sábado, 11 de agosto de 2012

Resgatando o MAC mini perdido

Meses atrás contei minha adesão ao mundo MAC por meio do fantástico MAC mini no texto “Abraçando o MAC mini. O mini que é o máximo. Na ocasião eu comentei que não fora fácil começar a utilizá-lo. Isso tudo porque eu resolvi comprar um exemplar “pré-aberto” na loja. Por conta disso tive um ótimo desconto. O MAC mini custava US$ 799 e o comprei por US$ 719. Mas será que valeu a pena? Pela sucessão de fatos que aconteceram você será convidado a tirar sua própria conclusão e se possível compartilhar comigo nos comentários deste texto.

Apple MAC mini 


Nos EUA as lojas dispõem de itens “abertos” porque naquele mercado o consumidor tem o direito de se arrepender da compra e levar o produto para a loja e devolvê-lo sem questão alguma e sem burocracia. Quando as pessoas são maduras e bem intencionadas é uma alternativa muito boa. Certa vez comprei um GPS porque julguei ter perdido o meu. Ao encontrá-lo fui à loja devolver o recém-comprado. Simples assim. As lojas revendem estes produtos com maior ou menor desconto.

Normalmente é confiável comprar produtos assim, mas de uma forma ou de outra, como eu ainda estava nos EUA quis me garantir e procurei testar o MAC mini. Caso não estivesse perfeito eu o devolveria. Para isso comprei um teclado MAC, que em princípio não precisaria (poderia usar um teclado comum na minha casa), mas precisava dele para experimentar o MAC. Comprei também um cabo HDMI para liga-lo na TV do quarto do hotel.

Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir que a TV do hotel estava com o conector HDMI danificado. Sem chance de colocá-lo para funcionar. Apenas o liguei, ouvi o clássico som de um MAC sendo acionado e vi suas luzes acesas. Nada além disso. Era véspera de eu ir embora, não teria outra chance. Resolvi arriscar e trouxe comigo o MAC mini recém-comprado, item aberto e sem testar.

Ao chegar a minha casa o MAC mini foi montado. Teclado MAC (recém comprado), mouse Microsoft (parece uma heresia era o que eu tinha disponível) e meu monitor Samsung de 23 polegadas. MAC mini ligado!! VIVA funcionava!! Sucesso!! Rapidamente o processo de inicialização aconteceu e... Cheguei a uma tela de login na qual era exigida senha para o usuário “JOSE JIMENEZ”. Ué???

A loja americana havia testado o produto antes de revendê-lo. Havia um selo de inspeção comprovando isso. E de fato o MAC mini estava perfeito. Mas quem testou se esqueceu do fato de que o próximo comprador não teria como usar o computador sem dispor da senha definida pelo primeiro “quase proprietário”. Eu estava literalmente vivendo a situação “gaveta trancada com a chave dentro”.

Um computador convencional costuma vir com um CD ou DVD de recuperação o qual se usado o restaura ao estado original de fábrica. Porém o MAC mini não tem leitor de CD/DVD e por isso mesmo não tem CD de recuperação... O que fazer? Achei que, conforme o dito popular, “tinha nadado, nadado e morrido na praia”.

Lembro que esta foi minha primeira experiência com MAC, estava ingressando neste mundo novo. Não tinha muitas das informações que tenho hoje. Assim usuários antigos e experientes de MAC provavelmente já devem desconfiar da sequência da história. Mas viso com este texto alertar e dividir com pessoas iniciantes como eu como sair de uma situação difícil como esta.

Calejado que sou com problemas que aparecem neste admirável mundo dos computadores, sou habitual frequentador de fóruns de discussão. Imaginei que não seria eu a primeira pessoa do mundo a ter este problema (não conhecer a senha ou esquecer a senha do MAC mini). Confesso que cheguei a tentar algumas dúzias de senhas óbvias como “password”, “123456”, “secret”, e outras baboseiras similares. Claro que não deu certo.

Interessante como algumas decisões que tomamos totalmente descompromissadas podem afetar o desfecho de uma história. Comentei que comprei “sem precisar” um teclado Apple. Não fosse isso não teria resolvido o problema (pelo menos da forma simples que acabei resolvendo). Achei em um fórum uma citação contida no site de suporte da Apple : “OS X recovery”. Engenhosa e brilhante solução.

Mac Mini – teclados apropriados para Mac – USB e Bluetooth

No processo de inicialização do sistema operacional se pressionada a combinação de teclas COMMAND-R é iniciado um procedimento de resgate e recuperação. Esta combinação não seria possível usando um teclado de PC uma vez que a tecla COMMAND não existe (pelo menos não diretamente). Instintivamente (e por instrução no tópico de suporte) e estava usando a conexão Ethernet ligada ao MAC mini. Em modo de recuperação o sistema obteve neste “pré-sistema-operacional” endereço de rede e conexão à Internet. Todo o processo seria conduzido de forma online!!! Escolhi a opção de recuperação completa com formatação total do sistema. Recebi o alerta de que demoraria cerca de 4 horas para completar o processo. Natural e compreensível que demorasse usando apenas minha conexão de Internet que é de média velocidade (4 Mbps). Esta solução é usada também pelo MacBook Air que não tem drive ótico.

processo de recuperação do MAC mini

processo de recuperação do MAC mini

Fui cuidar de vários outros afazeres e após o tempo originalmente previsto meu MAC mini não mais estava “amarrado” a Jose Jimenez e sim ao meu próprio usuário e minha própria senha. Daí para frente não encontrei novidades. Efetuei a atualização do sistema operacional, criei minha conta na Apple Store caso viesse a precisar. E acabei precisando. O MAC mini vem com o iLife, um conjunto de softwares de produtividade, entre eles o que eu tencionava usar imediatamente, o iMovie (editor de vídeos).  Mas após o processo de reinstalação não havia o iLife instalado. Sem problemas. Entrei na Apple Store e ao localizar o iLife (iMovie, iPhoto e GarageBand) vi que seu preço era US$ 0,00 para mim evidenciando meu direito de instalá-lo sem custo como parte do pacote do MAC mini.

A partir deste episódio venho usando meu MAC mini perfeitamente, com sucesso. Achei mais cômodo usar rede WiFi em vez de Ethernet uma vez que a rede padrão “n” (até 300 Mbps) do mini me dá velocidade  mais que suficiente para as tarefas do dia a dia. De lá para cá vida normal, uso perfeito do mini e vários outros aplicativos instalados. Não me esqueci de configurar o TimeMachine para realizar cópias automáticas do sistema para recuperação em caso de eventuais problemas.

Conclusão

Eu confesso que durante muito tempo execrei minha decisão de ter comprado o MAC mini “aberto” na Bestbuy. No texto anterior eu comentei que a experiência de compra na loja Apple é infinitamente diferente e mais agradável do que uma loja “convencional”.  Durante o tempo que não tinha descoberto a solução do problema achei que aqueles US$ 80 tinham se transformado na pior economia de minha vida!! Como me deu saudades do ambiente “cool” da loja da Apple e da possibilidade de ter um MAC mini novinho em folha na caixa e sem surpresas.

Do ponto de vista “jornalístico” e investigativo foi fantástica a minha experiência com o mini. Aprendi muito. Descobri muitas coisas. Acostumado com o mundo PC eu nem imaginava que existia um processo tão inteligente para recuperar o sistema. Verdade seja dita, apenas em um sistema bem “fechado” e controlado como o dos produtos Apple isso é possível. PCs com suas multiplicidades de opções, componentes e configurações isso é incrivelmente mais complicado.

Mas concluo que um usuário não merece passar pelos apertos que eu passei. Algumas pessoas teriam jogado o MAC mini no lixo e tido muita raiva. Pensando friamente o tempo que demorei para resolver o problema não valeu a economia. Assim posso afirmar que comprar item aberto em lojas no exterior é bom desde que se haja tempo para realizar o teste do produto e se certificar do pleno funcionamento. Aprendi com esta experiência. Valeu a ponto de eu ter escrito este texto. Mas querem saber? Em uma próxima ocasião vou direto a uma Apple Store curtir aquele ambiente gostoso e sem chances de surpresas!!

Apple Store – onde eu deveria ter comprado meu Mac Mini









quinta-feira, 9 de agosto de 2012

HP quebra paradigmas na impressão Inkjet cortando custos

Quando surgiu em meados dos anos 80 a tecnologia Inkjet foi considerada arrasadora. Foi responsável pelo forte declínio das impressoras matriciais, que hoje em dia são usadas apenas em aplicações muito específicas. Eu acompanhei bem de perto esta mudança e posso testemunhar que a chegada das Inkjets mudaram os hábitos de impressão das pessoas.

Por conta da qualidade muito melhor, mais e mais impressões começaram a ser feitas nas casas e escritórios, pois antes materiais que exigiam estética mais sofisticada tinham que ser mandados para gráficas ou impressas em dispositivos a laser (na época muito mais caros).

Mas este aumento de volume trouxe para os usuários a descoberta do outro lado da moeda. Junto com o aumento de qualidade de impressão veio junto o aumento do custo por página para quem passou a usar impressoras Inkjet. No passado já escrevi a respeito da tecnologia das tintas (“No es solamente tinta”) que justifica (em parte) o custo dos suprimentos. Verdade seja dita, não se pode esconder. O modelo de negócio dos fabricantes de impressoras se baseia na receita recorrente da reposição dos cartuchos enquanto a impressora é vendida com margem muito reduzida.

Tudo isso fez surgir mercado para cartuchos “genéricos”, remanufaturados e mesmo falsificados (sobre os quais falei no texto “Cartucho falsificado, problema dobrado, atenção triplicada”). Em mercados como o brasileiro, muito sensível ao custo dos suprimentos, a queixa dos elevados preços era constante e fez crescer estas alternativas.

Fabricantes adotaram em certo momento uma solução intermediária que foi vender cartuchos com reduzida quantidade de tinta e assim dispor de cartuchos mais baratos. Ao mesmo tempo ofereceu cartuchos “premium”, ou “extra-large” (XL) com mais tinta para atender quem imprime mais e não quer trocar de cartucho toda semana.

Um novo conceito trazido pela HP

Segundo a HP, mais de dez mil consumidores brasileiros foram contatados (domésticos e corporativos) e ajudaram a delinear o perfil de uso e necessidades do mercado. Dessa forma foi desenvolvido um novo sistema de impressão, composto por novas impressoras e novos cartuchos atendendo a estas necessidades. As premissas básicas a serem atendidas foram :

- pressupõe uso baixo ou mediano de impressão
- preço baixo dos suprimentos
- simplificação do portfólio (modelos de impressoras)
- menos trocas de cartuchos

Linha Ink Advantage

A família de suprimentos Ink Advantage é formada pelos cartuchos HP 662 (correspondentes as multifuncionais HP Deskjet Ink Advantage 2516 e 3516 AiO) e pelos cartuchos individuais HP 670 (correspondentes as multifuncionais  HP Deskjet Ink Advantage 4615, 4625 e 5525 AiO). A família HP 662 possui um cartucho preto e um cartucho tri-color por R$ 19,90 e cartuchos XL de alto rendimento preto a R$ 39,90 e tri-color a R$ 49,90. Já a linha HP 670 possui quatro cartuchos individuais (preto, ciano, magenta e amarelo) por R$ 19,90 cada um e quatro cartuchos XL de alto rendimento por R$ 34,90.

A HP está entusiasmada com os cartuchos XL de alto rendimento. Estes oferecem mais comodidade aos consumidores, pois exigem menos reposições, e proporcionam economia de até 33% no custo por página deste cartucho se comparado ao cartucho standard do mesmo modelo.

Os modelos apresentados

HP Deskjet Ink Advantage 2516 AiO  -  All-in-One  compacta (sem fax). Ciclo de trabalho mensal recomendado de até mil páginas por mês com velocidade de até 20 páginas por minuto em preto (rascunho, A4). Utiliza cartuchos HP 662. Preço sugerido: R$ 279,00
HP Deskjet Ink Advantage 2516 AiO  

HP Deskjet Ink Advantage 4615 AiO – Imprime, copia, digitaliza e envia fax. Produz impressões sem bordas. Recomendado para até três mil páginas por mês, velocidade de impressão em preto (rascunho, A4) de até 23 páginas por minuto e velocidade de impressão em cores (rascunho, A4) de até 22 páginas por minuto. Utiliza cartuchos HP 670.  Preço sugerido: R$ 329,00

HP Deskjet Ink Advantage 4615 AiO

HP Deskjet Ink Advantage 4625 AiO   -  Trata-se de uma evolução do modelo 4615 e ainda permite ser compartilhada em uma rede sem fio. Com a tecnologia ePrint permite imprimir de qualquer dispositivo conectado a internet (via e-mail). Suporte a download de aplicativos gratuitos da HP e parceiros. Digitalização com alimentador automático de documentos de 35 páginas. Utiliza cartuchos HP 670. Preço sugerido: R$ 399,00

HP Deskjet Ink Advantage 4625 AiO   

HP Deskjet Ink Advantage 5525 AiO – Dispõe de tela sensível ao toque de 6,7 cm e colorida para imprimir, copiar e digitalizar fotos e documentos do dia a dia e sem utilizar um PC. Com a tecnologia ePrint permite imprimir de qualquer dispositivo conectado a internet (via e-mail). Disponibiliza uma biblioteca de aplicativos gratuitos incluindo HP Quick Forms, usando a tela sensível ao toque e dando acesso a modelos divertidos e úteis para calendários, jogos e muito mais sem usar o PC. Utiliza cartuchos HP 670. Preço sugerido: R$ 499,00

HP Deskjet Ink Advantage 5525 AiO

Conclusão

Em se tratando de um mercado tão maduro quanto impressoras Inkjet, é incomum esperar grandes novidades. Estes lançamentos trazem o resultado do clamor popular por suprimento mais barato, sem o prejuízo de qualidade ou durabilidade do cartucho. Segundo a HP isso é possível com o ganho de produtividade no uso da tinta. No passado um cartucho com o dobro da capacidade (em mililitros) imprimia menos páginas do que os suprimentos atuais. Isso também foi chave para a redução do preço. Custando R$ 19,90 os cartuchos mais simples e mantendo a produtividade é de fato um avanço para o consumidor. Esta economia está associada ao sistema de impressão composto pelas novas impressoras e seus respectivos suprimentos. Pretendo conferir estas especificações em testes com estas impressoras, tanto a durabilidade quanto as funcionalidades. Aguarde retorno a este tema em futuro próximo.

domingo, 5 de agosto de 2012

Celular? Internet? Viagem para o exterior? Sucesso!!

Meses atrás discuti o uso de Internet e 3G no exterior. Afinal quem viaja não pode ficar absolutamente desconectado do mundo, mesmo que em férias. Na ocasião publiquei o texto “Celular? Internet? Viagem para o exterior? Socorro!!!!. O termo “socorro!!” fora muito bem aplicado, pois as condições comerciais de uso de celulares das principais operadoras brasileiras (Vivo, OI, Claro e TIM) levantadas na ocasião eram terrivelmente caras. 

Não quero repetir o que já falei, mas grosso modo para falar ou receber ligações do Brasil, variando um pouco em função do país, algo entre R$ 5 a R$ 10 por minuto. Para usar 3G as condições são ainda mais escandalosamente dispendiosas. Cerca de R$ 35 cada megabyte trafegado, que no meu caso, apenas para receber meu fluxo natural de e-mails (spam à parte) custaria perto de R$ 300 POR DIA (tráfego de 8.5 Mbytes). Completamente inviável!! Quem quiser conhecer mais detalhes leia o texto anterior.

Mas a razão de eu escrever este outro texto foi porque consegui usar uma solução FANTÁSTICA, boa, rápida e barata e precisava compartilhar com os leitores, inclusive algumas “manhas” que descobri nestes dias. Na verdade não foi sozinho que descobri esta solução que eu vou descrever. Graças a diversos comentários que recebi no texto anterior, diversas pessoas recomendaram alternativas as quais pude ponderar e escolher o caminho que foi bom para mim. De antemão, agradeço a todos que me ajudaram e me direcionaram para este final feliz.

Fiz uma viagem breve (3 semanas) entre Espanha e Portugal, sendo que a maior parte do tempo permaneci  o território Espanhol. Assim logo que cheguei ao país procurei lojas de operadoras de celular espanholas ou europeias. Há muitas alternativas. Algumas mais conhecidas como VODAFONE, TIM ou ORANGE. Mas acabei contratando o serviço da (para mim) desconhecida YOIGO. Há muitos planos, muitas alternativas. Vou descrever a que utilizei e alguns “truques” que descobri.

YOIGO – operadora que acabei usado

A solução adotada

Pelo valor de 20 euros (cerca de R$ 51) comprei um chip, que instalei em meu smartphone (HUAWEI IDEOS X5). Precisei apenas mostrar meu passaporte (que teve a página principal  copiada pelo operador da loja) e o endereço do hotel que me encontrava na ocasião. Neste valor estavam incluídos acesso 3G de alta velocidade até 500 Mbytes de tráfego e todos os 20 euros para uso em telefonia. O valor cobrado pelo minuto, para ligações locais era entre 8 e 16 centavos de euro (8 local e 16 em Portugal). Isso representa cerca de R$ 0,40 (no caso mais caro), ou seja, mais barato do que o minuto de ligação para celular para planos pós-pagos no Brasil. Pré-pago custa em nosso país entre R$ 1,10 e R$ 1,60 o minuto.

Como meu smartphone tem função de modem 3G , via cabo ou WiFi (“tethering”), além dos aplicativos no celular ou pude usar meu notebook à vontade. Fiz testes de velocidade e para minha surpresa obtive velocidades de 3.5 Mbps para download e 2.8 Mbps para upload. Isso é quase 4 vezes a velocidade de meu modem 3G brasileiro (sendo que o upload da minha solução da OI é de apenas 128 kbps, 20 vezes mais lento).

Usando o telefone

Não tenho muito a comentar sobre o uso de telefonia. Afinal deu tudo certo. Apenas que para falar com as poucas pessoas que me ligaram do Brasil (minha família), não precisei pagar para receber ligações taxas de roaming, similares aos custos pode minuto para originar chamadas. Mas no dia que eu precisei ligar para o Brasil, falei 3 minutos e esta ligação custou 1 euro apenas!! Isso mesmo!! Custou 0,33 centavos de euro cada minutos, pouco mais de R$ 0,83 centavos para ligar para o Brasil!!!

Usei meus créditos até o final. Não precisei recarregar (depositar mais euros) na conta pré-paga. Foi a conta exata. Usei pouco telefone, é verdade. Mas amigos que também estavam viajando na ocasião puderam me ligar, marcar encontros, enfim tudo que pessoas conectadas podem e precisam fazer.

Usando o 3G – truques

Já comentei que a velocidade do acesso 3G, seja no smartphone ou em meu notebook foi notável! Mas eu tinha uma cota de 500 Mbytes para uso e de antemão não sabia se este valor seria suficiente para o tempo de minha viagem. Eu fora informado de que ao completar a quota contratada eu teria duas opções. Pagar mais 8 euros da minha conta (descontando dos 20 euros de crédito do chip) para continuar navegando sem restrições (sem quota) ou apenas seguir navegando (também ilimitado) porém com restrição de velocidade.

Não me policiei, nem contei bytes ao longo da viagem. Usei tudo que tinha direito. Facebook, Google, Youtube, e-mails com anexos, etc. Mesmo os vídeos rodavam muito bem nesta situação. Mas um belo dia eu recebi um SMS avisando que o limite de 500 Mbytes fora atingido. Quase gastei mais 8 euros para garantir boa navegação, mas rapidamente mudei de ideia. A “redução de velocidade”, testada pelo site http://wwwspeedtest.net revelou-se surpreendente. Ficou 3 vezes mais lenta a velocidade, caindo para 1.20 Mbytes para download e 1.26 Mbytes para upload. Lembro que a solução que uso no Brasil (OI) me entrega 1.0 Mbytes para download e 200 Kbps (0.2 Mbps) para upload. Sendo assim, este nível de conexão era totalmente suficiente para mim, continuei a usar o serviço sem gastar mais um centavo sequer. E ativando “Tethering” provi acesso à Internet para mais duas ou três pessoas em várias ocasiões (meu smartphone virando um ponto de acesso WiFi), além de meu próprio uso.


Usando 3G com “limitação de velocidade”

Tive que descobrir um truque para usar Skype. Não apenas YOIGO, mas diversas operadoras de celular no mundo procuram restringir o uso de Skype em sua rede. Afinal com Internet ilimitada, e uma conversação precisando menos de 0.1 Mbps para acontecer, o usuário do smartphone só usaria telefonia IP e não gastaria um centavo sequer de seus créditos junto à operadora. Assim ao tentar usar Skype, no meu caso Skype-out (para ligar para telefones fixos ou celulares no mundo), as ligações não eram completadas. Acontecia algum tipo de interferência de tráfego. Coisas do mundo das telecomunicações. Porém consegui usar o Skype pelo meu computador, mesmo conectado via 3G. Bastou eu fazer uma conexão VPN (rede privada virtual largamente usada em empresas). Assim o tráfego era “tunelizado” (passava em um túnel codificado) e a operadora não tinha como interferir. Dessa forma superei a limitação imposta pela YOIGO ao uso de Skype. Nada a ver com este assunto, mas também curioso foi que usei o mesmo expediente para ver jogos do Brasil da olimpíada pelo site da RECORD (record.g7.com). O acesso via Internet era autorizado apenas dentro do território brasileiro, mas com a conexão VPN eu conseguia superar a limitação, pois pela VPN o tráfego todo passava pelo “túnel” brasileiro. A saber, ligações Skype-Skype eram possíveis, as dificuldades aconteciam ao tentar ligar do Skype para telefones fixo ou celulares usando o serviço Skype-out.

Convém contar para os leitores que neste momento estou escrevendo este texto em uma longa espera no aeroporto (voo transferido), com o smartphone ativado, e usando a Internet com plenos recursos. Se você ler estas linhas antes de 2ª feira (06/08) com toda certeza terá sido publicado, textos e imagens usando este profícuo e acessível ambiente.

Usando 3G em roaming internacional é uma opção, embora não coberta pelo plano “ilimitado”. Em Portugal (relembro que a Yoigo é da Espanha) eu ativei o serviço 3G e isso me custou R$ 17 para cada megabyte. Caro, muito caro, mas ainda assim exatamente a metade do custo das operadoras brasileiras para uso de Internet no exterior e lembrando tratar-se de plano pré-pago (sempre mais caro). Usei com moderação, apenas para verificar alguns recados e checar redes sociais e depois desliguei.

Conclusão

Sabemos que no Brasil os custos de diversos produtos e serviços são afetados pela carga tributária. Não sei ao certo o impacto dos impostos nas telecomunicações, mas sei que, por exemplo, o custo de eletricidade inclui 33% de impostos (fala-se em 25% “por fora”, que resulta em 1/3 do custo da sua conta de luz com impostos). Mas a despeito dos impostos, a qualidade dos serviços de telefonia e 3G da empresa que contratei são muito, mas muito melhores do que desfrutamos no Brasil. O maior exemplo é a “Internet com limitação de velocidade” que é melhor que qualquer 3G que já usei em nosso país.

De certa forma é triste reconhecer isso. Ter que recomendar às pessoas que em viagens ao exterior não usem os serviços das empresas brasileiras e sim que procurem adquirir um plano pré-pago tão logo desembarquem no país de origem. Qualidade, preço e liberdade de acesso ás informações. Só há uma pequena desvantagem. Quem precisar ligar para você terá que realizar uma chamada internacional. Se originada de um telefone fixo o custo para realizá-la nem será tão cara e terá como desejável efeito colateral desestimular que liguem para você sem real motivo, principalmente se for em suas férias!!! Fica a dica.

domingo, 29 de julho de 2012

Innergie PocketCell. Energia de bolso, leve e genial

Todos temos um sem número de dispositivos portáteis que usamos no dia a dia. Só para citar alguns de que me lembro agora : telefone celular ou smartphone, GPS, tablet, reprodutor de músicas (MP3), console de jogos portátil, etc. Em todos estes casos o ponto sempre crítico é a durabilidade da bateria, que invariavelmente nos falta em um momento sempre crucial. Certa vez fiquei sem GPS no meio de uma cidade desconhecida para mim. Situação muito crítica!

Já testei no passado produtos para resolver este tipo de situação. Em tese todos funcionaram a contento, com maior ou menor capacidade de carga, peso, tamanho. Um destes que já testei tinha até condição de suportar carregar um notebook (desligado). Mas o que faz a diferença é ter descoberto neste INNERGIE um compromisso fantástico de funcionalidade, recursos, tamanho e peso.

A figura abaixo, mostra as várias facetas do INNERGIE de uma vez só.


Innergie – múltiplas facetas do produto

As qualidades que me cativaram foram principalmente o tamanho e capacidade de carga. O Innergie é um pouco maior e um pouco mais grosso que os pendrives de primeira geração. Mas cabe no bolso sem problema algum e sem passar a sensação de que há um pequeno tijolo sendo carregado. Sendo preciso, seu peso é de apenas 184 gramas. Quanto à capacidade de carga é de 3000 mAh. Se este número não quer dizer muita coisa para você, não se incomode, para mim também não dizia muita coisa!! Mas se eu te disser que esta capacidade de carga é cerca do dobro de uma bateria de smartphone isso já dá outro sabor. Com uma única carga do Innergie PocketCell você consegue dar carga para dois telefones celulares ou uma carga de iPad. E isso tudo cabendo no bolso de sua calça ou dentro de uma bolsa feminina com grande folga.

Uma das características deste carregador é seu sistema para monitorar o grau de carga contida em sua bateria. Há um conjunto de luzes (leds) azuis que dão a ideia da carga relativa. Enquanto alguma das luzes estiver piscando a carga não está completa. Da mesma forma podemos saber quanto ainda resta de energia.

Innergie PocketCell – sistema de luzes com a carga do aparelho

Mas o que achei realmente genial neste produto foi a inventiva solução que desenvolveram ao criar o cabo único de conexões para o produto. Veja na foto abaixo. De um lado há um conector USB convencional, daqueles que você pluga no seu computador para alimentar a carga da bateria. Do outro lado o cabo é composto por três partes que se encaixam uma sobre as outras, fazendo parecer que há apenas um conector na outra ponta. O conector maior (na ponta) tem o encaixe para produtos Apple como iPad, iPhone e iPod. Com um sutil movimento aparece o outro conector, micro USB que é usado hoje em dia em imensa quantidade de telefones celulares e smartphones. Mais um movimento sutil aparece o conector mini USB ainda usado um muitos outros dispositivos como reprodutores MP3, etc.


Innergie PocketCell – o cabo genial, 4 em 1

A própria construção do cabo já induz seu usuário a utilização correta do produto. No corpo do Innergie PocketCell há dois encaixes USB, um do tamanho igual ou dos PCs e MACs e outro do tipo mini USB. Um deles é “input” e outro “output”. Assim para realizar a carga da bateria interna, basta usar o lado mini USB conectado no produto (na porta input) e o USB no computador. Para realizar a carga de algum dispositivo a partir da energia do Innergie o procedimento é o inverso. Conecta-se o lado USB comum na porta output e a outra ponta do cabo, com aquelas três opções ficam livres para serem conectadas nos aparelhos que se deseja energizar. Simples, fácil e elegante.

Estou usando este produto de forma intensa há quase três semanas, pois estou viajando e resolvi trazê-lo comigo (espero que o distribuidor no Brasil não se importe com este passeio). Isso também explica minha pouca atividade (novos textos publicado) nos últimos dias. Neste período usei o Innergie PocketCell com os seguintes dispositivos:

- smartphone Huawei Honor
- smartphone BlackBerry Bold 9900
- Apple iPod Touch
- Tablet Motorola Xoom 2 (em testes para publicação futura)
- MP3 Player Sandisk Sansa Clip Plus
- GPS TomTom VIA 1400T

Sucesso pleno, sem surpresas e como eu esperava. E reparem que não foi um singelo teste, muito pelo contrário. Vários tipos de dispositivos e de vários fabricantes diferentes. Em alguns casos eu apenas recarregava a energia de um dispositivo e outras vezes plugava o Innergie e usava o aparelho ao mesmo tempo. Em ambos os casos o funcionamento foi com o esperado.

A Innergie divulga uma tabela com o ganho potencial de carga proporcionado para diferentes dispositivos.


Fica claro para mim que esta categoria de produto, energia portátil é absolutamente essencial para o usuário contemporâneo, portador de diversos dispositivos. Já experimentei mais de um tipo destes carregadores e entendi que há segmentos distintos. Há modelos que levam pouca carga e são extremamente leves (permitem apenas um uso – uma carga). Há carregadores mais robustos, alguns até realizam carga de notebooks (desligado), com grande capacidade, mas são pesados. O PocketCell está no meio do caminho. Faz tudo que o “grandão” faz, menos carga de notebook, mas dá conta de todos os outros dispositivos. Talvez seja o caso de algumas pessoas mais “conectadas” precisarem de mais de um carregador portátil. Não é o meu caso. Um PocketCell deu conta de tudo que precisei nesta viagem. E por isso mesmo ele terá lugar em meu “cinto de utilidades” do dia a dia digital!!

domingo, 15 de julho de 2012

Reflexões tardias mas essenciais sobre Redes Sociais

Já faz tempo que as redes sociais entraram em nossas vidas. Penso que foi um processo lento e gradual. Não há pessoa na terra que não seja afetada por esta nova forma de comunicação, mesmo que ela não use. Sempre haverá alguém por perto para compartilhar informações, acontecimentos, etc.
 

Os primórdios

Tenho dificuldade de resgatar como tudo começou. Arrisco-me a dizer que há muito tempo os fóruns de discussão e posteriormente o movimento dos blogs são os avôs das redes sociais. E sobre blogs eu me lembro de que se falava. Diziam ser um modismo e que acabaria naturalmente em pouco tempo. Ledo engano. O movimento dos blogs cresceu tanto e se tornou tão importante que muitos deles são referências jornalísticas e tornaram-se pontos de encontro de certas “tribos”, reunindo pessoas com interesses comuns. Dessa época primordial posso me lembrar de MySpace, se não me engano criado em 2003 que abriu espaço de forma gratuita para usuários criarem seus “pontos de encontro” virtuais. O hoje muito famoso Blogger é também desta época, ou melhor, é mais antigo (de 1999), mas foi relançado em 2004 com roupagem nova e mais próximo ao que conhecemos hoje. Veio a ser comprado nesta época pelo Google.

Orkut

Mas o que eu comecei a entender como Rede Social propriamente dita foi o Orkut, um fenômeno estrondoso especialmente no Brasil que em determinado momento foi responsável por quase 50% do movimento da rede. Era um tempo que Facebook já existia nos EUA ainda restrito ao meio acadêmico. Lembro-me que receber um convite para o Orkut era algo precioso, digno de contar na roda de amigos. Compartilhar fotos, experiências era algo que as pessoas pareciam precisar fazer e por isso o Orkut teve seus dias de glória. Mas desde esta época começam a surgir (procedentes) críticas à forma de uso da nascente rede.

O Orkut tinha uma característica que mais tarde se revelou seu calcanhar de Aquiles, o aspecto da privacidade. Em princípio todos podiam ver as páginas de qualquer membro embora não pudesse trocar mensagens diretas sem que fosse alguém de seu círculo amigos. Mas bastou esta impensada, ou quem sabe ingênua fragilidade para que pessoas mal intencionadas começassem a fazer uso impróprio daquelas informações para prejudicar outras pessoas.  Falava-se até no uso das informações obtidas assim para sequestros ou outras maldades. Mas a despeito deste aspecto nefasto começou a se criar o conceito de cruzamento de redes de interesses.

Fatos positivos e negativos

Foi a época das Comunidades do Orkut. Pessoas com interesses comuns se encontravam nas tais comunidades e acabavam se conhecendo que fazia por sua vez ampliar suas próprias conexões e amizades. Mas nesta época muitas coisas impensadas foram feitas. Conheci duas moças que trabalhavam em determinada empresa e estavam incomodadas com a implantação de certo software de gestão onde trabalhavam. Resolveram criar uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio o xxxxxx” (xxxxx era o nome do software) e desatavam a falar impropérios sobre a experiência delas. Esta história acabou com alguém da referida “software house” descobrindo e existência da comunidade e ao relatar para a empresa esta demitiu as duas moças sem pestanejar.

Ouvi certa vez da brilhante Martha Gabriel (engenheira e especialista em marketing digital) em almoço no qual gravamos o podcast Conexão TI para Negócios a simples frase “a vida digital em nada difere da vida real, não faça no ambiente virtual o que não faria na vida real”. Será que as moças do caso anterior montariam uma barraquinha na frente da empresa e fariam o protesto delas daquela forma? Muito provavelmente não.

Twitter

Mas o surgimento do twitter foi um marco positivo e negativo no uso de redes sociais. Criado em 2006 visava comunicação rápida focada no uso de dispositivos móveis para consumir e gerar informações. Por isso a limitação dos 140 caracteres. Foi apelidado e micro-blog, mas essencialmente colocou na mão das pessoas um “microfone aberto” para que onde quer que estivessem pudessem relatar o que estavam vendo, vivenciando e observando. Por isso que, para mim, twitter é um “rádio escrito” na Internet. Ao selecionar uma “estação” (alguém que seguimos) temos seus relatos, pensamentos, novidades... A agilidade do twitter é impressionante!! Lembro-me, por exemplo, que soube da morte do Michael Jackson muito antes por milhares de “tweets” que se espalharam pela rede. Esta é outra característica marcante, o “retweet”, que faz propagar intensamente algo relevante e importante. Ou pelo menos deveria ser assim.

Como acontece com diversas atividades humanas, há o bom uso e o mau uso de determinadas ferramentas. Pessoas sem muita noção começaram a enxovalhar a rede com mensagens inúteis, fúteis e totalmente irrelevantes do tipo “o garçom trouxe meu prato e estava frio”, “vou parar de twittar agora porque vou ao banheiro e posso demorar”, e tantas outras idiotices de similar calibre. Isso por si só não depõe contra o twitter e sim contra alguns de seus usuários. Assim como podemos trocar o canal da TV se a programação não nos interessa, podemos deixar de seguir alguém no twitter se o volume de inutilidades nos desagrada. Mas o twitter ficou um pouco com esta pecha de “monte de inutilidades”, que é uma conclusão errada. Uma caneta BIC é extremamente útil e inofensiva, a não ser que seja cravada na jugular de alguém. A comparação é propositalmente exacerbada exatamente para dar esta noção do bom uso e mau uso.

Não vivo mais sem twitter. Tendo escolhido um universo representativo de pessoas que sigo, começo meu dia olhando o que eles contam, quais suas ideia para o dia que começa e quais as novidades. É mesmo a minha “estação de rádio escrita” e personalizada de acordo com meus interesses. Também uso o twitter (@fxando) como forma de divulgação de artigos que publico em diferentes veículos, sites, etc. Tenho uma quantidade moderada de seguidores (perto de  800), mas o efeito é instantâneo!! Ao divulgar um texto no twitter na mesma hora percebo nas estatísticas do Blogger o avanço no número de leitores daquele texto. Algumas pessoas “retwittam” meus textos que traz ainda mais leitores para meu site/blog, seja para aquele artigo ou para outros que eles acabam por descobrir nesta visita.

Facebook

Não esgotando o tema, que é muito vasto, não poderia deixar de falar no fenômeno que é o Facebook. Criado para atingir a comunidade universitária em meados dos anos 2000 (o filme “A rede social” conta em minúcias esta história) tornou-se um fenômeno de proporções mundiais. Hoje em dia beira o Bilhão de usuários. Tem características do velho Orkut, traz um “ticker” (tipo de fila de mensagens – o que falam os seus amigos) que se assemelha ao twitter, mas resolvendo os problemas de segurança e privacidade que tinha o Orkut em seus tempos iniciais. O Facebook com este formidável grupo de usuários atingiu proporções tão grandes que não para de receber avanços, melhorias, novas funcionalidades, fruto de sua também formidável receita com publicidade. Não quero neste texto entrar na discussão sobre violação de privacidade ou direito sobre os dados das pessoas. Quero trazer minha percepção sobre como mudou minha interação com muitas pessoas por conta do Facebook.

De forma análoga ao twitter o Facebook pode ser usado para futilidades, de forma ainda mais escandalosa, pois não tem o limite de 140 caracteres e ainda tem muita facilidade para anexar fotos e vídeos. Há inclusive relatos de pessoas de empresas que procuram perfis no Facebook para investigar atividades de candidatos a empregos (desde que o perfil seja aberto). Uma foto de alguém em situação vexatória pode determinar a exclusão de alguém de um processo seletivo.

Mas minha vivência com o Facebook tem sido muito interessante. Também uso o recurso como forma de divulgar os textos que publico. Os efeitos são tão intensos como os do twitter, mas são mais duradouros, pois uma publicação em minha linha do tempo pode aparecer em diferentes momentos para os meus amigos. Tenho cerca de 950 pessoas em minha rede no Facebook que misturam pessoas que conheço do trabalho, família e amigos do dia a dia. Há quem crie perfis distintos para cada tipo de amizade. Acho isso uma boa ideia e boa prática, mas optei por não fazer assim.

Claro que nada substitui a interação real, mas eu valorizo cada pessoa de meu Facebook. Faço questão de todos os dias olhar que faz aniversário e mandar uma mensagem, por mais simples que seja. É uma forma de dar alguma atenção às pessoas que por um motivo ou por outro nem sempre posso ver ou estar com elas. Da mesma forma quando alguém publica algum comentário interessante, uma foto ou algo que captura a minha atenção, gosto e dar uma palavra, minha opinião, apoio...

Também valorizo muito os Grupos do Facebook. Recentemente meu filho fez uma viagem com a escola e pais e mães criaram um Grupo para compartilhar notícias, saudades, aflições,... Foi muito legal!! Pessoas que eu jamais conhecera antes ficaram de repente muito próximas por conta do interesse comum. Sei que agora ao encontrar pessoalmente estes pais e mães será totalmente diferente por termos compartilhado esta experiência juntos.

Ressalvas feitas do aspecto à parte privacidade (atualmente perfis são fechados por padrão) o Facebook ampliou MUITO meu contato com as pessoas, pessoal e profissionalmente. Às vezes vou a uma reunião de trabalho e me valho do Facebook para me lembrar de detalhes de algumas pessoas. Reconheço que até mesmo ver como são atualmente é importante para não correr o risco de passar por elas e não as cumprimentar (várias não vejo há muitos anos).

Linkedin

É um interessante instrumento para realizar networking profissional, essencialmente para uso no trabalho. Também sou usuário, mas de forma muito passiva e tênue. Não sou atuante. Aceito convites que me fazem para participar das redes das pessoas. Vez por outra alguém manda mensagens oferecendo cargos em determinada empresa, ou solicita indicações de profissionais, ou comunica algum feito relevante em suas carreiras. É uma rede social “de terno e gravata”, de qualidade. Não costuma ter futilidades, pois isso deporia profissionalmente contra seu emissor. Já precisei obter contato de alguém que não conhecia diretamente, mas esta pessoa estava conectada a alguém ligado a mim. Pedindo esta intermediação consegui contato e conexão com quem precisava. Assim que funciona.

Conclusão

 Acho que o ponto crucial deste tema é algo que citei rapidamente em um dos tópicos acima. Mudando o exemplo, uma faca pode ser usada para cortar um pedaço de carne durante uma refeição, bem como pode ser usada para ferir gravemente alguém. Tudo depende da forma que se usa o instrumento. Assim vejo o uso das Redes Sociais. É sem dúvida uma categoria nova, uma forma nova de comunicação. Em um mundo como o que vivemos hoje, tão corrido e pessoas sem tempo para nada, penso que falta interação humana. Há quem critique a falta de legitimidade da interação virtual, por meio da Internet. Claro que nada se compara à presença física, mas as oportunidades de contato nas redes sociais são incrivelmente maiores. E um dia se revertem em benefícios sociais de verdade. Um próximo encontro real será muito mais cheio de assuntos...

Acho condenável quem se super expõe nas redes. Isso é além de chato (parece exibicionismo) até perigoso, pois há quem relate todos os seus passos, hábitos, etc. Mas isso é exatamente o caso de mau uso que citei. Sou grato a esta nova forma de comunicação pelas oportunidades que proporciona. Ano passado eu reencontrei um amigo que não via há 30 anos, um argentino que morou tempos no Brasil e depois foi embora. Encontramo-nos primeiro no Facebook e meses depois conseguimos marcar um encontro em outro lado do mundo, em San Diego na Califórnia, onde passamos um dia todo juntos. Isso jamais teria acontecido sem um empurrãozinho virtual.

As redes sociais não se resumem a estas que nominei neste texto. Há muitas outras, com variações na forma de uso, propostas, etc. Mas o fato marcante é que se alguém achava que se tratava de algo passageiro, pode mudar sua opinião. Vieram para ficar com mais uma forma de interação entre pessoas que se bem usadas são recursos maravilhosos de integração social.