabo que usava no outro HD externo, pode não funcionar ou ficar bem mais lento.


Detalhe do cabo USB 3.0 diferente e mais robusto



PS: iria publicar a parte final do AMD LLANO, o notebook fornecido para testes pela AMD. Testes prontos, falta apenas compilar os dados e redigir o texto. Fica para a próxima semana.