sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Quantum Go – um smartphone simplesmente diferente

É bom ser surpreendido de vez em quando. E por isso mesmo este texto sobre o Quantum Go será diferente. A começar pela explicando a marca. Quem é “Quantum”?? Pode acreditar, trata-se de um projeto genuinamente nacional desenvolvido por jovens empreendedores que pensaram em construir um smartphone sofisticado, bonito, leve, fino, com ótimo desempenho e que tivesse um custo bastante acessível. Não é que eles conseguiram!!

Estes empreenderes visionários, Marcelo Reis (General manager), Thiago Miashiro (Head of Business) e Vinicius Grein (Head of Products) mostraram seu projeto para a empresa POSITIVO (também nacional) visando uma parceria. Mas pela qualidade do produto e do projeto a POSITIVO se tornou sócia do empreendimento, sendo o smartphone Quantum hoje sendo fabricado em sua planta.

Figura 01 – modelos e cores do Quantum Go

O lançamento do Quantum já ocorreu há alguns meses e muitos sites já fizeram vários textos, avaliações e vídeos muito bem feitos e competentes sobre o produto. Mas como venho usando o Quantum desde então (de várias formas), vou contar a minha experiência para os leitores. Mas para começar, segue um breve descritivo das caraterísticas do Quantum Go.

Características gerais


Figura 02 – Principais características

Minha primeira reação ao segurar o Quantum Go em minhas mãos foi pensar tratar-se de um modelo, um “mockup”, algo não funcional por causa da extrema leveza do aparelho. Essa foi a minha primeira impressão e de várias pessoas para quem mostrei o aparelho. Pelo peso parece que a bateria fora removida. Mas não, este é o aparelho real e 100% operacional.

Superado o “susto”, logo ao ligá-lo percebo que ele utiliza uma interface muito limpa, até despojada. Pode-se se dizer que até menos enfeitada ou sofisticada quando comparada a outros smartphones do mercado. Isso tem explicação. Seu fabricante optou por usar uma versão do Android 100% pura, sem customizações da interface, sem penduricalhos visuais. Citando nomes, fabricantes como Asus, Samsung, LG, etc. desenvolvem muitos refinamentos visuais, temas, efeitos com movimentos visando diferenciar a experiência em seus aparelhos. Isso é bem legal e até presta bom serviços. Mas tem o outro lado da moeda.

Uma interface mais rebuscada pode vir a conter “bugs”, pode gerar mais consumo de energia (por conta de efeitos visuais e sonoros). Além disso toda vez que existe uma atualização de versão do Android os fabricantes que customizam sua versão do sistema operacional devem no mínimo testar ou até mesmo reescrever estas customizações e por isso raramente disponibilizam atualização rapidamente. O Quantum tem capacidade de potencialmente receber atualizações do Android quase que imediatamente. É ótimo ter um smartphone com a “cara bonitinha”, mas ser “clean” também tem suas vantagens.



Figura 03 – telas da interface do Quantum Go
 
  
A imagem acima merece um destaque. Ele comprova o que eu falei sobre a interface ser “limpa” e me permite dar uma dica. Eu gosto de ter na linha superior do aparelho o percentual da bateria disponível. Mas acredite, isso não existe no Android “puro”. Só dá para ver esta informação entrando no menu de configuração e escolher a visualização da bateria. Aquele número “70” em verde na primeira linha da tela é algo que para aparecer precisei instalar um pequeno aplicativo e assim ter este dado sempre à vista.

O Quantum tem espaço para 2 chips que são acessados por uma pequena gavetinha na lateral do aparelho. Acho isso mais prático do que ter que tirar a tampa do smartphone. Da mesma forma uma mini gaveta na outra lateral pode hospedar o cartão de memória microSD.


Figura 04 – Quantum Go vista frontal e lateral
A experiência de uso
        

Eu já tinha me acostumado com smartphones maiores, de 5.5 ou 6 polegadas. Já nem me lembrava mais de como era um smartphone menor. Ainda mais tão leve como o Quantum. Adaptei-me novamente à tela um pouco menor, apenas e tão somente isso. Como ele tem 32 GB de memória interna, o processo de instalação dos quase 90 aplicativos diversos que tenho memorizados na minha conta Google, demorou um pouco. Mas tudo foi instalado com sucesso e pelo fato dele tem 2 GB de memória RAM, em nenhum aplicativo percebi lentidão nem morosidade. Pelo contrário, o uso do meu pacote habitual de aplicativos funcionou magistralmente bem!! Importante destacar que eu não tenho jogos em meu smartphone.

Seu WiFi é do tipo B/G/N e portanto não trabalha com APs de 5 Ghz, os mais novos e mais rápidos (padrões “a” e “ac”). Isso é uma pena, pois conectar-se a APs de 5 Ghz conferem maior velocidade de acesso. Há certo preciosismo nesta minha crítica, pois tudo que precisei usar com seu WiFi foi rápido e fluente.

Acompanha o Quantum um pequeno “dongle”, uma engenhoca que funciona como antena de TV digital. Há em São Paulo cerca de 15 a 20 canais abertos que podem ser captados. A resolução é 320x200 (padrão 1-SEG) que é adequada para uma tela pequena, com qualidade mediana. Uma atualização futura para padrão Full-SEG é desejável (HD). É bem interessante e versátil ter uma TV aberta literalmente no nosso bolso.
      

Figura 05 – Quantum Go na minha mão

Aplicativos que usam GPS são muito importantes para mim. A começar pelo navegador WAZE. Já testei smartphone cujo GPS invariavelmente reportava posição com 4 a 5 segundos de atraso e isso vivia me fazendo perder conversões e me levando a dar voltas e perder tempo. O GPS do Quantum, a despeito de seu pequeno tamanho e espessura (apenas 6.5 mm) não tem nenhum destes problemas. Perfeito. Da mesma forma uso aplicativos de corrida como o Nike Plus e o soürun. Também tenho relógios com GPS (Garmin) e as distâncias medidas pelo Quantum não se afastaram mais que 1% das medidas pelos aplicativos rodando no smartphone. Isso é MUITO importante!

Duração da bateria
           

Eu costumo fazer um teste muito minucioso, extenso, muitos dias (pelo menos 20 ou 30). Assim tenho testado smartphones. O teste da bateria do Quantum precisou ser um pouco abreviado porque tive que iniciar testes com outros dispositivos, mas segui usando o Quantum no dia a dia, não em regime integral (mais detalhes adiante).

Detalhista que sou ainda estou tentando descobrir um modelo matemático que associe tempo de uso de GPS, tempo de tela ligada (sendo exibida) e tempo de uso com os principais aplicativos com a duração da bateria. Ainda não cheguei lá dessa vez. Mas o Quantum me ajudou a trazer ainda mais dados.

Falei que o WAZE é fundamental para mim. Ao mesmo tempo este aplicativo é o maior triturador de carga de baterias que existe. É o meu teste extremo. O Quantum se usado 100% do tempo com o Waze o levaria a ter uma autonomia média de 5 horas e 46 minutos. Falando de outra forma, cada 1% da carga da bateria é drenada em 3 minutos e 35 segundos. Em termos de comparação,  Asus Zenfone 5 esgota sua bateria com WAZE em 2 horas e 37 minutos. Não testei seu recente sucessor, o Zenfone Go 5, mas imagino que deve ter evoluído nessa área.

O outro extremo do teste da bateria é a análise de “stand-by”, smartphone ligado todo o tempo, mas sem uso. Nesta situação o Go ficou 123 horas em funcionamento (5 dias e 3 horas). Isso pode não significar muita coisa, pois não é prático ter um smartphone ligado e não usá-lo. Mas adicionando o cenário do WAZE fica muito bem estabelecido o limite máximo e mínimo entre praticamente 6 horas e 123 horas a autonomia do Quantum Go, apenas dependendo da forma de uso. Observação importante. O teste de standby foi feito com a tela ligada em brilho mínimo. Se deixada desligada (cenário da figura abaixo) o Quantum ficaria mais de 10 dias em funcionamento!


Figura 06 - Exemplo de teste com standby parcial e ainda assim perto de 5 dias de autonomia

Em regime de uso normal, ou seja, um mix composto por uso de Waze, whatsapp, ler e responder e-mails, ler conteúdo de sites, tirar fotos, usar redes sociais, falar ao telefone e também manter o dispositivo em standby por alguns momentos, segundo o MEU PERFIL de uso (que certamente não é idêntico ao do leitor), obtive em 13 dias de testes contínuos, autonomia de bateria entre 10 horas e 5 minutos e 16 horas e 27 minutos. Na média obtive 13 horas e 47 minutos de autonomia.

Isso é mais do que suficiente para um dia de trabalho e uso em regime misto, como descrito acima. Mas e se precisar fazer a carga da bateria? O Quantum GO não dispõe do recurso “fast charge” como alguns smartphones já têm. Ele demora cerca de 3 horas e meia para ser totalmente abastecido com energia. Um smartphone com carga “rápida”, em 45 minutos, por exemplo, vai acrescentar perto de 65% de carga enquanto o Quantum acrescenta perto de 24% de energia.
  

Figura 07 – resumo dos dados de duração da bateria

Câmera fotográfica

Especificações à parte, o que interessa para o consumidor é a praticidade e a qualidade das fotos. O diminuto tamanho (espessura) do Quantum Go me sugeria que a câmera não fosse lá essas coisas. Eu me enganei. Registra rapidamente a foto e tem ótima sensibilidade. Em uma escala de 0 a 10, situando todos os smartphones que já testei, a câmera do Quantum Go recebe uma menção entre 8.5 e 9. Não vai desapontar ninguém.

Fiz alguns registros em modo automático (o mais comum), em 13 MP. Vejam os resultados e julgue por si mesmo.


Figura 08 – paisagem urbana – muitos detalhes, luz natural e sem sol
 
  

Figura 09  – detalhe da foto acima

Fotos internas costumam ser difíceis. Seguem 3 exemplos. O primeiro em um quarto quase escuro, luz muito fraca. Algum ruído se observa, mas não muito. Segunda foto, do mesmo objeto, mas com flash. Cores tendem a se artificializar, mas não há ruído. A última foto, com a janela aberta, boa iluminação natural (embora sem sol – dia nublado). No final um detalhe da terceira foto.


Figura 10  – porta lápis fotografado em quarto quase escuro – bem pouca luz
   

Figura 11 – mesmo  porta lápis fotografado com flash



Figura 12 – mesmo  porta lápis fotografado com luz natural – riqueza de cores

   

Figura 13 – detalhe da foto do porta lápis retirado da foto acima – riqueza de cores

Qualidade de foto passa por uma avaliação parcialmente subjetiva. Eu fiquei muito satisfeito com os resultados. Mas cada um pode avaliar as fotos exemplo acima e tirar suas conclusões.

Concluindo

Como eu testo muitos smartphones acaba sendo difícil eu dizer que tal modelo é “o meu telefone”. Sou o rei do Google Play!! Vivo instalando e reinstalando aplicativos em inúmeros dispositivos que sigo testando. Após ter avaliado o Quantum Go ele teve um destino diferente de outros que recebi para testes. Ele mesmo sem SIMCARD ganhou morada definitiva em meus bolsos. Pelo seu tamanho e incrível leveza, ótima qualidade de fotos, boa navegação WiFi, ele virou meu telefone de apoio. Fotos, gravação de som, entrevistas, análise de WiFi, navegação em sites, rádio pela Internet, música... Acabo de testar o bom Zenfone Selfie e estou neste momento testando o Samsung ON7. Mas o Go está sempre comigo também. Ele conquistou este espaço comigo! Sem contar seu design que me agradou muito!! Ele é muito elegante!!
     

Figura 14 – Quantum Go – design elegante (clique para ampliar)

 
Seu tempo de carga de bateria não é muito rápido, é verdade. Mas pelo atual baixo uso eu não preciso carregar tanto assim. Se um dia eu acabar de testar smartphones (grandes – 5.5 ou 6 polegadas) o Quantum poderá voltar ao seu posto de titular comigo. Sua interface leve, sem grandes enfeites e efeitos “pirotécnicos” me agrada. A duração da bateria é impressionante ainda mais se levado em conta que pelo seu peso ele parece que nem bateria tem!!!

Inicialmente a empresa estava realizando a venda somente por venda direta em seu site www.meuquantum.com.br. Aliás neste site existem vários acessários disponíveis como capas em várias cores, adaptador veicular, carregadores, etc. O modelo que testei, 4G com 32 GB de armazenamento custa R$ 899 (disponível nas cores Steel Gray e Frozen White). O modelo 3G, com 16 GB de armazenamento custa R$ 699 (disponível nas cores Steel Gray e Champagne Gold). Mas desde o começo de novembro ele também pode ser encontrado em diversos pontos de vendas como Extra, Submarino, Ponto Frio, Shoptime, Casas Bahia, etc. além de Quiosques Quantum em alguns Shopping Centers no Brasil.

Na ocasião do lançamento seus idealizadores disseram ser este o primeiro modelo de uma família que vai crescer. Estou muito curioso para ver o que estes dedicados e visionários empresários brasileiros vão fazer dessa vez. Quem disse que smartphone tem que ser apenas iPhone ou de origem coreana ou chinesa!


Figura 15  – Quiosque de venda do Quantum




Um comentário:

  1. Valeu pela avaliação, Xandó !
    Não conhecia esse smartphone e fiquei bem impressionado com ele !

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