quinta-feira, 28 de maio de 2026

Soberania digital: por que a autonomia tecnológica se tornou uma decisão estratégica para a SUSE

Participei no mês passado do evento SUSECON 26, publiquei aqui alguns textos contando sobre o evento e também duas entrevistas em vídeo. Este evento resgata todo o ecossistema SUSE, soluções, parcerias, inovações. Como eu estivera no mesmo evento em 2025 pude perceber algumas diferenças, evoluções de fato, entre as duas ocasiões. Se o mote do evento de 2025 foi “Choice Happens”, o mote deste ano foi “Soberania Digital”. Algo que a primeira vista parece “simples”, mas existem muitos desdobramentos e consequências quando se olha para essa importante afirmação.

O Marcos Lacerda, presidente da SUSE América Latina compartilhou o texto abaixo no qual ele explora de maneira cirúrgica este conceito e tudo o que ele significa para as empresas e seu universo de TI. Daqui para baixo deixo as palavras com o Marcos, que vai explorar bastante tudo isso com você que está lendo esse texto:

O uso intensivo de dados passou a fazer parte da rotina de empresas e governos. Informações financeiras, registros de consumidores, sistemas industriais e serviços públicos hoje dependem de plataformas conectadas para operar em escala. Com isso, cresceu também a preocupação sobre onde esses dados estão sendo armazenados, quem controla os recursos envolvidos e quais são as regras que se aplicam ao seu uso. É nesse ponto que a Soberania Digital deixa de ser um conceito teórico e passa a se tornar uma necessidade prática.

Esse movimento trouxe à tona um ponto crítico: a dependência de tecnologias e plataformas controladas por terceiros. Quando fornecedores únicos passam a definir regras de uso, armazenamento e evolução dos sistemas, as organizações perdem flexibilidade e previsibilidade. O impacto vai além da operação diária e alcança temas como governança, conformidade regulatória e continuidade dos serviços.

A computação em nuvem ampliou significativamente a complexidade das infraestruturas de dados. Arquiteturas distribuídas, múltiplos provedores e modelos híbridos passaram a fazer parte da operação cotidiana, exigindo integração entre sistemas, processos e políticas distintas. Em setores regulados e no setor público, esse cenário impõe desafios ainda maiores, pois a operação precisa lidar com auditorias, rastreabilidade e responsabilidades institucionais em ambientes cada vez mais fragmentados.

Open source como base da soberania digital

O open source se destaca por oferecer transparência sobre o funcionamento das soluções utilizadas. O acesso ao código e o uso de padrões abertos facilitam auditorias, integração entre sistemas e adaptação às exigências regulatórias diversas. Diferentemente de soluções fechadas, esse modelo permite compreender como dados são processados, como as decisões técnicas são tomadas e quais componentes fazem parte da infraestrutura. Em ambientes onde rastreabilidade e conformidade são requisitos permanentes, essa visibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser um elemento essencial da estratégia de inovação.

Em ambientes que evoluem continuamente, modelos proprietários tendem a criar limitações progressivas. A dificuldade de integrar novas soluções, adaptar arquiteturas existentes ou responder às mudanças externas se intensifica à medida que as operações crescem em complexidade. Com o tempo, essas restrições afetam não apenas as operações, mas também a capacidade de sustentar iniciativas de longo prazo.

No setor privado, Soberania Digital se traduz em vantagem competitiva ao apoiar decisões estratégicas mais consistentes. Ao reduzir incertezas técnicas, as empresas conseguem planejar investimentos com maior clareza, alinhar tecnologia aos objetivos de negócio e sustentar iniciativas de inovação de forma contínua. Essa autonomia favorece o crescimento em mercados cada vez mais regulados e dinâmicos, sem subordinar estratégias corporativas a limitações impostas por arquiteturas rígidas.

Na América Latina, o avanço dessa independência exige escolhas mais consistentes sobre dados, infraestrutura e modelos de contratação. Governos e empresas operam em ambientes regulatórios cada vez mais específicos, o que torna essencial alinhar decisões técnicas a políticas públicas, exigências legais e realidades operacionais locais. Esse alinhamento passa, necessariamente, pela adoção de padrões abertos e arquiteturas interoperáveis, capazes de reduzir dependências estruturais e fortalecer o protagonismo regional.

A Soberania Digital se consolida, assim, como um critério de maturidade tecnológica. Mais do que adotar ferramentas ou arquiteturas específicas, trata-se de garantir liberdade de escolha, previsibilidade e capacidade de evolução ao longo do tempo. Em um ambiente digital cada vez mais regulado e interdependente, essa autonomia passa a ser um elemento central para decisões estratégicas sustentáveis.

A SUSE é uma empresa líder global em software corporativo de código aberto, com atuação em sistemas operacionais Linux, gerenciamento de contêineres Kubernetes, soluções de Edge e Inteligência Artificial. A maioria das empresas da Fortune 500 confia na SUSE para oferecer uma infraestrutura resiliente, capacitando líderes de TI a otimizar custos e gerenciar ambientes heterogêneos com eficiência. A SUSE atua em colaboração com parceiros e comunidades para fornecer às organizações liberdade de escolha, potencializando seus sistemas de TI existentes e impulsionando a inovação por meio de tecnologias de próxima geração, desde ambientes tradicionais on-premises a arquiteturas cloud native, multicloud, edge, entre outros. Saiba mais acessando www.suse.com.

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terça-feira, 26 de maio de 2026

PapoFácil #1053 Rimini Street moderniza o ERP com IA, suporte avançado e mais valor para o negócio

Hélio Matsumoto, CTO Latam, fala da transformação do ERP exige uma abordagem que combine evolução tecnológica, continuidade operacional e controle de custos. A Rimini Street apoia as empresas nessa jornada com o Smart Path, permitindo modernizar ambientes críticos sem migrações forçadas e sem interromper o negócio. Com suporte especializado, IA generativa, automação inteligente e estratégias de "ERP composable", a Rimini ajuda organizações a integrar novas tecnologias, aumentar a eficiência, reduzir custos de manutenção e acelerar a inovação com mais flexibilidade, previsibilidade e foco em valor real.

Gravado dia 20/05/2026   


Rimini Street moderniza o ERP com IA, suporte avançado
e mais valor para o negócio

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

PapoFácil #1052 SonicWall alerta, falhas básicas (7 erros críticos) ampliam ataques a Web, VoIP e IoT em 2026

Juan Alejandro Aguirre, Diretor de Engenharia de Soluções LATAM, fala sobre o Relatório Cyber Protect 2026 da SonicWall revela que ofensores no Brasil estão priorizando ataques a aplicações Web, redes VoIP e dispositivos IoT, enquanto ameaças tradicionais como ransomware e spyware caem drasticamente. A empresa destaca que as falhas mais críticas decorrem de erros operacionais previsíveis, não de ataques sofisticados, e reforça que a execução, e não a tecnologia, é o principal fator que separa organizações protegidas das vulneráveis.

Gravado dia 14/05/2026 


SonicWall alerta, falhas básicas (7 erros críticos) ampliam
ataques a Web, VoIP e IoT em 2026

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quinta-feira, 14 de maio de 2026

PapoFácil #1051 NetSuite traz avanços em IA para impulsionar eficiência e crescimento das empresas no Brasil

Bruno Prodocimo, Head de Vendas Latam, fala do anúncio da Oracle NetSuite sobre as inovações de IA no Brasil, incluindo o preview da NetSuite Next, que traz inteligência conversacional, agentes de IA e busca em linguagem natural. As novidades incluem o AI Connector Service, métricas para assinaturas, melhorias fiscais e bancárias, Ask Oracle (interface conversacional), além de soluções pré-configuradas para serviços. As atualizações prometem mais eficiência, automação, conformidade e insights para acelerar o crescimento das empresas brasileiras.

Gravado dia 15/05/2026  


NetSuite traz avanços em IA para impulsionar eficiência e crescimento das empresas no Brasil

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

PapoFácil #1050 SAMSUNG Odyssey OLED G5 amplia acesso ao gamer com alto desempenho e recursos inteligentes

Marina Correia, Gerente de Produto Monitores, fala do lançamento do monitor gamer Odyssey OLED G5 de 27 polegadas para ampliar o acesso à tecnologia OLED com foco em imersão, desempenho e recursos inteligentes. O modelo oferece resolução QHD, taxa de atualização de 180 Hz e tempo de resposta de 0,03 ms, garantindo imagens fluidas e maior precisão em jogos. Também traz tecnologias como Glare Free, HDR10, NVIDIA G-Sync, AMD FreeSync, Black Equalizer e proteção contra burn-in, combinando qualidade visual, conforto e durabilidade para elevar a experiência gamer no dia a dia. Também falou do Odyssey G9, um monitor 32 por 9 para gamers e aplicações corporativas, notadamente no mercado financeiro que agora também conta com tecnologia a Glare Free.

Gravado dia 06/05/2026 



SAMSUNG Odyssey G5 amplia acesso ao OLED gamer com
alto desempenho e recursos inteligentes



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terça-feira, 5 de maio de 2026

PapoFácil #1049 Qualcomm impulsiona startups para criar soluções de IA embarcada e inovação na América Latina

Diego Aguiar, Head de Vendas, fala do programa Qualcomm IA para Inovadores que acelera startups do Brasil e México no desenvolvimento de soluções de IA embarcada, combinando mentoria, capacitação e incentivos financeiros. Os participantes utilizam o Qualcomm AI Hub e hardware avançado da empresa, alinhado ao portfólio que inclui plataformas como DragonWing e Snapdragon , voltadas para desempenho em edge AI e smartphones respectivamente. Com ciclos de seis meses, o programa impulsiona projetos de alto impacto em saúde, agricultura, indústria e cidades inteligentes, gerando aplicações reais como robótica agrícola, visão computacional e dispositivos médicos inteligentes.

Gravado dia 29/04/2026 


Qualcomm impulsiona startups para criar soluções de IA embarcada e inovação na América Latina

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

PapoFácil #1048 SUSE impulsiona a infraestrutura, inovação aberta e soberania digital no evento SUSECON 2026

Marcos Lacerda, Presidente América Latina, falou da importância da soberania digital e do poder de escolha, permitindo que organizações mantenham controle total sobre dados, infraestrutura e modelos de IA. Falou da SUSE AI Factory, criada em colaboração com a NVIDIA, oferecendo uma base unificada para acelerar projetos de IA com segurança, governança e rastreabilidade. Também destacou o recurso de migração da VMs para a plataforma própria, a ampliação da parceria com a Oracle, fortalecendo o uso de soluções SUSE no OCI, fortalecendo opções em ecossistemas abertos. Também citou como eixo central a resiliência, com foco em arquiteturas robustas, interoperáveis e preparadas para ambientes corporativos críticos.

Gravado dia 22/04/2026 em Praga, República Checa  



Michael Gonçalves, Arquiteto de soluções, Fala Do processo De imigração do ambiente de aplicações, motivado Pelo uso de uma plataforma Que ficou obsoleta e sem suporte ponto Investigaram alternativas no mercado E optaram pela plataforma Rancher da SUSE Para a gerenciamento de APIs e Publicação de aplicações em contêineres e kubernetes. A migração ainda está em progresso mas segundo ele a adaptação das aplicações para a nova plataforma está sendo bastante tranquila e com resultados acima do esperado. 


SUSE impulsiona a infraestrutura, inovação aberta e soberania digital no evento SUSECON 2026

Unimed BH na SUSECON 26 relata sua experiência migrando aplicações para contêineres SUSE
 

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terça-feira, 28 de abril de 2026

PapoFácil #1047 Proofpoint amplia expertise em segurança protegendo pessoas, dados e fluxos de IA nas empresas

Marcos Nehme, Country Manager, apresenta a evolução da segurança cibernética, saindo da proteção de e-mail para uma abordagem centrada em pessoas e, agora, também em agentes de IA. O cenário mostra crescimento acelerado de ameaças avançadas, com forte impacto humano e aumento de riscos ligados ao uso de GenAI. A empresa destaca sua plataforma baseada em IA (Nexus), com alta eficácia de detecção e análise contínua. A proposta integra segurança de colaboração, dados e governança em um “agentic workspace”, permitindo visibilidade completa, prevenção de riscos e uso de agentes de IA como multiplicadores de eficiência, mantendo controle, confiança e proteção de dados.

Gravado dia 14/04/2026 


Proofpoint amplia expertise em segurança protegendo pessoas, dados e fluxos de IA nas empresas

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

PapoFácil #1046 Conversys, a ponte global para ambientes digitais seguros, conectados e preparados para o futuro

Carlos Sega, CEO e Cofundador, fala da integradora global de tecnologia que atua como parceira estratégica na aceleração da transformação digital de empresas. Guiada pelo propósito de ser “a ponte para o futuro”, projeta, implementa e opera soluções de alta complexidade, conectando pessoas, processos e tecnologia com segurança e inteligência. Seu portfólio é estruturado em três pilares integrados — Hybrid Cloud, Connectivity e Cybersecurity — atendendo demandas críticas de infraestrutura, nuvem e proteção digital. Com forte presença no Brasil e expansão internacional, a empresa vive um momento de crescimento acelerado, reposicionamento estratégico e ampliação de sua atuação global.

Gravado dia 15/04/2026  


Conversys, a ponte global para ambientes digitais seguros, conectados e preparados para o futuro


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

SUSECON 2026 – Industrial Edge, IA agêntica e gêmeos digitais (dia 2 e 3)

Na sequência do SUSECON 26 aconteceram dois dias bem movimentados, nos quais temas importantes foram compartilhados. Percebo que são passos estratégicos sendo dados pele empresa visando fortalecer sua presença entre as grandes empresas, tendo como mote a frase que vem sendo divulgada desde o ano passado na edição 2025 do evento, que é  “Choice Happens”. Começo essa jornada hoje com a converso do CTO da SUSE com os jornalistas do mundo todo.

Conversa com Thomas Di Giacomi, CTO da SUSE

A conversa girou em torno de como soberania digital, resiliência e padrões abertos se conectam em ambientes híbridos e de edge. A ideia é que, quanto mais você controla seus dados e sua stack (com open source/containers/Kubernetes), mais consegue reagir rápido e reduzir dependências/lock-in, mas sem eliminar parceiros, e sim escolhendo melhor onde depender. Também entrou em temas como “bundle” de soluções (ex.: com NVIDIA), blueprints prontos pra IA/RAG, interoperabilidade via padrões (tipo MCP) e o cuidado com segurança. Abertura é diferente de abrir todos os dados. Precisa governança e confirmação humana para algumas ações.



Eu tive a oportunidade de fazer um pergunta para ele que foi a seguinte:

Eu quero ouvir nas suas palavras, com mais detalhes, especificamente, como nós podemos relacionar soberania digital com resiliência?

Segue a resposta dele:

Na minha cabeça, se você pega esse aspecto de controle, se você controla seu destino, seus dados, sua TI, quando você controla as coisas, você consegue reagir ou agir, dá pra fazer algo a respeito da sua TI. Se você não controla, aí você só vai seguindo o que outra pessoa decide, e isso pode até ser bom, mas poderia ser melhor também. Então, quando nós controlamos, conseguimos escolher o nível de dependência. E isso te dá esse lado de resiliência, porque você tem acesso a tudo e consegue decidir.

O balanço (trade-off) é: quanto mais “opções” você tem, mais capacidade você ganha. Então, reduzir dependências é bom, mas você sempre vai ter alguma dependência. Você precisa confiar em parceiros, precisa confiar que você não consegue quebrar todas as dependências em tudo. Mas precisa garantir que, pelo menos, você não fique preso a uma única dependência, que você tenha margem de escolha, certo?

Inovação em Switch e SUSE Advance Digital Twin com NVIDIA      

SUSE e Switch (operador de mega data center nos EUA) avançaram na parceria para acelerar a iniciativa de Digital Twin (gêmeo digital) e deixar as chamadas “AI Factories” mais prontas para o dia a dia. A ideia é usar uma base aberta e robusta (SUSE) junto com a infraestrutura e tecnologia da NVIDIA para rodar, no mesmo ambiente, simulações em tempo real e cargas de IA.

O gêmeo digital é basicamente uma simulação que recebe dados operacionais o tempo todo para modelar o data center “de verdade”. Dá para prever o que vai acontecer e otimizar antes de mexer em nada no físico. No caso da Switch, isso ajuda a simular consumo de energia, calor (dinâmica térmica) e desempenho da infraestrutura em escala, buscando mais eficiência, resiliência e previsibilidade.

Eles combinam o SUSE AI (sobre o Rancher Prime e o SLES) com as bibliotecas do NVIDIA Omniverse e a plataforma DGX, usando também o Omniverse DSX Blueprint para rodar IA/ML e simulação juntos na mesma infraestrutura, sem separar tudo em silos.

O resultado prometido é um data center mais “esperto” e mais fácil de operar, mais segurança (inclusive em ambientes isolados da internet), mais confiabilidade com atualizações e gestão automatizadas, e uma base mais “corporativa” para rodar modelos de linguagem com controle e governança. A Switch também usa essa plataforma para rodar modelos internos e automatizar tarefas, melhorando a operação e o serviço aos clientes.

SUSE anuncia a Plataforma Industrial Edge

A SUSE lançou o Industrial Edge, uma plataforma de IoT industrial feita pra juntar dados do chão de fábrica com a “inteligência” do mundo corporativo e dar uma visão mais completa das operações.

O anúncio vem logo depois da compra da Losant (fev/2026). Na prática, essa aquisição vira o motor da solução e ajuda a SUSE a fechar uma lacuna no tal “espectro de edge”. O Tiny Edge, onde vivem sensores e dispositivos mais limitados, ou seja, onde os dados nascem.

A proposta é atacar o “último quilômetro” do IoT industrial e acabar com o cenário comum de implantações separadas por site (fábricas, lojas, navios, escritórios), que viram silos e dificultam comparar desempenho e enxergar problemas em tempo real.

O diferencial principal é ser neutra de fornecedor e independente de protocolo. Conecta em fontes bem diferentes (Siemens, Beckhoff, HVAC, quiosques, motores, OPC UA etc.), normaliza os dados e mostra tudo num painel único. Entre os recursos, há compatibilidade ampla, fluxos visuais no/low-code pra criar lógica operacional, dashboards em vários níveis, templates prontos e integração mais direta com sistemas de TI.

Pra fechar, a SUSE diz que vai reforçar a iniciativa Margo (Linux Foundation) pra impulsionar interoperabilidade e padronização no edge industrial — e que pretende abrir o código da tecnologia da Losant pra fortalecer o ecossistema e a inovação em comunidade.

SUSE e líderes do setor entregam IA agente segura para gestão de infraestrutura

A SUSE anunciou parcerias com players do mercado (como AWS, Fsas Technologies, n8n, Revenium e Stacklok) pra levar IA “agêntica” de um jeito mais seguro para dia a dia da operação de data center e nuvem. A ideia é deixar agentes de IA monitorarem, investigarem problemas e otimizarem ambientes de TI com mais autonomia, sem virar uma bagunça difícil de governar.

O ponto central é o uso do Model Context Protocol (MCP), que funciona como uma “ponte padrão” entre os agentes e a infraestrutura (servidores, clusters e afins). Com isso, ferramentas de agentes (tipo n8n e Revenium) conseguem se conectar de forma controlada ao SUSE Rancher Prime e ao SUSE Multi-Linux Manager, rodando em diferentes distribuições Linux e Kubernetes.

Na prática, esses agentes podem detectar falhas, cruzar dados com logs e até disparar ações de correção — como propor um patch via pull request, reiniciar serviços ou aplicar updates — tudo dentro de um ambiente com regras e segurança. A SUSE posiciona isso como uma forma de tirar a automação do “silo” e reduzir risco quando a IA precisa mexer nas camadas mais sensíveis da TI.

Os clientes atuais já podem automatizar workflows usando servidores com MCP no portfólio da SUSE. Quem é novo pode adotar o Rancher Prime e/ou o Multi-Linux Manager como base da estratégia de IA agêntica em qualquer data center ou cloud. Segundo a SUSE e parceiros, o diferencial aqui é combinar padrão aberto, escolha de LLM por caso de uso e “trilhos” de governança (inclusive financeiros) pra rodar agentes em produção com mais confiança.



Por hoje é isso. Farei ainda uma última publicação com o PapoFácil gravado com Marcos Lacerda, Presidente da SUSE América Latina e também outra conversa com um cliente da SUSE, a Unimed BH. Até a próxima publicação!

terça-feira, 21 de abril de 2026

SUSECON 2026 – Soberania Digital, AI Factory , Virtualização e Parcerias

Introdução  

Pelo segundo ano consecutivo tenho a oportunidade de acompanhar a SUSECON, evento que reúne o ecossistema da empresa SUSE. Você pode conferir a cobertura do ano passado neste link. Incrível como em um ano o cenário teve muitas modificações. O foco de IA passou a contemplar também de independência e soberania e não apenas resolver tecnicamente essa funcionalidade. Virtualização é outro tema que devido à mudança da política comercial de um dos principais fornecedores, está causando grande movimento no mercado. 

A SUSE também amplia sua participação no mercado com uma parceria notável com a NVIDIA. Sobre tudo isso e mais um pouco falarei neste texto que foi produzido após o primeiro dia do evento aqui na cidade de Praga na República Tcheca, aliás um lugar extremamente encantador. O segmento de tecnologia e infraestrutura crítica para as grandes empresas é um mercado com fortes concorrentes. Mas percebo que a SUSE por meio da ampliação de portfólio, seja por aquisições ou pesquisa e desenvolvimento, vem reforçando sua importância neste mercado oferecendo soluções open source, algo que está em seu DNA, visando atender às necessidades sempre crescentes do mercado. 

SUSE lança AI Factory em parceria com NVIDIA

A SUSE lançou a SUSE AI Factory com NVIDIA, uma solução “pronta pra empresa” para tirar projetos de IA do papel e colocar para rodar com mais rapidez, sem improviso. A ideia é simples: em vez de cada time montar um quebra-cabeça diferente (e depois sofrer pra manter), a plataforma já vem com um caminho mais guiado, com modelos de implementação e um jeito mais automático de implantar as mudanças do teste para o ambiente de produção, tudo com gestão centralizada. O foco é especialmente bom para quem trabalha com dados sensíveis e precisa de segurança, rastreabilidade e conformidade.

Você consegue usar recursos e software da NVIDIA, mas mantendo dados, regras e partes críticas sob controle dentro da própria infraestrutura (seja no datacenter, em sites remotos ou na nuvem). No fim, a promessa é reduzir a miríade de ferramentas, encurtar o caminho de ideia sair do piloto para produção e deixar mais claro “quem mudou o quê” e “quando”, algo essencial em auditorias e para atender exigências regulatórias (como as da Europa). Outro ponto forte é o suporte unificado: em vez de ter vários fornecedores diferentes pra cada pedaço da solução, a SUSE se coloca como um ponto único de suporte para tudo, facilitando operação e resolução de problemas no dia a dia.

Um ponto-chave aqui é soberania digital: para organizações reguladas, não basta usar IA, precisa ter controle real sobre onde os dados ficam, quem acessa, como o modelo é usado e como tudo pode ser auditado. Nesse contexto, a SUSE diz que dá pra aproveitar a tecnologia da NVIDIA mantendo dados, regras e partes sensíveis protegidos dentro da infraestrutura da própria empresa (no datacenter, em locais remotos/edge ou na nuvem), o que ajuda com governança e exigências como o EU AI Act. E, pra não virar um “telefone sem fio” entre fornecedores quando dá problema, eles também reforçam a ideia de suporte unificado para o stack todo.

Soberania Digital é o foco do momento

Vem se tornando prioridade quase unânime nas empresas (98%), mas só pouco mais da metade (52%) está realmente colocando isso em prática. O recado é claro: todo mundo quer mais controle e segurança, mas ainda existe um espaço grande entre a intenção e a execução.

O estudo aponta que a corrida por IA está acelerando essa discussão. De um lado, a IA promete ganhar produtividade, melhorar decisões e criar novas experiências para clientes. Do outro, ela aumenta a complexidade e o risc. Onde ficam os dados? Quem controla os modelos? Dá pra explicar de onde veio o resultado? Não por acaso, 64% dizem que transparência em IA (saber como o modelo foi treinado e rastrear a “origem” do que ele entrega) será um dos principais motores de resiliência digital nos próximos anos.

Na prática, soberania entra cada vez mais em compras e projetos. 45% já incluem o tema em RFPs e 42% dizem ter escolhido fornecedores por isso. Mesmo assim, 41% só agem quando cliente ou regulador exige, ou seja, muitas empresas ainda estão no modo “apagar incêndio”.

Para o negócio, avançar nessa agenda significa reduzir dependência de fornecedor (menos lock-in), acelerar inovação com mais confiança, diminuir riscos de compliance e melhorar continuidade operacional. Resiliência digital, aqui, é manter o controle mesmo em ambientes multi-cloud/híbridos e com IA, apoiado por segurança, monitoramento e boas estratégias de backup e recuperação.

Mesa Redonda sobre Soberania Digital

Participei de uma rica conversa com vários executivos da SUSE e parceiros, na qual muito se falou que soberania digital virou prioridade real (principalmente na Europa) por causa de privacidade/regulação, mas também por um motivo bem “pé no chão”, a continuidade do negócio. Ninguém quer acordar um dia e descobrir que, por decisão externa, sanção, ordem executiva ou dependência de um único fornecedor, pode ficar sem acesso a sistemas críticos. Nos EUA o tema aparece mais como “evitar lock-in”. Já em outros lugares entra forte o lado social/regulatório e o medo de instabilidade geopolítica. Em IA isso fica ainda mais sensível: quando você começa a alimentar modelos com seus dados e propriedade intelectual (a “3ª onda” da adoção), o CIO quer controle, rastreabilidade e opção de rodar híbrido/on prem. Open source surge como peça-chave porque é transparente, “não tem fronteiras” e ninguém consegue simplesmente desligar o acesso. Mas para o mundo corporativo isso só fecha a conta com suporte, SLA e um ecossistema de parceiros que acompanhe a velocidade da inovação.

A soberania digital deixou de ser papo de política e virou prioridade de operação Com tensões geopolíticas, corrida por IA e novas regras (como NIS2, DORA e EU AI Act), as empresas precisam saber onde os dados ficam, quem manda neles e como provar conformidade, sem abrir mão de inovação e escala. A SUSE responde a isso lançando uma especialização de soberania dentro do programa SUSE One Partners, criando um ecossistema regional “pronto para uso” que ajuda clientes a trocar soluções proprietárias por uma base open source resiliente, combinada com serviços soberanos de parceiros locais confiáveis.

Na prática, a proposta junta: uma solução 100% open source e auditável; MSPs oferecendo infraestrutura soberana validada  e integradores apoiando a transformação operacional. Entram ainda um “blueprint” validado (Sovereign Reference Implementation) para reduzir complexidade e acelerar a entrega, certificações e suporte localizado na UE, medição de uso para serviços gerenciados e um suporte premium com um ponto único de responsabilidade. Para o negócio, isso significa menos risco regulatório e jurídico, menos dependência e lock-in, mais previsibilidade para operar em setores altamente regulados, e uma forma mais rápida e segura de escalar cloud e IA mantendo controle de governança, acesso e residência dos dados.


Virtualização volta a ser tema de destaque, migração e gestão

A mudança das regras comerciais da gigante VMware deixou muitos clientes pequenos e médios sem opção, ou porque o produto foi descontinuado ou porque precisa contratar uma versão com muito mais do que precisa e muito mais cara. A SUSE anunciou uma parceria com a Cloudbase Solutions para facilitar a migração de máquinas virtuais (VMs) de ambientes como VMware e nuvens públicas para o SUSE Virtualization, sem parar sistemas (migração “a quente”). Na prática, entra em cena a ferramenta Coriolis, que faz a migração “com o carro andando” e dessa forma evitando janelas longas de manutenção e aquele risco de derrubar aplicações críticas. Para a empresa, isso significa modernizar a infraestrutura com muito menos dor. Dá para reduzir dependência de fornecedores caros (e o famoso lock-in), ganhar mais previsibilidade de custos e acelerar mudanças sem travar o negócio. 

Outro ponto é que, depois da mudança, as VMs e os containers podem ser gerenciados na mesma plataforma, o que simplifica a operação e evita criar novos silos. E tem um recado forte para quem roda SAP. A SUSE validou um processo específico para migrar servidores de aplicação e bancos SAP HANA mantendo requisitos de performance e certificações, o que ajuda a proteger continuidade, suporte e compliance. Em resumo, menos risco, menos interrupção, mais controle e uma rota mais rápida para uma infraestrutura aberta e resiliente.

Portfólio da SUSE presente agora no Marketplace do Oracle Cloud Infraestructure

A SUSE anunciou que todo o seu portfólio agora está disponível no Oracle Marketplace e pode ser implantado direto na Oracle Cloud Infrastructure (OCI). Na prática, isso abre um caminho mais simples para empresas comprarem e colocarem em produção soluções de Linux empresarial e stack cloud native (como Kubernetes e containers) sem burocracia extra. O ganho para o negócio é bem direto. O processo de contratação é mais rápido, menos atrito na compra, e aceleração do time-to-value, especialmente para iniciativas de IA, aplicações modernizadas e cenários de nuvem híbrida/multicloud.

Ao rodar na OCI, os clientes conseguem escalar workloads modernos com mais previsibilidade, mantendo flexibilidade para escolher onde cada carga faz mais sentido (data center, nuvem pública, edge ou combinações). Isso ajuda a reduzir dependência de um único fornecedor (menos lock-in), aumentar controle sobre a infraestrutura e apoiar demandas que estão ficando cada vez mais comuns, como soberania digital, privacidade de dados e baixa latência.

Assim a parceria SUSE + Oracle facilita a vida na hora de comprar, acelera a entrega de projetos e dá mais liberdade para a TI inovar — com impacto positivo em custo, velocidade e governança.

Conversa com Deke-Peter van Leeuwen, CEO da SUSE

Tive a oportunidade de participar de uma conversa com o CEO da SUSE na qual, em resumo, ele destacou vários focos estratégicos da empresa. Dirk Peter disse que a SUSE está bem-posicionada não só pra IA, mas principalmente pra “soberania digital”. Empresas querem reduzir lock-in e, de quebra, blindar a continuidade do negócio contra risco geopolítico (tipo um decreto que “desliga” serviço). Por isso pesa o fato de a SUSE ser europeia e, mais ainda, ser 100% open source. Na visão dele, open source é um lugar mais “seguro” porque é transparente. Se uma falha aparece, o mundo vê e corrige rápido. Em soluções fechadas ou proprietárias dá pra esconder problema por mais tempo. Em IA, ele descreveu três ondas e disse que a mais sensível é quando a empresa coloca seus próprios dados e propriedade intelectual no modelo. Aí todo CIO pede solução soberana, muitas vezes híbrida/on prem. A estratégia da SUSE é crescer com suporte forte e um ecossistema de parcerias (conectar players), e não só crescer apenas por meios de aquisições.



Isso tudo e até mais foi objeto do primeiro dia do evento! Em breve mais destaques do SUSECON 2026, incluindo duas conversas para o PapoFácil! Até lá!!


sexta-feira, 17 de abril de 2026

PapoFácil #1045 xFusion acelera no Brasil com IA, manufatura local e foco em infraestrutura crítica

Patrícia Cocozza, Gerente Geral Brasil, conta como a xFusion iniciou sua operação no Brasil em 2025 para atender à crescente demanda por infraestrutura de TI impulsionada por IA, modernização de data centers e aplicações intensivas em dados. Com manufatura local, modelo 100% via canais e foco em projetos de alta complexidade e missão crítica, a empresa fortaleceu presença em 23 estados com cerca de 80 parceiros. Sua estratégia prioriza eficiência energética, escalabilidade e resiliência, além de soluções em IA, HPC e alta densidade. Parcerias estratégicas e um ecossistema robusto sustentam a expansão e a expectativa de crescimento acelerado em 2026.

Gravado dia 10/04/2026 


xFusion acelera no Brasil com IA, manufatura local
e foco em infraestrutura crítica

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