sexta-feira, 4 de julho de 2014

Mantendo energia em alta e sempre disponível – UPS TS SHARA 1500

A fabricante TS SHARA disponibilizou para avaliação em de seus UPSs, o modelo Professional1500 2BS full-range o qual passou algumas semanas comigo. Foi um teste de uso real. Tenho em meu escritório uma estrutura já protegida por outro UPS. Sendo assim ficou mais simples apurar as características do TS SHARA sendo aplicado em caso de uso real.
 Figura 01 – TS SHARA Professional 1500 2BS full-range

Uma curiosidade, apenas aqui no Brasil os equipamentos para prover energia em caso de pico de luz ou indisponibilidade são chamados de “no-break”. Esta categoria de produto é mundialmente conhecida como UPS, ou seja, “Uninterruptible Power Supply” (fonte de energia sem interrupção). Aliás esta designação faz mais sentido frente ao objetivo deste tipo de dispositivo, manter a energia sem interrupção em caso de sua falta. Certa vez há muitos anos eu tive curiosidade de saber quais tipos de “no-break” existiam no exterior e por mais que eu procurasse por este nome não conseguia achar. Até que percebi este detalhe da nomenclatura. Mas isso já outra história.

 
Figura 02 – TS SHARA Professional 1500 2BS full-range visão traseira mostrando suas 8 tomadas

Há muitas características que compõem e diferenciam um UPS. Porém a mais importante delas é sua função nativa de manter vários equipamentos em funcionamento na situação de pico de energia ou mesmo no caso de sua interrupção. Isso é óbvio, porém há alguns UPSs de menor qualidade que, por exemplo, têm ciclos de entrada em funcionamento mais lentos que inviabiliza seu uso para determinadas aplicações. Mais adiante vou abordar mais este aspecto. Neste momento vamos aos resultados práticos mais tangíveis do teste que é a autonomia conseguida com este UPS. Durante a avaliação o TS SHARA 1500 esteve submetido à demanda dos seguintes equipamentos:
  • Switch de 24 portas 10/100/1000 Mbps marca Netgear
  • Roteador Dual Wan Cisco Linksys RV042
  • Modem de Internet da operadora NET ARRIS TG862
  • Modem de Internet da operadora VIVO DLINK DSL-500B
  • Roteador WiFi Dual Band Netgear WNDR3700
  • Monitor LCD Samsung SyncMaster 226BW (nem sempre ligado)
  • Servidor de virtualização rodando VMware ESXi 5.1, Core i7 2600K (3.4 Ghz)
  • Firewall virtual Endian rodando em uma máquina virtual (host acima)
  • Servidor de mídia (Windows 7) rodando em uma máquina virtual (host acima)

 
Figura 03 – principais dispositivos protegidos pelo TS SHARA Professional 1500 2BS full-range

Este conjunto de dispositivos é típico em um escritório de porte pequeno ou médio, situação adequado ao modelo de uso deste UPS. Todos estes aparelhos consomem em operação normal entre 150W e 170W. Isto foi medido de forma objetiva com acessório chamado Kill-A-Watt, que em tempo real mostra entre outras informações o consumo, voltagem, amperagem, etc.


figura 04 – medidor Kill-A-Watt usado no teste para apurar o gasto de energia

Ter esta informação é muito importante uma vez que o tempo de autonomia de um UPS é inversamente proporcional à carga (consumo de energia) que ele é submetido. Uma confusão comum no mercado é fazer certas falsas inferências. O TS SHARA testado tem o número 1500 em seu nome porque é a capacidade máxima recomendada, ou seja 1500 VA (volt ampere). Por conta deste fato algumas pessoas pensam que ele suporta até 1500 Watts de carga, o que não é verdade. Sem entrar em detalhes muito técnicos um UPS bem dimensionado não pode trabalhar no limite de sua capacidade para não haver risco de sobrecarga e também para que ele possa entregar autonomia que seja minimamente útil. De nada adiantaria um UPS oferece alguns segundos de proteção apenas.

Este modelo, segundo as especificações do fabricante entrega 60 minutos de autonomia quando submetido a uma carga de 80 Watts (um PC, um monitor LCD de 15” e uma impressora jato de tinta). Meu ambiente de testes por ser um pouco mais complexo exigia entre 145W e 170W.

Importante destacar que normalmente dispositivos como switches, roteadores, modems de Internet têm consumo baixo, entre 10W e 25W. E são extremamente importantes permanecerem funcionado para manter a operação normal durante uma falta de luz. O PC usado usa um processador bastante rápido, mas que conserva energia em regime de baixa demanda. Por isso nos testes apareceram variações na autonomia fruto da atividade sendo realizada em cada uma das máquinas virtuais, uso de Internet, rede, etc.


Figura 05 – autonomia em diversas situações

O gráfico acima mostra várias situações dentro de um regime de uso normal, alternando maior ou menor demanda. No pior caso obtive 25 minutos de autonomia e no melhor caso 37 minutos (em média 32 minutos). Levando em conta o dado do fabricante (60 minutos com 80W de carga) os números são equivalentes, explicada a diferença pelo regime de uso (80W contra 145-170W).

Mas havia uma surpresa reservada para a segunda parte do teste. A TS SHARA também forneceu o módulo adicional de baterias que complementa este modelo. Trata-se de um habitáculo para duas baterias automotivas de 12V e 45aH e que tem aparência semelhante ao UPS. Eles são agregados por meio de um conector (mostrado na figura 06). Simples assim, com aparelhos desligados faz-se a conexão e após ligá-lo esperar algo entre 12 a 14 horas para o conjunto obter máxima carga e estar pronto para prover máxima autonomia em caso de falta de energia.


Figura 06 – Módulo de expansão de baterias

Evidentemente tive minha curiosidade aguçada e por isso também testei algumas situações de  falta de energia para saber quanto mais teria de autonomia neste cenário. Lembro que na primeira parte do teste (sem o módulo extra) na média pude ficar 32 minutos sem energia.

 
Figura 07 – autonomia em diversas situações – com módulo extra

Em regime de uso muito semelhante ao do primeiro teste obtive autonomia de 187 minutos no pior caso e 241 minutos no melhor caso, média de 222 minutos. Estes resultados também são compatíveis com a informação do fabricante que informa 8 horas de autonomia sob regime de uso de 80 Watts. No meu caso foram 4 horas aproximadamente, mas com o dobro do consumo.

UPSs mais bem preparados dispõem de capacidade de monitoração e isso é muito importante. O TS SHARA não traz o software “na caixa”, mas ele está disponível para download no site da empresa. Um cabo USB padrão “impressora” (quadrado em uma ponta e chato na outra) é necessário (não incluído) para conectar o PC ao UPS e usar o software PowerNT.

A figura abaixo mostra o painel de informação principal exibindo voltagem de entrada (recebida da tomada), voltagem de saída (alimentando os dispositivos), percentual de carga da bateria, nível de solicitação (em percentagem) e frequência da corrente elétrica.

 
Figura 08 – software PowerNT

Eu senti falta da informação “autonomia estimada”. Questionada a TS SHARA informou que não há como obter com precisão esta informação uma vez que o padrão de consumo é variável e por isso este dado não está presente no software.

Há também como programar uma ação a ser tomada após “x” minutos do UPS entrar em operação, como por exemplo, desligar o computador ou hiberná-lo. No meu caso, sem o módulo de bateria extra, eu programei para hibernar meu PC após 25 minutos.

Outras informações úteis estão disponíveis em forma de gráfico como, por exemplo, a variação da carga ao longo do tempo. O gráfico da figura abaixo mostra bem isso em um período no qual as variações foram pequenas, oscilando entre 11% e 20% (maior parte do tempo perto dos 12%). Acho particularmente útil este gráfico para conhecer o perfil de uso e com isso poder estimar o tempo de autonomia baseado em experiências anteriores.

 
Figura 09 – monitoração da carga em função do tempo

O TS SHARA 1500 apresenta muitas características técnicas importantes que merecem destaque. Segundo o site do fabricante:
  • Line Interactive (Nobreak Interativo com Regulação On-Line);
  • Tensão de entrada FULL RANGE inteligente;
  • Função True RMS;
  • Autoteste na inicialização;
  • Microprocessador CISC/Flash;
  • Forma de onda senoidal por aproximação (PWM) controle de largura e amplitude;
  • Circuito desmagnetizador;
  • 2 baterias internas de 12V / 7Ah;
  • Conector (engate rápido) para expansão de autonomia;
  • Expansão de autonomia;
  • Painel com leds indicativos: rede e inversor;
  • Inversor sincronizado com a rede (sistema PLL);
  • 8 tomadas tripolares de saída padrão 2P+T NBR14136;
  • Proteção contra sobrecarga de potência em rede e bateria com alarme e desligamento automático;
  • Proteção contra sobreaquecimento no inversor e transformador com alarme sonoro e desligamento automático;
  • Proteção contra sub e sobre tensão na rede elétrica;
  • Proteção contra curto-circuito em rede e inversor;
  • Desligamento automático ao final do tempo de autonomia;
  • Proteção para baterias que evita consumo desnecessário das baterias;
  • Proteção contra descarga total das baterias;
  • Aviso para substituição das baterias quando necessário;
  • Recarregador inteligente de baterias: carga mesmo em níveis baixos (inclusive com Nobreak desligado);
  • Inibidor de Alarme sonoro;
  • Comunicação inteligente USB e software de gerenciamento compatível com sistema operacional Windows;
  • Proteção para linha telefônica;
  • Chave liga-desliga embutida e temporizada que evita acionamentos acidentais;
  • Função Blecaute – DC Start (permite ser ligado na ausência de rede elétrica);
  • Estabilizador de 8 estágios de regulação (modelo mono);
  • Estabilizador de 16 estágios de regulação (modelo full-range);
  • Filtro de linha interno;
  • Porta fusível externo com unidade reserva;
  • Correção da tensão de saída, em TRUE-RMS;
  • Alarme intermitente visual e sonoro para queda de rede e final do tempo de autonomia;
  • Autonomia típica de até 1 hora com baterias internas (1 micro, 1 monitor LCD de 15" e 1 impressora a jato de tinta) com 80W de potência total;
  • Autonomia típica de até 8 horas com baterias externas, (1 micro, 1 monitor LCD de 15" e 1 impressora) com 80W de potência total.
Dentre tantos atributos quero relembrar algo muito básico e ao mesmo tempo muito importante. Quando equipamentos são ligados a um UPS com as qualidades deste TS SHARA a energia que alimenta os dispositivos é tratada pelo dispositivo. No software PowerNT pude constatar que a tensão de entrada era de 127 V e a tensão de saída de 112 V. Isso significa que todas as alterações de tensão que possam ocorrer são atenuadas e compensadas pelo UPS proporcionando assim uma corrente regular e estabilizada. Já vi UPSs sendo usados em conjunto com estabilizadores de tensão o que é algo redundante e desnecessário. Também existe a função de filtro de linha.

Outro fator importante é o tempo e resposta, ou seja, a velocidade de comutação entre prover a energia a partir da fonte externa ou a partir das baterias. Alguns trabalham o tempo todo a partir das baterias enquanto outros têm um ciclo (muito curto) de comutação entre “sem energia” para “por bateria”. Mas o que importa para o usuário final é que equipamentos não sintam a transição (e por conseguinte não sejam ressetados/religados na transição). E isso jamais aconteceu durante as dezenas de vezes que simulei falta de energia durante os testes.

Conclusão

O TS SHARA Professional 1500 2BS full-range é um UPS bastante eficaz. Ele cumpre totalmente seu objetivo que é oferecer proteção contra picos de energia (estes que ocorrem com certa frequência interrompendo a força por alguns segundos) bem como interrupções mais prolongadas (entre 25 e 37 minutos nos meus testes).

A possibilidade de contar com módulo de expansão é extremamente útil. A instalação é muito simples, apenas encaixar um conector. Mas o maior valor é principalmente multiplicar por quase 7 vezes a autonomia. Há casos e casos que podem ou não requerer este tipo de uso e expansão. Assim alguém pode obter este UPS sem o módulo de expansão e se descobrir que precisa de mais autonomia basta ampliar o sistema.

Eu senti falta de apenas dois recursos. Por mais impreciso que seja estimar a autonomia restante é um recurso ainda útil. Dessa forma não apenas o usuário pode ter uma ideia de quanto tempo ainda resta de carga (alguns UPSs mostram esta informação em um visor) bem como o software PowerNT poderia ser configurado para desligar o equipamento quando houvesse apenas 5%, 10% ou 15% da carga restando e não um valor fixo definido em minutos como é hoje. Outra falta que senti, principalmente em um UPS de maior capacidade como este é a possibilidade dele ser gerenciado via rede Ethernet (UPS conectado na rede e acessado via navegador como IE, Chrome, etc.). Geralmente UPSs com este tipo de recurso permitem que agentes sejam instalados em diferentes computadores (ou servidores) para que se o UPS chegar no nível crítico de carga mandar um sinal na rede e comandar o desligamento de todos os computadores alimentados por ele. Acredito que a TS SHARA deva ter este recurso em UPSs mais sofisticados.

Consultada, a TS SHARA informou que o preço do produto é : UPS Professional 1500 2Bs /BA Full Range a partir de R$ 670,00, UPS Professional 1500 2Bs/BA mono 115V a partir de  R$ 610,00 e a expansão de autonomia  para baterias Automotivas Externas - opcional:  Rack para 2BA com cabo engate rápido polarizado (sem baterias): R$ 197,00.

Esta linha chamada “
Professional” tem produtos de capacidade entre 1000 VA e 1700 VA. A TS SHARA tem uma ampla linha de produtos que vai filtros de linha, pequenos e simples estabilizadores, UPSs compactos, profissionais de média potência (como este testado) até UPSs de alta potência (entre 10 KVA e 300 KVA!!!). É um fabricante que está consolidado no mercado e seus produtos podem ser encontrados facilmente no varejo (real ou virtual).

 
Figura 10 – TS SHARA Professional 1500 2BS full-range em ação








segunda-feira, 23 de junho de 2014

Aumento maciço de armazenamento no OneDrive com menor preço traz novas possibilidades!!

Há pouco mais de 6 meses eu contei para os leitores minha opinião e o meu estado de encantamento com o Skydrive, atual OneDrive da Microsoft na sua evoluída versão disponibilizada no Windows 8.1. Contei essa história no texto “O SkyDrive do Windows 8.1 mudando minha forma de lidar com arquivos”. Volto ao mesmo assunto porque a Microsoft anunciou hoje o aumento da capacidade de seu sistema de armazenamento de arquivos na nuvem. Mas não apenas a capacidade foi alterada e sim também o preço do serviço.

A iniciativa da Microsoft é bastante agressiva uma vez que a redução de preço é da ordem de 70%!!! A nota da Microsoft está reproduzida na íntegra logo abaixo de minhas considerações.



Eu sou atualmente um usuário bastante dependente de armazenamento em nuvem. Mas possivelmente algumas coisas vão mudar. Apesar de concentrar meu uso no OneDrive (tenho 57 Gb de espaço), também uso outras soluções como Dropbox, Google Drive e IdriveSync, cada um desses em suas versões gratuitas (menos o Onedrive que contratei 50 GB) nos quais armazeno tipos diferentes de arquivos em cada um destes serviços.

Mas agora o OneDrive terá 15 GB de espaço livre de custo (eram 7 GB), e opções entre 100 GB e 200 GB por preços mensais variando entre R$ 5,00 e R$ 10,00 (reais  - não dólar). Só para fazer uma comparação eu tinha contratado 50 GB por R$ 49 reais por ano e agora o serviço de 100 GB custará R$ 60 por ano. O dobro do espaço por apenas alguns reais a mais.

Para os assinantes do Office365, a assinatura anual do Office, estará incluído no pacote uma área de armazenamento de 1 TB!! Isso mesmo, UM TERABYTE!!! Os atuais assinantes do serviço terão no início do mês de julho os seus limites automaticamente ajustados para cima (mais espaço pelo mesmo custo). Isso significa que no meu caso, dos 57 GB que tenho passarei a ter 115 GB. 15 GB gratuitos (tenho hoje 7 GB) e meu plano de 50 GB se transformará em 100 GB com um possível pequeno ajuste na data de renovação do serviço (para compensar a pequena diferença de preço).

Nesta faixa de preço meu plano de levar para a nuvem a maioria dos meus arquivos será bastante acelerada. Também apoiada pelo fato do OneDrive no Windows 8.1 permitir que o usuário escolha quais arquivos ou pastas ficarão guardados nos dispositivos locais (PC e notebooks) ou apenas na nuvem. Ótima alternativa para quem tem muitos arquivos mas não tem espaço suficiente no dispositivo. A propósito desde final de fevereiro passado o OneDrive está disponível também para iOS e Android, bem como já funcionava em Mac OS.

Esta iniciativa agressiva, no melhor dos sentidos por parte da Microsoft pode ser catalizadora de uma nova abordagem dos fornecedores de serviço de nuvem. Competição é bom e vital para o crescimento de um mercado cada dia mais maduro. Largas capacidades por custo competitivo, oferecidos por empresas de grande respeito e confiabilidade são atributos essenciais para finalizar o processo de grande popularização de um recurso que pode no curto ou médio prazo aposentar discos de imensa capacidade nos desktops, notebooks ou dispositivos móveis. Boa tacada Microsoft!!

Segue abaixo na íntegra a nota da Microsoft.
Flavio Xandó


Aumento maciço de armazenamento no OneDrive: 15 GB de espaço grátis para todos, 1 TB para assinantes Office 365

Com o OneDrive, queremos dar a você um lugar para todas as suas coisas: suas fotos, seus vídeos, documentos e outros arquivos. Claro que, para fazermos isso, precisamos assegurar que você tenha espaço de armazenamento suficiente para tudo, particularmente uma vez que a quantidade de conteúdo de cada um está crescendo bastante.

Também está claro que você quer mais do que apenas a capacidade de armazenar suas coisas na nuvem. Você quer ser capaz de compartilhar isso, de colaborar com outras pessoas e muito mais. O cenário está mudando a ponto que acreditamos que não é mais suficiente oferecer apenas armazenamento na nuvem — essa aposta está na mesa. Queremos oferecer uma experiência completa que traga o poder do Office e permita que você faça mais com tudo o que colocar em seu OneDrive — seja compartilhando suas fotos favoritas com as pessoas que são importantes para você em um simples clique ou trabalhando junto, em tempo real, em um projeto importante.

Com isso em mente, hoje anunciamos o seguinte:

1. O OneDrive virá com 15 GB grátis (maior que os 7 GB oferecidos anteriormente)
Nossos dados nos dizem que 3 de cada 4 pessoas têm menos de 15 GB de arquivos armazenados em seu PC. Considerando o que elas têm armazenado em outros dispositivos, acreditamos que ao oferecermos 15 GB de graça — sem restrições — vamos deixar muito mais fácil para as pessoas a tarefa de deixar documentos, vídeos e fotos disponíveis em um único lugar.

2. Todas as versões do Office 365 virão com 1 TB de armazenamento OneDrive
Em breve, você terá 1 TB de OneDrive com sua assinatura Office 365. Isso significa que você terá o poder da suíte de produtividade mais popular do mundo, o Office, com seus apps para o seu laptop, smartphone e tablet, mais uma quantidade enorme de armazenamento, por um preço inacreditavelmente baixo.

Para o Office 365 Home (R$ 21 /mês), você terá 1 TB por pessoa (até 5 pessoas). Com o Office 365 Personal (R$ 17 /mês) e University (R$ 209 / 4 anos) você terá 1 TB por assinatura. Essa é uma grande continuidade para o nosso anúncio de abril de que todos os clientes corporativos também teriam 1 TB de armazenamento na nuvem por pessoa.

3. Estamos reduzindo os preços de armazenamento em 70%

É claro, também queremos dar a você tanta flexibilidade quanto for possível. Assim, se você precisa de mais armazenamento, mas não precisa de uma assinatura Office 365, também ofereceremos opções de assinatura mensal de armazenamento — a taxas dramaticamente reduzidas.

Agora, as mensalidades serão de R$ 5 para 100 GB (antes R$ 18,99) e R$ 10,00 por 200 GB (antes R$ 27,99).
Todas essas atualizações entrarão em vigor no próximo mês. Para os atuais assinantes, está tudo pronto, todos serão recolocados nas menores tarifas automaticamente.

Estamos realmente animados em trazer mais armazenamento ao OneDrive, assim você terá todo os espaço de que precisar para armazenar todos seus vídeos, fotos e documentos em um único lugar. Se você ainda não assinou o OneDrive, saiba mais sobre o serviço e assine em http://onedrive.com

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A tecnologia por trás da eficiência energética dos veículos

Sendo algo relativamente novo para mim, o mundo de tecnologia automotiva reserva certas surpresas. Mesmo para quem está acostumado ao mundo de smartphones, redes, servidores, tablets, WiFi, etc. Mas essencialmente são muito parecidos, por isso mesmo o tema me cativa tanto. De forma análoga equipamentos eletrônicos, aparelhos eletrodomésticos e automóveis têm sido submetidos a uma rotina de testes para aferir sua eficiência energética e a partir disso são atribuídos selos com a designação de quanto foi bem cumprida a tarefa.

No caso dos automóveis este é o programa PBEV  (Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular). Resumidamente pode ser dito que o tal programa está em processo de implantação. Atualmente ele é voluntário, ou seja, o fabricante que aderiu ao programa (nem todos aderiram) submete certo modelo ao teste e ele tem seu desempenho aferido e classificado. Atualmente cerca de 50% dos modelos vendidos no Brasil já tem sua classificação. Mas até o ano de 2017 a totalidade (100%) das marcas e dos modelos, ou seja, todos os carros, deverão ser obrigatoriamente testados e classificados.

Dos grandes e mais antigos fabricantes, os mais tradicionais como Ford, Fiat, Volkswagen estão presentes. A GM entrou no programa anos atrás mas o abandonou em 2010 (terá que retornar obrigatoriamente até 2017). Outros importantes fabricantes como Citroen, Honda, Hyundai, JAC, KIA, Nissan, Peugeot, Renault e Toyota também já aderiram ao programa.

 
figura 01 - exemplo de selo do programa FBEV

Se você como eu não estava sabendo disso, faça a analogia com eletrodomésticos. É comum ver nas lojas geladeiras, fornos de micro-ondas e mesmo TVs o tal selo. Nos automóveis é igual, ou de deveria ser O selo deve der afixado em lugar visível para o comprador que classifica o resultado do teste em 5 níveis: A,B,C,D e E. Existem duas classificações. Uma específica na categoria que o carro se enquadra (subcompacto, compacto, médio, grande, comercial e mais algumas categorias especiais). O critério é bastante objetivo e inquestionável, pois utiliza a área do veículo (em metros quadrados) para definir sua categoria. Há também uma classificação geral (entre A e E) que posiciona aquele veículo em relação a todos os carros.

O teste é feito pelo próprio fabricante seguindo uma rígida norma (NBR 7024). Se o incomoda o fato do teste ser feito pela “parte interessada”, eu senti a mesma coisa. Mas a forma como o teste é realizado afasta suspeitas de má condução do teste. A avaliação de eficiência é feita simultaneamente com a avaliação de emissão de poluentes e por isso é acompanhado pela CETESB. Além disso o INMETRO audita os testes anualmente, geralmente por solicitação das empresas concorrentes quando vêm um resultado surpreendente que lhes é estranho. Dessa forma a idoneidade do teste é garantida, pois ter um valor contestado e depois corrigido é de grande impacto negativo para a imagem de um fabricante. Isso até agora não aconteceu.

Conversando com engenheiros da Ford pude entender como o teste é realizado. O grande desafio deste tipo de avaliação é a sua reprodutibilidade. Assim tal norma NBR 7024 determina as condições do teste. É feito com o carro parado, mas apoiado em um sistema de esteiras rolantes atuando sobre a roda motriz. Para aferir o ciclo urbano e o ciclo rodoviário um conjunto de ações deve ser seguida pelo condutor (motorista) que está no comando do carro. Por exemplo, no ciclo urbano são acelerações, frenagens, paradas completas, reacelerações, novas paradas, etc. certo número de vezes reproduzindo o padrão de um motorista dirigindo na cidade.

Analogamente o teste do ciclo rodoviário é feito com acelerações até velocidade de cruzeiro (determinada pela norma), algumas variações de velocidade, algumas frenagens, simulando a condução em uma estrada. Importante ressaltar que nas duas condições de teste um sistema computadorizado atua no rolete sobre o qual o carro está apoiado de forma a mimetizar a resistência dinâmica que o carro sofre. Por exemplo, a 100 Km/h a resistência do ar é tal que o motorista tem que acelerar mais para manter aquela velocidade. Assim uma força análoga é aplicada no rolete para simular a mesma situação. Como existe um motorista ao volante, caso haja desvios do comportamento (acelerações, frenagens, trocas de marcha, etc.), fora do padrão determinado, aquele teste é invalidado e tem que ser feito de novo até que ele atenda à norma NBR 7024.

Eu fiquei particularmente bem interessado no processo e achei a ideia de como realizar o teste bastante estimulante. Logicamente seria 100% impossível fazer esta avaliação na rua ou estradas de uma forma 100% idêntica a cada teste. Isso inviabilizaria comparações. Já imaginaram a variabilidade do trânsito de uma cidade como São Paulo!? Seja por isso ou fatores ambientais como temperatura e pressão, a única maneira justa de realizar o teste é essa mesma.

Uma informação adicional. Depois de finalizados os testes, “ciclo urbano” e “ciclo rodoviário” e com etanol e gasolina (no caso dos veículos flex), a norma ainda determina que um “fator de correção” da ordem de 30% seja aplicado, diminuindo o resultado da eficiência neste percentual de forma a aproximar os resultados de “laboratório” ao uso regular do veículo pelos consumidores nas ruas e estradas.

 
figura 02 - economizar é necessário!

Eu sempre ficava desconfiado quando via os fabricantes divulgarem eles mesmos os resultados de consumo de seus veículos. Se no passado o teste era mais “caseiro”, hoje em dia não mais. Como existe o compromisso com o PBEV, o acompanhamento do teste pela CETESB, a auditoria pelo INMETRO (que refaz ela mesma os testes para confrontar com os valores divulgados pelos fabricantes, penso que podemos agora confiar nestas informações) a confiabilidade é bastante grande.

O consumidor deveria estar bastante atento a esta informação ao adquirir um veículo, geladeira, TV, etc. No mínimo há dois bons motivos para isso. Vivemos em um mundo onde os recursos naturais são finitos, alguns renováveis, mas essencialmente compartilhados por todos. A consciência ecológica e de sustentabilidade deve estar sempre presente. O segundo fator é financeiro. Se posso usar um equipamento, TV ou automóvel cujo rendimento é melhor, isso se refletirá em economia real de dinheiro no final de cada mês, seja na conta de eletricidade ou no valor dispendido no posto de gasolina. E as diferenças podem ser sensíveis.

No meu particular modo de pensar me incomodaria saber que estaria usando e andando em um automóvel tecnologicamente não evoluído e por isso mesmo consumindo mais recursos. Como não ando mais que 900 Km por mês a economia mensal pode não ser maior do que R$ 50 ou R$ 60 por mês se considerar escolher um veículo mais eficiente ou menos eficiente. A despeito do valor (que já justifica) a sensação de estar usando um carro defasado e gastador me incomoda!!

Um exemplo real – novo Ford KA

Todas estas informações foram absorvidas em um seminário sobre eficiência energética apresentado pela FORD Brasil em junho de 2014. Afinal este fabricante estava exultante com a divulgação dos dados de consumo de combustível de seu mais novo lançamento, o novo KA (que deverá chegar às ruas possivelmente no mês de agosto próximo).

A satisfação da Ford foi confirmar que seu novo carro, classificado como compacto atingiu o nível A nos testes realizados e quando comparado com os veículos de menor categoria (subcompactos – mais leves  e menores) ficou apenas atrás do Renault CLIO. Porém a versão do Clio presente na relação do INMETRO e PBEV é um modelo sem direção assistida e sem ar condicionado. Na prática vale dizer que feita esta equalização o novo KA caminha para ser um dos veículos mais econômicos do Brasil a despeito de sua categoria (já é o mais eficiente de sua categoria de veículos compactos).

Mas o que faz um veículo evoluir a ponto de conquistar esta façanha tecnológica? São muitos pontos. A começar por um motor muito moderno (1.0 de 3 cilindros) e concebido para ser econômico e potente. Eu já falei um pouco desta inovação no texto “Nova fábrica controlada por WiFi produz motor inédito no Brasil”. Há especificações importantes, mas um pouco herméticas ao consumidor comum como: 12 válvulas (4 por cilindro), correia banhada em óleo (menor atrito), duplo comando de válvulas variável, sistema de arrefecimento em dois estágios, alta taxa de compressão (12:1), cabeçote de alumínio, baixo peso (só 85 Kg), etc.

 
figura 03 - novo motor eficiente de 1.0 litro e 3 cilindros

Mas a Ford mostrou que não só de um motor de concepção moderna se faz um carro campeão de economia. São muitos detalhes que ajudam a chegar neste bom resultado:
• Por conta do bom torque as marchas têm relação mais ampla, roda em menor rotação
• Pneus projetados para menor atrito e consumo (reduz consumo cerca de 3%)
• Direção com assistência elétrica e não hidráulica (reduz consumo cerca de 3%)
• Compressor de ar condicionado otimizado
• Alternador que necessita menos torque para gerar eletricidade
• Atributos aerodinâmicos – defletores que direcionam o ar minimizando resistência
• Limpador de para-brisas embutido (menor resistência)

A soma disso tudo com o novo motor, a agregação de tecnologias de forma coesa fez o novo KA chegar aos seguintes resultados:

• Selo categoria A (máximo)
• Selo CONPET máxima eficiência energética na sua categoria
• Etanol : 8.9 Km/l na cidade e 10,4 Km/l na estrada
• Gasolina (com 25% de etanol) :13 Km/l na cidade e 15,1 Km/l na estrada
• Potência de 80 CV com gasolina e 85 CV com etanol
• Torque de 100 Nm com gasolina e 105 Nm com etanol
• Supera em potência, torque e economia VW UP, HB20 e concorrentes diretos.

 
figura 04 - novo KA an versão hatch

Existe outro fator de destaque para estes resultados. O motor no novo KA já está de acordo com as exigências de emissão de gases (PROCONVE 6), adiantando-se em relação a exigência legal (prazo) enquanto alguns veículos ainda terão que se readequar e isso os obrigará a realizar novos testes de emissão e eficiência energética.

Conclusão

O resultado de minha participação neste breve seminário de eficiência tecnológica foi bastante positivo e até surpreendente em vários aspectos. Conhecer de forma mais profunda a metodologia, saber como são feitos os testes, o rigor técnico e de auditoria me fizeram confiar bastante nestas informações que outrora me despertavam certa desconfiança. A Ford é um bom exemplo de iniciativa em orquestrar uma série de tecnologias a favor da redução do consumo e melhorando a eficiência energética. Outras competentes fábricas de automóveis também trilham este caminho que será bom para todos. Para os consumidores, para o planeta e para a gratificante sensação de estar conduzindo um veículo avançado e sofisticado no trato da energia.

Ainda há um desafiador caminho a ser trilhado. Da energia oriunda da explosão em uma câmara de combustão cerca de 30% apenas se convertem em energia mecânica que de fato movem o veículo. Há limitações técnicas e de engenharia que limitam a evolução deste grau de aproveitamento. Mas ao olhar diversos outros aspectos do carro, procurando obter ganhos de eficiência é um bom começo. Particularmente eu adoro a tecnologia de carros híbridos, que reaproveitam parte da energia que antes era desperdiçada (seja do calor emitido ou do movimento e frenagens). Eu ficaria muito satisfeito se em 5 ou 10 anos os processos de reaproveitamento de energia e a busca pela máxima eficiência estivessem presentes no mais alto grau. A Ford, pelo que vi, está fazendo a sua parte!!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Ampliando horizonte com um monitor auxiliar USB

Quem já teve a experiência de usar um computador com dois monitores logo percebe o grande ganho de produtividade que isso traz para o usuário. Habitualmente isso é feito com computadores de mesa. As tarefas podem ser divididas em monitores separados, ao gosto do usuário como, por exemplo, e-mail em uma tela e navegação Internet na outra ou um software de uso diário, produção de texto, um ERP... São infinitas possibilidades.

A AOC, tradicional fabricante de monitores e TVs (com sua marca própria e fabricante para várias outras marcas renomadas) trouxe para o Brasil uma versão portátil de monitor que usa apenas e tão somente USB para conectá-lo ao computador ou notebook. O conceito deste produto é fantástico pois traz para a grande maioria das pessoas um recurso de certa forma ainda pouco explorado permitindo o aumento da área útil de trabalho. O monitor tem tela de 15.6 polegadas, é bastante leve (pouco mais de um quilo) e se conecta ao computador apenas por um único cabo USB (dados e energia).



Figura 01 – Monitor AOC USB 15.6”


Facilidade de instalação é um fator de destaque. Em um dos PCs testados instalei o CD e ao plugar o cabo USB, o produto funcionou de forma imediata. Em outro PC testado eu me esqueci de instalar o software, mas mesmo assim, para minha surpresa o Windows 7 consegui achar na Internet (Windows Update) e instalar o suporte ao produto.


Figura 02 – Windows detecta e instala sozinho o driver



Versatilidade

A possibilidade de pivotar o monitor, ou seja, colocá-lo na vertical ou na horizontal é fator de grande destaque. Não apenas pelo reconhecimento por parte do Windows (vide tela abaixo), mas também pela forma “automática” de reconhecimento. Ao ser reposicionado o Windows percebe a mudança e transforma o monitor de 1366x768 em um monitor de 768x1366 e ajusta a exibição de acordo.


 
Figura 03 – configuração da segunda tela, modo normal ou vertical


Figura 04 – monitor posicionado na vertical – ótimo para textos

Tamanho e peso

As dimensões da tela estão bastante equilibradas.  Por causa de seu tamanho o monitor é suficientemente pequeno para ser transportado em uma sacola ou mochila, junto com um notebook. Eu fiz isso inúmeros dias, usando o produto em outros locais, também para ver o grau de curiosidade das pessoas em relação ao produto. Assim o aspecto portabilidade está muito bem resolvido. O peso do produto não chama a atenção nem incomoda. O fato de não precisar de uma fonte de alimentação externa, usar a força do próprio cabo USB é fator bastante positivo.

Por outro lado a dimensão da tela se revelou ótima para uso com Outlook. Assim o usuário consegue trabalhar em uma tela e monitorar e-mails que chegam na tela (AOC) ao lado. Já o uso com WORD/textos requer uma observação. Usado na horizontal a tela tem dimensões perfeitas para a função. Usado na vertical, exibindo a página inteira de uma só vez, pelas dimensões da tela as letras ficaram para mim um pouco pequenas e o conforto visual ao se trabalhar desta forma não é pleno. Mas o ajuste de zoom do próprio Word pode ser usado para ampliar a área visualizada.

A despeito desta observação, percebi que a AOC encontrou um compromisso Usabilidade x Peso x Tamanho bastante apropriado. Pode ser que no futuro, com o amadurecimento deste mercado possa surgir espaço para um produto semelhante com tamanho de tela maior. Mas para este momento o produto tem peso e tamanho adequados.

Observações

Gostei muito da solução, mas visando tornar ainda melhor o produto eu tenha algumas sugestões. O encaixe do cabo USB (onde ele fica embutido) poderia ter um acesso um pouco mais fácil, por exemplo, na lateral e não na base do monitor. Quando a haste de suporte do monitor está na posição que o deixa de pé, o encaixe é mais simples.

Seria bem-vindo ajuste de luminosidade, seja automático (em função do ambiente) ou mesmo manual. O brilho do monitor é bom para todos os tipos de uso, mas algumas pessoas podem preferir mais forte ou mais fraco.

Penso que a possibilidade de usar uma base para aumentar a altura do monitor seria desejável para alguns tipos de uso do produto. Mesmo que esta base fosse um acessório, cobrado à parte.


O “teste de campo”

Durante o processo de testes eu transportei o monitor USB e o utilizei em conjunto com meu notebook ao longo de algumas semanas. Minha intenção era descobrir o quanto as pessoas iriam perceber aquele segundo monitor. Alguns me perguntaram se era um “porta retratos digital” de tamanho grande. Outras pessoas perceberam se tratar de um segundo monitor, mas não sabiam onde ele estava conectado. Isso é fato, ainda há muitas pessoas que não conhecem o recurso do segundo monitor. Ao saberem que estava ligado ao meu notebook ficavam muito interessadas e já começavam a especular como utilizariam, quais programas iriam para a segunda tela, etc.

Algumas pessoas manipularam o produto e estas se surpreenderam com sua leveza. Os valores percebidos pelos usuários são essencialmente dois, a funcionalidade de segunda tela (aumento de produtividade associado é um valor intrínseco) e a característica da portabilidade pelo peso e tamanho.

O recurso de “auto-pivot”, ou seja, mudar a orientação do monitor e o sistema operacional (no caso Windows 7) detectar automaticamente e ajustar a exibição causou surpresa e satisfação perante os usuários. É um ponto forte a ser destacado.

Usuários de notebook já têm saída para uma segunda tela (segundo conector VGA), assim quem precisar mesmo de muito espaço pode ter em sua mesa de trabalho seu monitor extra que se soma à tela do computador. Alguns podem fazer uso do AOC USB como uma terceira tela!!! E na hora de sair notebook e monitor USB cabem facilmente na mochila para levar a área de trabalho estendida para onde quer que se deseje!

Mais informações podem ser obtidas na página deste monitor no site da AOC.


A fabricação deste monitor

A AOC produz esta versão USB de monitor na sua fábrica na cidade de Jundiaí, perto de São Paulo. Tive a oportunidade de visitar a fábrica durante a produção deste modelo. Vários pontos chamaram minha atenção. Poucos anos atrás eu visitei as instalações da empresa Gigabyte (conhecida no Brasil pelas suas placas mãe) em Taiwan. Percebi muitas semelhanças entre as instalações de Jundiaí e as de Taiwan, seja pela organização, limpeza, processos seriados, painéis informativos... Interessante.

Esta fábrica tem linhas modulares, ou seja, permite que vários produtos sejam produzidos após algum tempo de preparação. Isso confere flexibilidade ao processo e produção daqueles itens que têm maior demanda ao longo do tempo, bem como produtos que ainda nem foram criados podem ser fabricados no futuro!

Nesta visita pudemos conhecer mais da TPV e da AOC. Para quem não sabe a TPV, detentora da marca AOC é a maior fabricante de painéis, telas de TV e monitores do mundo. No Brasil a produção de tablets e monitores (domésticos e profissionais) é feita na fábrica de Jundiaí enquanto as TVs (de marca AOC e para terceiros) é feita na instalação de Manaus.

Durante a visita eu capturei alguns momentos na linha de produção em um vídeo informal que pode ser visto por meio deste link.  Em seguida mostro algumas das muitas fotos que tirei na fábrica para ilustrar esta visita.



 
Figura 05 – visão da fábrica – bancada de montagem de placas


 
Figura 06 – visão da linha de produção


 
Figura 07 – bancada de testes


 
Figura 08 – monitor USB sendo montado

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como fazer para transformar seu notebook ou PC com um SSD

Usando uma expressão popular, falar dos benefícios da troca do disco rígido de um computador ou notebook por um SSD é “chover no molhado”. Existe um abismo tecnológico entre a solução tradicional (discos mecânicos e gravação magnética) e o SSD que se baseia em memória flash de grande desempenho. Aliás eu já falei ao menos 3 vezes deste assunto em outros artigos nos quais exploro o tema por meio de dois fabricantes diferentes e dois casos de “transplantes” muito bem sucedidos:

IntelSSD Series 510 – como faz diferença!!
Transformandoum notebook com o SSD V300
Transformandoo notebook com um SSD – a confirmação

Mas dessa vez precisei voltar ao tema pois uma conjunção e fatores me chamaram muito a atenção. A tradicional fabricante SEAGATE colocou a minha disposição para testes o SSD 600 modelo ST480M000. Trata-se de um magnífico exemplar de SSD com 480 GB de capacidade, SATA 6 e que traz consigo tudo de bom de que é capaz este tipo de dispositvo e mais algumas vantagens adicionais.  O segundo fato era eu ter disponível um moderno Ultrabook Sony Vaio que por ter HD tradicional de 250 GB seria uma boa plataforma de testes. Aliás, este Ultrabook já foi objeto de teste feito por mim : “UltrabookSony Vaio touch e Windows 8 – dupla vencedora”. E como a capacidade do HD deste VAIO estava próxima de se tornar crítica, instalar o SSD nele daria para estender um pouco sua utilidade e avaliar quanto seria possível melhorar um Ultrabook que já era bastante bom!


figura 01 – Seagate SSD 600 ST480M000 – parece um HD comum mas não é

Embora o SSD da figura acima já se pareça muito com um HD comum a semelhança vai ainda mais além. E o motivo para isso é óbvio. Apesar de “dentro da caixa” ser totalmente diferente do HD comum o SSD para ter valor nos computadores atuais precisa ser capaz de substitui-lo, poder ser encaixado no mesmo lugar que o HD comum, ter a mesma interface, etc. Por isso que ele não é apenas um conjunto de chips para ser plugado na placa mãe. Ele mimetiza quem ele vai substituir. Veja na figura 02 o SSD 600 ST480M000 “vestido” de HD comum.

 
figura 02 – Seagate SSD 600 ST480M000 – interface idêntica a quem vai substituir

Falar de desempenho de SSD é algo quase monótono. Porém o que se obtém nas medições objetivas e na percepção subjetiva ainda merece algumas explicações. Seguem nas figuras 03 e 04 as medições objetivas de desempenho do SSD Seagate e do HD original que havia dentro do Ultrabook da Sony.


figura 03 – Seagate SSD 600 ST480M000 – interface idêntica a quem vai substituir
 
figura 04 – Seagate SSD 600 ST480M000 – interface idêntica a quem vai substituir

As figuras acima seriam suficientes para vários parágrafos de discussão. Mas vou chamar a atenção em dois pontos. As medidas apontam taxas de transferência em função do tamanho dos blocos lidos. Resumidamente podemos comparar ao comportamento no trato com arquivos grandes e arquivos pequenos. Com arquivos grandes o SSD é entre 7 e 12 vezes mais rápido. Algo por si só já muito impressionante. Mas apesar dos números absolutos serem menores o ganho na taxa de transferência é muito mais sensível com os arquivos pequenos, entre 34 e 82 vezes!!

Mas o que isso significa? Inicialmente o óbvio, leitura e gravação de arquivos muito mais rapidos. Mas a grande diferença nos arquivos pequenos explica o porquê da sensação de benefício ainda maior no dia a dia. O sistema operacional, seja Windows ou outro, os programas que usamos rotineiramente são compostos predominantemente por arquivos de menor tamanho. Sem entrar em detalhes, mas arquivos pequenos são intrinsicamente menos eficientes para serem lidos pois o sistema operacional precisa “ir e voltar” no disco muito mais vezes para descobrir a localização física dos dados, e quando são arquivos pequenos faz isso muito mais vezes. De toda forma isso explica porque um computador com SSD inicia o Windows e carrega os programas de forma incrivelmente mais rápida.

Justiça foi feita. O desempenho deste SSD da SEAGATE no mínimo iguala, ou melhor, supera o desempenho dos outros SSDs dos outros modelos e fabricantes testados. Mas existe uma história não contada por trás deste e dos outros testes. Nem sempre é simples a operação de troca do HD pelo SSD. No caso do teste do teste que fiz com o HyperX da Kingston eu não consegui “duplicar” o disco com total sucesso. Não por culpa do HyperX e sim da ferramenta que eu tinha em mãos para fazer isso à época. Eu usara o Norton GHOST, famoso e conhecido programa para duplicação de discos.

A cópia foi finalizada, mas apesar disso o Windows não inicializava na nova situação (notebook com o SSD). Alguma sutil área do disco não pudera ser duplicada com o tradicional Norton Ghost (uma versão antiga de que eu dispunha). Na ocasião acabei optando por instalar o Windows 8 a partir do zero naquela máquina, que foi até bom, pois precisava mesmo me livrar de uns trastes que havia naquela instalação do Windows.

Porém ao fazer isso pela terceira vez (contando os outros testes que fizera com notebooks e SSDs) eu me determinei a resolver o problema da duplicação correta do disco de uma vez por todas. Tinha que ser capaz de clonar o HD, trocá-lo pelo SSD e o notebook funcionar a contento. Sendo breve, a solução estava bem adiante dos meus olhos. Foi surpreendentemente simples resolver a situação.

Olhando no site da SEAGATE eu descobri que a empresa disponibiliza sem custo algum uma ferramenta MARAVILHOSA chamada SEAGATE DISK WIZZARD. Trata-se de uma versão simplificada do também conhecido programa ACRONIS DISK IMAGE. Esta versão somente funciona se houver ao menos um disco da Seagate no computador. Não importa se o Seagate será a origem ou o destino da cópia, mas tem que haver um disco da Seagate, caso contrário o programa não funciona.  


figura 05 – Seagate Disk Wizzard – visão simplificada



figura 06 – Seagate Disk Wizzard – tela para clonar disco


As figuras 05 e 06 mostram de uma forma simplificada as telas necessárias para disparar o processo de duplicação de um disco. No meu caso eu montei ambos os discos, o original e o SSD em unidades USB externas e após cerca de 2 horas tinha o SSD pronto. Montado no Ultrabook Vaio bastou ligar o computador que o Windows iniciou sua carga. Espanto! Em poucos segundos, 6 segundos para ser preciso, a tela de login do Windows 8 apareceu.

É incorreto afirmar que os SSDs são iguais. Não são mesmo. Mas todos eles trazem um ganho de performance imenso aos computadores nos quais são instalados e o nível de desempenho obtido é muito superior à situação original.

Mas as diferenças começam a aparecer quando uma ferramenta, como este casualmente descoberto Seagate Disk Wizzard, aparece para nós. Corrigindo uma injustiça, a referência ao Disk Wizzard esteve sempre lá na página da Seagate bem visível, eu que nas primeiras vezes não o vi. Assim a Seagate além de prover um dispositivo fantástico, tecnicamente impecável, também proporciona ao usuário a ferramenta certa, sem custo e de uso simples para permitir a correta migração do disco convencional para sua turbinada solução. Ótimo!! Será bem complicado eu me acostumar, ou melhor, meu Ultrabook Vaio se adaptar ao seu velho disco convencional.